Aulas de Giriraj Swami em Português

Satam Prasangat – 1.ª parte

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SATAM PRASANGAT: RECITAR E ESCUTAR COM DEVOTOS

 

Aula dada por Giriraj Swami

 

 

(ao telefone para os devotos nas Mauricias)

19 de Março 2007  

Carpinteria, California

 

 

Vamos ler do Srimad-Bhagavatam, Canto Três, Capitulo Vinte e Cinco: “As glorias do serviço devocional.”

  

TEXTO 25

 

satam prasangat mama virya-samvido

bhavanti hrt-karna-rasayana katha

taj-josanad asv apavarga-vartmani

sraddha ratir bhaktir anukramisyati

                                            

SINÓNIMOS

 

satam–dos devotos puros; prasangat–atraves da associação; mama–Minha; virya–actividades maravilhosas; samvidah–por discutir sobre; bhavanti–torna-se; hrt–ao coração; karna–ao ouvido; rasa-ayanah–agradavel; katha–as historias; tat–disso; josanat–pelo cultivo; asu–rapidamente; apavarga–da liberação; vartmani–no caminho; sraddha–fé firme; ratih–atração; bhaktih–devoção; anukramisyati–seguem respetivamente.

 

TRADUÇÃO

 

Na companhia de devotos puros, a conversa sobre os passatempos e actividades da Suprema Personalidade de Deus é muito agradável e satisfatória ao ouvido e ao coração. Aquele que cultiva tal conhecimento avança gradualmente no caminho da liberação, e em seguida liberta-se, fixando sua atenção. Então começam a verdadeira devoção e o serviço devocional.

 

 

SIGNIFICADO por Srila Prabhupada

 

Descreve-se aqui o processo de avançar em consciencia de Krsna e em serviço devocional. O primeiro passo é buscar a companhia de pessoas que sejam conscientes de Krsna e que se ocupem em serviço devocional. Sem tal companhia ninguém pode avançar. Com o simples conhecimento teórico ou o simples estudo, ninguém pode fazer nenhum avanço apreciável. É preciso abandonar a companhia de pessoas materialistas e buscar a companhia de devotos, porque, sem a companhia de devotos, ninguém pode entender as actividades do Senhor. Geralmente, as pessoas são persuadidas do aspecto impessoal da Verdade Absoluta. Por não se associarem com devotos, elas não podem entender que a Verdade Absoluta possa ser uma pessoa e ter actividades pessoais. Este é um assunto muito dificil e, a menos que se tenha compreensão pessoal da Verdade Absoluta, não há significado para a devoção. Não se pode oferecer serviço ou devoção a algo impessoal. Tem-se que prestar serviço a alguma pessoa. Os não-devotos não podem apreciar a consciência de Krsna, lendo o Srimad-Bhagavatam ou qualquer outra literatura védica em que se descrevam as actividades do Senhor; eles pensam que essas actividades são histórias de ficção e imaginadas, porque a vida espiritual não lhes é explicada de maneira correcta. Para entendermos as actividades pessoais do Senhor, precisamos buscar a companhia de devotos, e, em tal companhia, ao contemplarmos e tentarmos entender as actividades transcendentais do Senhor, abre-se-nos o caminho da liberação, e libertamo-nos. Aquele que tem fé firme na Suprema Personalidade de Deus torna-se fixo, e sua atracção por se associar com o Senhor e os devotos aumenta. Associar-se com os devotos significa associar-se com o Senhor. O devoto que estabelece esta associação desenvolve a consciência para prestar serviço ao Senhor, e então, situando-se na posição transcendental do serviço devocional, ele torna-se gradualmente perfeito.

 

AULA por Giriraj Swami

 

om ajnana-timirandhasya jnananjana-salakaya

caksur unmilitam yena tasmai sri-gurave namah

 

sri-caitanya-mano-’bhistam sthapitam yena bhu-tale

svayam rupah kada mahyam dadati sva-padantikam

 

nama om visnu-padaya krsna-presthaya bhu-tale

srimate bhaktivedanta-svamin iti namine

 

namas te sarasvate deve gaura-vani-pracarine

nirvisesa-sunyavadi-pascatya-desa-tarine

 

sri krsna caitanya prabhu nityananda sri advaita

gadadhara srivasadi-gaura-bhakta-vrnda

 

hare krsna hare krsna krsna krsna hare hare

hare rama hare rama rama rama hare hare

 

vanca-kalpatarubhyas ca krpa-sindhubhya eva ca

patitanam pavanebhyo vaisnavebhyo namo namah

 

Estou muito satisfeito por estar hoje, aqui, na vossa associação. Como afirma o verso, é atraves da associação dos devotos, que recebemos o conhecimento transcendental de Krsna e o serviço devocional.

 

Neste verso existem muitas palavras importantes. A primeira é satam–devotos puros. A palavra sat significa“eterno.” O Bhagavad-gita afirma que aquilo que é eterno existe; é verdadeiro. E aquilo que não é eterno não existe; não é verdadeiro. Os devotos são verazes. Existe outro verso no Srimad-Bhagavatam (1.2.17) que diz que o Senhor, situado dentro do coração, ajuda “o devoto veraz” que está ansioso por ouvir as Suas mensagens. Aí, a mesma palavra é usada, satam.

 

srnvatam sva-kathah krsnah

punya-sravana-kirtanah

hrdy antah stho hy abhadrani

vidhunoti suhrt satam

 

“Sri Krsna, a Personalidade de Deus, que é o Paramatma (Superalma) no coração de todos, e o benfeitor do devoto veraz, limpa o desejo pelo desfrute material do coração do devoto, que desenvolveu o desejo ardente por escutar as Suas mensagens, que são por si só virtuosas, quando adequadamente ouvidas e recitadas.”

 

Srila Prabhupada traduz satam como “devoto veraz”. Os verdadeiros devotos são verazes. Verazes significa que estão livres de duplicidade. Quando cantam Hare Krsna estão realmente a cantar Hare Krsna. Não estão a pensar noutras coisas ou a fazer outros planos. Naturalmente que se deve tentar escutar o Santo Nome, enquanto se O recita, e deve-se tentar escutá-Lo. Mesmo que o devoto não seja completamente exitoso, se ele estiver a esforçar-se, é considerado veraz–satam. Ele está a esforçar-se. Ele é sincero. Ele quer escutar o Santo Nome mesmo que a mente oscile e o leve de um lado para o outro. Como Arjuna diz no Bhagavad-gita(6.34),

 

cancalam hi manah krsna

pramathi balavad drdham

tasyaham nigraham manye

vayor iva suduskaram

 

“A mente é inquieta, turbulenta, obstinada e muito forte e, parece-me, que subjuga-la é mais dificil que controlar o vento.”

No entanto, como é dito no Bhagavad-gita(6.26):

 

yato yato niscalati

manas cancalam asthiram

tatas tato niyamyaitad

atmany eva vasam nayet

 

“De onde quer que a mente divague devido à sua natureza flutuante e instável deve-se, certamente, recolhê-la e trazê-la sob o controle do eu.”

 

Sempre que a mente divague, devemos trazê-la de volta. Enquanto recitamos devemos fazer um esforço constante para escutar o Santos Nomes. Sua Graça Bhurijana Prabhu, aconselhou-nos a fazer um voto, um sankalpa de pelo menos escutar um mantra cada dia: focarmos plenamente a mente num mantra a cada dia; nem sequer dois ou dez. Só um. Veremos o quão dificil é escutar um mantra completo com a mente fixa. Ele diz que, mesmo que não consigamos escutar um mantra, pelo menos podemos começar com uma palavra. “Hare” “Krsna” “Hare”  “Krsna”–sem a mente divagar: isso dar-nos-á grande inspiração no nosso esforço para recitar e no nosso progresso espiritual. Portanto, satam,“devoto veraz.”

 

Prasangat significa “atraves da associação.” Como diz Srila Prabhupada, o homem é um animal social. Um pouco antes, no mesmo capitulo do Srimad-Bhagavatam (3.25.20) podemos ler:

 

prasangam ajaram pasam

atmanah kavayo viduh

sa eva sadhus krto

moksa-dvaram apavrtam

 

“Toda a pessoa erudita sabe muito bem que o apego às coisas materiais é o maior enredo para a alma espiritual, mas esse mesmo apego, quando dirigido para os devotos auto-realizados, abre a porta para a liberação.”

 

O ser humano é um animal social. Necessita companhia, quer associação. Se não se associa com devotos, será obrigado a associar-se com não devotos. Dois dos primeiros aspetos do serviço devocional são: associar-se com devotos e abandonar a associação dos não devotos. Abandonar a companhia dos não devotos não significa que, quando vamos pregar, evitamos falar com eles, porque pregação significa aproximação aos não devotos. Porem, o proposito é dar-lhes a nossa associação ou a associação de Krsna e não receber a associação deles.

 

Naturalmente que em assuntos do quotidiano nós interagimos com pessoas que podem não ser devotos–no trabalho, na escola, com os membros familiares–e não existe proibição contra tais relacionamentos, mas, em assuntos espirituais, não devemos aceitar os seus conselhos e também não devemos perder tempo em actividades que não sejam conscientes de Krsna. Podemos dispender o mínino de tempo, tanto o quanto se necessite, de acordo à situação, mas não devemos perder tempo em tópicos mundanos–gramya katha–ou outros objetivos frívolos.

 

Devemos, isso sim, usar o nosso tempo para nos associarmos com devotos, porque associação com devotos significa associação com o processo de escutar e recitar sobre Krsna, que significa realmente associar-mo-nos com Krsna. Na plataforma absoluta não existe diferença entre Krsna e o nome de Krsna; não existe diferença entre Krsna e os tópicos sobre Krsna; não existe diferença entre Krsna e a lembrança de Krsna. Quando nos associamos com os devotos, naturalmente vibraremos o nome de Krsna, escutaremos as instruções e as lilas de Krsna e lembrar-nos-emos de Krsna. Por nos associarmos com Krsna através do processo da associação com os devotos, nas actividades de sravanam, kirtanam e smaranam associamo-nos com Krsna. Portanto Srila Prabhupada diz que a associação com devotos significa associação de Krsna.

 

No significado Srila Prabhupada explica que existem muitas pessoas que falam sobre Krsna e os passatempos de Krsna mas que realmente não têm fé em Krsna como uma pessoa. Eles acreditam que Krsna é, em última análise, impessoal ou mesmo imaginário. De todos os modos, quer pensem que Ele é impessoal ou mitológico, a sua conclusão é de que não existe Krsna. Ou existe o Brahman impessoal ou não existe nada–somente o mundo material e, para além disso, não existe devoção nem serviço devocional.

 

Portanto temos que escutar dos satam (devotos puros,devotos verazes) e, na associação deles, podemos compreender o aspecto pessoal da Verdade Absoluta. Podemos compreender que Krsna é uma pessoa, que Ele é real, mais real que qualquer outra coisa no mundo material. Não somente Ele é real, mas também o Seu nome, Sua forma, Suas qualidades e Seus passatempos são reais e eternos. A associação com devotos é verdadeira. É associação com a Verdade Absoluta que é absolutamente real. E qual é o resultado? Bhavanti hrt-karna-rasayana. Esse katha, hari-katha, krsna-katha, torna-se agradável ao coração e ao ouvido.

 

     Realmente o ouvido adquire prazer. Rupa Gosvami diz: “O que são uma língua e dois ouvidos para recitar e escutar o Santo Nome? Se eu tivesse milhares de línguas e milhões de ouvidos, então poderia começar . . .” o devoto torna-se tão desejoso de escutar e recitar que ele quer milhares de línguas e milhões de ouvidos, porque adquire muito prazer.

 

No mundo material existe a lei da saciedade, que significa que podemos ter algum sabor ou desejo por algum alimento como por exemplo, desejar comer gulabjamuns ou rasagullas. Eventualmente chegamos a um ponto em que estamos saciados e então não queremos mais–nem sequer mais uma bola saborosa, doce, suculenta e dourada. Não a queremos porque estamos saciados, plenamente satisfeitos. Já comemos o suficiente. Essa é a lei da natureza material, a lei da saciedade. Para o espírito não existe saciedade.

 

Podemos cantar, cantar e cantar. Escutar, escutar e escutar e nunca ficarmos cansados, em especial na associação de devotos puros, porque é muito agradável ao coração e ao ouvido–é agradável e dá satisfação. Satisfatório significa que não queremos nada mais; não significa que “bom, participei no satsanga por trinta minutos–estou satisfeito; é suficente.” Ou então “recitei as minhas dezasseis voltas–estou satisfeito é suficiente.” Não é esse o significado de satisfatório. Satisfatório significa que, por escutar e cantar sobre Krsna na associação de devotos, não quero nada mais, apesar de sentir que não consigo absorver o suficiente dessa associação. Nunca canto o suficiente. Nunca escuto o suficiente. Quero mais, mais e mais porque é muito agradável. Estou satisfeito fazendo simplesmente isso. Não necessito de nada mais para me divertir ou entreter.

 

Rasayanam: rasayana é um termo da medicina Ayurvédica. Rasayana é um tónico administrado a um enfermo com o propósito de lhe devolver vitalidade. Na existência material encontramo-nos doentes. Sofremos e estamos praticamente mortos. Rasayana é um medicamento que tomamos para recuperar a nossa saúde, recuperar a nossa vida. Tomamos esse medicamento em doses sucessivamente maiores. No Sri Upadesamrta, Srila Rupa Gosvami compara a pessoa doente de avidya (ignorância) com uma pessoa doente de icterícia. Alguém que sofre de icterícia não pode saborear a doçura do açúcar. Muito pelo contrário, devido à doença a pessoa saboreia o doce como amargo. Ainda assim, a cura Ayurvédica para a icterícia é o açúcar candy (açúcar solido). À medida que se vai recuperando da doença, o açúcar candy torna-se mais e mais doce até que finalmente pode-se saborea-lo tal como é–doce como néctar.

 

O mesmo se aplica ao Santo nome de Krsna, aos tópicos transcendentais de Krsna. À medida que os recitamos e escutamos na associação dos devotos, a condição da nossa consciência material melhora e eventualmente ficamos curados. Então, em vez de nos considerarmos o centro–“Eu” e “Meu”–Krsna torna-se o centro. Eu pertenço a Krsna e Krsna é meu. Krsna é a minha única posse. Niskincana, Akincana. Podemos conseguir Krsna quando vemos a Krsna como a nossa única posse, ou quando não desejamos possuir algo à parte de Krsna. É um processo gradual, e temos que lutar arduamente e esforçar-mo-nos–então poderemos alcançar Krsna e a consciência de Krsna.

 

Recentemente alguns devotos publicaram uma tradução inglesa do Sarartha Darsini, um comentario de Srila Visvanatha Cakravarti Thakura do Srimad-Bhagavatam. Publicaram o Décimo Canto. Aí,Visvanatha fala do Damodara-lila na qual mãe Yasoda ata a Krsna com cordas. Ele explica, com grande detalhe, que Krsna tem duas potências. Uma permite-Lhe satisfazer os Seus desejos (satya-sankalpa-sakti), e a outra permite-Lhe manifestar a Sua grande opulência (vibhuti sakti). Krsna desejou brincar, roubar manteiga e alimentar os Seus amigos macacos. Esse era o Seu desejo. A Sua potência vibhuti permitiu-Lhe manifestar poder extraordinário, para que mãe Yasoda não O pudesse atar. Apesar das muitas cordas que juntou ela não conseguiu atar Krsna. A Sua potência vibhuti actuou para ajudar a Sua potência satya sankalpa a satisfazer o Seu desejo. Mãe Yasoda tinha o seu desejo, que era o de atar a Krsna. Ensinar-Lhe uma lição e proibí-Lo de fazer mais traquinices. Ela tinha o seu desejo e, para o satisfazer trabalhou muitissimo; esforçou-se muito. Não desistiu. No final, o seu desejo prevaleceu sobre o desejo dEle: ser livre e brincar como Lhe aprouvesse.

 

Portanto, na competição entre o Senhor e o devoto puro, é a determinação do devoto que sempre predomina; não a do Senhor. Naturalmente que na consciência de Krsna, todos ganham e ninguém perde. Porém, na competição, o devoto ganha. A misericórdia do Senhor (o Senhor tem muitas potências mas a Sua potência de misericórdia é a mais excelente e reina sobre todas as outras), a Sua potencia de misericórdia intervém e derrete o coração do Senhor e, assim, Ele permite ser atado pelo Seu devoto. Do mesmo modo, quando recitamos o santo nome ou escutamos as glórias do Senhor, temos que nos esforçar para recitar sem ofensas e, particularmente, recitar com atenção. Esse esforço incansável e trabalho árduo (parisrama), invocará a misericordia do Senhor (krsna-krpa), e Ele permite ser atado por nós.

 

Nessa altura poderemos, verdadeiramente, experimentar o santo nome; seremos capazes de experimentar Krsna–e esse é o processo da consciência de Krsna. Somente fazer esse esforço, diz Srila Prabhupada, simplesmente fazer esse esforço consciente, planeado e contínuo para escutar os santos nomes, eleva-nos ao estagio de namasraya ou namabhasa e torna-nos liberados. Namabhasa também é uma meta porque com namabhasa, estamos liberados. Ficamos livres dos desejos materiais. Libertamo-nos das reacções pecaminosas. Libertamo-nos. Esse é o estagio de purificação. Somente esse esforço para recitar com atenção–esse esforço genuíno, sincero e permanente para escutar com atenção, torna-nos liberados. Escutando Krsna-katha com atenção, ou vendo a Deidade e estando absortos na beleza da Deidade, torna-nos inconscientemente liberados. Isto também é afirmado pelo Senhor Kapila nesta secção do Srimad-Bhagavatam (3.25.36)

 

tair darsaniyavayavair udara-

vilasa-haseknita-vama-suktaih

hrtatmano hrta-pranams ca bhaktir

anicchato me gatim anvim prayunkte

 

“Ao ver as formas encantadoras do Senhor, sorridentes e atractivas, e ao ouvir as Suas palavras tão agradáveis, o devoto puro quase perde todos os demais estados de consciência. Os seus sentidos livram-se de todas as demais ocupações, e ele absorve-se em serviço devocional. Assim, apesar de não o desejar, ele alcança a liberação sem esforço separado.”

 

Por nos associarmos com devotos puros, falar e escutar na sua associação, a porta da liberação abre-se. Imediatamente (asu), muito rapidamente ou imediatamente, a pessoa trilha o caminho da liberação (apavarga vartmani). Assim progride-se de um estagio para outro (sraddha ratir bhaktir anukramisyati), um após o outro, até que se alcança a perfeição última.

 

No Bhakti-rasamrita-sindhu Rupa Gosvami divide o serviço devocional em três estagios: sadhana-bhakti, bhava-bhakti e prema-bhakti. Em relação a este verso (3.25.25), os acaryas comentaram que sraddha refere-se a sadhana-bhakti que começa com sraddha e continua por diferentes estágios até asakti. Rati refere-se a bhava (rati é um sinonimo de bhava) e bhakti quer dizer prema. Por discutir os divertimentos e actividades da Personalidade de Deus, na associação de devotos puros, avança-se no caminho do serviço devocional puro desde sraddha, ou sadhana bhakti, passando por rati, ou bhava bhakti, até prema bhakti. Depois, como explica Srila Prabhupada, verdadeira devoção e serviço devocional começam.

 

Portanto, este é o grande legado que Srila Prabhupada nos deu: o processo de recitar os santos nomes e escutar os tópicos transcendentais de Krsna, na associação de devotos, e ele deu-nos os devotos com quem podemos escutar e recitar. Ele deu-nos o Santo Nome, deu-nos os seus livros, deu-nos templos com Deidades e deu-nos a associação com devotos puros, que é de importancia vital. Na associação de devotos, com as boas instruções dos devotos e a misericórdia dos devotos puros, podemos aprender verdadeiramente a recitar o santo nome, a compreender apropriadamente os divertimentos do Senhor, a ver e servir apropriadamente a Deidade e, em ultima instância, a tornarmo-nos perfeitos em consciência de Krsna, e voltarmos a casa, voltarmos a Deus. Hare Krsna.

 

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Written by nityananda108

Agosto 5, 2008 às 12:07 pm

Publicado em Uncategorized

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