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	<title>Aulas de Giriraj Swami em Português</title>
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		<title>Aulas de Giriraj Swami em Português</title>
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		<title>A Fé de Srila Prabhupada no Santo Nome</title>
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		<pubDate>Fri, 14 Aug 2009 10:20:19 +0000</pubDate>
		<dc:creator>nityananda108</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

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		<description><![CDATA[  Uma palestra dada por Giriraj Swami num retiro de japa a 9 de Abril de 2009 no Palácio de Srila Prabhupada, Nova Vrindaban, Virginia Ocidental. Enquanto cantávamos, olhei para a pintura de Srila Prabhupada na parede, pintada a partir de uma fotografia dele de 1966, e pensei em como ele tinha vindo ao mundo [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=girirajswami.wordpress.com&amp;blog=4302647&amp;post=110&amp;subd=girirajswami&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:center;" align="center"><strong><em><img class="aligncenter size-full wp-image-112" title="prabhupada 1" src="http://girirajswami.files.wordpress.com/2009/08/prabhupada-11.jpg?w=187&#038;h=240" alt="prabhupada 1" width="187" height="240" /></em></strong></p>
<p> </p>
<p><em>Uma palestra dada por Giriraj Swami num retiro de</em> japa<em> a 9 de Abril de 2009 no Palácio de Srila Prabhupada, Nova Vrindaban, Virginia Ocidental.</em></p>
<p>Enquanto cantávamos, olhei para a pintura de Srila Prabhupada na parede, pintada a partir de uma fotografia dele de 1966, e pensei em como ele tinha vindo ao mundo ocidental para nos dar o santo nome. Veio, seguindo a instrucção de seu mestre espiritual, com plena fé no santo nome, pensando que, se as pessoas como nós , simplesmente cantassem o santo nome tudo o resto surgiria.</p>
<p>Srila Prabhupada tinha um irmão espiritual que se chamava Niskincana Krsnadasa Babaji, que Prabhupada dizia ser um <em>paramahamsa</em>, uma alma liberada. Babaji Maharaja aproximou-se a outro irmão espiritual de Prabhupada,  que tinha sido enviado por Srila Bhaktisiddhanta Sarasvati Thakura para pregar na Inglaterra , mas que não tinha tido muito êxito e que finalmente tinha regressado à India, e disse-lhe, “Tu foste para o Ocidente, e Swami Maharaja [Bhaktivedanta Swami—porque os discípulos de Srila Bhaktisiddhanta também se referem a seu <em>guru maharaja</em> como “Srila Prabhupada”] foi para o Ocidente. Tu expuseste os ensinamentos  do Senhor Caitanya e Swami Maharaja expôs os ensinamentos do Senhor Caitanya. Tu deste a conhecer o Hare Krsna <em>maha-mantra</em> e Swami Maharaja deu a conhecer o Hare Krsna <em>maha-mantra</em>. Entretanto Swami Maharaja teve um êxito espectacular e os teus resultados foram insignificantes. Qual é a razão?” Então o próprio Babaji Maharaja deu a resposta: “Porque Swami Maharaja tinha fé plena no santo nome de Krsna e tu não.”</p>
<p>Esta é uma afirmação muito forte e um ponto extremamente significativo. Prabhupada tinha fé plena no santo nome e com essa convicção veio para o Ocidente, deu-nos o santo nome e animou-nos a cantar.</p>
<p>Há uns anos atrás, outro irmão spiritual, Dr Oudh Bihari Lal (O. B. L.) Kapoor, inciado com o nome  Adi Kesava dasa, tinha-se encontrado com Prabhupada em Mathura. No<strong> </strong><em>asrama</em> de <em>grhastha</em> Srila Prabhupada tinha sido um quimico ou farmacêutico. O Dr. Kapoor perguntou-lhe, “Tu és um farmacêutico; conheces muitas fórmulas. Sabes qual é a fórmula para desenvolver amor a Deus?” Srila Prabhupada respondeu, “Sim, sei qual é.” [risos] Dr. Kapoor retorquiu, “Podes dizer-me qual é?”  Prabhupada disse, “Sim. <em>Trnad api su-nicena, taror iva</em> <em>sahisnuna/ amanina mana-dena, kirtaniyah sada harih</em>.&#8221; A fé de Srila Prabhupada no santo nome existia desde o começo. Serviu de base à sua viagem para o Ocidente, no seu serviço ao seu mestre espiritual e a todos nós.</p>
<p>Em Mathura, na cerimónia de <em>sannyasa</em> de Srila Prabhupada e enquanto o sacerdote conduzia o fogo de sacrificio e recitava vários <em>mantras</em>, Krsnadasa Babaji cantava o santo nome. Ele saboreava verdadeiramente o santo nome. Numa noite, em Ekadasi, Sua Santidade Bhakti Bhrnga Govinda Swami levou-me até ele. Estava sentado num pátio de um asram onde estava muito escuro—talvez houvesse uma luz muito ténue vinda de uma lâmpada num canto—e ali estava ele a recitar <em>japa</em> e a saborear. Podia-se perceber que ele estava a degustar, a saborear. Na verdade, estava a beber o néctar do santo nome. Então, durante um interlúdio na cerimónia, Krsna Dasa Babaji liderava o <em>kirtana</em> , e quando chegou o momento de encerrar a cerimónia com a recitação de <em>mantras,</em> o sacerdote gesticulou em direcção a ele e disse-lhe<em>, &#8220;</em> Podes acabar agora o <em>kirtana</em>.&#8221; Mas quando o sacerdote se concentrou de novo na cerimónia, Prabhupada acenou discretamente a Babaji Maharaja e disse, &#8220;Continua a cantar. Continua a cantar.&#8221; [risos] Babaji Maharaja, enquanto contava esta história, comentou, &#8220;Nesse momento, pude perceber que ele seria o líder do movimento Hare Krsna.&#8221; Srila Prabhupada tinha essa fé profunda.</p>
<p>Logo depois de me ter unido ao templo de Boston, os devotos enfrentaram-se com uma crise financeira. Nessa altura não se fazia regularmente <em>hari-nama-sankirtana</em>, nem se distribuiam livros na rua. Só haviam programas vespertinos no templo às segundas, quartas e sextas feiras e a festa de confraternização aos Domingos da parte de tarde. Prabhupada tinha dito aos devotos que, se necessário, poderiam arranjar empregos. Satsvarupa dasa, o presidente do templo, era um assistente social e o seu ordenado da assistência social, era o única receita que o templo tinha. Entretanto, à medida que o departamento de arte se desenvolvia e mais devotos se uniam ao templo, essa receita tornou-se insuficiente.</p>
<p>Os devotos, que eram muito rendidos, reuniram-se e um deles, Patita-pavana, disse que tinha trabalhado nos correios antes de se unir ao movimento e que poderia ir trabalhar para lá. Outro disse que conhecia uma mercearia no fundo da rua e que talvez pudesse conseguir um trabalho nessa loja. Os devotos voluntariaram-se para ajudar de todas as maneiras possiveis. De repente, um devoto chamado Nanda Kishora levantou a sua mão. Ele era muito humilde, aliás como a maior parte dos devotos. Ele citou uma carta de Srila Prabhupada. Todas as cartas de Srila Prabhupada eram aceites como documentos importantes, instrutivos para todos. Sempre que chegava uma carta, todos os devotos se reuniam e o destinatário abria-a e lia-a,  e todos os outros escutavam. Portanto Nanda-Kisora citou uma carta de Srila Prabhupada: “Se sairem em <em>sankirtana</em> todos os vossos problemas serão resolvidos—espiritualmente e materialmente.” Todos concordaram; “Sim, isso é o que devemos fazer.”</p>
<p>No dia seguinte fomos para as ruas cantar—nem sequer tínhamos <em>BTGs</em> para distribuir—e pedíamos doacções às pessoas. Voltámos, contámos o <em>laksmi</em> e vimos que tínhamos amealhado sete dólares. Nessa altura sete dólares era algo substancial. O processo pareceu promissor e decidimos fazer o mesmo no seguinte dia. Saímos à rua, fizemos a mesma coisa, talvez com mais entusiasmo e convicção, regressámos e contámos o <em>laksmi</em>: doze dólares. Pensei, “Isto está a ficar interessante. O que Prabhupada disse é verdade.” Saímos no terceiro dia, regressámos e contámos dezanove dólares.  Então, ficámos sem dúvida alguma de que o que Prabhupada tinha dito era verdade. E começámos a sair todos os dias. “Se cantarem Hare Krsna, todos os vossos problemas serão resolvidos—materialmente e espiritualmente.” Srila Prabhupada tinha essa fé.</p>
<p>Eventualmente mudámo-nos da pequena lojinha do número 95 na Avenida Glenville para uma mansão bastante grande na Rua North Beacon no número 40. Era a primeira propriedade que pertencia à ISKCON, a primeira que os devotos compraram. Srila Prabhupada estava muito entusiasmado e disse que a imprensa deveria mudar de Nova York para Boston. Os devotos começaram a imprimir os livros de Prabhupada e um dos primeiros foi o <em>Fácil Viagem a Outros Planetas</em>. Ele dirigiu todos os aspectos das publicações inclusivé a apresentação dos livros. Ele dava os títulos aos livros e neste caso especifico instruiu-nos sobre o que queria  para a capa: Numa parte deveria aparecer o universo material—o espaço exterior com as diferentes estrelas e planetas—e na outra parte deveria aparecer o céu espiritual com alguns planetas Vaikuntha e, em grande plano, Goloka Vrndavana com Radha e Krsna. Também queria que houvesse um devoto que estivesse a voar no espaço desde o universo material até ao céu espiritual, com <em>dhoti,</em> <em>kurta</em>, <em>sikha</em> e <em>japa mala.</em> A capa deveria retratar o tema do livro sendo que através da <em>bhakti-yoga</em>, através da recitação de <em>japa</em>, poderemos viajar mais além do universo material até ao céu espiritual, até Goloka Vrndavana. O cantar é o nosso bilhete que nos leva de volta a Deus.  Prabhupada ficou muito satisfeito quando, mais tarde, os devotos lhe mostraram a capa. Então disse, “Sim, através das contas.” [risos] Cantar o santo nome é muito poderoso. Srila Prabhupada tinha essa fé.</p>
<p>Depois fomos para a India e, estando lá, Prabhupada surpreendeu-nos. Iniciámos o <em>hari-nama</em>-<em>sankirtana</em>, como faziamos no Ocidente, mas eventualmente Prabhupada disse-nos para parar. Disse que não deveríamos fazer muito <em>sankirtana</em> na rua, porque na India os mendigos vão para a rua cantar para pedir dinheiro e ele não queria que as pessoas pensassem que éramos mendigos. Ele introduziu o programa de membros vitalícios, dizendo que tinha sido concebido para que se pudesse distribuir os seus livros. Também animou a execução de programas em grandes <em>pandals</em> (tendas muito grandes), a que chamou “Festivais Hare Krsna.” O primeiro foi realizado em Bombaim e o segundo seria em Calcutá. Nessa altura Calcutá estava a ser agitada pelo partido comunista e por um grupo de jovens comunistas chamados Naxalites, cujo programa era aterrorizar pessoas abastadas. Costumavam raptar os filhos das pessoas ricas e exigir grandes somas de dinheiro. Não era incomum dispararem sobre as pessoas ricas na rua e matarem-nas. Era uma situação infernal e algumas pessoas mais ricas dessa altura fugiram de Calcutá para Delhi, e para outros lugares.</p>
<p>Nesta atmosfera Srila Prabhupada queria que organizassemos um grande programa de <em>pandal</em> e enviou Tamal Krishna Goswami e a mim para lá, desde Bombaim. Antes do programa começar, Prabhupada recebeu uma mensagem, “Foge ou morre.” Parecia um grande drama, mas o autor da carta tinha cortado as letras dum jornal, para que ninguém pudesse detectar quem a tinha escrito, colou-as num papel e enviou-a. No dia anterior ao programa tinha havido uma conferência de imprensa e o humor de muitos jornalistas era agressivo. Um deles desafiou Prabhupada, “Qual é o benefício deste programa de <em>pandal</em>? Poderia gastar o dinheiro ajudando as pessoas pobres.” Prabhupada respondeu, “Qual é o benefício? O benefício será  o de ouvir. As pessoas terão a oportunidade de escutar.” E continuou, “Este arranjo monumental  deriva da escuta.  Fui para o Ocidente falar e alguns jovens escutaram-me, e devido a que me escutaram, vieram para cá para instalar este grande programa.” Sempre destemido, Srila Prabhupada persistia na sua missão.</p>
<p>Havia um costume, neste tipo de programas de <em>pandal</em>,  que o chão fosse quase todo coberto com <em>daris </em>(tapetes indianos), e nos lados houvessem cadeiras para os convidados. No nosso <em>pandal</em> as cadeiras estavam reservadas para  os VIPs que tinham sido convidados,  para os membros vitalícios e para todos os que tivessem pago uma rupia. Logo na primeira noite, antes do programa começar, um grupo de Naxalites criou um grande tumulto: “Porque é que  algumas pessoas estão sentadas nas cadeiras e outras têm que se sentar no chão? Todo o mundo deve sentar-se no chão.” Estavam à procura de uma oportunidade para começarem uma briga. Enquanto Prabhupada estava no palco com as deidades e os discípulos, estes Naxalites começaram a gritar e a perturbar de uma forma deliberada. Depois agarraram numas cadeiras e começaram a fazer barulho com elas para acabar com o programa. A atmosfera estava bastante tensa porque estes Naxalites podiam actuar de uma forma inesperada; podiam tornar-se violentos. Não os queríamos agitar ainda mais mas, a menos que parassem, Srila Prabhupada não poderia discursar porque estavam a fazer um grande distúrbio.</p>
<p>Olhávamos todos para Srila Prabhupada—Que é que fazemos? De repente ele inclinou-se para o microfone, e&#8230;começou a cantar: “<em>Govindam adi-purusam</em> <em>tam aham bhajami</em>.&#8221; Cantou as orações <em>Govindam</em> e de alguma maneira a perturbação chegou ao fim com os jovens a colocarem as cadeiras no chão e a sairem silenciosamente. Pareceu um milagre.</p>
<p>O seguinte programa de <em>pandal</em> foi em Delhi e estando aí, Srila Prabhupada foi convidado para ir a Madras mas já tinha planeado levar os seus discípulos pela primeira vez a Vrndavana. Contudo, ele queria que alguém fosse a Madras, mas ninguém queria ir porque preferiam ir com Prabhupada a Vrndavana. De alguma maneira tive a ideia que o segredo da Consciência de Krsna  estava em seguir a ordem do mestre espiritual e satisfazê-lo, por isso, voluntariei-me.</p>
<p>Em Madras, estive a maior parte do tempo sózinho. Pedia ajuda regularmente, mas era difícil conseguir que os devotos viessem. Nessa altura uma canção tornou-se moda. Nos seus significados, Srila Prabhupada menciona algumas canções de cinema, que são as mais populares na India. O refrão desta canção em particular (e não me lembro de todos as palavras) era “<em>Dam maro</em> <em>dam . . . </em><em>Hare Krsna Hare Rama. Hare Krsna Hare Rama. Hare Krsna Hare</em> <em>Rama</em>.” Nessa altura, em Madras, não tínhamos nenhum centro por isso ficavamos na casa de diferentes pessoas. Como escutava regularmente esta canção acabei por perguntar ao meu anfitrião qual era a sua tradução. Fiquei sem saber se ele tinha compreendido mal a minha pergunta ou se estava a ser polido mas o que me disse foi, “Por cada respiração, Hare Krsna Hare Rama”—o que parecia muito bonito. [risos] Por algum tempo, ficámos com a impressão que esse era o significado da canção mas,a seu devido tempo, soubemos qual era o verdadeiro significado: “Por cada “passa” que dou, Hare Krsna Hare Rama.”</p>
<p>De Madras fomos para Calcutá, e em Calcutá, o filme que tinha essa canção estava a passar nos cinemas. Na verdade, não sabiamos qual era o conteúdo do filme, mas por essas alturas sempre que o musical ou o filme <em>Hair</em> passava nalgum teatro ou cinema os devotos congregavam-se à frente das salas de espectáculo para fazerem <em>hari-nama-sankirtana</em> e distribuirem livros porque havia uma cena em que se cantava o <em>maha-mantra</em> Hare Krsna completo. Portanto, pensámos, “Oh, o filme Hare Rama Hare Krsna será uma grande oportunidade.” [risos] Então fizemos <em>hari-nama</em> e distribuimos livros no exterior do cinema. Entretanto, quando os espectadores começaram a entrar no cinema pensei, “Vou dar uma vista de olhos só para ficar com uma ideia de que é que o filme trata.” Então, entrei justamente quando o filme estava a começar. Era uma coisa impressionante; um ecrã grande e os amplificadores com o som alto. O filme começou com imagens do oceano, com as ondas do oceano a bater na praia. O narrador com uma voz profunda e ressoante, entoava, “Durante séculos a cultura espiritual da India permaneceu dentro do país, mas um homem. . .”—e mostrava a fotografia de Srila Prabhupada—“levou a cultura espiritual através dos oceanos. Então mostrava o Ratha-yatra de Londres. E, naquele ecrã gigantesco era muito impressionante. Então pensei, “Uau! Isto é incrivel!” Logo a seguir mostrava um grupo de hippies a fumar erva e haxixe e a cantar Hare Krsna Hare Rama. Estavam vestidos tal como os hippies, com rapazes e raparigas misturando-se livremente. Era muito mau—o tema do filme era que Srila Prabhupada estava a degradar a cultura sagrada indiana ao dá-la aos hippies que simplesmente a utilizavam incorrectamente cantando Hare Krsna Hare Rama,  fumando “erva” e fazendo sexo livremente e outras coisas do género.</p>
<p>Foi um golpe baixo. Mais tarde, Srila Prabhupada disse que o governo estava por trás desse filme porque tinham medo que o movimento se tornasse muito popular e queriam que as pessoas não se atraíssem por ele. Os comunistas que estavam no governo também espalharam rumores que pertenciamos à CIA. Foi a mesma situação. Eles sabiam que não eramos da CIA mas espalharam esses rumores porque queriam que as pessoas não adoptassem a consciência de Krsna. Pensavam que a vida espiritual mantinha as pessoas apáticas. Mas na realidade eram eles, que queriam manter as pessoas apáticas. Entretanto, alguns amigos sugeriram que fizessemos uma queixa em tribunal contra Dev Ananda, porque tinha sido ele que tinha escrito, dirigido e actuado no filme. Naquela altura ele era uma grande estrela de cinema e o filme estava completamente identificado com ele. Então um bem-querente perguntou a Srila Prabhupada, “O senhor conhece Dev Anand?” Srila Prabhupada respondeu, “Sim, e eu urino na cara dele.” [risos]</p>
<p>Agora voltamos ao mesmo ponto—a fé de Srila Prabhupada no santo nome.</p>
<p>Prabhupada disse, “A longo prazo este filme vai ajudar-nos porque eventualmente as pessoas esquecerão o <em>dam maro dam </em>e só se lembrarão de Hare Krsna Hare Rama.” E foi o que aconteceu. De Calcutá fui para Bombaim e especialmente os meninos da rua—existem tantos meninos da rua que  ficam nas esquinas a mendigar ou a vender revistas—sempre que nos viam,  cercavam-nos,  punham as mãos junto  à boca como se estivessem a fumar haxixe e cantavam, gozando connosco, “<em>Dam maro dam, dam maro dam . .</em> <em>.</em>” A maior parte das vezes nem chegavam a cantar “Hare Krsna Hare Rama”—só “<em>Dam maro dam.</em>” Era uma praga. Onde quer que fossemos estes pequeninos rodeavam-nos e gozavam connosco: “<em>Dam maro dam.</em>”</p>
<p>Esta situação difícil continuou por algum tempo mais. Então, provavelmente depois de uma ano após a música ter surgido—e era extremamente popular—o ênfase mudou. As duas partes—a “<em>Dam maro dam</em>” e a “Hare Krsna Hare Rama”—tornaram-se iguais. Eventualmente, tal como Srila Prabhupada tinha predito, a “<em>Dam maro dam</em>” foi completamente esquecida. Era uma vibração sonora mundana e não tinha nenhum atractivo mas o Hare Krsna Hare Rama era transcendental e sempre fresco. Depois de se terem esquecido do “<em>Dam</em> <em>maro dam</em>” quando  nos viam, as pessoas riam-se e diziam, “Hare Krsna Hare Rama.” E isso aconteceu realmente.</p>
<p>Pouco tempo depois Srila Prabhupada assumiu o projecto de Juhu e essa é toda uma outra história. Depois da primeira estadia e programa de Srila Prabhupada, e enquanto ele e os devotos esperavam na sala reservada aos VIPs no aeoroporto, escutava-se um<strong> </strong><em>kirtana</em> tumultuoso com canto e dança extáticos. Prabhupada disse, “Se continuarem a ter <em>kirtanas</em> como este, o nosso projecto será um êxito.”</p>
<p>Mais tarde, alguns devotos imprimiram selos como os dos correios (sem valor postal) com uma fotografia de Radha-Krsna e as palavras Hare Krsna, para serem coladas nos envelopes. Srila Prabhupada escreveu-me, “Estas duas palavras `Hare Krsna,` devem aparecer em todo o lado.”</p>
<p>Noutra altura, Srila Prabhupada estava no terraço de um dos edifícios antigos de habitação que já existiam quando os devotos compraram a propriedade, e um devoto chamado Haridasa  abanicava-o. Às sete horas Prabhupada olhou para o seu relógio e disse, “Haridasa, estás a ouvir o som de <em>kirtana</em> vindo do templo?” Haridasa esforçou-se por ouvir mas não ouviu nada. “Não Srila Prabhupada.” “Não estás a ouvir o som do <em>kirtana</em> vindo do templo?” “Não.” “Essa é a questão,” disse Srila Prabhupada. “Não há <em>kirtana</em> no templo e deveria haver.” Então perguntou a Haridasa, “Onde estão todos os  devotos?”  Haridasa sugeriu que deveriam estar na cidade a coletar e que ainda não teriam regressado. Prabhupada disse, “Essa não era a minha intenção, que os devotos saíssem a colectar todo o dia e noite. Podem sair às nove e voltarem às cinco e depois cantar e dançar diante das deidades. De outro modo tornar-se-ão como os <em>karmis.</em>”</p>
<p>De seguida perguntou a Haridasa, “Sabes qual a razão de termos tido êxito e o Sr. Nair não? Nair estava bem estabelecido em Bombaim, enquanto nós eramos completamente novos. Ele era muito rico enquanto nós não tinhamos dinheiro nem receitas regulares. Sendo propietário do <em>Free Press Journal</em>, um dos três jornais diários em Bombaim, e antigo presidente da Câmara, ele conhecia muitas pessoas e era muito influente, enquanto nós não conhecíamos quase ninguém e não tínhamos práticamente nenhuma influência. Mas nós triunfámos e ele não. Porquê?” Então Srila Prabhupada deu a resposta: “Nós actuávamos para agradar a Krsna e ele, para o seu ganho pessoal. E porque tentámos satisfazer a Krsna, Krsna misericordiosamente reciprocou e triunfámos—por Sua graça.</p>
<p> “Portanto, quando os devotos chegam, devem cantar e dançar diante das Deidades, para o Seu prazer. Ao agradarmos as Deidades, pela misericórdia d´Elas, pela misericórdia de Krsna, triunfaremos—não através da nossa força e esforço independentes.” Realmente, Srila Prabhupada tinha essa fé em Krsna, no santo nome, nas Deidades—que se cantarmos sinceramente para agradar Krsna, Krsna ficará satisfeito e triunfaremos.</p>
<p>O ultimo episódio que contarei, aconteceu no final quando Srila Prabhupada  já estava bastante doente, em 1977. Srila Prabhupada tinha um devoto fiel, Sri P. L. Sethi—assim como Hanuman está para Rama ele estava para Prabhupada. Ele era completamente dedicado e tinha muita fé. Antes de se  encontrar com Prabhupada estava associado a um grupo que se chamava Radha Madhava Prema Sudha Sankirtana Mandala. Eles cantavam o <em>maha-mantra</em> Hare Krsna e o <em>guru</em> deles vivia em Vrndavana. Aqueles que viviam em Bombaim eram todos casados. A cada Domingo faziam um <em>akhanda-hari-nama-sankirtana</em> de doze horas, um <em>kirtana</em> contínuo e sem paragens desde as seis da manhã até às seis da tarde, seguido de duas horas de canções de Vraja.</p>
<p>Então o Sr. Sethi deu a sugestão de em vez de fazer o <em>kirtana</em> na casa de um dos devotos, como   era costume, porque não fazê-lo em Hare Krsna Land. Fizemos então o arranjo diante das Deidades no templo pequeno, ao lado do novo complexo que estava nos  últimos pormenores de finalização, justamente debaixo das acomodações novas de Srila Prabhupada. Apesar da construção ainda não estar acabada e o elevador não funcionar Srila Prabhupada insistiu em ficar lá. Doente como estava,  escutava o <em>kirtana</em> ora reclinado ora deitado. Estes devotos que estavam no templo queriam vê-lo mas eram muitos e Srila Prabhupada não estava com forças para descer e também seria uma grande imposição encontrar-se com todos eles.</p>
<p>A uma certa altura ficaram tão impacientes que sairam do templo e fizeram o <em>kirtana</em> debaixo da varanda de Prabhupada. Finalmente o Sr Sethi ajudou Prabhupada a caminhar até à varanda e Prabhupada lançou o olhar sobre eles.  Estavam em êxtase. Ficou lá por algum tempo e depois voltou para dentro. Um dos pontos altos aconteceu quando uma senhora começou a cantar, “<em>Jaya radhe jaya radhe radhe, jaya radhe jaya sri radhe. Jaya krsna . . .</em>&#8221; Mais tarde o Sr. Sethi informou-nos que enquanto Srila Prabhupada escutava aquela canção, lágrimas rolavam pela sua cara.</p>
<p>No dia seguinte subi para ver Srila Prabhupada. “Aquele <em>kirtana</em> foi maravilhoso,” disse ele. “Devemos convidar a todo o grupo para que venham viver connosco em Hare Krsna Land. Diz a todos que cuidaremos deles. Não precisam de trabalhar. A única coisa que têm que fazer é <em>kirtana</em> continuo.” Fiquei sem saber o que fazer. [risos]Então ele disse, “Pelo menos os nossos devotos devem fazer <em>kirtana</em> doze horas ao dia; das seis da manhã até às seis da tarde.” Tínhamos sido instruídos por Srila Prabhupada no sentido de servir e expandir a missão e em Juhu estavamos verdadeiramente atarefados na finalização do templo e nas preparações para a abertura oficial. Não conseguia imaginar os devotos cantando doze horas cada dia no templo. Por isso, disse, “Srila Prabhupada temos tanto serviço para fazer. Como podemos fazer tudo isso?” Então Prabhupada disse, “Está bem, mas pelo menos uma vez por semana, aos Domingos.” Quando Prabhupada falou daquela maneira eu disse, “Sim,” porque me senti aliviado—só um dia, doze horas. Mais tarde, Tamal Krishna Goswami comentou que Srila Prabhupada tinha feito um regateio transcendental. Se ele tivesse começado com, “Doze horas cada Domingo,” poderíamos ter argumentado, “Oh, isso é muito. Talvez quatro horas.” Mas como ele começou com doze horas cada dia e sete dias na semana, quando finalmente disse doze horas, um dia à semana, ficámos aliviados. “Oh sim, isso podemos fazer .” [risos]</p>
<p>A partir daí fazíamos um <em>kirtana</em> contínuo de doze horas. E acontecia justamente o que Prabhupada tinha dito—que todos os problemas seriam resolvidos, materialmente e espiritualmente. Eu era o presidente do templo e tinha que lidar com muitos problemas. Tinhamos que construir o complexo do templo, tratar com as autoridades civis, organizar os programas do templo, cuidar dos devotos e também sobreviver na India, com todas as doenças e dificuldades. Quando os devotos se aproximavam de mim na Segunda, Terça e por vezes na Quarta-feira, eu tratava dos problemas. Mas quando chegava a Quinta-feira, já estávamos nas proximidades do <em>hari-nama</em> de doze horas e sabia—e aconteceu sempre, sem falhar—todos os problemas seriam resolvidos. Ou o problema se resolvia automáticamente ou então o devoto realizava que o suposto problema não era verdadeiramente um problema ou então tinha alguma compreensão ou inspiração de como lidar com ele. Portanto, a partir de Quinta-feira costumava dizer, “Está bem, dá-me uns dias para pensar sobre o tema,” [risos]mas eu sabia, “Vamos esperar até Domingo—faremos o <em>kirtana</em> de doze horas—e o assunto ficará resolvido.” E acontecia constantemente. Era verdadeiramente maravilhoso.  Esse era o sentimento e convicção de Srila Prabhupada. Desta maneira, devemos entregar-nos plenamente ao processo, satisfazer a Krsna através do nosso cantar. Na verdade, qualquer coisa que façamos deve estar impregnado com o sentimento de satisfazer ao <em>guru</em> e a Krsna.</p>
<p>Por isso, se cantamos Hare Krsna sinceramente, Krsna fica satisfeito, e através da Sua satisfação e misericórdia seremos bem sucedidos em todos os aspectos. Desde o inicio eu pensava, “Prabhupada está a escutar o meu canto, por isso, devo cantar bem para que ele fique satisfeito.” Na equipa de Radha-Damodara, Visnujana tinha uma fotografia muito grande com a orelha de Srila Prabhupada e ele cantava com essa ideia que Srila Prabhupada escutava o canto do seu <em>japa</em>; ele cantava para satisfazer a Srila Prabhupada. Por isso, todos estes temas vão de mãos dadas: serviço ao <em>guru</em>, serviço ao santo nome, cantar o santo nome, satisfazer a Krsna, satisfazer a Srila Prabhupada e ser bem sucedido—materialmente e espiritualmente.</p>
<p>Hare Krsna.</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/girirajswami.wordpress.com/110/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/girirajswami.wordpress.com/110/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/girirajswami.wordpress.com/110/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/girirajswami.wordpress.com/110/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/girirajswami.wordpress.com/110/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/girirajswami.wordpress.com/110/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/girirajswami.wordpress.com/110/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/girirajswami.wordpress.com/110/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/girirajswami.wordpress.com/110/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/girirajswami.wordpress.com/110/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/girirajswami.wordpress.com/110/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/girirajswami.wordpress.com/110/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/girirajswami.wordpress.com/110/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/girirajswami.wordpress.com/110/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=girirajswami.wordpress.com&amp;blog=4302647&amp;post=110&amp;subd=girirajswami&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Maratona de Dezembro</title>
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		<pubDate>Mon, 29 Dec 2008 18:58:51 +0000</pubDate>
		<dc:creator>nityananda108</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

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		<description><![CDATA[Mensagem da Maratona de Dezembro &#8220;Podem Acontecer Milagres&#8221; Por Giriraja Swami                     No decurso de servir ao mestre spiritual, a Srila Prabhupada, somos colocados em situações que não são muito congeniais com o nosso conforto material. Invariavelmente, nessas situações, sentimos mais profundamente essa união com o mestre [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=girirajswami.wordpress.com&amp;blog=4302647&amp;post=98&amp;subd=girirajswami&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h3 style="text-align:left;">Mensagem da Maratona de Dezembro</h3>
<p style="text-align:left;"><span style="color:#993300;"><strong>&#8220;Podem Acontecer Milagres&#8221;</strong><br />
</span><em>Por Giriraja Swami</em></p>
<p><img class="size-full wp-image-99    alignleft" title="prabhupadagita" src="http://girirajswami.files.wordpress.com/2008/12/prabhupadagita.jpg?w=226&#038;h=283" alt="prabhupadagita" width="226" height="283" /></p>
<p style="text-align:left;"> </p>
<p style="text-align:left;"> </p>
<p style="text-align:left;"> </p>
<p style="text-align:left;"> </p>
<p style="text-align:left;"> </p>
<p style="text-align:left;"> </p>
<p style="text-align:left;"> </p>
<p style="text-align:left;"> </p>
<p style="text-align:left;"> </p>
<p style="text-align:left;"> </p>
<p style="text-align:left;">No decurso de servir ao mestre spiritual, a Srila Prabhupada, somos<br />
colocados em situações que não são muito congeniais com o nosso conforto<br />
material. Invariavelmente, nessas situações, sentimos mais profundamente<br />
essa união com o mestre espiritual e,  dessa maneira, sentimo-nos ainda mais<br />
extáticos em consciência de Krsna do que quando estamos em situações<br />
confortáveis.</p>
<p style="text-align:left;">Ao fazer algo materialmente dificil ou desagradável, podemos sentir-nos mais<br />
unidos com o mestre espiritual. Sua Santidade Sacinandana Swami deu uma<br />
palestra maravilhosa na qual explicava que, quando uma pessoa recebe uma<br />
ordem do mestre espiritual e tenta executá-la, acontecem coisas<br />
maravilhosas. Krsna, ajuda. No seu livro A Arte da Transformação,<br />
Sacinandana Swami escreve, &#8221; Devemos fazer algo extra para Krsna, enquanto<br />
executamos serviço devocional. Devemos aceitar alguns riscos e afastar-nos<br />
da nossa lokika-sraddha, dessa sraddha mundana baseada na experiência<br />
sensorial e naquilo que as pessoas possam dizer. Se confiarmos nas<br />
escrituras, poderemos ver milagres acontecerem à nossa volta. Quero<br />
partilhar convosco um desses milagres. Os devotos disseram-me, `Sai e<br />
distribui livros!´ Pensei`Não, esse serviço não, por favor, qualquer outro<br />
serviço está bem,  mas não esse serviço. Sou um devoto muito jovem,e  um<br />
pouco sensível. Não posso ir ter com esses tigres e leões da rua.´ Os devotos<br />
disseram, `Não, não, tem um pouco de fé. Por te renderes a Ele, Krsna<br />
dar-te-á tudo o que precisares e manterá tudo o que tiveres.´ E eu<br />
segui-lhes o conselho. Distribui livros e Krsna ajudou.&#8221;</p>
<p style="text-align:left;">Existem muitos devotos, em diferentes partes do mundo, que aceitam riscos<br />
para expandir o movimento da consciência de Krsna. E muitos desses países<br />
não são nada favoraveis a esta missão. Contudo, os devotos aproximam-se a<br />
muitas pessoas que, de outra forma, não teriam possibilidade de conhecer<br />
este processo-bhakti-yoga-e animam-nas a cantar os santos do Senhor Krsna. E<br />
muitas delas tornam-se krsna-bhaktas. Podemos ver que os devotos aceitam<br />
riscos às custas do seu conforto pessoal-e até arriscam  as suas próprias<br />
vidas. Estas coisas acontecem. Se aceitarmos a missão do mestre espiritual dentro<br />
do nosso coração e aceitamos riscos para essa missão, Krsna ajudará de<br />
maneiras maravilhosas e inesperadas.</p>
<p style="text-align:left;">E Krsna provê. Amoghalila Prabhu, o meu irmão espiritual, foi um brahmacari<br />
durante muitos anos que depois se casou. Ele conseguiu um doutoramento e,<br />
durante dois ou três anos, trabalhou como professor adjunto. Aos<br />
fins-de-semana saía a distribuir livros; esse ânimo esteve sempre com ele.<br />
Ele distribuiu livros desde o seus primeiros dias como brahmacari.<br />
Sempre teve muito entusiasmo para a distribuição de livros e rapidamente<br />
apercebeu-se que podia manter a sua familia através da dedicação plena à<br />
distribuição de livros. E gostava muito mais da distribuição de livros.<br />
Finalmente tomou a decisão, &#8220;Vou acabar com este assunto de ser professor e<br />
distribuir livros integralmente.&#8221; Nos primeiros momentos a esposa ficou um<br />
pouco céptica, porque achava que essa actividade não era muito dignificante<br />
mas quando se apercebeu que a familia não experimentava desconfortos, acabou<br />
por aceitar. E Amoghalila está sempre inspirado e animado porque está sempre<br />
a distribuir livros e a pregar.</p>
<p style="text-align:left;">Portanto, meus queridos devotos, durante esta maratona de Dezembro, devemos<br />
fazer o esforço por sair das nossas zonas de conforto e arriscar-nos um<br />
pouquinho para distribuir estes livros. Vamos tão só arriscar-nos um<br />
pouquinho por Srila Prabhupada e Sri Caitanya Mahaprabhu, e veremos que os<br />
resultados serão completamente auspiciosos e gloriosos.</p>
<p style="text-align:left;">Muitíssimo obrigado.<br />
Hare Krsna</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/girirajswami.wordpress.com/98/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/girirajswami.wordpress.com/98/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/girirajswami.wordpress.com/98/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/girirajswami.wordpress.com/98/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/girirajswami.wordpress.com/98/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/girirajswami.wordpress.com/98/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/girirajswami.wordpress.com/98/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/girirajswami.wordpress.com/98/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/girirajswami.wordpress.com/98/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/girirajswami.wordpress.com/98/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/girirajswami.wordpress.com/98/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/girirajswami.wordpress.com/98/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/girirajswami.wordpress.com/98/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/girirajswami.wordpress.com/98/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=girirajswami.wordpress.com&amp;blog=4302647&amp;post=98&amp;subd=girirajswami&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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	</item>
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		<title>Gita Jayanti</title>
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		<pubDate>Sun, 07 Dec 2008 23:35:03 +0000</pubDate>
		<dc:creator>nityananda108</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

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		<description><![CDATA[  Instruções para a Nossa Vida-do Bhagavad-gita Uma palestra dada por Giriraj Swami Gita Jayanti Dezembro 20, 2007 Juhu, Mumbai   Hoje é a data auspiciosa do Gita Jayanti, o dia em que o Senhor Krsna falou o Bhagavad-gita a Arjuna no campo de batalha de Kuruksetra, no dia de Moksada Ekadasi. Para começar, leremos [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=girirajswami.wordpress.com&amp;blog=4302647&amp;post=92&amp;subd=girirajswami&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:center;"><img class="alignnone size-full wp-image-96" title="ka1_163" src="http://girirajswami.files.wordpress.com/2008/12/ka1_163.jpg?w=251&#038;h=314" alt="ka1_163" width="251" height="314" /> </p>
<p style="text-align:center;"><strong>Instruções para a Nossa Vida-do Bhagavad-gita<br />
Uma palestra dada por Giriraj Swami<br />
Gita Jayanti<br />
Dezembro 20, 2007<br />
Juhu, Mumbai</strong></p>
<p style="text-align:left;"> </p>
<p style="text-align:left;">Hoje é a data auspiciosa do Gita Jayanti, o dia em que o Senhor Krsna falou<br />
o Bhagavad-gita a Arjuna no campo de batalha de Kuruksetra, no dia de<br />
Moksada Ekadasi. Para começar, leremos dois versos do Gita que nos darão<br />
algumas instruções para as nossas vidas.</p>
<p>Lemos do Bhagavad-gita Tal Como Ele É, Capítulo Nove: &#8220;O Conhecimento Mais<br />
Confidencial.&#8221;</p>
<p>VERSO 30</p>
<p>api cet su-duracaro<br />
bhajate mam ananya-bhak<br />
sadhur eva sa mantavyah<br />
samyag vyavasito hi sah</p>
<p>SINÓNIMOS</p>
<p>api-mesmo; cet-se; su-duracarah-uma pessoa que cometa as acções mais<br />
abomináveis; bhajate-está ocupada em service devocional; mam-a Mim;<br />
ananya-bhak-sem desvio; sadhuh-um santo; eva-decerto; sah-ele;<br />
mantavyah-deve ser considerado; samyak-completamente; vyavasitah-situado em<br />
determinação; hi-decerto; sah-ele.</p>
<p>TRADUÇÃO</p>
<p>Mesmo que alguém cometa as acções mais abomináveis, se estiver ocupado no<br />
serviço devocional, deve ser considerado santo, porque está devidamente<br />
situado em sua determinação.</p>
<p>SIGNIFICADO por Srila Prabhupada</p>
<p>A palavra su-duracara usada neste versoé muito significativa e devemos<br />
compreendê-la apropriadamente. Quando é condicionada,  a entidade viva tem<br />
duas espécies de actividades: uma é condicional e a outra, constitucional.<br />
Quanto à protecção do corpo ou ao acatamento às leis da sociedade e do<br />
Estado, concerteza há diferentes actividades relativas à vida condicional,<br />
mesmo para os devotos, e essas actividades chamam-se condicionais. Além<br />
destas, a entidade viva que está plenamente consciente de sua natureza<br />
espiritual e se ocupa em consciência de Krsna, ou no serviço devocional ao<br />
Senhor, realiza actividades que se denominam transcendentais. Essas<br />
actividades são executadas em sua posição constitucional, e chamam-se<br />
tecnicamente serviço devocional.</p>
<p>COMENTÁRIO por Giriraj Swami</p>
<p>Aqui Srila Prabhupada explica, seguindo a ideia de Srila Bhaktivinoda<br />
Thakura, que os devotos ao viverem neste mundo material, também devem levar<br />
a cabo actividades relacionadas com a existência material, nomeadamente em<br />
relação com a sociedade, governo, etc. Tais actividades não podem ser<br />
evitadas porque estamos neste mundo material. Temos que viver em sociedade,<br />
viver num determinado país. No grhastha-asrama tem que se ter um trabalho,<br />
pagar impostos. Tem que se fazer muitas coisas, que são executadas no mundo<br />
material. Quando formos para o mundo espiritual não precisamos de ir para um<br />
escritório,  pagar os impostos ou executar funções sociais.</p>
<p>E existem actividades que começam com sravanam kirtanam visnoh smaranam que<br />
são executadas tanto aqui como no mundo espiritual. Ouvimos acerca de Krsna.<br />
Cantamos sobre Krsna e lembramos-nos de Krsna. Quando formos para o mundo<br />
espiritual ocupar-nos-emos nessas mesmas actividades.</p>
<p>Srila Prabhupada continua:</p>
<p>SIGNIFICADO (continuação)</p>
<p>Acontece que, no estado condicionado, às vezes o serviço devocional e o<br />
serviço condicionado ao corpo andam lado a lado. Mas nesse caso também, às<br />
vezes essas actividades opõem-se umas às outras. Na medida do possivel, o<br />
devoto tem muita cautela em não fazer nada que possa abalar a sua condição<br />
saudável.</p>
<p>COMENTÁRIO</p>
<p>Por exemplo, uma pessoa está ocupada num tipo particular de trabalho, nalgum<br />
negócio, e para cumprir com o seu negócio tem que se associar com<br />
não-devotos. No sastra, a associação com os não-devotos é desencorajada e a<br />
associação intima com eles é proibida. Entretanto,  devido a que ela tem que<br />
ganhar a sua vida,  tem que se associar com todo o tipo de pessoas e essa<br />
associação contamina. Isto é para dar um exemplo de quando as actividades<br />
condicionais são opostas às constitucionais. Se a pessoa é afortunada, o seu<br />
trabalho será executado na associação dos devotos. Na verdade, Srila<br />
Prabhupada animava os devotos a abrirem negócios onde pudessem ocupar outros<br />
devotos, para que não tivessem que se associar extensivamente com os<br />
não-devotos. Melhor do que isso é viver numa comunidade auto-suficiente de<br />
devotos. Assim, não temos que ir em absoluto, para um escritório ou para uma<br />
loja. Não precisamos de interagir muito com o mundo material. Produzimos o<br />
nosso alimento, protegemos as vacas, obtemos o leite e deste modo dependemos<br />
da natureza e das vacas. Não precisamos de nos envolver com a civilização<br />
materialista.</p>
<p>Por vezes, as actividades condicionais vão paralelas às actividades<br />
constitucionais e por vezes são opostas, e o devoto é muito cauteloso em não<br />
fazer nada que abale a sua condição saudável. Por outras palavras, ele é<br />
consciente que tem que interagir, no decurso de seu trabalho e de uma forma<br />
ou de outra, com pessoas materialistas mas é muito cuidadoso em não se<br />
relacionar mais além de um certo limite , porque se o ultrapassa, a<br />
associação dessas pessoas afectará a sua consciência de Krsna e abalará a<br />
sua condição saudável.</p>
<p>SIGNIFICADO (continuação)</p>
<p>Ele sabe que a perfeição das suas actividades depende da sua progressiva<br />
realização na consciência de Krsna. Entretanto, às vezes pode-se ver que um<br />
devoto consciente de Krsna comete algum acto que social ou politicamente é<br />
tido como abominável. Mas essa queda passageira não o desqualifica. No<br />
Srimad-Bhagavatam, afirma-se que se alguém cai mas está sinceramente ocupado<br />
no serviço transcendental ao Senhor Supremo, o Senhor, estando situado em<br />
seu coração, purifica-o e perdoa tal abominação. A contaminação material é<br />
tão forte que mesmo um yogi plenamente ocupado no serviço do Senhor às vezes<br />
cai na armadilha. Porém, a consciência de Krsna é tão forte que essa queda<br />
ocasional é corrigida de imediato. Por isso, o processo do serviço<br />
devocional é sempre um sucesso. Ninguém deve zombar de um devoto que<br />
acidentalmente se afastou do caminho ideal, pois, como se explica no próximo<br />
verso, essas quedas ocasionais cessarão no seu devido tempo, logo que ele se<br />
situar em completa consciência de Krsna.</p>
<p>COMENTÁRIO</p>
<p>Estes dois versos dão-nos dois tipos de instruções-a primeira é sobre o que<br />
acontece com o devoto que cai e a outra é sobre como os outros devem ver o<br />
devoto que cai.</p>
<p>Se o devoto que cai está plenamente ocupado em serviço devocional&#8230;<br />
Qual o significado de &#8220;plenamente ocupado&#8221;? Já dissemos que enquanto o<br />
devoto está no mundo material, tem que executar algumas actividades<br />
condicionais, caso contrário estaria plenamente ocupado em serviço<br />
devocional. Ele utiliza o tempo dsponível para cantar e escutar sobre Krsna,<br />
lembrar-se d´Ele e servi-Lo de diferentes maneiras. Tal pessoa deve ser<br />
considerada santa mesmo que tenha uma queda. Geralmente a queda involve o<br />
deslize para a actividade pecaminosa. Entretanto zombar de um devoto aparece<br />
noutra categoria que é pior que o pecado. Aparece na categoria de aparadha,<br />
vaisnava-aparadha. Vaisnava-aparadha é muito pior que a queda na actividade<br />
pecaminosa e por tais ofensas o nosso serviço devocional pode ser<br />
severamente perturbado.</p>
<p>Vemos uma falta num devoto e escarnecemos  dele. Falamos dele ou dela de uma<br />
forma negativa. Tais actos caem na categoria de nama-aparadha, sadhu-ninda,<br />
vaisnava-aparadha. Isso é muito mais sério e prejudicial que um deslize na<br />
gratificação dos sentidos. Podemos pensar que somos superiores-&#8221;Oh, esse<br />
devoto caiu na gratificação dos sentidos, fracassou em dar o bom exemplo&#8221;-e<br />
criticar o devoto, mas essa critica ao devoto pode ser mais séria que o<br />
fracasso do devoto em actuar apropriadamente. E constantemente incorremos na<br />
mesma critica. Por isso não fazemos muito progresso. Constantemente<br />
encontramos defeitos nos devotos, criticamos os devotos, por isso, apesar de<br />
cantarmos as voltas, de lermos o Bhagavad-gita, de irmos ao templo, de<br />
fazermos serviço, porque depreciamos constantemente os devotos, mesmo que<br />
casualmente-até pode ser que o façamos sem estar conscientes-não<br />
progredimos. Pode até acontecer perdermos a nossa posição em serviço<br />
devocional. Portanto, esta é uma lição muito importante do Srimad<br />
Bhagavad-gita.</p>
<p>SIGNIFICADO (continuação)</p>
<p>Portanto, quem está  em consciência de Krsna e se ocupa com determinação no<br />
processo de cantar Hare Krsna, Hare Krsna, Krsna Krsna, Hare Hare, Hare<br />
Rama, Hare Rama, Rama Rama, Hare Hare deve ser considerado como estando na<br />
posição transcendental, mesmo que ele pareça ter caído por acaso ou<br />
acidentalmente. As palavras sadhur eva &#8220;ele é santo&#8221; são muito enfáticas.<br />
Elas são uma advertência aos não-devotos .  .  .</p>
<p>COMENTÁRIO</p>
<p>É normal que os não-devotos zombem dos devotos. Mas os verdadeiros devotos,<br />
os verdadeiros Vaisnavas, apreciam os outros devotos mesmo que esses<br />
devotos, casualmente, dêem um passo em falso. Infelizmente os devotos<br />
neófitos têm algumas caracteristicas em comum com os não-devotos, por isso,<br />
por vezes também criticam. Mas é normal que os não-devotos façam isso, por<br />
isso Srila Prabhupada explica que este aviso é para eles.</p>
<p>SIGNIFICADO (continuação)</p>
<p>Elas são uma advertência aos não-devotos, para que não zombem de um devoto<br />
por ter tido uma queda acidental; ele ainda deve ser considerado santo,<br />
mesmo que tenha acidentalmente caído.</p>
<p>COMENTÁRIO</p>
<p>Esta expressão, &#8220;devoto neófito&#8221; é frequentemente expressa em sânscrito como<br />
bhakta-praya, &#8220;quase um devoto,&#8221; porque os neófitos estão na plataforma<br />
material. Eles cantam e tentam progredir, mas porque estão na plataforma<br />
material não são considerados, no sentido estrito da palavra, verdadeiros<br />
devotos. A partir da minha perspectiva, sendo um devoto introspectivo,<br />
quando leio estas coisas devo pensar, &#8220;Oh, sou como um não devoto.&#8221; Mas os<br />
outros, desde a sua perspectiva, não devem cair nessa noção de &#8220;eles são<br />
bhakta-prayas, quase devotos; não são verdadeiros devotos, por isso posso<br />
criticá-los,&#8221; porque os neófitos, apesar de estarem mais ou menos na<br />
plataforma material, se estão ocupados no processo da bhakti-yoga, entram na<br />
categoria de sadhu. Devem ser considerados santos. Ridicularizá-los é uma<br />
ofensa. Por isso, devemos ser cautelosos.</p>
<p>Internamente, devemos sentir que não somos devotos. É irónico, mas são os<br />
neófitos que pensam que são devotos, bons devotos; e são os devotos<br />
avançados que sentem que não são devotos. Tomemos o exemplo de Caitanya<br />
Mahaprabhu. Ele disse que não tinha nem sequer uma gota de amor por Krsna.<br />
Ele chorava de dia e de noite por Krsna, com o sentimento de Radharani em<br />
separação de Krsna, mas dizia, &#8221; Não tenho nenhuma gota de amor por Krsna.&#8221;<br />
&#8220;Porquê? Estás sempre a chorar por Krsna.&#8221; &#8220;Isso é só uma exibição, para<br />
impressionar os outros. Se realmente eu tivesse amor por Krsna não<br />
continuaria a viver. O facto de Eu viver sem Ele, prova que não tenho amor<br />
por Ele.&#8221; Portanto, quando alguém está no estágio mais elevado,<br />
maha-bhagavata-claro está que Caitanya Mahaprabhu era mais que isso-ele<br />
sente que não é um devoto e vê que todos os outros são devotos. E o neófito<br />
pensa, &#8220;Oh, eu sou um devoto. Os outros, não são verdadeiramente devotos.&#8221;<br />
Eles pensam que são devotos e que os outros não  são. Pensam que estão a<br />
seguir o processo adequadamente, enquanto que os outros não. Temos que<br />
ultrapassar este estágio. Para tal temos as instruções do Bhagavad-gita que<br />
servem para elevar-nos.</p>
<p>SIGNIFICADO (continuação)</p>
<p>Elas são uma advertência aos não-devotos, para que não zombem de um devoto<br />
por ter tido uma queda acidental; ele ainda deve ser considerado santo,<br />
mesmo que tenha acidentalmente caído. E a palvra mantavyah dá ainda maior<br />
ênfase. Se a pessoa não seguir esta regra e zombar da queda acidental do<br />
devoto, então, estará desobedecendo à ordem do Senhor Supremo. A única<br />
qualificação do devoto é estar firme e exclusivamente ocupado em serviço<br />
devocional.</p>
<p>COMENTÁRIO</p>
<p>O Sri Caitanya-caritamrta, que tem como base o Srimad-Bhagavatam e o<br />
Bhagavad-gita, enumera as vinte e seis qualidades de um devoto, e uma delas<br />
é krsna-eka-sarana, &#8220;rendição exclusiva a Krsna.&#8221; Isto é o que o<br />
Bhagavad-gita quer dizer aqui com bhajate mam ananya-bhak, &#8220;ocupado em<br />
serviço devocional sem nenhum desvio.&#8221; Srila Prabhupada explica no<br />
significado, &#8220;A única qualificação de um devoto é estar firme e<br />
exclusivamente ocupado em serviço devocional.&#8221; Isso é krsna-eka-sarana. Essa<br />
é a única qualificação. E em relação com as outras vinte e cinco? Mesmo que<br />
ele não tenha as outras vinte e cinco qualidades, se tiver esta qualificação<br />
especifica krsna-eka-sarana, é considerado um devoto. E se alguém tiver as<br />
vinte e cinco mas não tiver esta qualidade de estar única e exclusivamente<br />
ocupado em serviço devocional,  não é considerado um devoto mesmo que tenha<br />
todas as outras qualidades. Por exemplo, uma das qualidades de um devoto é a<br />
humildade mas,  se vemos que um devoto não a tenha não devemos concluir,<br />
&#8220;Oh, este devoto não é humilde; esta pessoa não é humilde portanto não é um<br />
devoto.&#8221; Se ela está plena e exclusivamente ocupada no serviço do Senhor é<br />
um devoto. Pode ser que ainda não tenha essa qualidade-aparecerá à medida<br />
que pratica o processo-mas se pensarmos, &#8220;Oh, ele não é humilde, não me<br />
prestou respeitos. Não é um devoto&#8221;,  estamos a cometer uma ofensa.</p>
<p>SIGNIFICADO (continuação)</p>
<p>No Nrsimha Purana, há a seguinte afirmação:</p>
<p>bhagavati ca harav ananya-ceta<br />
bhrsa-malino &#8216;pi virajate manusyah<br />
na hi sasa-kalusa-cchabih kadacit<br />
timira-parabhavatam upaiti candrah</p>
<p>O significado é que mesmo que alguém ocupado por completo no serviço<br />
devocional do Senhor, às vezes cometa actos abomináveis, tal atitude deve<br />
ser considerada como as manchas da Lua, que se assemelham à forma de um<br />
coelho. Essas manchas não impedem a difusão do luar. Da mesma forma, o facto<br />
de um devoto acidentalmente sair do caminho do carácter santo, não o torna<br />
abominável.</p>
<p>COMENTÁRIO</p>
<p>Podemos ver que a Lua tem umas marcas que parecem ser as de um coelho, mas<br />
ninguém a critica por ter essas marcas. E o luar refrescante e suavizante<br />
não é obstruído pelas marcas. De igual modo, um devoto que esteja plenamente<br />
ocupado no serviço do Senhor em bem-aventurança transcendental, não é<br />
obstruído por uma queda acidental. Teve uma queda, mas continua plenamente<br />
ocupado no serviço do Senhor. E se lhe apontamos faltas, criamos obstáculos<br />
no nosso próprio caminho.</p>
<p>SIGNIFICADO (continuação)</p>
<p>Por outro lado, não se deve interpretar que um devoto em serviço devocional<br />
transcendental pode agir de todas as maneiras abomináveis; este verso<br />
refere-se apenas a um acidente devido ao forte poder das ligações materiais.</p>
<p>COMENTÁRIO</p>
<p>Por outras palavras, se alguém pensa, &#8220;Eu sou um devoto-estou a cantar Hare<br />
Krsna-posso fazer qualquer tolice que não vou sofrer a reacção,&#8221; essa é<br />
outra ofensa, nama-aparadha, pecar apoiado no cantar (namno balad yasya hi<br />
pap- buddhir). Um devoto pode ter uma queda acidental mas arrepende-se por<br />
isso. Ele arrepende-se fortemente e determina-se a ter mais cuidado no<br />
futuro. E ele faz tudo o que for necessário para se proteger de uma outra<br />
queda. E tal como Srila Prabhupada explica,mesmo assim ele pode cair de<br />
novo.</p>
<p>SIGNIFICADO (conclusão)</p>
<p>O serviço devocional é mais ou menos uma  declaração de guerra contra a<br />
energia ilusória. Enquanto não se for bastante forte para combater a energia<br />
ilusória, poderá haver quedas acidentais. Mas quando o devoto é<br />
suficientemente forte, ele deixa de se sujeitar a essas quedas, como já se<br />
explicou. Ninguém deve aproveitar-se deste verso para cometer tolices e<br />
achar que continua sendo um devoto. Se, com o serviço devocional, ele não<br />
melhorar o seu carácter, então, deve-se entender que ele não é  um devoto<br />
elevado.</p>
<p>COMENTÁRIO</p>
<p>De novo, existem dois pontos de vista. O devoto que tem uma queda deve<br />
arrepender-se e esforçar-se tudo o que puder para se retificar e evitar mais<br />
quedas. E a pessoa que o observa deve ponderar, &#8220;Ele é um santo. Está<br />
ocupado em serviço devocional. O próprio Krsna diz que ele deve ser visto<br />
como um sadhu. Se o menosprezo vou contra a instrução de Krsna e arruino a<br />
minha vida espiritual ao ocupar-me em sadhu-ninda. Menosprezá-lo é<br />
sadhu-ninda, nama-aparadha. Isso é pior que cair na gratificação dos<br />
sentidos.&#8221;</p>
<p>No significado, Srila Prabhupada refere-se ao seguinte verso, que vamos ler<br />
agora.</p>
<p>VERSO 31</p>
<p>ksipram bhavati dharmatma<br />
sasvac-chantim nigacchati<br />
kaunteya pratijanihi<br />
na me bhaktah pranasyati</p>
<p>TRADUÇÃO</p>
<p>&#8220;Ele rapidamente se torna virtuoso e alcança a paz duradoura. Ó filho de<br />
Kunti, declara ousadamente que o Meu devoto jamais perece.&#8221;</p>
<p>SIGNIFICADO de Srila Prabhupada</p>
<p>Ninguém deve distorcer o significado disto. No Sétimo Capítulo, o Senhor diz<br />
que quem se ocupa em actividades perversas não pode tornar-se devoto do<br />
Senhor. Quem não é devoto do Senhor não tem boa qualificação de espécie<br />
alguma. Fica, então, a pergunta. Como pode alguém acidental ou<br />
deliberadamente ocupado em actividades abomináveis ser um devoto puro? É<br />
justo que se levante essa questão.</p>
<p>COMENTÁRIO</p>
<p>Agora chegámos à resposta.</p>
<p>SIGNIFICADO (continuação)</p>
<p>Os malfeitores, como foi declarado no Sétimo Capítulo, que nunca ingressam<br />
no serviço devocional ao Senhor, não têm boas qualificações, como se afirma<br />
no Srimad-Bhagavatam.</p>
<p>COMENTÁRIO</p>
<p>Como está explicado no Srimad-Bhagavatam (5.18.12) harav abhaktasya kuto<br />
mahad-guna: alguém que não seja um devoto não tem boas qualidades. Porquê?<br />
Manorathenasati dhavato bahih: está na plataforma mental-não na plataforma<br />
espiritual-e está obrigado a  atraír-se pela energia externa do Senhor. Por<br />
isso pode cair a qualquer momento. Srila Prabhupada comparou os<br />
especuladores mentais-especialmente os Mayavadis-aos abutres. Os abutres<br />
voam muito alto no céu mas ao verem um pedaço de carne podre no chão, descem<br />
rapidamente para a comerem. De igual modo, os Mayavadis podem voar muito<br />
alto nas suas especulações mentais mas logo que têm uma oportunidade para<br />
gratificar os sentidos, descem rapidamente como os abutres. Portanto, a<br />
posição dos não-devotos, dos infiéis, é diferente da dos devotos-mesmo<br />
daqueles que caem.</p>
<p>SIGNIFICADO (continuação)</p>
<p>Em geral, um devoto que esteja ocupado nos nove tipos de actividades<br />
devocionais, dedica-se ao processo que consiste em tirar do coração, toda a<br />
contaminação material. Ele coloca a Suprema Personalidade de Deus dentro do<br />
seu coração, e todas as contaminações são naturalmente eliminadas.</p>
<p>COMENTÁRIO</p>
<p>Como é que ele coloca a Suprema Personalidade de Deus no coração? Através de<br />
sravanam kirtanam visnoh smaranam, cantar e escutar os santos nomes e<br />
glórias do Senhor Krsna. Quando alguém faz isso, Krsna, na forma de som<br />
transcendental entra no coração e limpa-o da contaminação material.</p>
<p>srnvatam sva-kathah krsnah<br />
punya-sravana-kirtanah<br />
hrdy antah stho hy abhadrani<br />
vidhunoti suhrt satam</p>
<p>&#8220;Sri Krsna,a Personalidade de Deus, que é o Paramatma [Superalma] nos<br />
corações de todos e o benfeitor do devoto veraz, limpa o desejo,  pelo<br />
desfrute material, do coração do devoto que desenvolveu um desejo ardente<br />
por escutar as Suas mensagens, que por si só são virtuosas quando<br />
apropriadamente escutadas e cantadas.&#8221; (SB 1.2.17)</p>
<p>Escutar krsna-katha (srnvatam sva-kathah krsnah) é por si só uma actividade<br />
piedosa (punya-sravana-kirtanah), e por tal escuta e canto, as coisas sujas<br />
(abhadra) dentro do coração são limpas (vidhunoti). O próprio Krsna actua<br />
limpando o coração do devoto ávido que escuta e canta as Suas mensagens.<br />
Ceto-darpana-marjanam. Através do sri-krsna-sankirtana, o canto das glórias<br />
do Senhor Krsna, o pó é limpo do espelho da mente. Este é o processo.</p>
<p>SIGNIFICADO (continuação)</p>
<p>Ele coloca a Suprema Personalidade de Deus dentro de seu coração, e todas as<br />
contaminações são naturalmente eliminadas. O pensamento contínuo no Senhor<br />
Supremo torna-o puro por natureza.</p>
<p>COMENTÁRIO</p>
<p>O nosso processo é este-sravanam kirtanam visnoh smaranam. Essa é também a<br />
consciência de Krsna, pensar sempre em Krsna. Só por pensar em Krsna o<br />
coração fica limpo e a mente é purificada, porque Krsna é plenamente puro.<br />
Ele é tal com o sol; a Sua presença erradica toda a escuridão.</p>
<p>krsna-surya-sama; maya haya andhakara<br />
yahan krsna, tahan nahi mayara adhikara</p>
<p>&#8220;Krsna é comparado com o brilho do sol e maya com a escuridão. Onde haja<br />
brilho solar, não pode haver escuridão. Logo que adoptemos a consciência de<br />
Krsna, a escuridão da ilusão (a influência da energia externa) dissipar-se-á<br />
imediatamente.&#8221; (Cc Madhya 22.31)</p>
<p>Krsna é a luz, e maya é a escuridão. Onde quer que haja Krsna-o brilho da<br />
consciência de Krsna-não existe maya-nenhuma escuridão. Portanto, não<br />
precisamos de fazer nenhuma tentativa para afastar maya  separadamente. Só<br />
temos que chamar por Krsna e maya ir-se-á embora automáticamente. Quando o<br />
sol se manifesta, a escuridão desaparece automáticamente. Similarmente,<br />
quando o sol do santo nome de Krsna se manifesta, a escuridão das<br />
actividades pecaminosas, os anarthas, e as ofensas desaparecem.</p>
<p>amhah samharad akhilam sakrd<br />
udayad eva sakala-lokasya<br />
taranir iva timira-jaladhim<br />
jayati jagan-mangalam harer nama</p>
<p>&#8220;Assim como o aparecer do sol dissipa imediatamente a escuridão do mundo,<br />
que é tão profunda como um oceano, também o santo nome do Senhor, se cantado<br />
uma só vez sem ofensas, dissipa todas as reacções da vida pecaminosa de um<br />
ser vivo. Todas as glórias ao santo nome do Senhor que é auspicioso para o<br />
mundo inteiro.&#8221;  (Padyavali 16, citado no Cc Antya 3.181)</p>
<p>SIGNIFICADO (continuação)</p>
<p>Segundo  os Vedas, há uma certa regulação de que, se alguém cai de uma<br />
posição elevada, deve submeter-se a determinados processos ritualisticos<br />
para se purificar.</p>
<p>COMENTÁRIO</p>
<p>Isto é chamado prayascitta-para um determinado pecado existe uma expiação<br />
especifica. Se cometemos um pecado, devemos executar uma expiação que nos<br />
liberta da reacção.</p>
<p>SIGNIFICADO (continuação)</p>
<p>Mas aqui não se impõe esta condição, pois o processo  purificador já está no<br />
coração do devoto, devido à sua constante lembrança da Suprema Personalidade<br />
de Deus.</p>
<p>COMENTÁRIO</p>
<p>Prayascitta, que está na categoria de karma-kanda, é inferior à bhakti-yoga.<br />
Considera-se uma espécie de queda, se um devoto se ocupa nessa actividade<br />
ritualista. O verdadeiro processo de purificação é sravanam kirtanam visnoh<br />
smaranam. Se o devoto cai acidentalmente, só tem que continuar o processo,<br />
que limpa o coração e liberta o devoto de toda a contaminação.</p>
<p>SIGNIFICADO (conclusão)</p>
<p>Portanto, o canto de Hare Krsna, Hare Krsna, Krsna Krsna, Hare Hare/ Hare<br />
Rama, Hare Rama, Rama Rama, Hare Hare, deve continuar sem interrupção. Isso<br />
protegerá o devoto de todas as quedas acidentais. Assim, ele permanecerá<br />
perpetuamente livre de todas as contaminações materiais.</p>
<p>COMENTÁRIO</p>
<p>Este é o nosso processo e se o devoto persevera, deve ser considerado santo<br />
(sadhur eva sa mantavyah). Não devemos menosprezá-lo.</p>
<p>Um tópico que está relacionado com este é kutinati, procurar defeitos, que<br />
por vezes é associado a jiva-himsa, inveja de outros seres vivos. A inveja e<br />
o procurar defeitos vão juntos. Somos invejosos de alguém  e então<br />
encontramos defeitos. Procuramos alguma oportunidade para criticar. E a<br />
natureza de toda a alma condicionada é ser invejosa. Na verdade é a inveja<br />
que nos trouxe  a este mundo material e que nos mantém aqui. Por isso a<br />
inveja deve ser abandonada.</p>
<p>Outras coisas, como a luxúria a ira e a cobiça, podem ser utilizadas no<br />
serviço do Senhor mas não a inveja. A inveja tem que ser descartada. Claro<br />
está,  que o processo de escutar e cantar está feito para limpar o coração<br />
da inveja, mas ao mesmo tempo devemos entender que procurar defeitos está<br />
proibido. Apesar de termos um sentimento invejoso, devemos compreeender que<br />
esse é o nosso defeito; o sentir inveja é um defeito nosso. Devemos<br />
ponderar, &#8220;A inveja é como um demónio horrivel que entrou no meu coração.<br />
Tenho que o subjugar por todos os meios.&#8221; Devemos evitar procurar defeitos<br />
porque é um anartha e pode levar-nos a cometer ofensas.</p>
<p>Por vezes,  não sabemos o que vai realmente no coração de uma outra pessoa,<br />
se a pessoa em causa está errada ou não. Certa vez, quando havia muita<br />
crítica num templo específico, os devotos informaram Srila Prabhupada que<br />
respondeu contando uma história das escrituras sobre um brahmana e uma<br />
prostituta. De um lado da rua vivia um brahmana e do outro uma prostituta. O<br />
brahmana sentava-se sempre de frente para a sua janela com o Bhagavad-gita<br />
e, do outro lado da rua, a prostituta fazia o seu papel de prostituta.<br />
Devido a uma calamidade, o brahmana e a prostituta morreram simultâneamente,<br />
e tanto os Yamadutas quanto os Visnudutas apareceram no local. Os Visnudutas<br />
vieram buscar a alma da prostituta e os Yamadutas vieram buscar a alma do<br />
brahmana. O brahmana protestou, &#8220;Alto lá, vocês estão a cometer um erro.<br />
Vocês vieram para levar a prostituta e os Visnudutas vieram para me levar.<br />
Mas os Yamadutas responderam, &#8220;Não, não estamos errados. Todo o tempo que<br />
estiveste sentado com o Bhagavad-gita à tua frente, olhavas pela janela para<br />
a casa da prostituta e pensavas, &#8220;Oh, agora chegou um cliente. Agora estão a<br />
fazer isto, e agora aquilo.&#8221; Dentro da tua mente, pensavas naquilo que ela<br />
estava a fazer e devido à tua consciência estás apto para ser levado diante<br />
de Yamaraja para seres castigado. A prostituta, apesar de estar ocupada na<br />
sua profissão, olhava pela janela e pensava, &#8220;Oh, esse brahmana piedoso está<br />
a ler o Bhagavad-gita. Quem me dera poder passar o meu tempo a ler o<br />
Bhagavad-gita. Deste modo ela pensava em Krsna e Arjuna, na batalha de<br />
Kuruksetra e em todas as maravilhosas instruções que Krsna deu a Arjuna e na<br />
relação amororosa que havia entre eles. Devido a  essa consciência ela está<br />
apta para regressar a Deus.&#8221;</p>
<p>Srila Prabhupada contou esta história para ilustrar o facto que nem sempre<br />
podemos aperceber-nos daquilo que vai no coração de outra pessoa, só pelas<br />
aparências externas. Portanto, não devemos encontrar defeitos porque não<br />
sabemos qual é a consciência. Há um ditado que explica que se o Senhor<br />
Nityananda entrar numa taberna, devemos entender que vai lá por serviço.<br />
Podemos pensar, &#8220;Oh, entrou numa taberna. Os sadhus não entram nas<br />
tabernas.&#8221; Mas se Nityananda Prabhu ou o mestre espiritual entram numa<br />
taberna, devemos entender que é com algum propósito, por algum serviço.</p>
<p>Devido a que estamos em Kali-yuga e as pessoas são caídas e com propensão<br />
para encontrar defeitos, devemos agir de tal maneira que os outros não<br />
tenham oportunidade de encontrar defeitos. Em Bombaim, uma pessoa narrou-me<br />
um incidente relevante. Viram um devoto comer num restaurante cujo alimento<br />
é preparado com cebola. O facto de ele estar a comer no restaurante já era<br />
bastante mau, mas tornou-se ainda pior porque o alimento que comia tinha<br />
cebola. Uma outra pessoa que também lá estava a comer, que se associava<br />
minimamente com a ISKCON, desafiou o devoto, &#8220;Porque é que estás a comer<br />
alimento com cebolas?&#8221; O devoto respondeu, &#8220;Mas tu também estás a fazer o<br />
mesmo.&#8221; Ao que o homem respondeu. &#8220;É verdade. Eu conheço o padrão e não<br />
consigo lá chegar mas tu apresentas-te como uma autoridade. Tu pregas aos<br />
outros, &#8220;Nem cebola nem alhos.&#8221; Se tu os comes é diferente.&#8221; O ponto que<br />
quero enfatizar aqui é o de, porque somos pregadores,  devemos actuar de uma<br />
forma exemplar e não dar às pessoas oportunidade para criticarem-para o seu<br />
próprio bem.</p>
<p>Contudo, o princípio de que quando o Senhor Nityananda entra numa taberna,<br />
fá-lo com um propósito, deve ser compreendido. Por vezes, Nityananda Prabhu<br />
ou o mestre espiritual têm uma misão a cumprir, e não permitem que sejam<br />
obstruídos ou parados, por temor aos neófitos que podem criticar ou<br />
interpretar erroneamente. Por exemplo, existe uma norma que proíbe os<br />
brahmanas de atravessarem o oceano porque se o fizerem ficarão contaminados.<br />
Nenhum acarya proeminente na nossa tradição, antes de Srila Prabhupada,<br />
cruzou o oceano,  mas ele atravessou-o. E os brahmanas ortodoxos criticaram.<br />
Eles chegaram a criticar Srila Prabhupada. Mesmo nos dias de hoje, os pandas<br />
do templo de Jagannatha, em Puri, por vezes proíbem os devotos da ISKCON,<br />
mesmo os que são de origem indiana, entrarem no templo. Dizem eles que, por<br />
se terem associado com mlecchas e yavanas de fora da India-apesar de serem<br />
Hindus de origem indiana-não podem entrar, porque ficaram contaminados<br />
devido à associação.</p>
<p>O acarya não pode parar a sua missão para agradar às pessoas invejosas ou<br />
rigidas-ou mesmo aos devotos neófitos que não podem compreender ou apreciar<br />
o que ele está a fazer. Portanto, embora actuemos de uma forma exemplar-para<br />
darmos um bom exemplo para que os outros sigam,e para que não tenham<br />
possibilidade de criticar-quando se trata da nossa missão ou serviço,  temos<br />
que continuar,  ainda que por vezes de  maneiras não muito ortodoxas. Como<br />
Srila Prabhupada costumava dizer, &#8220;Os cães ladram mas a caravana passa.&#8221;<br />
Temos que continuar. Deixem os cães ladrar. Não importa. Vamos continuar<br />
para a frente.  Adoptamos essa attitude não com o intuito de gratificar os<br />
sentidos mas por uma causa superior.</p>
<p>Numa certa altura, respondendo uma questão colocada por mim, Srila<br />
Prabhupada deu o exemplo de Govinda, o servente pessoal de Caitanya<br />
Mahaprabhu em Puri. Por norma, depois de almoçar, Caitanya Mahaprabhu tinha<br />
o costume de se deitar e Govinda aproximava-se para dar massagens às Suas<br />
pernas; depois,  Govinda voltava para aceitar os remanescentes de alimento<br />
deixados por Ele. Uma vez, enquanto o Senhor descansava,  bloqueou a entrada<br />
para o quarto e Govinda ficou sem possibilidade de dar massagens ao Senhor a<br />
não ser que passasse por cima do Senhor. Passado algum tempo, quando<br />
Mahaprabhu acordou, viu Govinda ainda ali sentado e perguntou-lhe, &#8220;Porque é<br />
que ficaste aqui tanto tempo? Porque não aceitaste a prasada?&#8221; Govinda<br />
respondeu, &#8220;Estaveis deitado, bloqueando a porta,  e não consegui sair.&#8221; Sri<br />
Caitanya Mahaprabhu perguntou, &#8220;Mas, como é que entraste no quarto?&#8221; Govinda<br />
pensou, &#8220;Para servir ao Senhor pude passar por cima, mas por minha causa<br />
não.&#8221; Srila Prabhupada concluiu, &#8220;Para servir podemos, algumas vezes,<br />
transgredir uma norma mas não o fazemos para a nossa gratificação dos<br />
sentidos.&#8221;</p>
<p>Numa ocasião especifica, podemos sacrificar um principio inferior por um<br />
propósito superior, mas não devemos sacrificar nenhum principio, pequeno ou<br />
grande,  para a nossa gratificação dos sentidos. Pela missão, pela causa,<br />
pelo serviço, podemos. E se pensamos que alguém violou um  principio,<br />
podemos ponderar que talvez tivesse sido por uma causa superior-e assim<br />
abstemo-nos de encontrar defeitos e de criticar.</p>
<p>Hare Krsna.</p>
<p>Querem fazer alguma pergunta ou comentário?</p>
<p>Somaditya Chakraborty: O senhor explicou que temos dois tipos de deveres: Um<br />
é o condicional, e o outro o constitucional. Por vezes, devido às nossas<br />
actividades condicionais tais como trabalhar num emprego ou fazer outra<br />
coisa qualquer, não conseguimos aceitar o que é favorável para o serviço<br />
devocional nem rejeitar o que é desfavorável. Será que o nosso dever<br />
condicional obstrui a nossa rendição a Krsna? Sabemos que aceitar coisas<br />
favoráveis para o serviço devocional e rejeitar o que é desfavorável é parte<br />
integrante da rendição a Krsna.</p>
<p>Giriraj Swami: Não te importas de te apresentares?</p>
<p>Somaditya Chakraborty: Sou o capitão de corveta Somaditya Chakraborty. Estou<br />
na marinha indiana.</p>
<p>Giriraj Swami: Somaditya vem de Calcutá, essa cidade sagrada onde Srila<br />
Prabhupada apareceu, onde Srila  Bhaktisiddhanta Sarasvati Thakura e Srila<br />
Bhaktivinoda Thakura desapareceram, e onde os três caminharam, pregaram e<br />
serviram.</p>
<p>Viver num barco signica, forçosamente, associação com não-devotos e comer<br />
alimento confecionado numa cozinha que não tem padrão Vaisnava. Podemos<br />
falar sobre aceitar o que é favorável e rejeitar o que é desfavorável e como<br />
consequência rejeitar essa associação, rejeitar esse alimento e rejeitar<br />
essa situação. Por outro lado, tens que ganhar a vida e de uma ou outra<br />
maneira encontras-te nessa situação. Por vezes enveredamos por uma carreira<br />
antes de conhecermos sobre a consciência de Krsna e só mais tarde realizamos<br />
que essa carreira tem elementos que são desfavoráveis ao nosso<br />
desenvolvimento espiritual. Para abandonar, ou não, um tipo particular de<br />
trabalho, existem considerações práticas de tempo, lugar e circunstâncias.<br />
Na minha primeira visita a Houston, um devoto muito bom, que ainda não era<br />
iniciado, conduziu-me até ao aeroporto. Ele era dono de um motel e estava<br />
preocupado porque os clientes que ficavam lá, quebravam os principios<br />
regulativos. Ele não tinha restaurante nem vendia carne nem álcool. Mas os<br />
clientes utilizavam o espaço para consumir álcool, carne e para fazer sexo<br />
ilícito. No seu caso deixou aquela situação. Vendeu o motel e entrou no<br />
negóco da joalharia. Claro está, que todo o esforço está coberto por algum<br />
defeito, mas a joalharia é uma ocupação legal que não está directamente<br />
ligada com actividades pecaminosas.</p>
<p>Por vezes, uma pessoa que se encontra numa posição inconveniente pode<br />
pensar, &#8220;Estou neste trabalho. Para mim, seria muito dificil começar tudo de<br />
novo noutro tipo de trabalho. Talvez seja melhor continuar a ganhar dinheiro<br />
e depois retirar-me para Mayapur.&#8221; [risos] Assim que, é uma questão de saber<br />
o que é mais favorável e o que é o menos desfavorável. Nessa situação em<br />
particular pode ser que seja mais favorável continuar no trabalho, ganhar<br />
bastante dinheiro, obter a reforma mais cedo e depois retirar-se para<br />
Mayapur-e viajar por todo o mundo para pregar. Pode ser pior deixar o<br />
trabalho, começar tudo de novo, esforçar-se árduamente, ficar na dúvida em<br />
como conseguir dinheiro para cumprir com os compromissos e, como resultado,<br />
ter que lutar árduamente o resto da vida para pagar as despesas.</p>
<p>Em principio, o que disseste é verdade-aceitar o que é favorável e rejeitar<br />
o que é desfavorável-mas na prática talvez tenhamos que aceitar os<br />
princípios mais importantes, que são favoráveis e negligenciar aqueles que,<br />
apesar de serem favoráveis,  são menos importantes. Neste mundo, não existe<br />
nenhuma situação que seja completamente favorável. Por exemplo, pregar é<br />
favorável; a pregação é o melhor serviço. Mas para pregar temos que sair às<br />
ruas  e nessa situação vemos cartazes publicitários com homens e mulheres e<br />
outras coisas que são desfavoráveis. Mas se decidirmos, &#8220;Bem, eu não sairei<br />
para as ruas porque nessa situação  terei que ver os cartazes publicitários<br />
e isso pode ser desfavorável. Vou ficar aqui mesmo.&#8221;Com  essa atitude damos<br />
mais importância a um principio inferior em contraposição a um superior. De<br />
preferência, damos prioridade ao principio mais importante-pregar-mesmo que<br />
seja às custas de principios menos importantes.<br />
Paralelamente temos que avaliar realisticamente quanto risco podemos aceitar<br />
para executar o principio mais elevado que é a pregação. Como Srila<br />
Prabhupada disse, &#8221; Devemos saber como capturar o peixe grande sem nos<br />
molharmos.&#8221;</p>
<p>Contudo, os devotos aceitam riscos porque  a pregação é uma actividade muito<br />
importante. Srila Prabhupada disse, &#8220;Quando pregamos, aceitamos riscos.&#8221;<br />
Atravessar o oceano para vir para o Ocidente foi aceitar riscos. Cada vez<br />
que empreendemos o esforço de sair às ruas para nos aproximarmos das pessoas<br />
para pregar, aceitamos riscos mas isso é compulsório; caso contrário não<br />
podemos pregar. Antes de comprarmos a propriedade de Juhu, quando tinhamos<br />
um apartamento alugado em Warden Road, um dos discipulos de Srila<br />
Prabhupada,  que tinha estado a servir aí,  foi pregar à África do Sul. A<br />
seu devido tempo,  Srila Prabhupada recebeu noticias que o discipulo estava<br />
a ficar enfraquecido devido à falta de associação. De acordo ao relatório,<br />
haviam praias muito bonitas e bom clima na Africa do Sul, e o devoto passava<br />
a maior parte do tempo nas praias. Quando Srila Prabhupada recebeu as<br />
noticias ficou muito preocupado. Disse que sempre que enviava um pregador,<br />
sentia ansiedade porque existia sempre  a possibilidade de o pregador cair.<br />
Porém,  disse que a pregação é tão importante que o próprio Krsna vem ao<br />
mundo material para pregar.</p>
<p>paritranaya sadhunam<br />
vinasaya ca duskrtam<br />
dharma-samsthapanarthaya<br />
sambhavami yuge yuge</p>
<p>[O Senhor Krsna diz:] &#8220;Para libertar os piedosos e aniquilar os descrentes,<br />
bem como para restabelecer os princípios da religião, Eu mesmo advenho,<br />
milénio após milénio.&#8221; (Bg 4.8)</p>
<p>Se não enviarmos os nossos pregadores, a nossa missão-a missão de Krsna-não<br />
será divulgada. As pessoas não terão a oportunidade de se tornarem<br />
conscientes de Krsna. Prabhupada explicou que porque existem tanto riscos na<br />
pregação, Krsna considera o pregador o Seu servente mais querido. Não existe<br />
ninguém mais querido para Ele, nem sequer no futuro existirá um tão querido.<br />
E Krsna garante, que no final , o pregador irá de volta a casa, de volta a<br />
Deus. Essa é a instrução final de Krsna no Bhagavad-gita.</p>
<p>ya idam paramam guhyam<br />
 mad-bhaktesv abhidhasyati<br />
bhaktim mayi param krtva<br />
 mam evaisyaty asamsayah</p>
<p>&#8220;Para aquele que explica aos devotos este segredo supremo, o serviço<br />
devocional puro está garantido, e no final, ele voltará a Mim.&#8221; (Bg 18.68)</p>
<p>na ca tasman manusyesu<br />
kascin me priya-krttamah<br />
bhavita na ca me tasmad<br />
anyah priyataro bhuvi</p>
<p>&#8220;Não há neste mundo servo que Me seja mais querido do que ele, nem nunca<br />
haverá alguém mais querido.&#8221; (Bg 18.69)</p>
<p>E qual é &#8220;esse supremo segredo&#8221;? É o conhecimento mais confidencial de todo<br />
o Bhagavad-gita:</p>
<p>man-mana bhava mad-bhakto<br />
mad-yaji mam namaskuru<br />
mam evaisyasi satyam te<br />
pratijane priyo &#8216;si me</p>
<p>&#8220;Pensa sempre em Mim e torna-te Meu devoto. Adora-Me e oferece-Me<br />
homenagens. Agindo assim, impreterivelmente virás a Mim. Eu prometo-te isto<br />
porque és Meu amigo muito querido.&#8221;  (Bg 18.65)</p>
<p>sarva-dharman parityajya<br />
mam ekam saranam vraja<br />
aham tvam sarva-papebhyo<br />
moksayisyami ma sucah</p>
<p>&#8220;Abandona toda as variedades  de religião e simplesmente rende-te a Mim.<br />
Libertar-te-ei de todas as reações pecaminosas. Não temas.&#8221;  (Bg 18.66)</p>
<p>Tais instruções são as mais confidenciais. E Srila Prabhupada disse,<br />
&#8220;Confidencial significa que as pessoas não gostam delas.&#8221;</p>
<p>Por isso aceitamos riscos quando pregamos. Quando pregamos não somos capazes<br />
de seguir estritamente todas as regras e regulações. Por vezes,  nem sequer<br />
conseguimos seguir a nossa dieta. Em casa conseguimos seguir a dieta, mas<br />
por vezes,  quando pregamos, não a conseguimos seguir. Por vezes, pela<br />
pregação, desviamo-nos da nossa dieta estrita mas fazêmo-lo-e dependemos de<br />
Krsna. O que é mais favorável para o serviço devocional, o que satisfaz mais<br />
a Krsna, é a consideração mais importante.</p>
<p>Mahaprabhu dasa: Compreendo a situação deste devoto e também compreendo que<br />
um devoto, mesmo que cometa um erro, não deva ser criticado se está fixo no<br />
serviço devocional. Essa é uma questão diferente. O assunto que quero<br />
abordar relaciona-se com a pergunta do Prabhuji. Prahlada Maharaja afirma<br />
que o que quer que tenhamos que obter, já está destinado. Para quê então<br />
comprometer a nossa vida espiritual, que é a oportunidade que temos somente<br />
nesta forma humana de vida-e que não está disponível noutra forma? A partir<br />
do momento que entendemos o Gita, que nos involvemos com a consciência de<br />
Krsna e que nos esforçamos para ser iniciados, porquê deveríamos comprometer<br />
a nossa vida espiritual? Krsna providenciará. O que tenhamos que conseguir<br />
já está predestinado. E Krsna promete, &#8220;Rende-te a Mim que Eu cuido de ti.&#8221;<br />
Na me bhaktah pranasyati. Isso é rendição. Quando nos tornamos devotos,<br />
Krsna toma conta de nós. Porque nos deveriamos  preocupar?</p>
<p>Giriraj Swami: Concordo. Primeiro, falaste do destino;  alcançamos o que já<br />
está destinado. Mas talvez o seu destino seja o de tornar-se um capitão da<br />
marinha indiana e ganhar o que lhe estão a dar lá. Até na cultura védica<br />
existem ksatriyas. Outra consideração é que cada esforço está coberto com<br />
alguma falha. Por vezes os ksatriyas saem para matar animais para praticarem<br />
a sua técnica de arqueiros. Alguém tem que defender os cidadãos, a nação.<br />
Ele está a fazê-lo.</p>
<p>saha-jam karma kaunteya<br />
sa-dosam api na tyajet<br />
sarvarambha hi dosena<br />
dhumenagnir ivavrtah</p>
<p>&#8220;Todo o empenho está mesclado com algum defeito, assim como o fogo é coberto<br />
pela fumaça. Por isso, ninguém deve abandonar o trabalho nascido de sua<br />
natureza, ó filho de Kunti, mesmo que esse trabalho seja cheio de defeitos.&#8221;<br />
(Bg 18.48)</p>
<p>No que se relaciona a Krsna cuidar dos Seus devotos, Ele cuida. Mas isso não<br />
quer dizer que não tenhamos que ganhar a nossa vida. Tomemos por exemplo<br />
alguém que tenha dinheiro suficiente para se reformar e mantenha o dinheiro<br />
no banco, ou noutro investimento qualquer, e viva dos juros. Não precisa de<br />
trabalhar. Está livre para servir a Krsna. Porém, alguém poderá questionar,<br />
&#8220;Porque é que tens o dinheiro no banco e em poupanças? Deves entregá-lo à<br />
consciência de Krsna que Krsna cuidará de ti.&#8221; Mas pedir a Krsna que cuide<br />
de nós pode ser visto como aceitar serviço  de Krsna-não depender de Krsna<br />
mas aceitar serviço d´Ele. O Bhagavad-gita explica que devemos trabalhar de<br />
acordo às nossas capacidades e depender de Krsna para o resultado-não<br />
devemos ficar inactivos e depender d´Ele. De todos os modos, o factor<br />
principal é a consciência, a intenção, o sentimento de serviço.<br />
Se compararmos com os tempos de outrora, viver agora debaixo de uma árvore e<br />
depender da natureza ou da caridade, não é algo assim tão fácil. Contudo,<br />
também é verdade que se o devoto é muito avançado e está sempre absorto em<br />
consciência de Krsna sem desvios, Krsna cuida dele pessoalmente.</p>
<p>ananyas cintayanto mam<br />
ye janah paryupasate<br />
tesam nityabhiyuktanam<br />
yoga-ksemam vahamy aham</p>
<p>&#8220;Mas aqueles que sempre Me adoram com devoção exclusiva, meditando na Minha<br />
forma transcendental-para eles eu trago o que lhes falta e preservo o que<br />
eles têm.&#8221; (Bg 9.22)</p>
<p>Mahaprabhu dasa: E se o nosso trabalho nos impede de seguir os quatro<br />
principios reguladores?</p>
<p>Giriraj Swami: Isso é diferente. Se tivermos que vender carne ou bebidas<br />
alcoólicas ou algo semelhante, devemos abandoná-las-como no caso do<br />
proprietário do motel. Isso é verdade.</p>
<p>Nityananda dasa: Guru Maharaja, como  é que podemos minimizar ou diminuir o<br />
sentimento de inveja?</p>
<p>Giriraj Swami: Certa vez, em Surat-a cidade santa de Surat onde Srila<br />
Prabhupada e os seus devotos tiveram a melhor recepção-perguntei a Srila<br />
Prabhupada sobre a inveja. Eu estava a sofrer devido à inveja e isso<br />
perturbava-me, perturbava o meu canto e perturbava o meu relacionamento com<br />
os devotos. Tinha por norma nunca fazer perguntas a Srila Prabhupada se eu<br />
próprio as conseguia responder. A menos que tivesse meditado profundamente<br />
sobre o tema e tivesse tentado obter a resposta por ouros meios-através da<br />
introspeção, da leitura e da consulta com outros devotos-eu não perguntava.<br />
Neste caso da inveja, não obtive nenhuma solução para me livrar dela. Podia<br />
compreender que a inveja era prejudicial para mim, e queria<br />
desenvencilhar-me dela mas não sabia como fazê-lo.</p>
<p>Por isso, fiz a pergunta a Srila Prabhupada: Primeiro ele disse, &#8220;Podes<br />
pensar nalgumas razões para não se ser invejoso?&#8221; Eu pensei em muitas<br />
razões. Perturbava o meu canto e os meus relacionamentos. Depois também<br />
pensei que se Krsna é ilimitado e o Seu serviço é ilimitado-porquê deveria<br />
ficar invejoso de alguém por ter um serviço particular? Não me vai tirar o<br />
serviço porque o serviço a Krsna é ilimitado. Ele pode ter o seu serviço e<br />
eu o meu. Porquê deveria estar invejoso? Portanto, quando Prabhupada<br />
perguntou, &#8220;Podes pensar nalgumas razões para não se ser invejoso?&#8221; Eu<br />
disse, &#8220;Sim.&#8221; Ele continuou, &#8220;Muito bem. Estar invejoso quer dizer não<br />
gostar de alguém. Esse não-gostar deve ser dirigido contra os demónios que<br />
criam tanta confusão no mundo. Deve ser dirigido para os não-devotos.&#8221;</p>
<p>O nosso problema é que dirigimos o não-gostar contra os devotos. Algumas<br />
vezes escutamos as pessoas dizerem, &#8220;Se é assim que actua uma pessoa<br />
consciente de Krsna, então, não quero ser consciente de Krsna.&#8221; [risos] Se<br />
isso é o que significa ser um devoto, não quero ser um devoto.&#8221; É o oposto.<br />
Porque interagimos mais com  os devotos, pode acontecer sermos magoados com<br />
mais frequência pelos devotos e isso perturba-nos. Mas na prática, a<br />
tendência de não gostar de alguém, de encontrar defeitos ou falar contra<br />
alguém, deve ser direccionada contra os demónios, não contra os devotos. E<br />
se sairmos mais às ruas para pregar, e verificarmos como é que são,<br />
realmente, os não-devotos, apreciaremos mais os devotos. O procurar defeitos<br />
entre devotos, a inveja entre os devotos, apesar de estar em qualquer parte,<br />
é mais comum entre os neófitos que não fazem muita pregação. Mas quando<br />
saímos para pregar e observamos como as pessoas são, apreciaremos mais os<br />
devotos. Mas se estamos só entre devotos, podemos procurar esses defeitos<br />
pequeninos.&#8221;Eles fizeram isto. Fizeram aquilo. Não fizeram isto. Não fizeram<br />
aquilo.&#8221; Mas quando saímos e vemos como está o mundo e como são as pessoas,<br />
quando voltarmos, apreciaremos os devotos.</p>
<p>Radha-carana dasa: Compreende-se que todas as qualidades têm a sua origem em<br />
Krsna (janma-adi yasya yatah). Temos todas as qualidades de Krsna, e temos a<br />
inveja. Quererá isso dizer que Krsna tem inveja?</p>
<p>Giriraj Swami: Krsna tem todas as qualidades que nós temos mas em quantidade<br />
ilimitada e na perfeição. Portanto, Krsna também tem inveja. Dá-se o exemplo<br />
no Néctar da Devoção que por vezes, quando os vaqueirinhos brincavam na<br />
floresta, Krsna brincava num grupo e Balarama noutro. Quando a equipa de<br />
Balarama derrotava a equipa de Krsna os rapazes queixavam-se, &#8220;Se até a<br />
equipa de Balarama nos consegue derrotar, quem neste mundo é mais fraco que<br />
nós?&#8221; Este é um exemplo de inveja no mundo espiritual.</p>
<p>Krsna manifesta diferentes tipos de personalidades e uma delas é<br />
dhiroddhata. O Néctar da Devoção (Capítulo 23) afirma que uma pessoa que é<br />
invejosa, orgulhosa, facilmente irritável, inquieta e enfatuada é chamada<br />
dhiroddhata. A mesma passagem continua: &#8220;Tais qualidades eram visíveis no<br />
carácter do Senhor Krsna porque, quando estava escrevendo uma carta a<br />
Kalayavana, Krsna chamou-o rã pecaminosa. Em Sua carta Krsna aconselhou a<br />
Kalavayana que tratasse imediatamente de encontrar um poço escuro para nele<br />
viver, porque havia uma serpente negra chamada Krsna que estava muito<br />
ansiosa por devorar todas as rãs pecaminosas dessa espécie. Krsna lembrou<br />
Kalayavana que Ele (Krsna) podia reduzir todos os universos a cinzas pelo<br />
simples facto de olhar para eles.&#8221;</p>
<p>&#8220;A declaração acima feita por Krsna parece ser, aparentemente, de natureza<br />
invejosa; porém, conforme diferentes passatempos, lugares e ocasiões,<br />
aceita-se esta qualidade como uma grande característica. Aceita-se que as<br />
qualidades dhiroddhata de Krsna são notáveis porque Krsna usa-as apenas para<br />
proteger os Seus devotos. Em outras palavras, até os traços indesejáveis<br />
podem ser usados no intercâmbio do serviço devocional.&#8221;</p>
<p>Janardana dasa: Antes, quando o senhor estava aqui, havia mais poder<br />
espiritual. Agora há menos poder espiritual. Porquê?</p>
<p>Giriraj Swami: Porque é que eu perdi o meu poder espiritual? [risos]</p>
<p>Janardana dasa: Exige-se a sua presença aqui-seis meses aqui e seis meses<br />
lá. [aplausos] Enquanto esteve ausente as coisas deterioraram-se. Porquê?</p>
<p>Giriraj Swami: Darei uma resposta filosófica. No Bhagavad-gita (4.7) Krsna<br />
diz,</p>
<p>yada yada hi dharmasya<br />
glanir bhavati bharata<br />
abhyutthanam adharmasya<br />
tadatmanam srjamy aham</p>
<p>&#8220;Sempre e onde quer que haja um declínio na prática religiosa, ó descendente<br />
de Bharata, e uma ascensão predominante da irreligião-nessa altura Eu<br />
próprio descendo.&#8221;</p>
<p>Srila Prabhupada explicou que tudo neste mundo tem uma tendência a<br />
deteriorar-se. Deu o exemplo da construção de uma casa; quando está nova é<br />
muito bonita. Mas a seu devido tempo deteriora-se e eventualmente tem que<br />
ser reconstruída. O mesmo fenómeno acontece com dharma. Apesar de Krsna vir<br />
pessoalmente para estabelecer os principios religiosos<br />
(dharma-samsthapanarthaya), é tal a natureza do mundo que tudo aqui se<br />
deteriora. Existirá um declínio na prática religiosa, e Krsna virá novamente<br />
para restabelecer dharma (dharma-samsthapanarthaya).</p>
<p>Janardana dasa: Quando voltará Maharaja? Passaram-se oito anos desde que<br />
esteve aqui. Este é o seu templo. O templo de Radha-Rasabihari é seu,<br />
Maharaja. Seis meses aqui e seis meses lá. Este é o meu humilde pedido,<br />
Maharaja.</p>
<p>Giriraj Swami: Tentarei.</p>
<p>Kesava dasa: Existem nove formas de bhakti, serviço devocional. Se alguém<br />
diz, &#8220;Alcançarei serviço devocional por executar uma delas&#8221; e não cantar,<br />
isso é possivel?</p>
<p>Giriraj Swami: Boa pergunta. Existem nove tipos de serviço devocional, e<br />
pode-se alcançar a perfeição por se ocupar num deles perfeitamente. O<br />
Bhakti-rasamrta-sindhu (1.1.11) dá a definição básica de serviço devocional:</p>
<p>anyabhilasita-sunyam<br />
jnana-karmady-anavrtam<br />
anukulyena krsnanu-<br />
silanam bhaktir uttama</p>
<p>Anusilanam significa que tem que ser continuo. Para a maior parte dos<br />
devotos não é possivel a ocupação continua num só dos nove processos.<br />
Maharaja Pariksit alcançou a perfeição por escutar. Ele sentou-se às margens<br />
do Ganges e escutou o Srimad-Bhagavatam por sete dias consecutivos sem comer<br />
nem dormir. Ele alcançou a perfeição. E nós, podemos fazer isso? Sukadeva<br />
Gosvami alcançou a perfeição por recitar o Srimad-Bhagavatam. Ele recitou o<br />
Srimad-Bhagavatam continuamente durante sete dias sem comer nem dormir. É<br />
certo que se a pessoa for capaz de se ocupar continuamente e absorver-se num<br />
só dos processos, pode alcançar a perfeição. Mas ele tem que se ocupar<br />
continuamente, porque essa é a qualificação básica. E se não formos<br />
capazes-alguns poderão ser-teremos que variar as nossas actividades, para<br />
que possamos manter o interesse, para que possamos manter o nosso<br />
entusiasmo. Por isso, Srila Prabhupada deu-nos um programa que inclui todos<br />
os nove processos. Assistimos ao arati, recitamos orações-orações a Nrsimha,<br />
orações a tulasi-regamos a planta tulasi. Todos estes, são diferentes<br />
processos de serviço devocional. Cantamos Hare Krsna. Escutamos o<br />
Srimad-Bhagavatam. Tomamos krsna-prasada. Devemos, por todos os meios,<br />
permanecer ocupados em serviço devocional. Esse é o principio. Podemos<br />
ocupar-nos em um, dois, três ou todos os nove processos. Geralmente<br />
precisamos de variedade e Srila Prabhupada deu-nos um programa que inclui<br />
todos os diferentes processos.</p>
<p>Ajay Jajodia: Um familiar perguntou-me, &#8220;Porque é que a tua familia está tão<br />
apegada a ISKCON? O que é que existe de tão especial aí? Apesar de não me<br />
sentir em posição de responder, expliquei-lhe que seguimos um principio que<br />
foi ensinado por Srila Prabhupada. Então ela perguntou-me, &#8220;O que é que<br />
existe de tão especial em Srila Prabhupada? Porque é que escolheram seguir<br />
só a ele? Só consegui citar um verso do Srimad-Bhagavatam&#8211;tava kathamrtam<br />
tapta-jivanam. É por isso que Srila Prabhupada é tão especial, porque<br />
espalhou o hari-nama por todo o mundo. Isso foi tudo o que pude dizer. O que<br />
é que existe realmente de tão especial em Prabhupada e na ISKCON?</p>
<p>Giriraj Swami: Penso que as tuas respostas foram perfeitas. A primeira<br />
pergunta foi, &#8220;Porque é que a tua familia está tão apegada a ISKCON? O que é<br />
que a ISKCON tem de especial? A resposta é Prabhupada. A segunda pergunta<br />
foi, &#8220;O que é que existe de tão especial em Srila Prabhupada? E a resposta é<br />
que ele espalhou a consciência de Krsna por todo o mundo. Krsna-sakti vina<br />
nahe tara pravartana-a menos que se tenha poder especial dado por Krsna, não<br />
se pode expandir o movimento de sankirtana por todo o mundo. Kali-kalera<br />
dharma&#8211;krsna-nama-sankirtana-este movimento de sankirtana é o yuga-dharma<br />
para a era actual. Deste a resposta correcta. Agora deves sair a pregar.<br />
Passaste o exame. Estás qualificado.</p>
<p>Para sermos capazes de pregar de uma forma sustentada e influenciar<br />
verdadeiramente os corações das pessoas, devemos cantar o santo nome e<br />
seguir os principios reguladores. Caso contrário, não teremos o poder para<br />
pregar. Pregar, não é uma actividade externa ou mundana. Requer força<br />
espiritual. Consegue-se essa força, do cantar das dezasseis voltas, de<br />
seguir os principios reguladores e da ocupação no serviço devocional.</p>
<p>Ajay Jajodia: Tento cantar, mas não consigo fazê-lo apropriadamente. A minha<br />
mente está sempre distraída pelos meus problemas e por aquilo que me rodeia,<br />
e fico sem ânimo.</p>
<p>Giriraj Swami: Mas se pregares, serás forçado a cantar atentamente. Srila<br />
Prabhupada disse que o nosso serviço deve ser um desafio novo que nós,<br />
entusiasticamente, aceitamos de bom grado; e para chegar a esse nivel, nós<br />
cantamos e escutamos com muito entusiasmo e seguimos os princípios<br />
reguladores. Neste momento, a nossa vida é muito confortável. Não importa se<br />
cantamos com atenção ou sem ela. Vamos ter o nosso dal e capatis. Podemos<br />
cantar ou não cantar as nossas voltas, porém, teremos o nosso dal e capatis.<br />
Mas quando estamos na linha da frente a pregar, temos que estar em boa<br />
condição espiritual. Pregar, é declarar guerra contra maya. Temos que estar<br />
em boa forma. Caso contrário, seremos dominados pelas forças do opositor.<br />
Pregar, é um estimulo para tornar-nos espiritualmente fortes.</p>
<p>Ajay Jajodia: Sou capaz de cantar melhor e de fazer todas as coisas melhor,<br />
quando estou perto de si. Quando você está cá, venho regularmente ao templo.<br />
Não haverá possibilidade de você passar mais tempo em Bombaim?</p>
<p>Giriraj Swami: Sim, há essa possibilidade.</p>
<p>Ramai Pandita dasa: Maharaja, saindo um pouco do tema, quando o nosso guru<br />
maharaja está presente neste mundo fisico conseguimos saber se ele está<br />
satisfeito ou não com o nosso serviço. Há sempre a possibilidade de nos<br />
aproximarmos a ele para que nos aconselhe. E quando ele não está fisicamente<br />
presente, como é que sabemos se ele está satisfeito ou não com o serviço, ou<br />
com qualquer outra actividade que possamos estar a fazer?</p>
<p>Giriraj Swami: Existem duas maneiras. Se fores suficientemente puro, podes<br />
saber,  no teu coração,  se ele está satisfeito ou não. Caso contrário,<br />
podes aproximar-te aos devotos que tenham uma percepção daquilo que pode ou<br />
não pode satisfazê-lo. Podes perguntar-lhes e eles dar-te-ão uma ideia se as<br />
actividades dão ou não satisfação. Sadhu, sastra, e guru. Básicamente, tal<br />
como Prabhupada, o teu guru maharaja quer que sejas consciente de Krsna e<br />
divulgues a consciência de Krsna.</p>
<p>Ramai Pandita dasa: Mencionou que a inveja provoca a procura de defeitos,<br />
procurar defeitos nos devotos. Será que devemos cultivar a arte de perdoar<br />
os outros? Se começarmos a perdoar os outros, não precisamos de cair na<br />
inveja nem na busca de defeitos.</p>
<p>Giriraj Swami: Sim. O perdão é de suma importância. É uma das qualidades de<br />
um devoto-perdão (ksama). Não estavas presente quando tivemos a reunião com<br />
os outros discipulos de Sua Santidade Sridhar Swami. Este mesmo tópico do<br />
perdão surgiu. Não vou repetir a conversa na íntegra, mas a conclusão é que<br />
devemos perdoar. Se não perdoamos, significa que temos algo no nosso coração<br />
e se mantemos isso, perturbará a nossa consciência de Krsna. Também pode<br />
perturbar a outra pessoa a quem nós não perdoamos. Causa angústia à outra<br />
pessoa e a nós também. Na verdade, perturbar a outra pessoa incrementa o<br />
nosso pesar. Temos que perdoar. Esta é a qualificação principal de um<br />
brahmana.</p>
<p>ksamaya rocate laksmir<br />
brahmi sauri yatha prabha<br />
ksaminam asu bhagavams<br />
tusyate harir isvarah</p>
<p>&#8220;O dever de um brahmana é o de cultivar a qualidade do perdão, que é tão<br />
brilhante como o sol. A Supema Personalidade de Deus, Hari, fica satisfeito<br />
com aqueles que sabem perdoar.&#8221; (SB 9.15.40)</p>
<p>O defeito principal de um brahmana é o orgulho, e a principal virtude é  o<br />
perdão. Através de todo o Bhagavad-gita a qualidade do perdão é inaltecida.</p>
<p>Janardana dasa: Maharaja, o senhor deve estar cansado.</p>
<p>Giriraj Swami: Bem, isso faz lembrar-me de uma história. No episódio do<br />
conflito para adquirir a terra de Juhu, alguns dos devotos responsáveis,<br />
nesse tempo, cancelaram o contrato de compra e venda com o Mr. Nair. E<br />
quando as noticias chegaram a Srila Prabhupada, ele disse, &#8220;Então, está tudo<br />
perdido.&#8221; Passado algum tempo, enquanto Prabhupada estava em Hyderabad, Mr.<br />
Nair concordou em ter uma reunião com ele. Pensando que Srila Prabhupada<br />
poderia utilizar algum poder místico para convencê-lo a fazer algo contra o<br />
seu próprio desejo, levou um sadhu com ele para anular os poderes de<br />
Prabhupada. Estavam todos sentados no quarto de Prabhupada em conversa<br />
amena, quando o sadhu se dirigiu a Prabhupada, &#8220;Swamiji, parece que está<br />
cansado. Deve descansar. Podemos falar mais tarde.&#8221; Prabhupada respondeu, &#8220;É<br />
verdade, estou muito cansado.&#8221; E todos sairam do quarto. Mas Prabhupada<br />
sabia que o homem é que estava cansado e que por isso tinha feito a<br />
pergunta. [risos] Uns minutos mais tarde, Prabhupada chamou Tamal Krishna<br />
Goswami, &#8220;Quando alguém te perguntar se estás cansado,&#8221; disse Prabhupada,<br />
&#8220;quer dizer que ele está cansado.&#8221; Então Prabhupada disse a Tamal Krishna<br />
Goswami, &#8220;Chama o Mr. Nair. Deixa ficar o sadhu a dormir e traz o Nair.&#8221;<br />
[risos] Ele veio com o Mr. Nair, e Prabhupada utilizou os seus poderes<br />
misticos [risos], e Mr. Nair assinou o novo contrato. E aqui estamos nós.<br />
Todas as glórias a Srila Prabhupada!<br />
Gita Jayanti ki jaya!<br />
Hare Krsna.</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/girirajswami.wordpress.com/92/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/girirajswami.wordpress.com/92/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/girirajswami.wordpress.com/92/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/girirajswami.wordpress.com/92/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/girirajswami.wordpress.com/92/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/girirajswami.wordpress.com/92/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/girirajswami.wordpress.com/92/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/girirajswami.wordpress.com/92/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/girirajswami.wordpress.com/92/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/girirajswami.wordpress.com/92/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/girirajswami.wordpress.com/92/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/girirajswami.wordpress.com/92/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/girirajswami.wordpress.com/92/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/girirajswami.wordpress.com/92/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=girirajswami.wordpress.com&amp;blog=4302647&amp;post=92&amp;subd=girirajswami&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Govardhana-puja</title>
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		<pubDate>Tue, 28 Oct 2008 17:19:45 +0000</pubDate>
		<dc:creator>nityananda108</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://girirajswami.wordpress.com/?p=86</guid>
		<description><![CDATA[   Govardhana-puja     Giriraj Swami:   vande ’ham sri-guroh sri-yuta-pada-kamalam sri-gurun vaisnavams ca sri-rupam sagrajatam saha-gana-raghunathanvitam tam sa jivam sadvaitam savadhutam parijana-sahitam krsna-caitanya-devam sri-radha-krsna-padan saha-gana-lalita-sri-visakhanvitams ca   nama om visnu-padaya krsna-presthaya bhu-tale srimate bhaktivedanta-svamin iti namine   namas te sarasvate deve gaura-vani-pracarine nirvisesa-sunyavadi-pascatya-desa-tarine   vancha-kalpatarubhyas ca krpa-sindhubhya eva ca patitanam pavanebhyo vaisnavebhyo namo namah [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=girirajswami.wordpress.com&amp;blog=4302647&amp;post=86&amp;subd=girirajswami&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:center;"><a href="http://girirajswami.files.wordpress.com/2008/10/ka1_115.jpg"><img class="size-medium wp-image-87 aligncenter" title="ka1_115" src="http://girirajswami.files.wordpress.com/2008/10/ka1_115.jpg?w=310&#038;h=226" alt="" width="310" height="226" /></a></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:ScaGoudy;" lang="EN-US"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:center;margin:0;"><span style="font-size:14pt;font-family:ScaGoudy;" lang="EN-US"> </span><span style="font-size:14pt;font-family:ScaGoudy;" lang="EN-US"><span style="font-weight:normal;font-size:13pt;" lang="EN-US">Govardhana-puja</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:14pt;" lang="EN-US"><span style="font-family:Times New Roman;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:13pt;font-family:ScaGoudy;" lang="EN-US"><span style="font-family:Times New Roman;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="font-size:13pt;font-family:ScaGoudy;" lang="EN-US">Giriraj Swami</span><span style="font-size:13pt;font-family:ScaGoudy;" lang="EN-US">:</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:13pt;font-family:ScaGoudy;" lang="EN-US"><span style="font-family:Times New Roman;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><em><span style="font-size:13pt;font-family:ScaGoudy;" lang="EN-US"><span style="font-family:Times New Roman;">vande ’ham sri-guroh sri-yuta-pada-kamalam sri-gurun vaisnavams ca</span></span></em></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><em><span style="font-size:13pt;font-family:ScaGoudy;" lang="EN-US"><span style="font-family:Times New Roman;">sri-rupam sagrajatam saha-gana-raghunathanvitam tam sa jivam</span></span></em></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><em><span style="font-size:13pt;font-family:ScaGoudy;" lang="EN-US"><span style="font-family:Times New Roman;">sadvaitam savadhutam parijana-sahitam krsna-caitanya-devam</span></span></em></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><em><span style="font-size:13pt;font-family:ScaGoudy;" lang="EN-US"><span style="font-family:Times New Roman;">sri-radha-krsna-padan saha-gana-lalita-sri-visakhanvitams ca</span></span></em></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><em><span style="font-size:13pt;font-family:ScaGoudy;" lang="EN-US"><span style="font-family:Times New Roman;"> </span></span></em></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><em><span style="font-size:13pt;font-family:ScaGoudy;" lang="EN-US"><span style="font-family:Times New Roman;">nama om visnu-padaya krsna-presthaya bhu-tale</span></span></em></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><em><span style="font-size:13pt;font-family:ScaGoudy;" lang="FR"><span style="font-family:Times New Roman;">srimate bhaktivedanta-svamin iti namine</span></span></em></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><em><span style="font-size:13pt;font-family:ScaGoudy;" lang="FR"><span style="font-family:Times New Roman;"> </span></span></em></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><em><span style="font-size:13pt;font-family:ScaGoudy;" lang="FR"><span style="font-family:Times New Roman;">namas te sarasvate deve gaura-vani-pracarine</span></span></em></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><em><span style="font-size:13pt;font-family:ScaGoudy;" lang="FR"><span style="font-family:Times New Roman;">nirvisesa-sunyavadi-pascatya-desa-tarine</span></span></em></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><em><span style="font-size:13pt;font-family:ScaGoudy;" lang="FR"><span style="font-family:Times New Roman;"> </span></span></em></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><em><span style="font-size:13pt;font-family:ScaGoudy;" lang="FR"><span style="font-family:Times New Roman;">vancha-kalpatarubhyas ca krpa-sindhubhya eva ca</span></span></em></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><em><span style="font-size:13pt;font-family:ScaGoudy;" lang="FR"><span style="font-family:Times New Roman;">patitanam pavanebhyo vaisnavebhyo namo namah</span></span></em></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><em><span style="font-size:13pt;font-family:ScaGoudy;" lang="FR"><span style="font-family:Times New Roman;"> </span></span></em></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><em><span style="font-size:13pt;font-family:ScaGoudy;" lang="FR"><span style="font-family:Times New Roman;">sri krsna caitanya prabhu nityananda sri advaita </span></span></em></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><em><span style="font-size:13pt;font-family:ScaGoudy;" lang="EN-US"><span style="font-family:Times New Roman;">gadadhara srivasadi-gaura-bhakta-vrnda</span></span></em></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><em><span style="font-size:13pt;font-family:ScaGoudy;" lang="EN-US"><span style="font-family:Times New Roman;"> </span></span></em></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><em><span style="font-size:13pt;font-family:ScaGoudy;" lang="EN-US"><span style="font-family:Times New Roman;">hare krsna hare krsna krsna krsna hare hare</span></span></em></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><em><span style="font-size:13pt;font-family:ScaGoudy;" lang="EN-US"><span style="font-family:Times New Roman;">hare rama hare rama rama rama hare hare</span></span></em></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:13pt;font-family:ScaGoudy;" lang="EN-US"><span style="font-family:Times New Roman;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="font-size:13pt;font-family:ScaGoudy;" lang="EN-US">Damos a todos as boas vindas nesta ocasi</span><span style="font-size:14pt;" lang="EN-US">ã</span><span style="font-size:13pt;font-family:ScaGoudy;" lang="EN-US">o mais auspiciosa do Govardhana-puja. Quando fui iniciado por Srila Prabhupada pela primeira vez, em 1969, ele estava em Los Angeles e eu estava em Boston. </span><span style="font-size:13pt;font-family:ScaGoudy;" lang="FR">Ele enviou-me uma carta que dizia, “O teu nome é “Giriraja.</span><span style="font-size:13pt;font-family:ScaGoudy;" lang="FR">” Giriraja é um nome da colina de Govardhana na qual Krsna costumava apascentar as Suas vacas. Em Vrndavana a colina de Govardhana é adorada como uma representaç</span><span style="font-size:14pt;" lang="FR">ã</span><span style="font-size:13pt;font-family:ScaGoudy;" lang="FR">o de Krsna. Por vezes os devotos apanham uma pedra da Colina de Govardhana e mant</span><span style="font-size:14pt;" lang="FR">ê</span><span style="font-size:13pt;font-family:ScaGoudy;" lang="FR">m-na em casa</span><span style="font-size:13pt;font-family:ScaGoudy;" lang="FR"> como uma representaç</span><span style="font-size:14pt;" lang="FR">ã</span><span style="font-size:13pt;font-family:ScaGoudy;" lang="FR">o de Krsna e adoram-na com essa consci</span><span style="font-size:14pt;" lang="FR">ê</span><span style="font-size:13pt;font-family:ScaGoudy;" lang="FR">ncia.” Sendo um devoto novo—tinha entrado para o templo umas semanas antes—n</span><span style="font-size:14pt;" lang="FR">ã</span><span style="font-size:13pt;font-family:ScaGoudy;" lang="FR">o conhecia nada sobre a Colina de Govardhana ou sobre Govardhana-puja. E a ideia de apanhar uma pedra da colina para a</span><span style="font-size:13pt;font-family:ScaGoudy;" lang="FR"> adorar como uma deidade era para mim um conceito muito diferente. Só vinte e cinco anos mais tarde é que comecei a perceber a importância da Colina de Govardhana nos passatempos de Krsna—e nas vidas dos devotos.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:13pt;font-family:ScaGoudy;" lang="FR"><span style="font-family:Times New Roman;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="font-size:13pt;font-family:ScaGoudy;" lang="FR">Depois de ter servido na India por muitos anos, tive um problema com o visto e n</span><span style="font-size:14pt;" lang="FR">ã</span><span style="font-size:13pt;font-family:ScaGoudy;" lang="FR">o pude voltar lá durante algum tempo. E quando finalmente pude voltar, sentia-me como se estivesse em casa. </span><span style="font-size:13pt;font-family:ScaGoudy;" lang="EN-US">Sentia-me mais em casa—até mesmo no aeroporto—do que no Ocidente. </span><span style="font-size:13pt;font-family:ScaGoudy;" lang="FR">Talvez porque goste do caos. [risos] A atmo</span><span style="font-size:13pt;font-family:ScaGoudy;" lang="FR">sfera parecia mais espiritual, até mesmo no aeroporto. Depois, quando cheguei a Vrndavana, senti-me ainda mais em casa. Apercebi-me que “ Esta é verdadeiramente a minha casa.” E naturalmente, em Vrndavana é muito mais fácil cantar e lembrarmo-nos de Krsna—especialmente em Vrndavana. Primeiro, porque Vrndavana é considerada como sendo espiritual. A Vrndavana na terra, Bhauma Vrndavana, é considerada como sendo n</span><span style="font-size:14pt;" lang="FR">ã</span><span style="font-size:13pt;font-family:ScaGoudy;" lang="FR">o diferente da Vrndavana no mundo espiritual, Goloka Vrndavana. Apesar de haver uma fina cobertur</span><span style="font-size:13pt;font-family:ScaGoudy;" lang="FR">a de <em>maya</em> para proteger a confidencialidade de Vrndavana, Vrndavana é espiritual. Depois, Vrndavana está cheia de <em>saddhus</em>, de <em>bhaktas</em>, e na associaç</span><span style="font-size:14pt;" lang="FR">ã</span><span style="font-size:13pt;font-family:ScaGoudy;" lang="FR">o dos saddhus, aceleramos o nosso avanço espiritual.</span><span style="font-size:13pt;font-family:ScaGoudy;" lang="FR"></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:13pt;font-family:ScaGoudy;" lang="FR"><span style="font-family:Times New Roman;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><em><span style="font-size:13pt;font-family:ScaGoudy;" lang="FR"><span style="font-family:Times New Roman;">tasmin mahan-mukharita madhubhic-caritra-</span></span></em></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><em><span style="font-size:13pt;font-family:ScaGoudy;" lang="FR"><span style="font-family:Times New Roman;">piyusa-sesa-saritah paritah sravanti</span></span></em></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><em><span style="font-size:13pt;font-family:ScaGoudy;" lang="FR"><span style="font-family:Times New Roman;">ta ye pibanty avitrso nrpa gadha-karnais</span></span></em></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><em><span style="font-size:13pt;font-family:ScaGoudy;" lang="EN-US"><span style="font-family:Times New Roman;">tan na sprsanty asana-trd-bhaya-soka-mohah</span></span></em></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:13pt;font-family:ScaGoudy;" lang="EN-US"><span style="font-family:Times New Roman;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="font-size:13pt;font-family:ScaGoudy;" lang="FR">“Se nesse lugar onde vivem os devotos puros, seguindo as regras e regulações, e assim puramente conscientes e ocupados com grande intensidade em ouvir e cantar as glórias da Suprema Personalidade de Deus, tivermos a oportunidade de escutar o seu fluxo constante de néctar, que é exactamente como as ondas de um rio, esqueceremos as necessidades da vida—a saber, fome e sede—e ficaremos imunes a todas as classes de temor, lamentaç</span><span style="font-size:14pt;" lang="FR">ã</span><span style="font-size:13pt;font-family:ScaGoudy;" lang="FR">o e ilus</span><span style="font-size:14pt;" lang="FR">ã</span><span style="font-size:13pt;font-family:ScaGoudy;" lang="FR">o.” (<em>SB</em> 4.29.39</span><span style="font-size:13pt;font-family:ScaGoudy;" lang="FR">–</span><span style="font-size:13pt;font-family:ScaGoudy;" lang="FR">40)</span><span style="font-size:13pt;font-family:ScaGoudy;" lang="FR"></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:13pt;font-family:ScaGoudy;" lang="FR"><span style="font-family:Times New Roman;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:13pt;font-family:ScaGoudy;" lang="FR"><span style="font-family:Times New Roman;">Por isso Srila Prabhupada criou a ISKCON, para que houvesse uma sociedade de devotos—na qual as pessoas pudessem associar-se com os devotos e avançassem na sua companhia.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:13pt;font-family:ScaGoudy;" lang="FR"><span style="font-family:Times New Roman;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="font-size:13pt;font-family:ScaGoudy;" lang="EN-US">Em Vrndavana, todos pensam em Krsna. </span><span style="font-size:13pt;font-family:ScaGoudy;" lang="FR">Krsna é o centro de suas vidas. Lá senti-me em casa. Passados alguns dias, fui visitar a Colina de Govardhana. Na realidade, n</span><span style="font-size:14pt;" lang="FR">ã</span><span style="font-size:13pt;font-family:ScaGoudy;" lang="FR">o conhecia muito sobre a Colina de Govardhana, mas fui lá, e sem fazer grandes ginásticas filosóficas, por algum motiv</span><span style="font-size:13pt;font-family:ScaGoudy;" lang="FR">o, senti-me ainda mais em casa que em Vrndavana. Naturalmente que sabemos, num sentido mais alargado, que a Colina de Govardhana faz parte de Vrndavana, mas nessa parte específica de <span>Vrndavana</span>—Govardhana—pude sentir-me ainda mais em casa. Gradualmente comecei a aprender sobre a importância da Colina de Govardhana.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:13pt;font-family:ScaGoudy;" lang="FR"><span style="font-family:Times New Roman;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="font-size:13pt;font-family:ScaGoudy;" lang="FR">Hoje em particular, estamos aqui para celebrar Govardhana-puja e dentro de pouco tempo Sua Santidade Radhanatha Swami arrebatará as nossas mentes com a sua descriç</span><span style="font-size:14pt;" lang="FR">ã</span><span style="font-size:13pt;font-family:ScaGoudy;" lang="FR">o sobre a <em>govardhana-lila</em>, mas </span><span style="font-size:13pt;font-family:ScaGoudy;" lang="FR">eu gostaria de falar sobre um tópico que aprendi acerca da Colina de Govardhana.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:13pt;font-family:ScaGoudy;" lang="FR"><span style="font-family:Times New Roman;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:Times New Roman;"><em><span style="font-size:13pt;font-family:ScaGoudy;" lang="FR">Srimad-Bhagavatam</span></em><span style="font-size:13pt;font-family:ScaGoudy;" lang="FR"> é considerada a suprema evid</span><span style="font-size:14pt;" lang="FR">ê</span><span style="font-size:13pt;font-family:ScaGoudy;" lang="FR">ncia da literatura védica. No <em>Sri Tattva-sandarbha</em>, Srila Jiva Gosvami, citando refer</span><span style="font-size:14pt;" lang="FR">ê</span><span style="font-size:13pt;font-family:ScaGoudy;" lang="FR">ncias de várias escrituras, explica de uma</span><span style="font-size:13pt;font-family:ScaGoudy;" lang="FR"> forma lógica e sistemática que o <em>Srimad-Bhagavatam</em> é a suprema evid</span><span style="font-size:14pt;" lang="FR">ê</span><span style="font-size:13pt;font-family:ScaGoudy;" lang="FR">ncia das literaturas Védicas. O próprio <em>Bhagavatam</em> explica que é o fruto maduro da árvore do conhecimento Védico.</span><span style="font-size:13pt;font-family:ScaGoudy;" lang="FR"></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:13pt;font-family:ScaGoudy;" lang="FR"><span style="font-family:Times New Roman;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><em><span style="font-size:13pt;font-family:ScaGoudy;" lang="FR"><span style="font-family:Times New Roman;">nigama-kalpa-taror galitam phalam</span></span></em></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><em><span style="font-size:13pt;font-family:ScaGoudy;" lang="FR"><span style="font-family:Times New Roman;">suka-mukhad amrta-drava-samyutam</span></span></em></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><em><span style="font-size:13pt;font-family:ScaGoudy;" lang="FR"><span style="font-family:Times New Roman;">pibata bhagavatam rasam alayam</span></span></em></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><em><span style="font-size:13pt;font-family:ScaGoudy;" lang="FR"><span style="font-family:Times New Roman;">muhur aho rasika bhuvi bhavukah</span></span></em></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:13pt;font-family:ScaGoudy;" lang="FR"><span style="font-family:Times New Roman;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="font-size:13pt;font-family:ScaGoudy;" lang="FR">“Ó homens hábeis e pensadores, saboreai o <em>Srimad-Bhagavatam</em>, o fruto maduro da árvore dos desejos das literaturas Védicas. Ele emanou dos lábios de Sri Sukadeva Gosvami. Portanto, este fruto tornou-se ainda mais saboroso, apesar do seu sumo nectáreo já ser agradável para todos, inclusivé para as almas liberadas.” </span><span style="font-size:13pt;font-family:ScaGoudy;" lang="EN-US">(<em>SB</em> 1.1.3)</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:13pt;font-family:ScaGoudy;" lang="EN-US"><span style="font-family:Times New Roman;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="font-size:13pt;font-family:ScaGoudy;" lang="EN-US">Em princípio, devemos começar a estudar o <em>Srimad-Bhagavatam</em> a partir do Primeiro Canto. O <em>Bhagavatam</em> é comparado à forma do Senhor. Na realidade, o <em>Bhagavatam</em> n</span><span style="font-size:14pt;" lang="EN-US">ã</span><span style="font-size:13pt;font-family:ScaGoudy;" lang="EN-US">o é diferente do próprio Senhor. Assim como começamos a nossa meditaç</span><span style="font-size:14pt;" lang="EN-US">ã</span><span style="font-size:13pt;font-family:ScaGoudy;" lang="EN-US">o a partir dos pés de lótus do Senhor e gradualmente vamos subindo na visualizaç</span><span style="font-size:14pt;" lang="EN-US">ã</span><span style="font-size:13pt;font-family:ScaGoudy;" lang="EN-US">o da forma transcendental do Senhor, do mesmo modo devemos ler o <em>Srimad</em></span><em><span style="font-size:13pt;font-family:ScaGoudy;" lang="EN-US">-Bhagavatam</span></em><span style="font-size:13pt;font-family:ScaGoudy;" lang="EN-US"> a partir do Primeiro Canto e gradualmente progredirmos até ao Décimo Canto, que é comparado à cara sorridente do Senhor.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:13pt;font-family:ScaGoudy;" lang="EN-US"><span style="font-family:Times New Roman;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="font-size:13pt;font-family:ScaGoudy;" lang="FR">No Décimo Canto, lemos sobre Krsna e Seus associados eternos em Vrndavana. Entre todos os associados e devotos de Krsna, as donzelas de Vrndavana s</span><span style="font-size:14pt;" lang="FR">ã</span><span style="font-size:13pt;font-family:ScaGoudy;" lang="FR">o consideradas as mais excelsas. E estas jovens vaqueirinhas, as <em>gopis</em>, oraram à Colina de Govardhana. Elas glorificaram a Colina de Govardhana chamando-a <em>hari-dasa-varyah</em>. Hari significa “O Senhor Hari, Krsna” a Suprema Personali</span><span style="font-size:13pt;font-family:ScaGoudy;" lang="FR">dade de Deus, <em>dasa</em> quer dizer “servente” e <em>varyah</em> significa “o melhor.” </span><span style="font-size:13pt;font-family:ScaGoudy;" lang="EN-US">Elas glorificaram a Colina de Govardhana como sendo o melhor servente do Senhor Hari. </span><span style="font-size:13pt;font-family:ScaGoudy;" lang="FR">Aceita-se que a Colina de Govardhana é o próprio Krsna e na verdade a Colina de Govardhana é o Senhor Krsna. Mas as <em>gopis</em> viram a Colina de Govardhana como o melhor servente de Krsna, porque ele entregou-se completamente ao serviço do Senhor. </span><span style="font-size:13pt;font-family:ScaGoudy;" lang="EN-US">Ele ofereceu todo o corpo ao serviço do Senhor. Entregou a sua vida para o serviço do Senhor. </span><span style="font-size:13pt;font-family:ScaGoudy;" lang="FR">As suas cavernas foram colocadas à disposiç</span><span style="font-size:14pt;" lang="FR">ã</span><span style="font-size:13pt;font-family:ScaGoudy;" lang="FR">o do Senhor para que Ele pudesse refugiar-se nelas. Disponibilizou água para beber, frutas e raízes para comer. Todo o tipo de facilidades foram disponibilizadas para o Senhor e Seus devotos. Está mencionado especificamente, “O </span><span style="font-size:13pt;font-family:ScaGoudy;" lang="FR">Senhor e Seus devotos.”</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:13pt;font-family:ScaGoudy;" lang="FR"><span style="font-family:Times New Roman;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><em><span style="font-size:13pt;font-family:ScaGoudy;" lang="FR"><span style="font-family:Times New Roman;">hantayam adrir abala hari-dasa-varyo</span></span></em></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><em><span style="font-size:13pt;font-family:ScaGoudy;" lang="EN-US"><span style="font-family:Times New Roman;">yad rama-krsna-carana-sparasa-pramodah</span></span></em></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><em><span style="font-size:13pt;font-family:ScaGoudy;" lang="EN-US"><span style="font-family:Times New Roman;">manam tanoti saha-go-ganayos tayor yat</span></span></em></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><em><span style="font-size:13pt;font-family:ScaGoudy;" lang="EN-US"><span style="font-family:Times New Roman;">paniya-suyavasa-kandara-kandamulaih</span></span></em></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:13pt;font-family:ScaGoudy;" lang="EN-US"><span style="font-family:Times New Roman;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="font-size:13pt;font-family:ScaGoudy;" lang="FR">“Entre todos os devotos esta Colina de Govardhana é o melhor! </span><span style="font-size:13pt;font-family:ScaGoudy;" lang="EN-US">Ó minhas amigas, esta colina supre a Krsna e Balarama, juntamente com os Seus bezerros, vacas e vaqueirinhos, todos o tipo de facilidades—água para beber, erva muito suave, cavernas, frutas, flores e vegetais. </span><span style="font-size:13pt;font-family:ScaGoudy;" lang="FR">Deste modo a colina oferece respeitos ao Senhor. Ao ser tocada pelos pés de lótus de Krsna e Balarama, a Colina de Govardhana fica muito jubilante.” (<em>SB</em> 10.21.18)</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:13pt;font-family:ScaGoudy;" lang="FR"><span style="font-family:Times New Roman;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:13pt;font-family:ScaGoudy;" lang="FR"><span style="font-family:Times New Roman;">Na verdade o Senhor fica mais satisfeito quando se servem os Seus devotos do que quando se serve somente a Ele, e a Colina de Govardhana tinha compreendido esse segredo. Portanto, <em>hari-dasa-varyah</em>.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:13pt;font-family:ScaGoudy;" lang="FR"><span style="font-family:Times New Roman;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="font-size:13pt;font-family:ScaGoudy;" lang="FR">O exemplo das <em>gopis</em> em glorificar a Colina de Govardhana pode ser entendido desta maneira: devemos aproximar-nos da Colina de Govardhana para que os nossos desejos espirituais possam ser satisfeitos. Sendo devotos, temos desejos espirituais no serviço do Senhor e como é que esses desejos s</span><span style="font-size:14pt;" lang="FR">ã</span><span style="font-size:13pt;font-family:ScaGoudy;" lang="FR">o satisfeitos? Claro que nós temos as nossas práticas espirituais. Cantamos os santos nomes, estudamos as escrituras Védicas, associamo-nos com os devotos, adoramos a deidade, vis</span><span style="font-size:13pt;font-family:ScaGoudy;" lang="FR">itamos os templos e os lugares sagrados. Mas depreende-se deste verso, <em>hari-dasa-varyah</em>, que os nossos desejos podem ser satisfeitos pela misericórdia das grandes almas. Entre todas as grandes almas, Govardhana é a melhor. Portanto, se nos aproximar-mos a Govardhana ele satisfará os nossos desejos de servir a Krsna. A Colina de Govardhana é muito importante para os devotos. A Colina de Govardhana pode satisfazer os nossos desejos e aspirações de servir a Krsna. Diz-se que na Colina de Govardhana existe uma deidade chamada Harideva que está perto de <span>Manasi-ganga</span>. Quando se inicia o <em>parikrama</em> à Colina de Govardhana, começa-se com o <em>darsana</em> de Harideva. Mas o que as <em>gopis</em> dizem é que a misericórdia que se adquire de um <em><span>hari-dasa</span></em> é maior que a misericórdia que se consegue de Harideva. Por isso, com o pretexto de irem adorar Harideva, elas foram realmente procurar a misericórdia de <em>hari-dasa-varyah</em>, a Colina de Govardhana.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:13pt;font-family:ScaGoudy;" lang="FR"><span style="font-family:Times New Roman;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="font-size:13pt;font-family:ScaGoudy;" lang="FR">Neste contexto, a Colina de Govardhana é como Sri Caitanya Mahaprabhu. De acordo à literatura Védica, ao <em>Srimad-Bhagavatam</em> e outros textos, Sri Caitanya Mahaprabhu é o próprio Krsna mas com o sentimento de um devoto, o sentimento do melhor devoto, Srimati Radharani. O Senhor Caitanya está mais inclinado a dar misericórdia que o próprio Krsna, apesar de ser Krsna. Com o sentimento de um devoto Ele é mais misericordioso do que com o sentimento de Krsna, a Suprema Personalidade de Deus. E o mesmo acontece com a Colina de Govardhana. Alguns dos nossos <em>acaryas</em> comentaram que estes versos falados pelas <em>gopis</em>, e em particular este, <em>hari-dasa-varyah</em>, foi na verdade falado por Srimati Radharani. A criaç</span><span style="font-size:14pt;" lang="FR">ã</span><span style="font-size:13pt;font-family:ScaGoudy;" lang="FR">o inteira glorifica Srimati Radharani como sendo o melhor devoto de Krsna e Ela glorifica a Colina de Govardhana como sendo o melhor devoto de Krsna. Exi</span><span style="font-size:13pt;font-family:ScaGoudy;" lang="FR">ste uma competiç</span><span style="font-size:14pt;" lang="FR">ã</span><span style="font-size:13pt;font-family:ScaGoudy;" lang="FR">o mútua e transcendental entre os devotos, para ver quem é que mais consegue glorificar o outro, pois os devotos s</span><span style="font-size:14pt;" lang="FR">ã</span><span style="font-size:13pt;font-family:ScaGoudy;" lang="FR">o humildes por natureza e satisfazem-se muito em glorificar a Krsna e a Seus devotos. Na realidade o Senhor, Krsna, fica mai</span><span style="font-size:13pt;font-family:ScaGoudy;" lang="FR">s satisfeito quando os devotos s</span><span style="font-size:14pt;" lang="FR">ã</span><span style="font-size:13pt;font-family:ScaGoudy;" lang="FR">o glorificados do que quando Ele é glorificado diretamente.</span><span style="font-size:13pt;font-family:ScaGoudy;" lang="FR"></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:13pt;font-family:ScaGoudy;" lang="FR"><span style="font-family:Times New Roman;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="font-size:13pt;font-family:ScaGoudy;" lang="FR">Numa certa altura, quando fomos pela primeira vez a Bombaim, Srila Prabhupada estava a viajar com as suas deidades de Radha-Krsna de bronze e encontrava-se no seu quarto com Gurudasa Prabhu, um devoto antigo. Gurudasa Prabhu começou a glorificar um outro devoto que estava no nosso pequeno grupo da India quando de repente parou e disse, “Oh Srila Prabhupada, esqueci-me de que n</span><span style="font-size:14pt;" lang="FR">ã</span><span style="font-size:13pt;font-family:ScaGoudy;" lang="FR">o se deve glorificar ninguém diante da </span><span style="font-size:13pt;font-family:ScaGoudy;" lang="FR">deidade, diante de Krsna.” Ao que Srila Prabhupada respondeu, “Krsna já é glorificado. Ele satisfaz-se mais quando os Seus devotos s</span><span style="font-size:14pt;" lang="FR">ã</span><span style="font-size:13pt;font-family:ScaGoudy;" lang="FR">o glorificados.” Portanto, esta é uma parte integrante do Govardhana-puja, glorificar os devotos, glorificar a Colina de Go</span><span style="font-size:13pt;font-family:ScaGoudy;" lang="FR">vardhana que é Krsna, mas que também é um devoto de Krsna.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:13pt;font-family:ScaGoudy;" lang="FR"><span style="font-family:Times New Roman;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="font-size:13pt;font-family:ScaGoudy;" lang="FR">Aqui estamos nós no meio de tantos devotos. É um privilégio e uma grande sorte estarmos convosco nesta ocasi</span><span style="font-size:14pt;" lang="FR">ã</span><span style="font-size:13pt;font-family:ScaGoudy;" lang="FR">o t</span><span style="font-size:14pt;" lang="FR">ã</span><span style="font-size:13pt;font-family:ScaGoudy;" lang="FR">o auspiciosa. Agora pediremos a este grande <em>hari-dasa</em> que está sentado ao meu lado q</span><span style="font-size:13pt;font-family:ScaGoudy;" lang="FR">ue satisfaça os nossos anseios por escutar <em>hari-katha</em> sobre Harideva e <em>hari-dasa</em>. Hare Krsna. [aplausos]</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:13pt;font-family:ScaGoudy;" lang="FR"><span style="font-family:Times New Roman;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:13pt;font-family:ScaGoudy;" lang="FR"><span style="font-family:Times New Roman;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:13pt;font-family:ScaGoudy;" lang="FR"><span style="font-family:Times New Roman;">Radhanath Swami:</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:13pt;font-family:ScaGoudy;" lang="FR"><span style="font-family:Times New Roman;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><em><span style="font-size:13pt;font-family:ScaGoudy;" lang="FR"><span style="font-family:Times New Roman;">nama om visnu-padaya krsna-presthaya bhu-tale</span></span></em></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><em><span style="font-size:13pt;font-family:ScaGoudy;" lang="FR"><span style="font-family:Times New Roman;">srimate bhaktivedanta-svamin iti namine</span></span></em></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><em><span style="font-size:13pt;font-family:ScaGoudy;" lang="FR"><span style="font-family:Times New Roman;"> </span></span></em></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><em><span style="font-size:13pt;font-family:ScaGoudy;" lang="FR"><span style="font-family:Times New Roman;">namas te sarasvate deve gaura-vani-pracarine</span></span></em></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><em><span style="font-size:13pt;font-family:ScaGoudy;" lang="FR"><span style="font-family:Times New Roman;">nirvisesa-sunyavadi-pascatya-desa-tarine</span></span></em></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><em><span style="font-size:13pt;font-family:ScaGoudy;" lang="FR"><span style="font-family:Times New Roman;"> </span></span></em></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><em><span style="font-size:13pt;font-family:ScaGoudy;" lang="FR"><span style="font-family:Times New Roman;">vancha-kalpatarubhyas ca krpa-sindhubhya eva ca</span></span></em></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><em><span style="font-size:13pt;font-family:ScaGoudy;" lang="FR"><span style="font-family:Times New Roman;">patitanam pavanebhyo vaisnavebhyo namo namah</span></span></em></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><em><span style="font-size:13pt;font-family:ScaGoudy;" lang="FR"><span style="font-family:Times New Roman;"> </span></span></em></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><em><span style="font-size:13pt;font-family:ScaGoudy;" lang="FR"><span style="font-family:Times New Roman;">sri krsna caitanya prabhu nityananda sri advaita </span></span></em></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><em><span style="font-size:13pt;font-family:ScaGoudy;" lang="EN-US"><span style="font-family:Times New Roman;">gadadhara srivasadi-gaura-bhakta-vrnda</span></span></em></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><em><span style="font-size:13pt;font-family:ScaGoudy;" lang="EN-US"><span style="font-family:Times New Roman;"> </span></span></em></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><em><span style="font-size:13pt;font-family:ScaGoudy;" lang="EN-US"><span style="font-family:Times New Roman;">hare krsna hare krsna krsna krsna hare hare</span></span></em></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><em><span style="font-size:13pt;font-family:ScaGoudy;" lang="EN-US"><span style="font-family:Times New Roman;">hare rama hare rama rama rama hare hare</span></span></em></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:13pt;font-family:ScaGoudy;" lang="EN-US"><span style="font-family:Times New Roman;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:13pt;font-family:ScaGoudy;" lang="EN-US"><span style="font-family:Times New Roman;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="font-size:13pt;font-family:ScaGoudy;">Estou muito, muito satisfeito de estar aqui em Nova Govardhana em Govardhana-puja, sentado ao lado de Giriraj Maharaja! </span><span style="font-size:13pt;font-family:ScaGoudy;" lang="EN-US">[risos e aplausos] E estou muito grato por estar na associaç</span><span style="font-size:14pt;" lang="EN-US">ã</span><span style="font-size:13pt;font-family:ScaGoudy;" lang="EN-US">o de todos vós. Sripad Giriraj Maharaja explicou, em concordância com o <em>sastra</em>, o princípio divino da Colina de Sri Govardhana como sendo, em simultâneo, Krsna e o supremo se</span><span style="font-size:13pt;font-family:ScaGoudy;" lang="EN-US">rvente de Krsna.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:13pt;font-family:ScaGoudy;" lang="EN-US"><span style="font-family:Times New Roman;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="font-size:13pt;font-family:ScaGoudy;" lang="EN-US">Srila Prabhupada, o nosso amado Guru Maharaja, quando estava nos seus últimos dias, incapaz de se sentar ou pôr de pé, pediu aos devotos que o levassem em Govardhana <em>parikrama</em> no m</span><span style="font-size:14pt;" lang="EN-US">ê</span><span style="font-size:13pt;font-family:ScaGoudy;" lang="EN-US">s de Kartika. </span><span style="font-size:13pt;font-family:ScaGoudy;" lang="FR">E quando os devotos perguntaram, “De que fo</span><span style="font-size:13pt;font-family:ScaGoudy;" lang="FR">rma? O senhor n</span><span style="font-size:14pt;" lang="FR">ã</span><span style="font-size:13pt;font-family:ScaGoudy;" lang="FR">o pode andar,” ele disse, “Consigam um carro de bois.” O médico que estava a cuidar de Srila Prabhupada disse, “Se tentar fazer isso, morrerá.” E Srila Prabhupada sorriu. Ele disse, “Existe alguma outra maneira de sair deste mundo melhor qu</span><span style="font-size:13pt;font-family:ScaGoudy;" lang="FR">e esta, enquanto se faz <em>parikrama</em> a Govardhana? Penso que esta situaç</span><span style="font-size:14pt;" lang="FR">ã</span><span style="font-size:13pt;font-family:ScaGoudy;" lang="FR">o durou alguns dias até que os devotos convenceram Prabhupada, “Por favor n</span><span style="font-size:14pt;" lang="FR">ã</span><span style="font-size:13pt;font-family:ScaGoudy;" lang="FR">o faça isso.” Mas esse era o amor que Srila Prabhupada tinha pela Colina de Govardhana.</span><span style="font-size:13pt;font-family:ScaGoudy;" lang="FR"></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:13pt;font-family:ScaGoudy;" lang="FR"><span style="font-family:Times New Roman;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="font-size:13pt;font-family:ScaGoudy;" lang="FR">Quando Sri Caitanya Mahaprabhu chegou a Vrndavana e viu pela primeira vez uma pedra da Colina de Govardhana, derramou lágrimas de extâse e abraçou a pedra exclamando, “Esta pedra n</span><span style="font-size:14pt;" lang="FR">ã</span><span style="font-size:13pt;font-family:ScaGoudy;" lang="FR">o é diferente do corpo de Krsna.” Nesse mesmo lugar, Madhavendra Puri, o Seu <em>parama-guru</em>, descobr</span><span style="font-size:13pt;font-family:ScaGoudy;" lang="FR">iu Sri Nathji. Rupa Gosvami, Sanatana Gosvami, Jiva Gosvami, Gopala Batta Gosvami, todos eles tiveram os seus <em>bhajana-kutiras</em> (locais de adoraç</span><span style="font-size:14pt;" lang="FR">ã</span><span style="font-size:13pt;font-family:ScaGoudy;" lang="FR">o) em Radha-kunda, na Colina de Govardhana.</span><span style="font-size:13pt;font-family:ScaGoudy;" lang="FR"></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:13pt;font-family:ScaGoudy;" lang="FR"><span style="font-family:Times New Roman;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="font-size:13pt;font-family:ScaGoudy;" lang="FR">Em Puri, um <em>sannyasi</em> deu ao Senhor Caitanya Mahaprabhu uma pequenina pedra, uma <em>govardhana-sila</em>. Para o Senhor Caitanya essa pequena pedra tinha mais valor que qualquer outra coisa na criaç</span><span style="font-size:14pt;" lang="FR">ã</span><span style="font-size:13pt;font-family:ScaGoudy;" lang="FR">o. Ele levava-a sempre à volta de Seu pescoço. Por vezes colocava-a em cima de Sua cabeça. E por vezes colocava-a no Seu coraç</span><span style="font-size:14pt;" lang="FR">ã</span><span style="font-size:13pt;font-family:ScaGoudy;" lang="FR">o. Esta</span><span style="font-size:13pt;font-family:ScaGoudy;" lang="FR"> <em>govardhana-sila</em> estava sempre molhada com as lágrimas de amor do Senhor Caitanya. Vendo o supremo sacrificio de amor de Raghunatha dasa Gosvami , o Senhor Caitanya presenteou esta pequena <em>govardhana-sila</em> a Raghunatha dasa e até fez arranjos para a <em>bhoga</em> e as oferendas, para ajudar Raghunatha dasa Gosvami na sua adoraç</span><span style="font-size:14pt;" lang="FR">ã</span><span style="font-size:13pt;font-family:ScaGoudy;" lang="FR">o. E dasa Gosvami passou a maior parte de seu tempo no sopé da Colina de Govardhana.</span><span style="font-size:13pt;font-family:ScaGoudy;" lang="FR"></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:13pt;font-family:ScaGoudy;" lang="FR"><span style="font-family:Times New Roman;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="font-size:13pt;font-family:ScaGoudy;" lang="FR">Bhaktivinoda Thakura, Bhaktisiddhanta Sarasvati Thakura, Visvanatha Cakravarti Thakura, todos eles tiveram os seus lugares de adoraç</span><span style="font-size:14pt;" lang="FR">ã</span><span style="font-size:13pt;font-family:ScaGoudy;" lang="FR">o na Colina de Govardhana. Foi em Radha-kunda, em Govardhana, que Srila Prabhupada recebeu a instruç</span><span style="font-size:14pt;" lang="FR">ã</span><span style="font-size:13pt;font-family:ScaGoudy;" lang="FR">o de Bhaktisiddhanta Sarasvati Thakura de imprimir e distribuir livros.</span><span style="font-size:13pt;font-family:ScaGoudy;" lang="FR"></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:13pt;font-family:ScaGoudy;" lang="FR"><span style="font-family:Times New Roman;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="font-size:13pt;font-family:ScaGoudy;" lang="FR">Porque é que Sri <span>Giriraja</span> é t</span><span style="font-size:14pt;" lang="FR">ã</span><span style="font-size:13pt;font-family:ScaGoudy;" lang="FR">o importante? </span><span style="font-size:13pt;font-family:ScaGoudy;" lang="EN-US">A história d</span><span style="font-size:13pt;font-family:ScaGoudy;" lang="EN-US">escrita no Décimo Canto do <em>Srimad-Bhagavatam</em> sobre a Govardhana-puja, é muito profunda e extensa. </span><span style="font-size:13pt;font-family:ScaGoudy;" lang="FR">Podemos t</span><span style="font-size:14pt;" lang="FR">ã</span><span style="font-size:13pt;font-family:ScaGoudy;" lang="FR">o só tentar descrever uma particula de uma gota desse oceano de significado. Assim que, no m</span><span style="font-size:14pt;" lang="FR">ê</span><span style="font-size:13pt;font-family:ScaGoudy;" lang="FR">s de Kartika e seguindo a tradiç</span><span style="font-size:14pt;" lang="FR">ã</span><span style="font-size:13pt;font-family:ScaGoudy;" lang="FR">o, Nanda Maharaja est</span><span style="font-size:13pt;font-family:ScaGoudy;" lang="FR">ava a coordenar uma grandiosa adoraç</span><span style="font-size:14pt;" lang="FR">ã</span><span style="font-size:13pt;font-family:ScaGoudy;" lang="FR">o a Indra. Krsna observou isso e convenceu Nanda Maharaja através da argumentaç</span><span style="font-size:14pt;" lang="FR">ã</span><span style="font-size:13pt;font-family:ScaGoudy;" lang="FR">o, “Isto n</span><span style="font-size:14pt;" lang="FR">ã</span><span style="font-size:13pt;font-family:ScaGoudy;" lang="FR">o é preciso. Adoras a Indra porque é ele quem dá a chuva? Mas a chuva também cai no oceano. Quem é que o adora no oceano? Se fiz</span><span style="font-size:13pt;font-family:ScaGoudy;" lang="FR">eres o bem, e sabe-se que já o fazes, terás bom <em>karma</em>, e a chuva cairá—com Indra ou sem Indra. Na verdade, dependemos das vacas, dos <em>brahmanas</em> e da Colina de Govardhana. Vamos juntar a parafernália para a adoraç</span><span style="font-size:14pt;" lang="FR">ã</span><span style="font-size:13pt;font-family:ScaGoudy;" lang="FR">o a Indra, e utilizá-la na adoraç</span><span style="font-size:14pt;" lang="FR">ã</span><span style="font-size:13pt;font-family:ScaGoudy;" lang="FR">o às vac</span><span style="font-size:13pt;font-family:ScaGoudy;" lang="FR">as, aos <em>brahmanas</em> e à Colina de Govardhana.”</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:13pt;font-family:ScaGoudy;" lang="FR"><span style="font-family:Times New Roman;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="font-size:13pt;font-family:ScaGoudy;" lang="FR">Na verdade esta é uma postura muita forte da parte de Krsna. Ele estava a desprezar as tradições dos ancestrais de Nanda Maharaja. Nanda Maharaja já tinha explicado que, “esta cerimónia de adoraç</span><span style="font-size:14pt;" lang="FR">ã</span><span style="font-size:13pt;font-family:ScaGoudy;" lang="FR">o tem sido leva</span><span style="font-size:13pt;font-family:ScaGoudy;" lang="FR">da a cabo pelos nossos antepassados desde tempos imemoriais.” Para Nanda Maharaja e para os Vraja-vasis, Indra n</span><span style="font-size:14pt;" lang="FR">ã</span><span style="font-size:13pt;font-family:ScaGoudy;" lang="FR">o era só uma ideia vaga sobre alguém que pode ou n</span><span style="font-size:14pt;" lang="FR">ã</span><span style="font-size:13pt;font-family:ScaGoudy;" lang="FR">o existir. Indra era o senhor dos semideuses. Nesses tempos Indra costumava descer à terra </span><span style="font-size:13pt;font-family:ScaGoudy;" lang="FR">e manifestar-se. </span><span style="font-size:13pt;font-family:ScaGoudy;" lang="EN-US">Eles conheciam-no. Compreendiam-no. E também conheciam os seus poderes.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:13pt;font-family:ScaGoudy;" lang="EN-US"><span style="font-family:Times New Roman;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="font-size:13pt;font-family:ScaGoudy;" lang="FR">Krsna estava a exigir um estado de rendiç</span><span style="font-size:14pt;" lang="FR">ã</span><span style="font-size:13pt;font-family:ScaGoudy;" lang="FR">o muito profundo. </span><span style="font-size:13pt;font-family:ScaGoudy;" lang="EN-US">Tal como Krsna disse a Arjuna no <em>Bhagavad-gita</em>. </span><span style="font-size:13pt;font-family:ScaGoudy;" lang="FR">Ele instruiu-o a lutar numa guerra onde até os seus entes </span><span style="font-size:13pt;font-family:ScaGoudy;" lang="FR">queridos e familiares estavam presentes. Todo o <em>Bhagavad-gita</em> foi falado com o intuito de convencer Arjuna a ter fé em Krsna, <em>sarva-dharmam parityajya mam ekam saranam vraja</em>: “Abandona todas as variedades de religi</span><span style="font-size:14pt;" lang="FR">ã</span><span style="font-size:13pt;font-family:ScaGoudy;" lang="FR">o e simplesmente rende-te a Mim.” Krsna </span><span style="font-size:13pt;font-family:ScaGoudy;" lang="FR">está a pedir a Nanda Maharaja a mesma coisa. Fiquem conscientes que os <span>Vraja-vasis</span> conheciam o poder de Indra. Tal como pudemos observar na India as ondas do Tsunami, Indra podia criar uma milh</span><span style="font-size:14pt;" lang="FR">ã</span><span style="font-size:13pt;font-family:ScaGoudy;" lang="FR">o delas num momento. Ele pode criar um milh</span><span style="font-size:14pt;" lang="FR">ã</span><span style="font-size:13pt;font-family:ScaGoudy;" lang="FR">o de furacões Kat</span><span style="font-size:13pt;font-family:ScaGoudy;" lang="FR">rina num segundo. Indra é poderoso. Nesse momento, Nanda Maharaja pode compreender que n</span><span style="font-size:14pt;" lang="FR">ã</span><span style="font-size:13pt;font-family:ScaGoudy;" lang="FR">o só a sua vida estava em jogo, mas também a da sua familia e a vida de todos. Essa era a fúria de Indra. Ao contrário de Arjuna, eles n</span><span style="font-size:14pt;" lang="FR">ã</span><span style="font-size:13pt;font-family:ScaGoudy;" lang="FR">o tinham armas para lutar. </span><span style="font-size:13pt;font-family:ScaGoudy;" lang="EN-US">Ma</span><span style="font-size:13pt;font-family:ScaGoudy;" lang="EN-US">s eles aceitaram devido ao seu amor inocente e fé em Krsna. </span><span style="font-size:13pt;font-family:ScaGoudy;" lang="FR">A ess</span><span style="font-size:14pt;" lang="FR">ê</span><span style="font-size:13pt;font-family:ScaGoudy;" lang="FR">ncia da religi</span><span style="font-size:14pt;" lang="FR">ã</span><span style="font-size:13pt;font-family:ScaGoudy;" lang="FR">o manifestou-se naquele momento. <em>Samsiddhir hari-tosanam</em>. O propósito de tudo o que fazemos na nossa vida espiritual é satisfazer a Deus. Se Krsna estiver satisfeito, a nossa</span><span style="font-size:13pt;font-family:ScaGoudy;" lang="FR"> vida torna-se perfeita. Se levarmos a cabo todos os rituais, se protegermos todas as tradições, se executarmos severas austeridades, sacrifícios e mesmo que conquistemos o mundo; se Krsna n</span><span style="font-size:14pt;" lang="FR">ã</span><span style="font-size:13pt;font-family:ScaGoudy;" lang="FR">o está satisfeito, <em>srama eva hi kevalam</em>, perdemos o nosso temp</span><span style="font-size:13pt;font-family:ScaGoudy;" lang="FR">o. Nanda Maharaja e os <span>Vraja-vasis</span> estavam na disposiç</span><span style="font-size:14pt;" lang="FR">ã</span><span style="font-size:13pt;font-family:ScaGoudy;" lang="FR">o de aceitar qualquer risco para agradar a Krsna e nem sequer sabiam que Ele era Deus. T</span><span style="font-size:14pt;" lang="FR">ã</span><span style="font-size:13pt;font-family:ScaGoudy;" lang="FR">o só o amavam. E n</span><span style="font-size:14pt;" lang="FR">ã</span><span style="font-size:13pt;font-family:ScaGoudy;" lang="FR">o tinham nenhum medo. “Quem é que se importa com Indra? Nós queremos satisfazer Krsna o nos</span><span style="font-size:13pt;font-family:ScaGoudy;" lang="FR">so amigo pastorzinho de sete anos de idade.”</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:13pt;font-family:ScaGoudy;" lang="FR"><span style="font-family:Times New Roman;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="font-size:13pt;font-family:ScaGoudy;" lang="FR">E eles utilizaram toda a parafernália de adoraç</span><span style="font-size:14pt;" lang="FR">ã</span><span style="font-size:13pt;font-family:ScaGoudy;" lang="FR">o a Indra no serviço da Colina de Govardhana, sob a direcç</span><span style="font-size:14pt;" lang="FR">ã</span><span style="font-size:13pt;font-family:ScaGoudy;" lang="FR">o de Krsna. Fizeram montanhas enormes de <em>bhoga</em>, Annakuta. Utilizaram quase tudo o que tinham. para fazer</span><span style="font-size:13pt;font-family:ScaGoudy;" lang="FR"> centenas, centenas e centenas de preparações em grandes quantidades e sob a instruç</span><span style="font-size:14pt;" lang="FR">ã</span><span style="font-size:13pt;font-family:ScaGoudy;" lang="FR">o de Krsna. E os <em>brahmanas</em> executaram <em>yajnas</em>, cantaram <em>mantras</em>, os músicos cantavam e tocavam instrumentos e os <span>Vraja-vasis</span> estavam completamente felizes celebrando a oca</span><span style="font-size:13pt;font-family:ScaGoudy;" lang="FR">si</span><span style="font-size:14pt;" lang="FR">ã</span><span style="font-size:13pt;font-family:ScaGoudy;" lang="FR">o. </span><span style="font-size:13pt;font-family:ScaGoudy;" lang="EN-US">Porqu</span><span style="font-size:14pt;" lang="EN-US">ê</span><span style="font-size:13pt;font-family:ScaGoudy;" lang="EN-US">? Porque a felicidade deles ia trazer felicidade a Krsna. A única raz</span><span style="font-size:14pt;" lang="EN-US">ã</span><span style="font-size:13pt;font-family:ScaGoudy;" lang="EN-US">o pela qual um <span>Vraja-vasis</span> quer ser feliz é porque Krsna fica feliz ao ver os Seus devotos felizes. </span><span style="font-size:13pt;font-family:ScaGoudy;" lang="FR">Quando nos aproximamos a Radha-Giridhari, devemos dançar, cantar e escutar</span><span style="font-size:13pt;font-family:ScaGoudy;" lang="FR"> jubilantemente <em>hari-katha</em>, porque se ficamos felizes ao escutar sobre Krsna, Krsna fica feliz. Essa é a ess</span><span style="font-size:14pt;" lang="FR">ê</span><span style="font-size:13pt;font-family:ScaGoudy;" lang="FR">ncia de todas as nossas aspirações, t</span><span style="font-size:14pt;" lang="FR">ã</span><span style="font-size:13pt;font-family:ScaGoudy;" lang="FR">o só servir a Deus.</span><span style="font-size:13pt;font-family:ScaGoudy;" lang="FR"></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:13pt;font-family:ScaGoudy;" lang="FR"><span style="font-family:Times New Roman;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="font-size:13pt;font-family:ScaGoudy;" lang="FR">Quando a oferenda foi feita, o pequeno Krsna, que permanecia no meio de todos os <em>gopas</em> e <em>gopis</em>, subitamente manifestou-Se como a Colina de Govardhana. Manifestou uma forma sem precedentes. Era imensa, com braços gigantescos. Ele manifestou a forma da Colina de Govardhana, para mostrar ao mundo que n</span><span style="font-size:14pt;" lang="FR">ã</span><span style="font-size:13pt;font-family:ScaGoudy;" lang="FR">o era diferente da Colina de Govardhana.E o </span><span style="font-size:13pt;font-family:ScaGoudy;" lang="FR">pequenino Krsna estava ali a olhar para Si próprio nessa forma. Ele disse, “Oh, vejam só. Devido a que Giriraja ficou muito satisfeito com a vossa devoç</span><span style="font-size:14pt;" lang="FR">ã</span><span style="font-size:13pt;font-family:ScaGoudy;" lang="FR">o, assumiu esta forma, como uma pessoa, para aceitar as nossas oferendas e para satisfazer todos os nos</span><span style="font-size:13pt;font-family:ScaGoudy;" lang="FR">sos desejos.” Ent</span><span style="font-size:14pt;" lang="FR">ã</span><span style="font-size:13pt;font-family:ScaGoudy;" lang="FR">o, esta imensa forma com os seus dois braços, comeu todas as montanhas de <em>prasada</em>, e ainda pediu mais. “<em>Aniyora!</em> Tragam mais!” Krsna prostrou-se perante Govardhana e todos os <span>Vraja-vasis</span> fizeram o mesmo.</span><span style="font-size:13pt;font-family:ScaGoudy;" lang="FR"></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:13pt;font-family:ScaGoudy;" lang="FR"><span style="font-family:Times New Roman;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="font-size:13pt;font-family:ScaGoudy;" lang="FR">E ent</span><span style="font-size:14pt;" lang="FR">ã</span><span style="font-size:13pt;font-family:ScaGoudy;" lang="FR">o, seguindo a instruç</span><span style="font-size:14pt;" lang="FR">ã</span><span style="font-size:13pt;font-family:ScaGoudy;" lang="FR">o de</span><span style="font-size:13pt;font-family:ScaGoudy;" lang="FR"> Krsna, todas as vacas, os bezerros, os <em>brahmanas</em>, os <em>gopas</em> e as <em>gopis</em> fizeram <em>parikrama</em>, a primeira circumambulaç</span><span style="font-size:14pt;" lang="FR">ã</span><span style="font-size:13pt;font-family:ScaGoudy;" lang="FR">o histórica à Colina de Govardhana. Foi um festival muito jubilante. Todos desfrutaram ilimitadamente à excepç</span><span style="font-size:14pt;" lang="FR">ã</span><span style="font-size:13pt;font-family:ScaGoudy;" lang="FR">o de uma pessoa, Indra. Krs</span><span style="font-size:13pt;font-family:ScaGoudy;" lang="FR">na é muito misericordioso. Indra é um devoto. Ele n</span><span style="font-size:14pt;" lang="FR">ã</span><span style="font-size:13pt;font-family:ScaGoudy;" lang="FR">o é um demónio como Putana ou Aghasura ou Kesi. Indra é um devoto a quem lhe foi confiado pelo Senhor um serviço muito, muito importante. Na verdade, podemos ler no <em>Sri Brhad-bhagavatamrta</em>, no <em>Srimad-Bha</em></span><em><span style="font-size:13pt;font-family:ScaGoudy;" lang="FR">gavatam</span></em><span style="font-size:13pt;font-family:ScaGoudy;" lang="FR">, que quando Indra executa um <em>yajna</em>, o Senhor Narayana vem pessoalmente e manifesta-Se para receber as oferendas desse sacrificio. Nós n</span><span style="font-size:14pt;" lang="FR">ã</span><span style="font-size:13pt;font-family:ScaGoudy;" lang="FR">o temos essa percepç</span><span style="font-size:14pt;" lang="FR">ã</span><span style="font-size:13pt;font-family:ScaGoudy;" lang="FR">o. Nós executamos muitas cerimónias ritualicas e sabemos que o Senhor Narayana vem, mas qu</span><span style="font-size:13pt;font-family:ScaGoudy;" lang="FR">ando Indra os executa Ele vem pessoalmente montado em Garuda e aceita-as. Indra é uma pessoa muito elevada. Mas existe uma coisa que Krsna n</span><span style="font-size:14pt;" lang="FR">ã</span><span style="font-size:13pt;font-family:ScaGoudy;" lang="FR">o tolera num devoto: falso orgulho. E a Sua misericórdia para com o Seu devoto é fazer com que, por todos os meios </span><span style="font-size:13pt;font-family:ScaGoudy;" lang="FR">necessários, esse orgulho seja esmagado, esse tumor do orgulho cancerígeno seja removido do coraç</span><span style="font-size:14pt;" lang="FR">ã</span><span style="font-size:13pt;font-family:ScaGoudy;" lang="FR">o de Seu devoto, porque esse tumor espalha-se de uma forma muito prejudicial e mata as nossas propensões devocionais.</span><span style="font-size:13pt;font-family:ScaGoudy;" lang="FR"></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:13pt;font-family:ScaGoudy;" lang="FR"><span style="font-family:Times New Roman;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="font-size:13pt;font-family:ScaGoudy;" lang="FR">Indra ficou muito furioso. Existem muitas histórias onde Krsna utiliza Indra como alvo para nos ensinar este principio. Ele é o rei de Svargaloka, os planetas celestiais. Ele é adorado pelos <em>devatas</em>, as Apsaras, os Gandharvas. A ele d</span><span style="font-size:14pt;" lang="FR">ã</span><span style="font-size:13pt;font-family:ScaGoudy;" lang="FR">o-se-lhe honras. Ele é glorificado. Ele senta-se em assentos</span><span style="font-size:13pt;font-family:ScaGoudy;" lang="FR"> bonitos. Ele tem imensa riqueza, imenso poder, imensa fama. Se tivessemos, ainda que fosse um pequeno vestígio dessas situaç</span><span style="font-size:14pt;" lang="FR">ã</span><span style="font-size:13pt;font-family:ScaGoudy;" lang="FR">o, teríamos a tend</span><span style="font-size:14pt;" lang="FR">ê</span><span style="font-size:13pt;font-family:ScaGoudy;" lang="FR">ncia a pensar que seríamos melhor que os outros, e quando pensamos que somos melhores que os outros, cometemos </span><em><span style="font-size:13pt;font-family:ScaGoudy;" lang="FR">aparadha</span></em><span style="font-size:13pt;font-family:ScaGoudy;" lang="FR">, ofensas. Se ninguém se preocupar demasiado connosco, e se houver alguém que diga alguma coisa sobre nós, n</span><span style="font-size:14pt;" lang="FR">ã</span><span style="font-size:13pt;font-family:ScaGoudy;" lang="FR">o ficamos muito tristes. Mas quanto mais tivermos, mais dói. Essa é a natureza do ego. E isso aconteceu com Indra, “Cada ano, desde séculos</span><span style="font-size:13pt;font-family:ScaGoudy;" lang="FR">, eles executam este <em>puja</em> para mim e este ano, seguindo a lógica de um miudinho falador, de sete anos de idade, substituiram a adoraç</span><span style="font-size:14pt;" lang="FR">ã</span><span style="font-size:13pt;font-family:ScaGoudy;" lang="FR">o destinada a mim e deram-na a uma montanha! Uma montanha! Que grande ofensa!” Ele estava furiosíssimo.</span><span style="font-size:13pt;font-family:ScaGoudy;" lang="FR"></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:13pt;font-family:ScaGoudy;" lang="FR"><span style="font-family:Times New Roman;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="font-size:13pt;font-family:ScaGoudy;" lang="FR">Ele decidiu destruir toda Vrndavana e aqueles que viviam lá e, para isso, chamou as nuvens Samvartaka. N</span><span style="font-size:14pt;" lang="FR">ã</span><span style="font-size:13pt;font-family:ScaGoudy;" lang="FR">o existe nenhum exército na terra que se possa comparar com as nuvens Samvartaka. N</span><span style="font-size:14pt;" lang="FR">ã</span><span style="font-size:13pt;font-family:ScaGoudy;" lang="FR">o s</span><span style="font-size:14pt;" lang="FR">ã</span><span style="font-size:13pt;font-family:ScaGoudy;" lang="FR">o aquelas nuvens que aparecem na época das monções e inundam Bombaim, paralisando</span><span style="font-size:13pt;font-family:ScaGoudy;" lang="FR"> tudo num só dia. Também n</span><span style="font-size:14pt;" lang="FR">ã</span><span style="font-size:13pt;font-family:ScaGoudy;" lang="FR">o s</span><span style="font-size:14pt;" lang="FR">ã</span><span style="font-size:13pt;font-family:ScaGoudy;" lang="FR">o aquelas nuvens que s</span><span style="font-size:14pt;" lang="FR">ã</span><span style="font-size:13pt;font-family:ScaGoudy;" lang="FR">o acompanhadas de furacões e tornados e causam devastaç</span><span style="font-size:14pt;" lang="FR">ã</span><span style="font-size:13pt;font-family:ScaGoudy;" lang="FR">o numa vila, numa cidade ou num estado. </span><span style="font-size:13pt;font-family:ScaGoudy;" lang="EN-US">Esta é uma tarefa para as nuvens pequeninas. As nuvens Samvartaka s</span><span style="font-size:14pt;" lang="EN-US">ã</span><span style="font-size:13pt;font-family:ScaGoudy;" lang="EN-US">o chamadas especificamente para a dest</span><span style="font-size:13pt;font-family:ScaGoudy;" lang="EN-US">ruiç</span><span style="font-size:14pt;" lang="EN-US">ã</span><span style="font-size:13pt;font-family:ScaGoudy;" lang="EN-US">o do universo no momento da dissoluç</span><span style="font-size:14pt;" lang="EN-US">ã</span><span style="font-size:13pt;font-family:ScaGoudy;" lang="EN-US">o. </span><span style="font-size:13pt;font-family:ScaGoudy;" lang="FR">Foi a elas que Indra chamou. Ele estava enraivecido. Dirigiu-se a essas nuvens Samvartaka berrando, “Ide a Vrndavana! </span><span style="font-size:13pt;font-family:ScaGoudy;" lang="EN-US">Destruam tudo e todos! Eles ofenderam-me.”</span><span style="font-size:13pt;font-family:ScaGoudy;" lang="EN-US"></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:13pt;font-family:ScaGoudy;" lang="EN-US"><span style="font-family:Times New Roman;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="font-size:13pt;font-family:ScaGoudy;" lang="EN-US">E elas foram. Nuvens pretas e muito espessas começaram a crescer, a crescer, a crescer e instalaram-se em todas as direcções. Trovões, raios, torrentes de chuva. </span><span style="font-size:13pt;font-family:ScaGoudy;" lang="FR">E os <span>Vraja-vasis</span> estavam conscientes do que estava a acontecer. Ofenderam a Indra. Como é que se pode lutar contra uma coisa assim? Todos se aproximaram a Krsna. Os vaqueiros puseram as vacas à sua frente e exclamaram, “Observa, as Tuas vacas est</span><span style="font-size:14pt;" lang="FR">ã</span><span style="font-size:13pt;font-family:ScaGoudy;" lang="FR">o a sofrer. Tu és Govinda. Tu protegerás as vacas e também a nós. Por favor dá-nos proteç</span><span style="font-size:14pt;" lang="FR">ã</span><span style="font-size:13pt;font-family:ScaGoudy;" lang="FR">o.” Krsna saiu de Sua casa com um sorriso e sem esforço algum,</span><span style="font-size:13pt;font-family:ScaGoudy;" lang="FR"> levantou toda a colina de Govardhana tal como uma criança levanta um cogumelo. Nós n</span><span style="font-size:14pt;" lang="FR">ã</span><span style="font-size:13pt;font-family:ScaGoudy;" lang="FR">o comemos cogumelos, mas por vezes levantamos cogumelos. [risos] E com o dedo mindinho de Sua m</span><span style="font-size:14pt;" lang="FR">ã</span><span style="font-size:13pt;font-family:ScaGoudy;" lang="FR">o esquerda, Ele segurou-a. Sri Sri Radha-Giridhari <em>ki jaya!</em> E Ele dirigiu-</span><span style="font-size:13pt;font-family:ScaGoudy;" lang="FR">se a todos de uma forma muito humoristica, “Venham todos e vejam. A Colina de Govardhana está t</span><span style="font-size:14pt;" lang="FR">ã</span><span style="font-size:13pt;font-family:ScaGoudy;" lang="FR">o satisfeita convosco que agora tornou-se um guarda-chuva para vos proteger de Indra. Venham agora e tragam tudo o que vos é querido, juntamente com todos os v</span><span style="font-size:13pt;font-family:ScaGoudy;" lang="FR">ossos animais, para este vale debaixo da Colina de Govardhana.” Desta maneira todos se aproximaram da Colina de Govardhana.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:13pt;font-family:ScaGoudy;" lang="FR"><span style="font-family:Times New Roman;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="font-size:13pt;font-family:ScaGoudy;" lang="FR">Krsna levantou a Colina de Govardhana de tal maneira, que se escutou um imenso som de trovões que podia ser ouvido em todas as direcções. À medida que Ele a levantava, Giriraja deixou cair de suas extremidades grandes pedaços de terra e pedras para que fosse criada uma barreira no solo. Deste modo, n</span><span style="font-size:14pt;" lang="FR">ã</span><span style="font-size:13pt;font-family:ScaGoudy;" lang="FR">o só se estava protegido desde cima mas a água também n</span><span style="font-size:14pt;" lang="FR">ã</span><span style="font-size:13pt;font-family:ScaGoudy;" lang="FR">o entrava. Krsna levantou a C</span><span style="font-size:13pt;font-family:ScaGoudy;" lang="FR">olina de Govardhana e as nuvens Samvartaka ficaram furiosas. Aquilo n</span><span style="font-size:14pt;" lang="FR">ã</span><span style="font-size:13pt;font-family:ScaGoudy;" lang="FR">o era chuva. Era outra coisa. O <em>Srimad-Bhagavatam</em> descreve que as gotas caíam com tanta impetuosidade que pareciam rios saindo de uma comporta em direcç</span><span style="font-size:14pt;" lang="FR">ã</span><span style="font-size:13pt;font-family:ScaGoudy;" lang="FR">o à Colina de Govardhana. Srila P</span><span style="font-size:13pt;font-family:ScaGoudy;" lang="FR">rabhupada explica que pareciam colunas sólidas de água que caíam com muita força. E todo o céu era atravessado por raios e havia uma trovoada intensa e ventania, ventos muito fortes. Pareciam-se com os nossos tornados mas multiplicados por milhares de vezes. </span><span style="font-size:13pt;font-family:ScaGoudy;" lang="EN-US">E ali estava Krsna, sorrindo, com a Colina de Govardhana apoiada no Seu dedo mindinho.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:13pt;font-family:ScaGoudy;" lang="EN-US"><span style="font-family:Times New Roman;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="font-size:13pt;font-family:ScaGoudy;" lang="EN-US">Este passatempo é muito bonito porque o Senhor Krsna quis estabelecer que Ele é a Suprema Personalidade de Deus, n</span><span style="font-size:14pt;" lang="EN-US">ã</span><span style="font-size:13pt;font-family:ScaGoudy;" lang="EN-US">o só como o todo poderoso mas também como o supr</span><span style="font-size:13pt;font-family:ScaGoudy;" lang="EN-US">emo objecto do amor de todos. </span><span style="font-size:13pt;font-family:ScaGoudy;" lang="FR">Srila Prabhupada disse que as pessoas reconhecem que Deus é grande, mas o <em>Srimad-Bhagavatam</em> explica-nos como é que Deus é grande, n</span><span style="font-size:14pt;" lang="FR">ã</span><span style="font-size:13pt;font-family:ScaGoudy;" lang="FR">o só no Seu poder de criar e destruir e executar actividades inconcebíveis, mas no Seu poder d</span><span style="font-size:13pt;font-family:ScaGoudy;" lang="FR">e reciprocar com o amor dos Seus devotos. Quando Krsna estava de pé, debaixo da Colina de Govardhana, e os habitantes de Vrndavana estavam todos ali reunidos, Krsna olhava de tal maneira para eles, que cada uma das <em>gopis</em>, cada um dos <em>gopas</em>, cada vaca, bezerro, pav</span><span style="font-size:14pt;" lang="FR">ã</span><span style="font-size:13pt;font-family:ScaGoudy;" lang="FR">o, macaco, papagaio e todo o ser vivo pensava, “Krsna está a olhar só para mim. Krsna ama-me tanto.” Este é o poder de Krsna. Krsna pode satisfazer plenamente o coraç</span><span style="font-size:14pt;" lang="FR">ã</span><span style="font-size:13pt;font-family:ScaGoudy;" lang="FR">o de todos os Seus devotos simultaneamente e reciprocar com o seu amor. Ele es</span><span style="font-size:13pt;font-family:ScaGoudy;" lang="FR">tava ali de pé e todos os residentes de Vrndavana glorificavam essa forma de Girivara-dhari, Aquele que ergue Govardhana. O lado esquerdo de Seu corpo estava recto, com o Seu braço levantado, mas o Seu lado direito estava curvado. Ele permanecia de pé com o corpo curvado em tr</span><span style="font-size:14pt;" lang="FR">ê</span><span style="font-size:13pt;font-family:ScaGoudy;" lang="FR">s partes, a personificaç</span><span style="font-size:14pt;" lang="FR">ã</span><span style="font-size:13pt;font-family:ScaGoudy;" lang="FR">o da ess</span><span style="font-size:14pt;" lang="FR">ê</span><span style="font-size:13pt;font-family:ScaGoudy;" lang="FR">ncia de toda a beleza, que cativava os corações de todos.</span><span style="font-size:13pt;font-family:ScaGoudy;" lang="FR"></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:13pt;font-family:ScaGoudy;" lang="FR"><span style="font-family:Times New Roman;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="font-size:13pt;font-family:ScaGoudy;" lang="FR">Os <span>Vraja-vasis</span> ofereciam a sua profunda gratid</span><span style="font-size:14pt;" lang="FR">ã</span><span style="font-size:13pt;font-family:ScaGoudy;" lang="FR">o a Indra por lhes ter dado este <em>darsana</em>, o <em>darsana</em> de todos os <em>darsanas</em>. E era 24/7. As cor</span><span style="font-size:13pt;font-family:ScaGoudy;" lang="FR">tinas nunca fechavam. [risos] Todos os seus desejos ficaram satisfeitos. Normalmente ao <em>gopis</em> estavam com Krsna durante a noite, mas durante o dia estavam separadas. E durante o dia as vacas estavam com Ele mas à noite estavam separadas. E Nanda, Yasoda e os membros mais velhos, estavam com Ele pela manh</span><span style="font-size:14pt;" lang="FR">ã</span><span style="font-size:13pt;font-family:ScaGoudy;" lang="FR"> e à noite, mas estavam separados durante o resto do tempo. Mas debaixo da Colina de Govardhana, todos permaneciam ali, com Krsna, a reciprocar constantemente o amor mais doce e extático. Os <em>brahmanas</em>, ser</span><span style="font-size:13pt;font-family:ScaGoudy;" lang="FR">viam a Krsna cantando <em>mantras</em> para a Sua protecç</span><span style="font-size:14pt;" lang="FR">ã</span><span style="font-size:13pt;font-family:ScaGoudy;" lang="FR">o, e Ele reciprocava. Os <em>gopas</em> diziam piadas e tinham discussões graciosas com Krsna, para O animar. E Krsna reciprocava com eles. As <em>gopis</em>, a perfeiç</span><span style="font-size:14pt;" lang="FR">ã</span><span style="font-size:13pt;font-family:ScaGoudy;" lang="FR">o da vida de todos eles, lançavam olhares e sorrisos pa</span><span style="font-size:13pt;font-family:ScaGoudy;" lang="FR">ra Krsna e ofereciam-Lhe continuamente o amor de seus corações e o Senhor reciprocava com todas e cada uma delas. E os vaqueiros, quando viam Krsna tremer colocavam os paus debaixo da colina. E Krsna sorria para todos eles. Sim, a <em>govardhana-lila</em> é o momento em que Krsna satisfaz todos os devotos da forma mais desejável. É por isso que Deus é grande. Foi um festival de extâse transcendental.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:13pt;font-family:ScaGoudy;" lang="FR"><span style="font-family:Times New Roman;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="font-size:13pt;font-family:ScaGoudy;" lang="FR">Enquanto isto, Indra e as nuvens Samvartaka derramavam chuvadas, ventos e raios. Indra deu a seguinte ordem às nuvens Samvartaka, “Com todo o vosso poder, tirem essa colina do dedo mindinho de Krsna.” Hare Krsna. Mas a Colina de Govardhana n</span><span style="font-size:14pt;" lang="FR">ã</span><span style="font-size:13pt;font-family:ScaGoudy;" lang="FR">o se mexeu. Os dias passaram. A um dado momento, segurando a Colina de Govardhana com a Sua m</span><span style="font-size:14pt;" lang="FR">ã</span><span style="font-size:13pt;font-family:ScaGoudy;" lang="FR">o esquerda, Krsna agarrou a flauta </span><span style="font-size:13pt;font-family:ScaGoudy;" lang="FR">com a Sua m</span><span style="font-size:14pt;" lang="FR">ã</span><span style="font-size:13pt;font-family:ScaGoudy;" lang="FR">o direita, colocou-a nos Seus lábios e tocou uma canç</span><span style="font-size:14pt;" lang="FR">ã</span><span style="font-size:13pt;font-family:ScaGoudy;" lang="FR">o muito bonita. O vaqueirinho Madhumangala ficou com muito medo e dirigiu-se a Krsna, “N</span><span style="font-size:14pt;" lang="FR">ã</span><span style="font-size:13pt;font-family:ScaGoudy;" lang="FR">o toques a Tua flauta, porque já sabemos o que acontece quando tocas a flauta. Se Govardhana Te escu</span><span style="font-size:13pt;font-family:ScaGoudy;" lang="FR">tar ao tocares a flauta, pode experimentar uma felicidade t</span><span style="font-size:14pt;" lang="FR">ã</span><span style="font-size:13pt;font-family:ScaGoudy;" lang="FR">o transcendental, que pode cair do Teu dedo e morreremos aqui todos esmagados. Todos nós conhecemos o poder da Tua flauta. Pode converter pedras em água e água em pedras. Se Govardhana derreter e</span><span style="font-size:13pt;font-family:ScaGoudy;" lang="FR">m extâse, ficaremos todos afogados. Por isso, n</span><span style="font-size:14pt;" lang="FR">ã</span><span style="font-size:13pt;font-family:ScaGoudy;" lang="FR">o toques a Tua flauta.” Outro vaqueirinho disse, “N</span><span style="font-size:14pt;" lang="FR">ã</span><span style="font-size:13pt;font-family:ScaGoudy;" lang="FR">o, n</span><span style="font-size:14pt;" lang="FR">ã</span><span style="font-size:13pt;font-family:ScaGoudy;" lang="FR">o, tu n</span><span style="font-size:14pt;" lang="FR">ã</span><span style="font-size:13pt;font-family:ScaGoudy;" lang="FR">o conheces Govardhana, ele é uma pessoa muito equlibrada e sóbria. Ele sabe controlar-se.”</span><span style="font-size:13pt;font-family:ScaGoudy;" lang="FR"></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:13pt;font-family:ScaGoudy;" lang="FR"><span style="font-family:Times New Roman;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="font-size:13pt;font-family:ScaGoudy;" lang="FR">Yasodamayi, no seu amor habitual por Krsna, estava preocupada, “Já se passaram tantas horas e ainda n</span><span style="font-size:14pt;" lang="FR">ã</span><span style="font-size:13pt;font-family:ScaGoudy;" lang="FR">o comeste nada. O Teu corpo suave é como manteiga, como pode o Teu dedo mindinho segurar essa colina gigantesca e n</span><span style="font-size:14pt;" lang="FR">ã</span><span style="font-size:13pt;font-family:ScaGoudy;" lang="FR">o sentir nenhuma dor?” Yasodamayi chor</span><span style="font-size:13pt;font-family:ScaGoudy;" lang="FR">ava e orava à Colina de Govardhana, “O que quer que tenha feito em vidas anteriores, todas as minhas austeridades, toda a minha adoraç</span><span style="font-size:14pt;" lang="FR">ã</span><span style="font-size:13pt;font-family:ScaGoudy;" lang="FR">o, peço-te Govardhana somente uma benç</span><span style="font-size:14pt;" lang="FR">ã</span><span style="font-size:13pt;font-family:ScaGoudy;" lang="FR">o. </span><span style="font-size:13pt;font-family:ScaGoudy;" lang="EN-US">Por favor, n</span><span style="font-size:14pt;" lang="EN-US">ã</span><span style="font-size:13pt;font-family:ScaGoudy;" lang="EN-US">o causes nenhuma dor ao meu filho Gopala.” </span><span style="font-size:13pt;font-family:ScaGoudy;" lang="FR">Madhumangala disse, “Y</span><span style="font-size:13pt;font-family:ScaGoudy;" lang="FR">asodamayi, porque te preocupas? Através da minha <em>brahma-tejas</em> estou a dar-Lhe poder para que possa segurar a colina. N</span><span style="font-size:14pt;" lang="FR">ã</span><span style="font-size:13pt;font-family:ScaGoudy;" lang="FR">o te preocupes. Na realidade, este é um festival maravilhoso. Amamos Indra pelo que fez por nós. Por causa de Indra, podemos experimenta</span><span style="font-size:13pt;font-family:ScaGoudy;" lang="FR">r este néctar doce do <em>darsana</em> de Krsna nesta forma maravilhosa.” Yasodamayi disse, “Que é que estás para aí a dizer? N</span><span style="font-size:14pt;" lang="FR">ã</span><span style="font-size:13pt;font-family:ScaGoudy;" lang="FR">o tens coraç</span><span style="font-size:14pt;" lang="FR">ã</span><span style="font-size:13pt;font-family:ScaGoudy;" lang="FR">o? Estás a dizer que é doce ver este menino inocente e gentil com esta montanha gigantesca em cima d`Ele? Como te atreves a </span><span style="font-size:13pt;font-family:ScaGoudy;" lang="FR">dizer que é doce? Nanda Maharaja disse, “Yasoda, n</span><span style="font-size:14pt;" lang="FR">ã</span><span style="font-size:13pt;font-family:ScaGoudy;" lang="FR">o fales assim a Madhumangala porque ele está a encorajar Krsna. Krsna está a sorrir com o que ele diz.”</span><span style="font-size:13pt;font-family:ScaGoudy;" lang="FR"></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:13pt;font-family:ScaGoudy;" lang="FR"><span style="font-family:Times New Roman;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="font-size:13pt;font-family:ScaGoudy;" lang="FR">Assim, estas relações maravilhosas eram partilhadas debaixo da Colina de Govardhana. Os vaqueiros pensavam que era devido à benç</span><span style="font-size:14pt;" lang="FR">ã</span><span style="font-size:13pt;font-family:ScaGoudy;" lang="FR">o de Madhumangala que Krsna tinha esse poder. E as <em>gopis</em> pensavam que Krsna tinha poder porque Radharani outorgava-Lhe esse poder ao olhar para Ele. </span><span style="font-size:13pt;font-family:ScaGoudy;" lang="EN-US">Krsna disse a Yasodamayi, “Eu n</span><span style="font-size:14pt;" lang="EN-US">ã</span><span style="font-size:13pt;font-family:ScaGoudy;" lang="EN-US">o estou a fazer nada. Govardhana ficou t</span><span style="font-size:14pt;" lang="EN-US">ã</span><span style="font-size:13pt;font-family:ScaGoudy;" lang="EN-US">o feli</span><span style="font-size:13pt;font-family:ScaGoudy;" lang="EN-US">z com as oferendas que voc</span><span style="font-size:14pt;" lang="EN-US">ê</span><span style="font-size:13pt;font-family:ScaGoudy;" lang="EN-US">s prepararam, que ele está a flutuar. Sou t</span><span style="font-size:14pt;" lang="EN-US">ã</span><span style="font-size:13pt;font-family:ScaGoudy;" lang="EN-US">o só o instrumento que segura.” Yasodamayi disse, “Se o que dizes é verdade, ent</span><span style="font-size:14pt;" lang="EN-US">ã</span><span style="font-size:13pt;font-family:ScaGoudy;" lang="EN-US">o deixa-o voar no ar sem o Teu dedo. Só ent</span><span style="font-size:14pt;" lang="EN-US">ã</span><span style="font-size:13pt;font-family:ScaGoudy;" lang="EN-US">o acreditarei em Ti.” </span><em><span style="font-size:13pt;font-family:ScaGoudy;" lang="FR">Santa-rasa</span></em><span style="font-size:13pt;font-family:ScaGoudy;" lang="FR">, servid</span><span style="font-size:14pt;" lang="FR">ã</span><span style="font-size:13pt;font-family:ScaGoudy;" lang="FR">o, afecto parental,</span><span style="font-size:13pt;font-family:ScaGoudy;" lang="FR"> a <em>rasa</em> conjugal, todas as <em>rasas</em> estavam a ser intercambiadas continuamente entre Krsna e os Seus devotos, durante os sete dias e sete noites.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:13pt;font-family:ScaGoudy;" lang="FR"><span style="font-family:Times New Roman;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="font-size:13pt;font-family:ScaGoudy;" lang="FR">Enquanto as nuvens, os trovões, os raios, as tempestades e os arco-iris fustigavam Govardhana, debaixo da colina havia uma outra tormenta. Krsna era tal como uma nuvem bonita, as <em>gopis</em> eram como os raios, a pena de pav</span><span style="font-size:14pt;" lang="FR">ã</span><span style="font-size:13pt;font-family:ScaGoudy;" lang="FR">o de Krsna era como o arco-iris e o Seu amor pelos Seus devotos era uma chuva incessante.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:13pt;font-family:ScaGoudy;" lang="FR"><span style="font-family:Times New Roman;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="font-size:13pt;font-family:ScaGoudy;" lang="FR">Enquanto isso, no cimo da colina, Indra estava descontroladamente frustrado. Dia após dia, após dia, as nuvens Samvartaka com todo o seu poder fustigavam a Colina de Govardhana. Finalmente voltaram a Indra e cairam a seus pés, “N</span><span style="font-size:14pt;" lang="FR">ã</span><span style="font-size:13pt;font-family:ScaGoudy;" lang="FR">o aguentamos mais.” Indra disse, “Voltem!” Elas ficaram sem água. As nuvens Samvartaka</span><span style="font-size:13pt;font-family:ScaGoudy;" lang="FR"> dirigiam-se para os oceanos para conseguir mais água e praticamente secavam-nos. Depois atiravam-na contra a Colina de Govardhana. Durante esses sete dias, Indra e as nuvens e todos os raios, n</span><span style="font-size:14pt;" lang="FR">ã</span><span style="font-size:13pt;font-family:ScaGoudy;" lang="FR">o conseguiram mover nem sequer um só pedacinho de pó, nem mes</span><span style="font-size:13pt;font-family:ScaGoudy;" lang="FR">mo remover uma só folha das centenas e milhares de árvores que estavam na Colina de Govardhana. Debaixo da tempestade violenta, a Colina de Govardhana brilhava. O mesmo aconteceu hoje com Giriraja a receber o seu <em>abhiseka</em>. Ele teve a mesma sensaç</span><span style="font-size:14pt;" lang="FR">ã</span><span style="font-size:13pt;font-family:ScaGoudy;" lang="FR">o. Porqu</span><span style="font-size:14pt;" lang="FR">ê</span><span style="font-size:13pt;font-family:ScaGoudy;" lang="FR">? Porque apesar de todos os raios, trovões e tempestades enormes, Govardhana sentia a parte de cima do dedo mindinho de Krsna por baixo e isso energizava-o com muita felicidade.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:13pt;font-family:ScaGoudy;" lang="FR"><span style="font-family:Times New Roman;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="font-size:13pt;font-family:ScaGoudy;" lang="FR">Finalmente as nuvens Samvartaka chegaram ao ponto de quase morrer, estavam muito exaustas. E Indra também estava assim. Eles foram-se embora. O céu ficou limpo, o sol apareceu e Krsna continuava sorrindo. Ele disse, “Vejam, a chuva parou. Agora está um dia de sol e lá fora está muito agradável e seco. Voltem todos para as vossas casas.” Mas ninguém queria regressar. Este é um princípio muito bonito. Se tivermos fé em Krsna, se nos dedicarmos sinceramente, mesmo ao ponto de aceitar riscos para sermos fieis a Krsna, Krsna ficará feliz. Krsna pode transformar a maior das crises em algo maravilhoso. Isso é rendiç</span><span style="font-size:14pt;" lang="FR">ã</span><span style="font-size:13pt;font-family:ScaGoudy;" lang="FR">o. Apesar de n</span><span style="font-size:14pt;" lang="FR">ã</span><span style="font-size:13pt;font-family:ScaGoudy;" lang="FR">o conseguirem tirar os olhos de Krsna, os<em> gopas</em> e as <em>gopis</em> seguindo a ordem de Krsna, sairam debaixo da colina. Os <em>gopas</em> tentavam controlar as vacas mas quando elas viram Krsna voltaram para trás. N</span><span style="font-size:14pt;" lang="FR">ã</span><span style="font-size:13pt;font-family:ScaGoudy;" lang="FR">o podiam aba</span><span style="font-size:13pt;font-family:ScaGoudy;" lang="FR">ndonar a Sua associaç</span><span style="font-size:14pt;" lang="FR">ã</span><span style="font-size:13pt;font-family:ScaGoudy;" lang="FR">o. O Senhor Govinda, Giridhari, com os Seus olhos dirigiu as vacas de volta para as pastagens. </span><span style="font-size:13pt;font-family:ScaGoudy;" lang="EN-US">Depois, sem esforço, colocou a Colina de Govardhana no ch</span><span style="font-size:14pt;" lang="EN-US">ã</span><span style="font-size:13pt;font-family:ScaGoudy;" lang="EN-US">o, exatamente no mesmo sitio onde estava inicialmente. Quando Krsna saiu debaixo</span><span style="font-size:13pt;font-family:ScaGoudy;" lang="EN-US"> de Govardhana, Balarama abraçou-O, Yasodamayi massajava-Lhe o dedo para aliviá-Lo da dor, as <em>gopis</em> olhavam e sorriam para Ele, os Seus amigos brincavam e dançavam com Ele, os <em>brahmanas</em> recitavam <em>mantras</em> em Sua honra, as suas esposas ofereciam-Lhe presentes, os serventes abanicavam e traziam-Lhe água para beber e Rohini ofereceu-Lhe <em>arati</em>. </span><span style="font-size:13pt;font-family:ScaGoudy;" lang="FR">Foi um festival maravilhoso. Todos estavam felizes à excepç</span><span style="font-size:14pt;" lang="FR">ã</span><span style="font-size:13pt;font-family:ScaGoudy;" lang="FR">o de uma pessoa. Sabem quem era essa pessoa?</span><span style="font-size:13pt;font-family:ScaGoudy;" lang="FR"></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:13pt;font-family:ScaGoudy;" lang="FR"><span style="font-family:Times New Roman;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:13pt;font-family:ScaGoudy;" lang="FR"><span style="font-family:Times New Roman;">Devoto: Indra.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:13pt;font-family:ScaGoudy;" lang="FR"><span style="font-family:Times New Roman;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="font-size:13pt;font-family:ScaGoudy;" lang="FR">Ele foi completamente derrotado. Estava intoxicado com o seu poder e fama mas agora estava sóbrio e realizou que tinha cometido uma grande ofensa. O <em>Bhagava-gita</em> informa-nos que ao contemplarmos os objectos dos sentidos, desenvolvemos apego por eles. Do apego, luxúria, quando a luxúria n</span><span style="font-size:14pt;" lang="FR">ã</span><span style="font-size:13pt;font-family:ScaGoudy;" lang="FR">o é satisfeita su</span><span style="font-size:13pt;font-family:ScaGoudy;" lang="FR">rge a ira. A ira provoca-nos confus</span><span style="font-size:14pt;" lang="FR">ã</span><span style="font-size:13pt;font-family:ScaGoudy;" lang="FR">o, perda da memória e da intelig</span><span style="font-size:14pt;" lang="FR">ê</span><span style="font-size:13pt;font-family:ScaGoudy;" lang="FR">ncia e depois actuamos de maneiras abomináveis. Indra passou por estas etapas devido aos seus apegos. Mas ent</span><span style="font-size:14pt;" lang="FR">ã</span><span style="font-size:13pt;font-family:ScaGoudy;" lang="FR">o realizou, “Nunca ninguém cometeu uma ofensa t</span><span style="font-size:14pt;" lang="FR">ã</span><span style="font-size:13pt;font-family:ScaGoudy;" lang="FR">o grande como esta. Tentei ma</span><span style="font-size:13pt;font-family:ScaGoudy;" lang="FR">tar Deus! Tentei assassinar todos os devotos mais intimos e amorosos de Deus. </span><span style="font-size:13pt;font-family:ScaGoudy;" lang="EN-US">O mesmo quis fazer com as Suas vacas, com todos. </span><span style="font-size:13pt;font-family:ScaGoudy;" lang="FR">Que é que eu fiz?” Estava completamente baralhado e nesse estado aproximou-se a Brhaspati, seu <em>guru</em>, “Que é que devo fazer?” Brhaspati disse-lhe, “Uau! N</span><span style="font-size:14pt;" lang="FR">ã</span><span style="font-size:13pt;font-family:ScaGoudy;" lang="FR">o há nada que possas fazer mas, se te aproximares a alguém que é amado por Krsna, e essa pessoa pedir perd</span><span style="font-size:14pt;" lang="FR">ã</span><span style="font-size:13pt;font-family:ScaGoudy;" lang="FR">o em teu nome ent</span><span style="font-size:14pt;" lang="FR">ã</span><span style="font-size:13pt;font-family:ScaGoudy;" lang="FR">o Krsna perdoar-te-á, caso contrário, se fores sózinho . . . É que cometeste um pecado muito severo.”</span><span style="font-size:13pt;font-family:ScaGoudy;" lang="FR"></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:13pt;font-family:ScaGoudy;" lang="FR"><span style="font-family:Times New Roman;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="font-size:13pt;font-family:ScaGoudy;" lang="FR">Assim sendo, e seguindo a instruç</span><span style="font-size:14pt;" lang="FR">ã</span><span style="font-size:13pt;font-family:ScaGoudy;" lang="FR">o de Brhaspati, Indra foi com Surabhi, a m</span><span style="font-size:14pt;" lang="FR">ã</span><span style="font-size:13pt;font-family:ScaGoudy;" lang="FR">e das vacas. </span><span style="font-size:13pt;font-family:ScaGoudy;" lang="EN-US">É uma cena muito bonita. Tentem imaginar. Eis o rei dos céus com toda a sua indumentária real. Diamantes magnificos, rubis, jóias, safiras, coroas, sedas lindíssimas e a se</span><span style="font-size:13pt;font-family:ScaGoudy;" lang="EN-US">r conduzido por um elefante magnifico. O próprio Indra é um homem muito bonito, forte e digno de ser visto. </span><span style="font-size:13pt;font-family:ScaGoudy;" lang="FR">E ele está a prostrar-se, desamparadamente, diante dos cascos da m</span><span style="font-size:14pt;" lang="FR">ã</span><span style="font-size:13pt;font-family:ScaGoudy;" lang="FR">e vaca, rogando, “Salva-me! Por favor salva-me!” A M</span><span style="font-size:14pt;" lang="FR">ã</span><span style="font-size:13pt;font-family:ScaGoudy;" lang="FR">e Surabhi compadeceu-se mui</span><span style="font-size:13pt;font-family:ScaGoudy;" lang="FR">to com Indra e disse-lhe, “Vem comigo.” Aproximaram-se de Krsna e Indra prestou as suas rever</span><span style="font-size:14pt;" lang="FR">ê</span><span style="font-size:13pt;font-family:ScaGoudy;" lang="FR">ncias, mas Krsna ignorou-o completamente. Ent</span><span style="font-size:14pt;" lang="FR">ã</span><span style="font-size:13pt;font-family:ScaGoudy;" lang="FR">o M</span><span style="font-size:14pt;" lang="FR">ã</span><span style="font-size:13pt;font-family:ScaGoudy;" lang="FR">e Surabhi, que é uma f</span><span style="font-size:14pt;" lang="FR">ê</span><span style="font-size:13pt;font-family:ScaGoudy;" lang="FR">mea muito gentil, aproximou-se de Krsna com muito afecto e disse, “Indra arrependeu-se p</span><span style="font-size:13pt;font-family:ScaGoudy;" lang="FR">rofundamente. Por favor desculpa-o.” E devido ao seu apelo, Krsna perdoou Indra.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:13pt;font-family:ScaGoudy;" lang="FR"><span style="font-family:Times New Roman;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="font-size:13pt;font-family:ScaGoudy;" lang="FR">Existe um lugar no caminho de <em>parikrama</em> de Sri Giriraja que se chama Surabhi-kunda. Este lugar personifica a qualidade do perd</span><span style="font-size:14pt;" lang="FR">ã</span><span style="font-size:13pt;font-family:ScaGoudy;" lang="FR">o. E este é um principio universal. Os crist</span><span style="font-size:14pt;" lang="FR">ã</span><span style="font-size:13pt;font-family:ScaGoudy;" lang="FR">os </span><span style="font-size:13pt;font-family:ScaGoudy;" lang="FR">acreditam que n</span><span style="font-size:14pt;" lang="FR">ã</span><span style="font-size:13pt;font-family:ScaGoudy;" lang="FR">o se pode aproximar a Deus directamente. Se pecamos temos que nos aproximar através de um filho. </span><span style="font-size:13pt;font-family:ScaGoudy;" lang="EN-US">Os Judeus t</span><span style="font-size:14pt;" lang="EN-US">ê</span><span style="font-size:13pt;font-family:ScaGoudy;" lang="EN-US">m o mesmo conceito. Os Muçulmanos t</span><span style="font-size:14pt;" lang="EN-US">ê</span><span style="font-size:13pt;font-family:ScaGoudy;" lang="EN-US">m o mesmo conceito. </span><span style="font-size:13pt;font-family:ScaGoudy;" lang="FR">E na sua express</span><span style="font-size:14pt;" lang="FR">ã</span><span style="font-size:13pt;font-family:ScaGoudy;" lang="FR">o mais completa e substancial, o conceito de n</span><span style="font-size:14pt;" lang="FR">ã</span><span style="font-size:13pt;font-family:ScaGoudy;" lang="FR">o podermos</span><span style="font-size:13pt;font-family:ScaGoudy;" lang="FR"> aproximar-nos a Deus directamente encontra-se aqui nesta história. Devemos aproximar-nos ao Senhor através daqueles a quem o Senhor ama. <em>Vancha-kalpatarubhyas ca krpa-sindhubhya eva ca/ patitanam pavanebhyo vaisnavebhyo namo namah</em>. </span><span style="font-size:13pt;font-family:ScaGoudy;" lang="EN-US">Sem a misericórdia dos devotos do Senhor n</span><span style="font-size:14pt;" lang="EN-US">ã</span><span style="font-size:13pt;font-family:ScaGoudy;" lang="EN-US">o temos esperança. N</span><span style="font-size:14pt;" lang="EN-US">ã</span><span style="font-size:13pt;font-family:ScaGoudy;" lang="EN-US">o é uma quest</span><span style="font-size:14pt;" lang="EN-US">ã</span><span style="font-size:13pt;font-family:ScaGoudy;" lang="EN-US">o do quanto nós sabemos. Podemos memorizar todas as escrituras, podemos dar discursos eloquentes, podemos cantar docemente, podemos fazer centenas e milhões de seguidores mas se n</span><span style="font-size:14pt;" lang="EN-US">ã</span><span style="font-size:13pt;font-family:ScaGoudy;" lang="EN-US">o nos tornamos humild</span><span style="font-size:13pt;font-family:ScaGoudy;" lang="EN-US">es perante um devoto que ama o Senhor, n</span><span style="font-size:14pt;" lang="EN-US">ã</span><span style="font-size:13pt;font-family:ScaGoudy;" lang="EN-US">o podemos, verdadeiramente, aproximar-nos a Deus. N</span><span style="font-size:14pt;" lang="EN-US">ã</span><span style="font-size:13pt;font-family:ScaGoudy;" lang="EN-US">o poderemos receber as benç</span><span style="font-size:14pt;" lang="EN-US">ã</span><span style="font-size:13pt;font-family:ScaGoudy;" lang="EN-US">os do Senhor na Sua plenitude. </span><span style="font-size:13pt;font-family:ScaGoudy;" lang="FR">Pelas benç</span><span style="font-size:14pt;" lang="FR">ã</span><span style="font-size:13pt;font-family:ScaGoudy;" lang="FR">os de Surabhi, Krsna abençoou Indra. Indra prostrou-se, a chorar, e quando Indra chora n</span><span style="font-size:14pt;" lang="FR">ã</span><span style="font-size:13pt;font-family:ScaGoudy;" lang="FR">o é </span><span style="font-size:13pt;font-family:ScaGoudy;" lang="FR">algo insignificante, porque ele tem muitos olhos. Todos os seus olhos choravam de arrependimento. Duas coisas s</span><span style="font-size:14pt;" lang="FR">ã</span><span style="font-size:13pt;font-family:ScaGoudy;" lang="FR">o requeridas: (1) devemos prostrar-nos, tornando-nos humildes perante aqueles que amam o Senhor e (2) devemos ser sinceros, devemos ser g</span><span style="font-size:13pt;font-family:ScaGoudy;" lang="FR">enuinos.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:13pt;font-family:ScaGoudy;" lang="FR"><span style="font-family:Times New Roman;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="font-size:13pt;font-family:ScaGoudy;" lang="FR">Indra n</span><span style="font-size:14pt;" lang="FR">ã</span><span style="font-size:13pt;font-family:ScaGoudy;" lang="FR">o estava a representar. O arrependimento vinha-lhe do coraç</span><span style="font-size:14pt;" lang="FR">ã</span><span style="font-size:13pt;font-family:ScaGoudy;" lang="FR">o e para ele era mais doloroso que a morte. Ele rogava por misericórdia, e devido à sua sinceridade, tornou-se humilde e Krsna perdoou-o. Indra invocou todos os devatas que execut</span><span style="font-size:13pt;font-family:ScaGoudy;" lang="FR">aram uma cerimónia maravilhosa. Indra disse, “Eu sou um Indra pequenino mas tu és o supremo Indra.” Levaram a cabo um <em>abhiseka</em> trazendo o <span>Akasa-ganga</span> com a ajuda de Airavata e ent</span><span style="font-size:14pt;" lang="FR">ã</span><span style="font-size:13pt;font-family:ScaGoudy;" lang="FR">o banharam Krsna. Os sábios, os <em>rsis</em> e os <em>devatas</em> estavam presentes ali. E a</span><span style="font-size:13pt;font-family:ScaGoudy;" lang="FR"> água desse <em>abhiseka</em> encheu o <em>kunda</em>. Ent</span><span style="font-size:14pt;" lang="FR">ã</span><span style="font-size:13pt;font-family:ScaGoudy;" lang="FR">o Indra e os semideuses deram a Krsna o nome “Govinda” porque Ele dá prazer e protecç</span><span style="font-size:14pt;" lang="FR">ã</span><span style="font-size:13pt;font-family:ScaGoudy;" lang="FR">o às vacas, à terra e aos cidad</span><span style="font-size:14pt;" lang="FR">ã</span><span style="font-size:13pt;font-family:ScaGoudy;" lang="FR">os. Hoje esse lugar chama-se Govinda-kunda.</span><span style="font-size:13pt;font-family:ScaGoudy;" lang="FR"></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:13pt;font-family:ScaGoudy;" lang="FR"><span style="font-family:Times New Roman;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="font-size:13pt;font-family:ScaGoudy;" lang="FR">Depois de se terem ido embora, os vaqueirinhos chegaram ali e viram toda a parafernália, a parafernália magnificente dos semideuses. Eles construiram um trono pequenino mas muito bonito para Krsna, a partir das rochas da Colina de Govardhana, puseram Balarama nesse trono e começaram a fazer os mesmos <em>pujas</em> e a cantar as suas canções bonitas. Os semideuses fizeram todas as cerimónias exactamente como as escrituras prescrevem—o <em>abhiseka</em>, o <em>arati</em>, a <em>puja</em>. Mas os <em>gopas</em> estavam simplesmente a brincar. Imitavam, brincavam e gracejavam. Quando os semideuses viram a maneira como os vaqueirinhos adoravam Krsna, chegaram a uma realizaç</span><span style="font-size:14pt;" lang="FR">ã</span><span style="font-size:13pt;font-family:ScaGoudy;" lang="FR">o. </span><span style="font-size:13pt;font-family:ScaGoudy;" lang="EN-US">“Em comparaç</span><span style="font-size:14pt;" lang="EN-US">ã</span><span style="font-size:13pt;font-family:ScaGoudy;" lang="EN-US">o com eles, n</span><span style="font-size:14pt;" lang="EN-US">ã</span><span style="font-size:13pt;font-family:ScaGoudy;" lang="EN-US">o temos nenhum amor por Krsna, nenhum.”</span><span style="font-size:13pt;font-family:ScaGoudy;" lang="EN-US"></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:13pt;font-family:ScaGoudy;" lang="EN-US"><span style="font-family:Times New Roman;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="font-size:13pt;font-family:ScaGoudy;" lang="EN-US">Ent</span><span style="font-size:14pt;" lang="EN-US">ã</span><span style="font-size:13pt;font-family:ScaGoudy;" lang="EN-US">o, Nanda Maharaja, os pastores e Yasodamayi ouviram as crianças cantarem e dançarem e imediatamente dirigiram-s</span><span style="font-size:13pt;font-family:ScaGoudy;" lang="EN-US">e para o lugar, e aí puderam ver toda aquela parafernália maravilhosa. </span><span style="font-size:13pt;font-family:ScaGoudy;" lang="FR">Perguntaram, “Que é isto? Que é que aconteceu aqui?” Quando os vaqueirinhos explicaram, “Querem saber o que aconteceu aqui? Será que devemos contar-vos? Primeiro vimos uma vaca a falar [risos]. Depois vimos um homem com milhares de olhos por todo o corpo, apeando-se de um elefante que tinha muitas trombas, prostrar-se perante Gopala. Depois vimos uma pessoa que tinha cinco cabeças e o cabelo agarrado. Era esse que fazia a <em>puja</em>. E uma outra pessoa antes deste, oferecia o <em>arati</em>.” E nessa altura, Nanda Maharaja, Yasodamayi e todos os habitantes de Vrndavana executaram uma cerimónia de <em>arati</em> muito bonita para celebrar as glórias de Sri Radha-Giridhari.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:13pt;font-family:ScaGoudy;" lang="FR"><span style="font-family:Times New Roman;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="font-size:13pt;font-family:ScaGoudy;" lang="FR">Srila Prabhupada introduziu-nos ao serviço divino amoroso de Sri Sri Radha-Giridhari. Neste dia de Sri Govardhana-puja, se verdadeiramente quisermos agradar Radha-Giridhari, que melhor maneira de o fazer que render-nos aos pés de lótus de Sua Divina Graça A.C. Bhaktivedanta Swami Prabhupada. Indra aproximou-se a Surabhi para conseguir a sua misericórdia. Mas foi Srila Prabhupada que se aproximou a nós. </span><span style="font-size:13pt;font-family:ScaGoudy;" lang="EN-US">Ele aceitou o risco e o desconforto do <span>Jaladuta</span>. </span><span style="font-size:13pt;font-family:ScaGoudy;" lang="FR">Ele viajou pelo mundo uma e outra vez, visitando as cidades e vilas mais importantes chamando-nos de volta ao serviço amoroso de Sri Sri Radha-Giridhari. Portanto, neste dia vamos adorar a Colina de Govardhana. Estamos a proximar-nos dessa pessoa que tanto ama Sri Giridhari.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:13pt;font-family:ScaGoudy;" lang="FR"><span style="font-family:Times New Roman;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="font-size:13pt;font-family:ScaGoudy;" lang="FR">Srila Prabhupada disse-nos, “Podeis demonstrar o amor que tendes por mim colaborando uns com os outros.” Um pai adora ver afecto entre os seus filhos. Pessoalmente nunca tive filhos mas tenho visto e escutado que é muito doloroso para um pai quando v</span><span style="font-size:14pt;" lang="FR">ê</span><span style="font-size:13pt;font-family:ScaGoudy;" lang="FR"> conflitos entre os seus filhos. E a m</span><span style="font-size:14pt;" lang="FR">ã</span><span style="font-size:13pt;font-family:ScaGoudy;" lang="FR">e sofre ainda mais. Portanto, Govardhana</span><span style="font-size:13pt;font-family:ScaGoudy;" lang="FR">-puja n</span><span style="font-size:14pt;" lang="FR">ã</span><span style="font-size:13pt;font-family:ScaGoudy;" lang="FR">o é só um ritual. É uma celebraç</span><span style="font-size:14pt;" lang="FR">ã</span><span style="font-size:13pt;font-family:ScaGoudy;" lang="FR">o, e essa celebraç</span><span style="font-size:14pt;" lang="FR">ã</span><span style="font-size:13pt;font-family:ScaGoudy;" lang="FR">o ganha substância na maneira como, de uma forma sincera, regamos a raiz da árvore ao satisfazer Sri Sri Radha-Giridhari, através da satisfaç</span><span style="font-size:14pt;" lang="FR">ã</span><span style="font-size:13pt;font-family:ScaGoudy;" lang="FR">o de Srila Prabhupada e do serviço aos Vaisnavas e im</span><span style="font-size:13pt;font-family:ScaGoudy;" lang="FR">buídos desse espirito, cantar os santos nomes: Hare Krsna, Hare Krsna, Krsna Krsna, Hare Hare/Hare Rama, Hare Rama, Rama Rama, Hare Hare.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:13pt;font-family:ScaGoudy;" lang="FR"><span style="font-family:Times New Roman;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="font-size:13pt;font-family:ScaGoudy;" lang="FR">Quero agradecer a todos os devotos de San Diego, especialmente aqueles que est</span><span style="font-size:14pt;" lang="FR">ã</span><span style="font-size:13pt;font-family:ScaGoudy;" lang="FR">o a manter e a servir neste templo muit</span><span style="font-size:13pt;font-family:ScaGoudy;" lang="FR">o, muito bonito. </span><span style="font-size:13pt;font-family:ScaGoudy;" lang="EN-US">Penso que dentro em breve haverá outro templo. Será maravilhoso. </span><span style="font-size:13pt;font-family:ScaGoudy;" lang="FR">Radha-Giridhari quer chamar milhares e milhares de almas afortunadas ao Seu serviço amoroso. Esse era o sonho de Srila Prabhupada, e essa é a nossa vida.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:13pt;font-family:ScaGoudy;" lang="FR"><span style="font-family:Times New Roman;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:13pt;font-family:ScaGoudy;" lang="FR"><span style="font-family:Times New Roman;">Quero agradecer-vos uma e outra vez. [aplauso]</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:13pt;font-family:ScaGoudy;" lang="FR"><span style="font-family:Times New Roman;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:13pt;font-family:ScaGoudy;" lang="EN-US"><span style="font-family:Times New Roman;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:13pt;font-family:ScaGoudy;" lang="EN-US"><span style="font-family:Times New Roman;">Outubro 22, 2006</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="font-size:13pt;font-family:ScaGoudy;" lang="EN-US">San Diego</span><span style="font-size:13pt;font-family:ScaGoudy;" lang="EN-US"></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:13pt;font-family:ScaGoudy;" lang="EN-US"><span style="font-family:Times New Roman;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"> </p>
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		<title>Srimati Radharani</title>
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		<pubDate>Fri, 05 Sep 2008 22:53:30 +0000</pubDate>
		<dc:creator>nityananda108</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

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		<description><![CDATA[    Radhastami Uma Aula Dada por Giriraj Swami 21 de Setembro, 2004 San Diego     mahatmanas tu mam partha  daivim prakrtim asritah bhajanty ananya-manaso  jnatva bhutadim avyayam   TRADUÇÃO   Ó filho de Prtha, aqueles que não se iludem, as grandes almas, estão sob a proteção da natureza divina. Eles ocupam-se completamente em [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=girirajswami.wordpress.com&amp;blog=4302647&amp;post=76&amp;subd=girirajswami&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:center;"><a href="http://girirajswami.files.wordpress.com/2008/09/ka1_1431.jpg"><img class="size-medium wp-image-77  aligncenter" title="ka1_1431" src="http://girirajswami.files.wordpress.com/2008/09/ka1_1431.jpg?w=244&#038;h=300" alt="" width="244" height="300" /></a></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:ScaGoudy;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;"> </p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:15pt;font-family:ScaGoudy;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:center;margin:0;" align="center"><span style="font-size:15pt;font-family:ScaGoudy;">Radhastami</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:center;margin:0;" align="center"><span style="font-size:15pt;font-family:ScaGoudy;">Uma Aula Dada por Giriraj Swami</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:center;margin:0;" align="center"><span style="font-size:15pt;font-family:ScaGoudy;">21 de Setembro, 2004</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:center;margin:0;" align="center"><span style="font-size:15pt;font-family:ScaGoudy;">San Diego</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:center;margin:0;" align="center"><span style="font-size:15pt;font-family:ScaGoudy;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:center;margin:0;" align="center"><span style="font-size:15pt;font-family:ScaGoudy;"><span> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><em><span style="font-size:15pt;font-family:ScaGoudy;">mahatmanas tu mam partha</span></em></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><em><span style="font-size:15pt;font-family:ScaGoudy;"><span> </span>daivim prakrtim asritah</span></em></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><em><span style="font-size:15pt;font-family:ScaGoudy;">bhajanty ananya-manaso</span></em></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><em><span style="font-size:15pt;font-family:ScaGoudy;"><span> </span>jnatva bhutadim avyayam</span></em></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:15pt;font-family:ScaGoudy;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:15pt;font-family:ScaGoudy;">TRADUÇÃO</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:15pt;font-family:ScaGoudy;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:15pt;font-family:ScaGoudy;">Ó filho de Prtha, aqueles que não se iludem, as grandes almas, estão sob a proteção da natureza divina. Eles ocupam-se completamente em serviço devocional porque sabem que Eu sou a original e inexaurível Suprema Personalidade de Deus. (<em>Bg</em> 9.13)</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:15pt;font-family:ScaGoudy;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:15pt;font-family:ScaGoudy;">SIGNIFICADO por Srila Prabhupada</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:15pt;font-family:ScaGoudy;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:15pt;font-family:ScaGoudy;">Este verso descreve com muita clareza o <em>mahatma</em>. O primeiro sinal do <em>mahatma</em> é que ele está situado na natureza divina. A natureza material já não o controla mais. E como é que isso acontece? A explicação está no Sétimo Capítulo: quem se rende à Suprema Personalidade de Deus, Sri Krsna, livra-se imediatamente do controle da natureza material. Esta é a qualificação. A pessoa pode livrar-se do controle da natureza material logo que se entregue, de corpo e alma, à Suprema Personalidade de Deus. Esta é a fórmula preliminar. Sendo potência marginal, logo que se liberta do controle da natureza material, a entidade viva fica sob orientação da natureza espiritual. A orientação da natureza espiritual chama-se <em>daivi prakrti</em>, a natureza divina. Então quando alguém, rendendo-se à Suprema Personalidade de Deus, recebe essa distinção, ele passa a ser uma grande alma, um <em>mahatma</em>. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:15pt;font-family:ScaGoudy;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:15pt;font-family:ScaGoudy;">O <em>mahatma</em> não desvia a sua atenção para assuntos alheios a Krsna, porque ele sabe perfeitamente que Krsna é a Pessoa Suprema original, a causa de todas as causas. Quanto a isto não há dúvidas. Tal <em>mahatma</em>, ou grande alma, progride associando-se com outros <em>mahatmas</em>, ou devotos puros. Os devotos puros nem mesmo se sentem atraídos aos outros aspectos de Krsna, tais como o Maha-Visnu de quatro braços, mas apenas à forma de Krsna que apresenta dois braços. Eles não sentem atração por outras caracteristicas de Krsna, nem se interessam por quaisquer formas exibidas por semideuses ou seres humanos. Eles apenas meditam em Krsna em consciência de Krsna e vivem ocupados no inabalável serviço ao Senhor em consciência de Krsna.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:15pt;font-family:ScaGoudy;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:15pt;font-family:ScaGoudy;">COMENTÁRIO por Giriraj Swami</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:15pt;font-family:ScaGoudy;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:15pt;font-family:ScaGoudy;">Alguns anos atrás, quando servíamos Srila Prabhupada em Bombaim, consegui um programa para ele na casa da então familia mais rica da India, os Birla. A senhora Birla queria um título para a palestra de Srila Prabhupada, um título que fosse apelativo para o círculo de amigos dos Birla. Com isso em mente, elaborei uma lista de dez ou doze títulos, e a senhora Birla escolheu “Como ter Sucesso na Vida.” Ela pensou que o tema poderia ser interessante para a sua familia e amigos. Apresentei o título a Srila Prabhupada, e no programa Srila Prabhupada deu uma definição transcendental de sucesso. Ele disse que há duas energias—a inferior, a energia material, e a superior, a energia espiritual. A energia material é personificada como Durga, e a espiritual como Srimati Radharani. Todos estamos sob o controle da energia material.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:15pt;font-family:ScaGoudy;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:15pt;font-family:ScaGoudy;">Ele explicou que Durga-devi é descrita como estando montada num leão, e levando armas nas suas dez mãos, para castigar os materialistas. Em particular, ela é conhecida pelo seu tridente, ou <em>trishula</em>, cujas três pontas representam os três tipos de misérias da natureza material que estão sempre a trespassar as almas condicionadas na prisão do mundo material. Portanto, o mundo material é uma prisão, e Durga-devi é a vigilante da prisão. Ela mantém-nos no cativeiro. Para a entidade viva, o sucesso está no abandono da tentativa de desfrutar na prisão. O sucesso repousa justamente no alívio da prisão, e no ser abençoado pela energia espiritual, Srimati Radharani. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:15pt;font-family:ScaGoudy;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:15pt;font-family:ScaGoudy;">O verso que acabámos de ler descreve o processo—como é que as grandes almas se situam sob a energia espiritual (<em>daivi</em> <em>prakrtim</em>). Srila Prabhupada explica que as entidades vivas são energia marginal. Krsna é o energético, <em>sakti-man</em>, e as entidades vivas são energia, <em>sakti</em>—especificamente a energia marginal, <em>tatastha-sakti</em>. Sendo energia marginal, não podemos ser independentes. Temos que estar ou sob a influência da potência espiritual, ou sob a influência da potência material. Quando nos rendemos a Krsna, aliviamo-nos da energia material e somos colocados sob a energia espiritual.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:15pt;font-family:ScaGoudy;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><em><span style="font-size:15pt;font-family:ScaGoudy;">daivi hy esa guna-mayi</span></em></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><em><span style="font-size:15pt;font-family:ScaGoudy;"><span> </span>mama maya duratyaya</span></em></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><em><span style="font-size:15pt;font-family:ScaGoudy;">mam eva ye prapadyante</span></em></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><em><span style="font-size:15pt;font-family:ScaGoudy;"><span> </span>mayam etam taranti te</span></em></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:15pt;font-family:ScaGoudy;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:15pt;font-family:ScaGoudy;">“Esta minha energia divina, que consiste dos três modos da natureza material, é dificil de ser suplantada. Mas aqueles que se renderam a Mim podem fácilmente transpô-la.” (<em>Bg</em> 7.14) Essa é a nossa meta na vida, e esse é o sucesso na vida.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:15pt;font-family:ScaGoudy;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:15pt;font-family:ScaGoudy;">O <em>Bhagavad-gita</em> confirma, <em>daivi hy esa guna-mayi mama</em> <em>maya</em> <em>duratyaya</em>: a natureza material que consiste dos três modos é muito dificil de superar<em>. </em>Mas,<em> mam eva ye prapadyante mayam etam taranti te</em>: aqueles que se rendem a Krsna podem facilmente superar <em>maya</em>. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:15pt;font-family:ScaGoudy;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:15pt;font-family:ScaGoudy;">O nosso processo é o de rendição a Krsna, refugiarmo-nos em Krsna. E em Kali-yuga o método recomendado é o cantar dos santos nomes de Krsna: Hare Krsna, Hare Krsna, Krsna Krsna Hare Hare/ Hare Rama Hare Rama, Rama Rama Hare Hare. Srila Prabhupada explicou, que o cantar do <em>maha-mantra</em> Hare Krsna, é como o choro genuíno de uma criança por sua mãe, a Mãe Hara. (<em>Hare</em> é o vocativo de Hara [Radha], assim como <em>Radhe</em> é o vocativo de Radha.) Quando cantamos o <em>maha-mantra</em> Hare Krsna estamos a implorar a Radharani tal como um filho perdido clama por sua mãe. Nós imploramos a Srimati Radharani, “Por favor salva-nos desta natureza material e ocupa-nos no serviço a Krsna.” </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:15pt;font-family:ScaGoudy;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:15pt;font-family:ScaGoudy;">Num sentido, Srimati Radharani está muito longe de nós.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:15pt;font-family:ScaGoudy;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:15pt;font-family:ScaGoudy;">Apesar de falarmos sobre o alívio da natureza material, na verdade estamos bastante emaranhados nos modos da natureza. Estamos identificados com os nossos corpos e com o que se relaciona com ele—as expansões do corpo, tais como os membros familiares, casa, lar e outras posses que sustentam o corpo. E então, para manter tudo o que sustenta o corpo, temos que trabalhar muito e isso provoca um maior envolvimento com a natureza material. Na verdade, estamos bastante atolados no mundo material.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:15pt;font-family:ScaGoudy;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:15pt;font-family:ScaGoudy;">De acordo com esta perspectiva, Srimati Radharani e o serviço a Sri Sri Radha e Krsna em Vrndavana estão muito distantes. Contudo, mesmo quando tentamos à nossa maneira humilde e insignificante servir a Krsna, Srimati Radharani está presente porque o serviço devocional, desde os primeiríssimos estágios, é executado sob a Sua supervisão. Portanto, podemos aperceber-nos da presença de Srimati Radharani através do processo do serviço devocional. Quando cantamos Hare Krsna e nos sentimos felizes, essa felicidade é uma manifestação da <em>hladini-sakti</em>, Srimati Radharani. A satisfação que Krsna sente quando executamos serviço devocional, é <em>hladini-sakti</em>, a potência de prazer, Srimati Radharani—e o prazer que experimentamos no serviço devocional também é uma manifestação da hladini-sakti, ou Srimati Radharani.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:15pt;font-family:ScaGoudy;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:15pt;font-family:ScaGoudy;">A melhor maneira de servir a Srimati Radharani e apreciar a Sua presença, é através do serviço aos Seus devotos. Srila Prabhupada sugere de que por servir um <em>mahatma</em>, tornamo-nos um <em>mahatma</em>. Bom, nós temos Srila Prabhupada. Naturalmente que ele é um <em>mahatma</em>, e por servi-lo também desenvolvemos as qualificações de um <em>mahatma</em>. Não nos tornamos Srila Prabhupada, nem sequer iguais a Srila Prabhupada, mas devido a que ele está sob a supervisão de Srimati Radharani, se executamos serviço devocional sob a sua guia, em última instância também estamos sob a supervisão de Srimati Radharani (<em>daivi prakrti</em>) e tornamo-nos qualificados como <em>mahatmas</em>. E porque Srila Prabhupada é muito querido a Srimati Radharani, quando o servimos, Ela fica extremamente feliz.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:15pt;font-family:ScaGoudy;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:15pt;font-family:ScaGoudy;">Realmente, não precisamos de esforçar-nos por servir de um modo que está mais além do nosso estágio presente ou capacidade actual. Servimos, isso sim, da maneira que Srila Prabhupada nos ensinou: cantamos o santo nome de Krsna, ouvimos sobre Krsna do <em>Bhagavad-gita</em> e de outras escrituras, e trabalhamos em conjunto para expandir a missão da consciência de Krsna. Por seguir as instruções de Srila Prabhupada—por servi-lo—ficamos sob a sua protecção. E porque ele está sob a protecção da energia divina, de Srimati Radharani, também ficamos sob a protecção de Srimati Radharani. E por servir Srila Prabhupada neste mundo material, de acordo às suas instruções, tornamo-nos capacitados para servi-lo no mundo espiritual onde ele está ocupado no serviço a Radha e Krsna. Deste modo, também nos ocuparemos no serviço de Radha e Krsna, como corrobora a canção que cantámos de Narottama dasa Thakura: <em>radha-krsna prana mora</em>.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:15pt;font-family:ScaGoudy;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:15pt;font-family:ScaGoudy;">Num sentido, o nosso serviço aqui e o nosso serviço lá são idênticos: servimos o servente de Sri Radha. Os aspectos externos podem ser diferentes, mas na realidade, as actividades são as mesmas—serviço a Srila Prabhupada. Srila Prabhupada deu o exemplo de que se estamos no Ensino Secundário mas trabalhamos a um nível universitário, podemos ser promovidos a esse nível. Do mesmo modo, enquanto estamos no mundo material, se nos ocuparmos em actividades do mundo espiritual—em serviço devocional—poderemos ser promovidos ao mundo espiritual.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:15pt;font-family:ScaGoudy;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:15pt;font-family:ScaGoudy;">Num sentido, é um tipo de ilusão o facto de pensarmos que estamos neste mundo material, porque enquanto aqui, estamos ocupados em actividades espirituais de serviço devocional. Na verdade estamos no mundo espiritual mas não o realizamos. À medida que, progressivamente, cantamos e servimos, realizaremos mais e mais que, na verdade, estamos no mundo espiritual. É só devido à falsa identificação com o corpo e com as expansões do corpo, e com as ansiedades relacionadas ao corpo e às suas expansões, que a consciência e a apreciação da nossa verdadeira identidade e a das pessoas que estão à nossa volta (que também estão ocupadas em serviço devocional) fica toldada.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:15pt;font-family:ScaGoudy;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:15pt;font-family:ScaGoudy;">Srila Prabhupada citava regularmente este verso (<em>mahatmanas</em> <em>tu mam partha</em>) para definir um <em>mahatma</em>. <em>Mahatma</em> tornou-se um termo popular, mas nem sempre as pessoas sabem quem é um <em>mahatma</em>. Numa outra altura, quando Srila Prabhupada pregava em Bombaim, um cavalheiro indiano perguntou-lhe, “India é o país dos <em>mahatmas</em>. Neste país nasceram muitos <em>mahatmas</em>, e ainda hoje existem tantos <em>mahatmas</em>. No entanto, temos tantos problemas. Qual é a razão desta situação, quando temos tantos <em>mahatmas</em>?” Srila Prabhupada respondeu, “A causa de tantos problemas é porque não sabemos distinguir entre quem é um <em>mahatma</em> e quem não o é.”</span><span style="font-size:14pt;font-family:ScaGoudy;"></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:15pt;font-family:ScaGoudy;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:15pt;font-family:ScaGoudy;">A definição aqui dada é importante porque é correcto que, quando nos refugiamos num mahatma, somos aliviados de todos os tipos de problemas. <em>Mahat-sevam dvaram ahur vimuktes</em>: por servir um <em>mahatma</em>, ou grande alma, a porta da liberação é aberta. (<em>SB</em> 5.5.2) Entretanto, temos que ser capazes de reconhecer quem é um <em>mahatma</em>. E a definição de <em>mahatma</em> é dada aqui: ele está sempre sob a protecção da natureza divina, plenamente ocupado em serviço devocional com a mente absorta em Krsna. Para tal, temos o exemplo de Srila Prabhupada. Ao servir Srila Prabhupada desenvolvemos as qualidades de um <em>mahatma</em>. É uma corrente. Ao servir aqueles que se refugiaram nele, de uma forma apropriada, também nos refugiamos nele e, em última instância, através do mesmo processo, refugiamo-nos em Srimati Radharani.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:15pt;font-family:ScaGoudy;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:15pt;font-family:ScaGoudy;">O processo é simples. Srila Prabhupada disse que cantar Hare Krsna é muito simples, mas manter a determinação de cantar é que não é tão simples. E portanto, precisamos da associação dos devotos, <em>mahatmas</em>, porque na associação dos devotos torna-se mais fácil. É fácil cantar Hare Krsna com os devotos porque eles cantam Hare Krsna. Mas se abandonamos a associação dos devotos, torna-se dificil, porque ficamos acompanhados de outras pessoas que estão envolvidas em muitas outras coisas, e que quererão que façamos o mesmo. Portanto, o <em>Srimad-Bhagavatam</em> recomenda que mesmo os casados devem passar um mínimo de três horas ao dia a cantar e a ouvir sobre as glórias do Senhor na companhia de devotos. Claro que os membros da familia também podem ser devotos e assim podemos ter a associação de devotos em casa. A ocupação em cantar e ouvir sobre Krsna, na associação dos devotos, é o que se requer. Cantar Hare Krsna e ouvir <em>Krsna-katha</em>—lendo o <em>Bhagavad-gita</em> e o <em>Srimad-Bhagavatam</em>—purificará os nossos corações (<em>ceto</em>-<em>darpana-marjanam</em>). </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:15pt;font-family:ScaGoudy;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:15pt;font-family:ScaGoudy;">É simples porque já estamos a cantar—todos cantam sobre alguma coisa. E quanto ao escutar—estamos sempre a escutar sobre algum tópico. Só temos que mudar o assunto, ou então focalizar-nos mais no tema da consciência de Krsna. Deste modo purificaremos os nossos corações. Então, apesar de estarmos no mundo material, não faremos parte dele. Dá-se o exemplo da flor de lótus. Apesar das raízes da flor de lótus estarem no lodo, e o caule estar na água, a flor em si está por cima da água. Não é tocada pela água. Pode estar no lodo ou na água, mas não faz parte dela. Do mesmo modo, nós podemos estar no mundo (e fisicamente estamos nele) mas não fazer parte dele. Na verdade, podemos estar, através da consciência, com Srila Prabhupada, Sri Sri Gaura-Nitai, Sri Sri Radha-Giridhari, e essa consciência deriva da associação com os devotos, e do escutar e cantar sobre Krsna.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:15pt;font-family:ScaGoudy;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:15pt;font-family:ScaGoudy;">E essa situação pode ser criada em toda e qualquer parte: em casa, podemos vir ao templo e estar com os devotos para obter um ânimo ou inspiração especiais, ou podemos convidar os devotos a nossa casa. De uma ou outra maneira, devemos estar sempre ocupados em escutar e cantar e daí surgirá a lembrança (<em>sravanam kirtanam visnoh smaranam</em>). Este verso menciona precisamente isso, a ocupação constante da mente na consciência de Krsna (<em>bhajanty ananya-manaso</em>).</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:15pt;font-family:ScaGoudy;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:15pt;font-family:ScaGoudy;">Certa vez, Srila Prabhupada contou uma história sobre um jinn, um génio. O génio sai da garrafa e diz ao seu mestre, “Farei tudo o que me disseres, mas tens que me manter sempre ocupado. A partir do momento que não tenha nada para fazer, matar-te-ei.” O mestre disse, “Está bem, podes começar por limpar a cozinha.” O génio limpou a cozinha e voltou. “Muito bem, limpa a sala de estar.” “Certo, limpa o quarto de dormir.” </span><span style="font-size:15pt;font-family:ScaGoudy;">“Limpa a entrada da casa.” “Limpa a cave.” </span><span style="font-size:15pt;font-family:ScaGoudy;">“Limpa o sótão.” Em pouco tempo a casa ficou completamente limpa. “Limpa o pátio.” A partir deste momento o mestre começa a ficar preocupado. Ele está a ficar sem ideias de como ocupar o génio. E começa a entrar em pânico porque sabe que, se não o mantiver ocupado, o génio vai voltar-se contra ele e matá-lo. Ele pensa, “Meu Deus, que é que vou fazer agora?” Nesse momento ele tem uma ideia. Lembra-se que tem umas palmeiras no quintal, e então exclama, “Sobe até ao topo da palmeira; salta para a próxima árvore, desce-a, volta a subir, depois salta para a próxima árvore e faz o mesmo, e mantém-te a subir e a descer. Quando chegares à última árvore, volta para trás, e começa tudo de novo.” Deste modo, o mestre encontra uma ocupação que mantém o génio ocupado, para que o génio não se vire contra ele. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:15pt;font-family:ScaGoudy;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:15pt;font-family:ScaGoudy;">Qual é então, a lição que se pode extrair desta história? O génio é a mente. Se não ocuparmos a mente, ela vira-se contra nós e mata-nos. Por isso, temos que manter a mente ocupada. Podemos ocupá-la fazendo diferentes coisas, mas ultimamente precisamos de uma actividade que mantenha a mente sempre ocupada. </span><span style="font-size:15pt;font-family:ScaGoudy;">Este subir e descer—é o nosso <em>japa mala</em>. </span><span style="font-size:15pt;font-family:ScaGoudy;">O subir e descer as árvores é o manusear das nossas contas. Portanto, Srila Prabhupada disse que devemos manter sempre a mente ocupada, e se não existir nenhuma actividade que ocupe a mente em Krsna, então cantamos Hare Krsna. Este canto manterá a mente ocupada,e assim iremos ao encontro da definição neste verso (<em>bhajanty ananya-manaso</em>); tornamo-nos <em>mahatmas</em>, e queridos por Srila Prabhupada e por Srimati Radharani.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:15pt;font-family:ScaGoudy;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:15pt;font-family:ScaGoudy;">Hare Krsna.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:15pt;font-family:ScaGoudy;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:15pt;font-family:ScaGoudy;">Algumas perguntas ou comentários?</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:15pt;font-family:ScaGoudy;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:15pt;font-family:ScaGoudy;">Devoto: [inaudível]</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:15pt;font-family:ScaGoudy;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:15pt;font-family:ScaGoudy;">Giriraj Swami</span><span style="font-size:15pt;font-family:ScaGoudy;">: Ele diz que eu mencionei que Srimati Radharani supervisiona o serviço devocional; e pergunta se Ela é capaz de supervisionar o serviço porque conhece o standard. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:15pt;font-family:ScaGoudy;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:15pt;font-family:ScaGoudy;">Sim, é verdade. Ela exemplifica o standard mais elevado de serviço devocional puro a Krsna. Mas não devemos esperar que ela supervisione o nosso serviço pessoalmente. Para tal temos a Srila Prabhupada e os seus representantes. Srila Prabhupada conhece o standard e ensinou-o aos seus estudantes, que o aprenderam dele. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:15pt;font-family:ScaGoudy;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:15pt;font-family:ScaGoudy;">Mas é verdade—Srimati Radharani é o emblema do melhor serviço a Krsna. Mas Ela não pensa que é a melhor servente de Krsna. Ela pensa que todos os outros são melhores serventes de Krsna que Ela, e portanto, está sempre a recomendar devotos a Krsna: “Oh, olha para este devoto. É melhor servente que Eu,” ou “Ela é uma devota melhor que eu. Deves aceitá-la.” Srila Prabhupada disse, que é muito dificil aproximarmo-nos a Krsna directamente, porque Ele é a Suprema Personalidade de Deus, por isso os devotos oram a Srimati Radharani, que representa a natureza compassiva de Krsna.</span><span style="font-size:15pt;font-family:ScaGoudy;"></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:15pt;font-family:ScaGoudy;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:15pt;font-family:ScaGoudy;">Em Vrndavana, os devotos cantam sempre “Radhe Radhe” para alcançar a misericórdia de Radharani. E eles sabem que Krsna gosta muitíssimo de Radharani e que através de cantar “Radhe Radhe” satisfazem mais a Krsna do que se cantarem “Krsna.” Mas por cantar “Krsna Krsna” satisfazemos mais a Radharani, do que se cantarmos “Radhe Radhe,” por isso também cantamos “Krsna Krsna” para satisfazer a Srimati Radharani.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:15pt;font-family:ScaGoudy;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:15pt;font-family:ScaGoudy;">Encontrei-me com um devoto, que me falou sobre a sua primeira visita a Vrndavana, há muitos anos atrás. Enquanto caminhava pelas ruas do bazar, escutava regularmente “Radhe Radhe, Radhe Radhe.” Quando se voltou, observou que as pessoas de um <em>riksha,</em> ou de uma bicicleta, não tocavam à campaínha nem buzinavam, como se costuma fazer noutros sitios, mas exclamavam, “Radhe Radhe, Radhe Radhe.” Sempre “Radhe Radhe.” Existe um <em>sadhu</em> em Vraja que pinta em todos os lados—nas paredes, nas árvores—em toda a parte, “Sri Radha. Radhe.” Sempre “Radhe Radhe.”</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:15pt;font-family:ScaGoudy;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:15pt;font-family:ScaGoudy;">Ao comentar sobre o valor de servir o pó dos pés de lótus dos devotos puros do Senhor, Srila Prabhupada escreve: “Não é através de se tornar um grande erudito nas literaturas védicas que uma pessoa poderá encontrar o Senhor, mas é muito fácil aproximar-se d´Ele através do seu devoto puro. Em Vrndavana, todos os devotos puros oram pela misericórdia de Srimati Radharani, a potência de prazer do Senhor Krsna. Srimati Radharani constitui uma contrapartida feminina compassiva do todo supremo, a qual se assemelha à fase perfeccional da natureza feminina deste mundo. Assim é que os devotos sinceros conseguem obter a misericórdia de Radharani com muita facilidade, e uma vez que Ela recomende um determinado devoto ao Senhor Krsna, o Senhor aceita imediatamente que o devoto venha associar-se com Ele. Portanto, a conclusão é que devemos pensar mais seriamente em tentar conseguir a misericórdia do devoto, que directamente a misericórdia do Senhor, e se fizermos assim, (pela vontade do devoto) a nossa atracção natural pelo serviço ao Senhor, será revivida.” (<em>SB</em> 2.3.23) </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:15pt;font-family:ScaGoudy;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:15pt;font-family:ScaGoudy;">Mahat-tattva dasa: [inaudível]</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:15pt;font-family:ScaGoudy;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:15pt;font-family:ScaGoudy;">Giriraj Swami</span><span style="font-size:15pt;font-family:ScaGoudy;">: Ele diz que qualquer pessoa pode argumentar de uma forma provocadora, dizendo que esta adoração a Srimati Radharani é inventada, porque não encontramos referências nos <em>Upanisads</em>, e dificilmente encontramos algumas nos <em>Puranas</em>.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:15pt;font-family:ScaGoudy;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:15pt;font-family:ScaGoudy;">Bem, existem referências, mas a principal fonte para conhecermos sobre Srimati Radharani, é através de Caitanya Mahaprabhu e dos Seus seguidores. Nas escrituras, está mencionado que Sri Caitanya Mahaprabhu é o próprio Krsna,<span>  </span>portanto, Ele é a autoridade mais elevada. E Ele falou-nos sobre Srimati Radharani. Aliás, antes d´Ele, Madhavendra Puri foi realmente o primeiro que, verdadeiramente, adorou a Krsna com o sentimento de separação de Srimati Radharani, e de Madhavendra Puri passou para Isvara Puri e para Caitanya Mahaprabhu. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:15pt;font-family:ScaGoudy;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:15pt;font-family:ScaGoudy;">São os seguidores de Sri Caitanya Mahaprabhu, que realmente reconhecem a posição especial de Srimati Radharani. Uma vez, Srila Bhaktisiddhanta Sarasvati Thakura disse, “ Aquele que adora Visnu é chamado de Vaisnavite, o que adora Krsna é chamado de Krsnite, e aquele que adora Radha é chamado de Gaudiya.”</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:15pt;font-family:ScaGoudy;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:15pt;font-family:ScaGoudy;">Convidado: Gaudiya?</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:15pt;font-family:ScaGoudy;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:15pt;font-family:ScaGoudy;">Giriraj Swami</span><span style="font-size:15pt;font-family:ScaGoudy;">: Gaudiya significa aqueles que pertencem à linhagem de Caitanya Mahaprabhu, a Gaudiya-Sampradaya.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:15pt;font-family:ScaGoudy;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:15pt;font-family:ScaGoudy;">Temos fé em Caitanya Mahaprabhu. Ele é mencionado nas escrituras. E também temos a nossa vivência pessoal de Radha e Krsna, alcançada através de seguir as instruções d´Ele—instruções que vieram até nós através do Seu servente mais querido, Srila Prabhupada—por Sua divina graça.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:15pt;font-family:ScaGoudy;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:18pt;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:18pt;"> </span></p>
<p><font face="ScaGoudy"><font face="Times New Roman" size="3"></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"> </p>
<p></font></font></span><font face="ScaGoudy"></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"> </p>
<p></font></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"> </p>
<br /><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/categories/girirajswami.wordpress.com/76/" /> <img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/tags/girirajswami.wordpress.com/76/" /> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/girirajswami.wordpress.com/76/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/girirajswami.wordpress.com/76/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/girirajswami.wordpress.com/76/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/girirajswami.wordpress.com/76/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/girirajswami.wordpress.com/76/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/girirajswami.wordpress.com/76/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/girirajswami.wordpress.com/76/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/girirajswami.wordpress.com/76/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/girirajswami.wordpress.com/76/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/girirajswami.wordpress.com/76/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/girirajswami.wordpress.com/76/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/girirajswami.wordpress.com/76/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/girirajswami.wordpress.com/76/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/girirajswami.wordpress.com/76/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=girirajswami.wordpress.com&amp;blog=4302647&amp;post=76&amp;subd=girirajswami&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Sri Krsna Janmastami</title>
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		<pubDate>Sun, 24 Aug 2008 03:01:18 +0000</pubDate>
		<dc:creator>nityananda108</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

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		<description><![CDATA[    Sri Krsna Janmastami Uma Aula Dada por Giriraj Swami 2 de Setembro de 2007 Ojai, California     Lemos do Srimad-Bhagavatam, Décimo canto, Capítulo Dois: “Orações dos Semideuses ao Senhor Krsna no Ventre.”   VERSO 18   tato jagan-mangalam acyutamsam   samahitam sura-sutena devi dadhara sarvatmakam atma-bhutam   kastha yathananda-karam manastah   SINÓNIMOS [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=girirajswami.wordpress.com&amp;blog=4302647&amp;post=64&amp;subd=girirajswami&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h2 style="text-align:center;"><span style="color:#808080;"> </span></h2>
<h2 style="text-align:center;"><span style="color:#808080;"><img class="alignnone size-medium wp-image-65" src="http://girirajswami.files.wordpress.com/2008/08/ka1_061.jpg?w=225&#038;h=300" alt="" width="225" height="300" /></span></h2>
<h2 class="MsoNormal" style="text-align:center;margin:0;"><span style="font-family:ScaGoudy;"><span style="font-family:Times New Roman;font-size:small;"><span style="color:#808080;"> </span></span></span></h2>
<h2 class="MsoNormal" style="text-align:center;margin:0;"><span style="font-family:ScaGoudy;"><span style="font-size:small;"><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="color:#333333;">Sri Krsna Janmastami </span></span></span></span></h2>
<h2 class="MsoNormal" style="text-align:center;margin:0;"><span style="font-family:ScaGoudy;"><span style="font-size:small;"><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="color:#333333;">Uma Aula Dada por Giriraj Swami </span></span></span></span></h2>
<h2 class="MsoNormal" style="text-align:center;margin:0;"><span style="font-family:ScaGoudy;"><span style="font-size:small;"><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="color:#333333;">2 de Setembro de 2007</span></span></span></span></h2>
<h2 class="MsoNormal" style="text-align:center;margin:0;"><span style="font-family:ScaGoudy;"><span style="font-size:small;"><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="color:#333333;">Ojai, California</span></span></span></span></h2>
<h2 class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:ScaGoudy;"><span style="font-family:Times New Roman;font-size:small;"><span style="color:#808080;"> </span></span></span></h2>
<h2 class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:ScaGoudy;"><span style="font-family:Times New Roman;font-size:small;"><span style="color:#808080;"> </span></span></span></h2>
<h2 class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:ScaGoudy;"><span style="font-size:small;"><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="color:#808080;">Lemos do Srimad-Bhagavatam, Décimo canto, Capítulo Dois: “Orações dos Semideuses ao Senhor Krsna no Ventre.”</span></span></span></span></h2>
<h2 class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:ScaGoudy;"><span style="font-family:Times New Roman;font-size:small;"><span style="color:#808080;"> </span></span></span></h2>
<h2 class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:ScaGoudy;"><span style="font-size:small;"><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="color:#808080;">VERSO 18</span></span></span></span></h2>
<h2 class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:ScaGoudy;"><span style="font-family:Times New Roman;font-size:small;"><span style="color:#808080;"> </span></span></span></h2>
<h2 class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:ScaGoudy;"><span style="font-size:small;"><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="color:#808080;">tato jagan-mangalam acyutamsam</span></span></span></span></h2>
<h2 class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:ScaGoudy;"><span style="font-size:small;"><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="color:#808080;">  samahitam sura-sutena devi</span></span></span></span></h2>
<h2 class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:ScaGoudy;"><span style="font-size:small;"><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="color:#808080;">dadhara sarvatmakam atma-bhutam</span></span></span></span></h2>
<h2 class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:ScaGoudy;"><span style="font-size:small;"><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="color:#808080;">  kastha yathananda-karam manastah</span></span></span></span></h2>
<h2 class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:ScaGoudy;"><span style="font-family:Times New Roman;font-size:small;"><span style="color:#808080;"> </span></span></span></h2>
<h2 class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:ScaGoudy;"><span style="font-size:small;"><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="color:#808080;">SINÓNIMOS</span></span></span></span></h2>
<h2 class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:ScaGoudy;"><span style="font-family:Times New Roman;font-size:small;"><span style="color:#808080;"> </span></span></span></h2>
<h2 class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;"><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="color:#808080;"><span style="font-family:ScaGoudy;">tatah</span><span style="font-family:ScaGoudy;">—em seguida; jagat-mangalam—ventura para todas as entidades vivas em todos os universos da criação; acyuta-amsam—a Suprema Personalidade de Deus, que nunca está desprovido das seis opulências, todas as quais estão presentes em todas as Suas expansões plenárias; samahitam—transferido com toda a plenitude; sura-sutena—por Vasudeva, o filho de Surasena; devi—Devaki; dadhara—carregava; sarva-atmakam—a Alma Suprema de todos; atma-bhutam—a causa de todas as causas; kastha—o oriente; yatha—assim como; ananda-karam—a bem-aventurada (lua); manastah—estando situado na mente.</span></span></span></span></h2>
<h2 class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:ScaGoudy;"><span style="font-family:Times New Roman;font-size:small;"><span style="color:#808080;"> </span></span></span></h2>
<h2 class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:ScaGoudy;"><span style="font-size:small;"><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="color:#808080;">TRADUÇÃO</span></span></span></span></h2>
<h2 class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:ScaGoudy;"><span style="font-family:Times New Roman;font-size:small;"><span style="color:#808080;"> </span></span></span></h2>
<h2 class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:ScaGoudy;"><span style="font-size:small;"><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="color:#808080;">Em seguida, acompanhado pelas expansões plenárias, a opulentíssima Suprema Personalidade de Deus, que é muito auspicioso para o universo inteiro, foi transferido da mente de Vasudeva para a mente de Devaki. Devaki, sendo assim iniciada por Vasudeva, tornou-se bela ao carregar no âmago de seu coração o Senhor Krsna, a consciência original de todos, a causa de todas as causas, assim como o oriente se torna belo ao abrigar a lua nascente.</span></span></span></span></h2>
<h2 class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:ScaGoudy;"><span style="font-family:Times New Roman;font-size:small;"><span style="color:#808080;"> </span></span></span></h2>
<h2 class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:ScaGoudy;"><span style="font-size:small;"><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="color:#808080;">SIGNIFICADO de Srila Prabhupada</span></span></span></span></h2>
<h2 class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:ScaGoudy;"><span style="font-family:Times New Roman;font-size:small;"><span style="color:#808080;"> </span></span></span></h2>
<h2 class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:ScaGoudy;"><span style="font-size:small;"><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="color:#808080;">Como indica aqui a palavra manastah, a Suprema Personalidade de Deus foi transferido de dentro da mente ou do coração de Vasudeva para dentro do coração de Devaki. Devemos atentar para o facto de que o Senhor não foi transferido a Devaki através do processo humano comum, mas através de diksa, iniciação. Menciona-se aqui, pois, a importância da iniciação. A menos que alguém seja iniciado pela pessoa certa, que sempre conserva no seu coração a Suprema Personalidade de Deus, ele não adquire poder de carregar a Divindade Suprema no âmago do seu próprio coração.</span></span></span></span></h2>
<h2 class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:ScaGoudy;"><span style="font-family:Times New Roman;font-size:small;"><span style="color:#808080;"> </span></span></span></h2>
<h2 class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:ScaGoudy;"><span style="font-size:small;"><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="color:#808080;">A palavra acyutamsam é usada porque a Suprema Personalidade de Deus é sad-aisvarya-purna, pleno das seguintes opulências: riqueza, força, fama, conhecimento, beleza e renúncia. A Divindade Suprema nunca se separa de Suas opulências pessoais. Como se afirma no Brahma-samhita (5.39), ramadi-murtisu kalah-niyamena tisthan: o Senhor sempre se apresenta com todas as Suas expansões plenárias, tais como Rama, Nrsimha e Varaha. Portanto a palavra acyutamsam, é especificamente usada aqui, significando que o Senhor sempre está presente com as Suas expansões plenárias e com as Suas opulências. Ao contrário do que fazem os yogis, não há necessidade de pensar artificialmente no Senhor. Dhyanavasthita-tad-gatena manasa pasyanti yam yoginah (SB 12.13.1). Nas suas mentes, os yogis meditam na Pessoa Suprema. Para o devoto, entretanto, o Senhor está presente, e Sua presença precisa apenas ser despertada através da iniciação concedida pelo mestre espiritual genuíno. O Senhor não precisava viver dentro do ventre de Devaki, pois estando presente no âmago do coração dela, bastava isso para ela levá-Lo consigo. Jamais se deve pensar que Vasudeva gerou Krsna no ventre de Devaki e que ela levava a criança em seu ventre.</span></span></span></span></h2>
<h2 class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:ScaGoudy;"><span style="font-family:Times New Roman;font-size:small;"><span style="color:#808080;"> </span></span></span></h2>
<h2 class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:ScaGoudy;"><span style="font-size:small;"><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="color:#808080;">Ao conservar a forma da Suprema Personalidade de Deus em seu coração, Vasudeva parecia o sol refulgente, cujos raios brilhantes sempre são insuportáveis e estorricantes para o homem comum. A forma do Senhor situada no coração puro e imaculado de Vasudeva não é diferente da forma original de Krsna. O aparecimento da forma de Krsna em qualquer parte, e especificamente no coração, chama-se dhama. Dhama refere-se não apenas à forma de Krsna, mas ao Seu nome, à Sua forma, à Sua qualidade e à Sua parafernália. Tudo se manifesta simultaneamente.</span></span></span></span></h2>
<h2 class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:ScaGoudy;"><span style="font-family:Times New Roman;font-size:small;"><span style="color:#808080;"> </span></span></span></h2>
<h2 class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:ScaGoudy;"><span style="font-size:small;"><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="color:#808080;">Portanto, a forma eterna da Suprema Personalidade de Deus, a qual tinha potências plenas, foi transferida da mente de Vasudeva para a mente de Devaki, assim como os raios do sol poente são transferidos para a lua cheia que surge no oriente.</span></span></span></span></h2>
<h2 class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:ScaGoudy;"><span style="font-family:Times New Roman;font-size:small;"><span style="color:#808080;"> </span></span></span></h2>
<h2 class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:ScaGoudy;"><span style="font-size:small;"><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="color:#808080;">Krsna, a Suprema Personalidade de Deus, veio do corpo de Vasudeva e entrou no corpo de Devaki. As suas condições são bem diferentes daquelas em que está situada a entidade viva comum. Quando Krsna está presente, é bom que se saiba que todas as Suas expansões plenárias, tais como Narayana, e encarnações como Nrsimha e Varaha, estão com Ele, e elas não estão sujeitas às condições da existência material. Dessa maneira, Devaki tornou-se a residência da Suprema Personalidade de Deus, que, único e inigualável, é a causa de toda a criação. Devaki tornou-se a residência da Verdade Absoluta, porém, como estava na casa de Kamsa, ela parecia um fogo abafado, ou o conhecimento mal-usado. Quando o fogo é coberto pelas paredes de um pote ou é mantido numa jarra, os raios iluminantes do fogo não são muito valorizados. Igualmente, o conhecimento mal-usado, que não beneficia as pessoas em geral, não é muito apreciado. Assim, Devaki foi mantida entre as paredes da prisão do palácio de Kamsa, e ninguém podia ver a sua beleza transcendental, resultante do facto de ela ter concebido a Suprema Personalidade de Deus.</span></span></span></span></h2>
<h2 class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:ScaGoudy;"><span style="font-family:Times New Roman;font-size:small;"><span style="color:#808080;"> </span></span></span></h2>
<h2 class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:ScaGoudy;"><span style="font-size:small;"><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="color:#808080;">Comentando este verso, Srila Viraraghava Acarya escreve: vasudeva-devaki jatharayor hrdayayor bhagavatah sambandhah. O episódio em que o Senhor Supremo vem do coração de Vasudeva e entra no ventre de Devaki foi um relacionamento de coração para coração. </span></span></span></span></h2>
<h2 class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:ScaGoudy;"><span style="font-family:Times New Roman;font-size:small;"><span style="color:#808080;"> </span></span></span></h2>
<h2 class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:ScaGoudy;"><span style="font-size:small;"><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="color:#808080;">COMENTÁRIO por Giriraj Swami</span></span></span></span></h2>
<h2 class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:ScaGoudy;"><span style="font-family:Times New Roman;font-size:small;"><span style="color:#808080;"> </span></span></span></h2>
<h2 class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:ScaGoudy;"><span style="font-size:small;"><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="color:#808080;">Reunimo-nos aqui, aos pés de lótus do Senhor Krsna, para lembrarmos e celebrarmos o Seu aparecimento dentro deste mundo.</span></span></span></span></h2>
<h2 class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:ScaGoudy;"><span style="font-family:Times New Roman;font-size:small;"><span style="color:#808080;"> </span></span></span></h2>
<h2 class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;"><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="color:#808080;"><span style="font-family:ScaGoudy;">De acordo com a literatura védica, Krsna é a Suprema Personalidade de Deus (krsnas tu bhagavan svayam). Ele é a Verdade Absoluta, a origem de tudo o que existe. E Ele é realizado em três aspectos, não duais (advaya) com está explicado no Srimad-Bhagavatam </span><span style="font-family:ScaGoudy;">(1.2.11):</span></span></span></span></h2>
<h2 class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:ScaGoudy;"><span style="font-family:Times New Roman;font-size:small;"><span style="color:#808080;"> </span></span></span></h2>
<h2 class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:ScaGoudy;"><span style="font-size:small;"><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="color:#808080;">vadanti tat tattva-vidas</span></span></span></span></h2>
<h2 class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:ScaGoudy;"><span style="font-size:small;"><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="color:#808080;">  tattvam yaj jnanam advayam</span></span></span></span></h2>
<h2 class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:ScaGoudy;"><span style="font-size:small;"><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="color:#808080;">brahmeti paramatmeti</span></span></span></span></h2>
<h2 class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:ScaGoudy;"><span style="font-size:small;"><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="color:#808080;">  bhagavan iti sabdyate</span></span></span></span></h2>
<h2 class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:ScaGoudy;"><span style="font-family:Times New Roman;font-size:small;"><span style="color:#808080;"> </span></span></span></h2>
<h2 class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:ScaGoudy;"><span style="font-size:small;"><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="color:#808080;">“Transcendentalistas eruditos que conhecem a Verdade Absoluta, chamam a essa substância não dual Brahman, Paramatma, ou Bhagavan.”</span></span></span></span></h2>
<h2 class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:ScaGoudy;"><span style="font-family:Times New Roman;font-size:small;"><span style="color:#808080;"> </span></span></span></h2>
<h2 class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:ScaGoudy;"><span style="font-size:small;"><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="color:#808080;">Brahman, é a refulgência impessoal que emana da forma transcendental do Senhor, Paramatma é o aspecto localizado do Senhor dentro do coração, e Bhagavan é a Suprema Personalidade de Deus, o próprio Krsna, pleno em seis opulências.</span></span></span></span></h2>
<h2 class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:ScaGoudy;"><span style="font-family:Times New Roman;font-size:small;"><span style="color:#808080;"> </span></span></span></h2>
<h2 class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:ScaGoudy;"><span style="font-size:small;"><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="color:#808080;">A forma de Krsna não é material. Os nossos corpos são materiais, distintos da alma, que é espiritual. O Bhagavad-gita (2.13) explica,</span></span></span></span></h2>
<h2 class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:ScaGoudy;"><span style="font-family:Times New Roman;font-size:small;"><span style="color:#808080;"> </span></span></span></h2>
<h2 class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:ScaGoudy;"><span style="font-size:small;"><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="color:#808080;">dehino ’smin yatha dehe</span></span></span></span></h2>
<h2 class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:ScaGoudy;"><span style="font-size:small;"><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="color:#808080;">  kaumaram yauvanam jara</span></span></span></span></h2>
<h2 class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:ScaGoudy;"><span style="font-size:small;"><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="color:#808080;">tatha dehantara-praptir</span></span></span></span></h2>
<h2 class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:ScaGoudy;"><span style="font-size:small;"><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="color:#808080;">  dhiras tatra na muhyati</span></span></span></span></h2>
<h2 class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:ScaGoudy;"><span style="font-family:Times New Roman;font-size:small;"><span style="color:#808080;"> </span></span></span></h2>
<h2 class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:ScaGoudy;"><span style="font-size:small;"><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="color:#808080;">“Assim como a alma corporificada passa continuamente neste corpo, da infância à juventude e à velhice, de igual modo a alma passa a outro corpo no momento da morte. A pessoa sóbria não se confunde com tal mudança.” </span></span></span></span></h2>
<h2 class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:ScaGoudy;"><span style="font-family:Times New Roman;font-size:small;"><span style="color:#808080;"> </span></span></span></h2>
<h2 class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:ScaGoudy;"><span style="font-size:small;"><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="color:#808080;">A alma é uma partícula de energia espiritual, que não é física nem química, e é a alma que dá vida ao corpo. Enquanto a alma estiver no corpo, dizemos que o corpo está vivo. Na verdade o corpo nunca está vivo; ele é tão só uma máquina. Mas aparenta estar vivo enquanto a alma estiver presente para o animar. E quando a alma abandona o corpo, o corpo deixa de ter capacidade para actuar, para funcionar, e então dizemos que o corpo está morto. Nos seres condicionados, como nós, existe uma diferença entre o corpo, que está feito de energia material, e a alma, que é composta de energia espiritual. Mas, no que respeita a Krsna, não existe diferença entre o Seu corpo e a alma. Sendo absoluto, o Seu corpo e Ele, são a mesma coisa. No nosso caso existe uma diferença entre nós e o corpo, porque a nossa verdadeira identidade é a alma. Se o pai de alguém falece, ele ou ela começará a chorar. “Oh, o meu pai abandonou-me. O meu pai foi-se embora.” Apesar do corpo do pai estar aí, porque é que dizemos “O meu pai foi-se embora”?</span></span></span></span></h2>
<h2 class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:ScaGoudy;"><span style="font-size:small;"><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="color:#808080;">Intuitivamente sabemos, especialmente num momento como o da morte, que o corpo que jaz ali no quarto não é a pessoa. O corpo é somente um saco de químicos. A verdadeira pessoa é a alma que abandonou o corpo, e assim as crianças e outros familiares e amigos exclamam, “Oh ele partiu,” porque ele é a alma, não é o corpo.</span></span></span></span></h2>
<h2 class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:ScaGoudy;"><span style="font-family:Times New Roman;font-size:small;"><span style="color:#808080;"> </span></span></span></h2>
<h2 class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:ScaGoudy;"><span style="font-size:small;"><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="color:#808080;">Mas, no caso de Krsna, Ele e o Seu corpo não são diferentes porque Ele é absoluto. Não existe diferença entre o Seu interior e o Seu exterior. Ele é completamente espiritual. O Brahma-samhita diz, isvara parama krsnah sac-cid-ananda-vigraha: “Krsna é o Supremo Deus. Ele tem um corpo espiritual eterno e bem-aventurado.” Anadir adir govindah sarva-karana-karanam: “Ele é a origem de tudo, mas Ele não tem origem. Ele é a causa primordial de todas as causas.” Esse é Krsna.</span></span></span></span></h2>
<h2 class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:ScaGoudy;"><span style="font-family:Times New Roman;font-size:small;"><span style="color:#808080;"> </span></span></span></h2>
<h2 class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:ScaGoudy;"><span style="font-size:small;"><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="color:#808080;">No mundo material, tudo o que vemos tem uma causa. A um nível muito simples podemos dizer, “Tive como origem os meus pais” ou (o meu corpo teve origem nos meus pais). Eles, por sua vez, tiveram origem nos pais deles, e estes tiveram origem nos pais deles. E se continuarmos a investigar mais e mais e mais, chegaremos, eventualmente, à causa original que é Krsna (sarva-karana-karanam). Ele é a causa de tudo—a causa de todas as causas. Mas Ele não tem causa.</span></span></span></span></h2>
<h2 class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:ScaGoudy;"><span style="font-family:Times New Roman;font-size:small;"><span style="color:#808080;"> </span></span></span></h2>
<h2 class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:ScaGoudy;"><span style="font-size:small;"><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="color:#808080;">No estado condicionado é muito dificil termos essa compreensão, porque tudo o que é material tem uma causa. Todas as coisas têm um começo e um fim, mas Krsna não tem começo nem fim. Ele é eterno (sanatana). “Eterno” quer dizer “sem começo nem fim.” Mesmo nós, almas espirituais, também somos eternos. Não temos começo nem fim. A vida num corpo particular tem um começo a que chamamos “nascimento” (ou “concepção”), e tem um fim dentro desse corpo particular, a que chamamos “morte”. Mas nós, como almas espirituais, não temos começo nem fim, porque somos partes integrantes de Krsna. Temos a mesma qualidade de Krsna mas em diferente quantidade. O Senhor diz,</span></span></span></span></h2>
<h2 class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:ScaGoudy;"><span style="font-family:Times New Roman;font-size:small;"><span style="color:#808080;"> </span></span></span></h2>
<h2 class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:ScaGoudy;"><span style="font-size:small;"><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="color:#808080;">mamaivamso jiva-loke</span></span></span></span></h2>
<h2 class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:ScaGoudy;"><span style="font-size:small;"><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="color:#808080;">  jiva-bhutah sanatanah</span></span></span></span></h2>
<h2 class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:ScaGoudy;"><span style="font-size:small;"><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="color:#808080;">manah-sasthanindriyani</span></span></span></span></h2>
<h2 class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:ScaGoudy;"><span style="font-size:small;"><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="color:#808080;">  prakrti-sthani karsati</span></span></span></span></h2>
<h2 class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:ScaGoudy;"><span style="font-family:Times New Roman;font-size:small;"><span style="color:#808080;"> </span></span></span></h2>
<h2 class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:ScaGoudy;"><span style="font-size:small;"><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="color:#808080;">“As entidades vivas neste mundo condicionado são minhas partes fragmentárias. Devido à vida condicionada, elas estão a lutar árduamente com os seis sentidos, os quais incluem a mente.” (Bg 15.7)</span></span></span></span></h2>
<h2 class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:ScaGoudy;"><span style="font-family:Times New Roman;font-size:small;"><span style="color:#808080;"> </span></span></span></h2>
<h2 class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:ScaGoudy;"><span style="font-size:small;"><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="color:#808080;">A entidade viva é uma parte eterna e fragmentária de Krsna. Esta é a filosofia sublime de Sri Caitanya Mahaprabhu chamada acintya-bhedabheda-tattva: a “inconcebível união e diferença, em simultâneo” da entidade viva e o Senhor Supremo. Com o Senhor, somos unos em qualidade mas diferentes em quantidade—Ele é infinito e nós somos infinitesimais. Porque temos as mesmas qualidades, podemos ter um relacionamento com Ele. A menos que haja algo em comum, não se consegue estabelecer uma relação. E devido à diferença em quantidade—Ele é o todo e nós a parte—a nossa relação é de serviço. Para a parte, é uma função natural servir o todo. Por exemplo, a mão é uma parte do corpo, por isso, a função da mão é servir o corpo. Se a mão não servir ao corpo algo de errado está a acontecer; está doente ou morta. De igual modo, a nossa actividade natural é de servir a Krsna (jivera ‘svarupa’ haya—krsnera ‘nitya-dasa’). Nós somos eternos,{}assim como Krsna é eterno, e a nossa relação, o nosso serviço, também é eterno. Nunca acaba. </span></span></span></span></h2>
<h2 class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:ScaGoudy;"><span style="font-family:Times New Roman;font-size:small;"><span style="color:#808080;"> </span></span></span></h2>
<h2 class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:ScaGoudy;"><span style="font-size:small;"><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="color:#808080;">Anteriormente mencionamos os três aspectos da Verdade Absoluta: Brahman, Paramatma e Bhagavan. Existem diferentes transcendentalistas que têm diferentes aspirações espirituais. A maior parte das pessoas são materialistas. Elas nem sequer se interessam pela vida espiritual. Só querem desfrutar do mundo. Entretanto, quando nos tornamos um pouco mais elevados, um pouco mais purificados na consciência, pensamos em incrementar a nossa vida espiritual. E quando nos tornamos suficientemente sérios, adoptamos uma disciplina numa escola de pensamento e prática. Os jñanis são uma categoria de transcendentalistas. A meta deles é submergirem-se e tornarem-se unos com o Brahman, a refulgência que emana do corpo transcendental de Krsna. Superiores aos jñanis, são os yogis. Eles pretendem realizar o aspecto localizado, o Senhor dentro do coração (dhyanavasthita-tad-gatena manasa pasyanti yam yogino). E os mais elevados são os bhaktas. Eles querem estabelecer uma relação amorosa com Bhagavan, Sri Krsna, a Suprema Personalidade de Deus.</span></span></span></span></h2>
<h2 class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:ScaGoudy;"><span style="font-family:Times New Roman;font-size:small;"><span style="color:#808080;"> </span></span></span></h2>
<h2 class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:ScaGoudy;"><span style="font-size:small;"><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="color:#808080;">Num sentido, porque a Verdade Absoluta é não-dual (advaya), todos os transcendentalistas estão na mesma plataforma, contudo, de um ponto de vista analítico ou objectivo, existem graus de realização. Como foi dito anteriormente, Krsna é sac-cid-ananda-vigraha. Sat significa “eterno”, cit quer dizer “consciente,” e ananda significa “bem-aventurado.” Os jñanis  que alcançam o Brahman impessoal realizam somente o aspecto sat, existência eterna. Os yogis que realizam Paramatma têm percepção de sat (eternidade) e cit (conhecimento), porque se apercebem da individualidade do Senhor no coração. E os bhaktas têm uma realização completa de sat, cit e ananda (eternidade, conhecimento e bem-aventurança), porque a verdadeira felicidade emana das relações amorosas. Apesar de se poder dizer que existe alguma bem-aventurança no Brahman impessoal, quando comparada com a felicidade extática do serviço amoroso a Krsna, é insignificante. Existem muitas afirmações no sastra, as escrituras védicas, corroborando que a felicidade experimentada em relação com Krsna é tal e qual um oceano e que, comparativamente, a felicidade de submergir (ou tentar submergir) no Brahman impessoal é como uma poça de água.</span></span></span></span></h2>
<h2 class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:ScaGoudy;"><span style="font-family:Times New Roman;font-size:small;"><span style="color:#808080;"> </span></span></span></h2>
<h2 class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:ScaGoudy;"><span style="font-size:small;"><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="color:#808080;">tvat-saksat-karanahlada-</span></span></span></span></h2>
<h2 class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:ScaGoudy;"><span style="font-size:small;"><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="color:#808080;">  visuddhabdhi-sthitasya me</span></span></span></span></h2>
<h2 class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:ScaGoudy;"><span style="font-size:small;"><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="color:#808080;">sukhani gospadayante</span></span></span></span></h2>
<h2 class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:ScaGoudy;"><span style="font-size:small;"><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="color:#808080;">  brahmany api jagad-guro</span></span></span></span></h2>
<h2 class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:ScaGoudy;"><span style="font-family:Times New Roman;font-size:small;"><span style="color:#808080;"> </span></span></span></h2>
<h2 class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:ScaGoudy;"><span style="font-size:small;"><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="color:#808080;">“Meu querido Senhor, Ó mestre do universo, desde que Vos vi directamente, a minha bem-aventurança transcendental tomou a forma de um grande oceano. Estando situado nesse oceano, agora realizo que todas as outras assim chamadas felicidades, como o prazer derivado do Brahman impessoal, são tal como a água contida na pegada de um bezerro.” (Hari-bhakti-sudhodaya 14.36). Na prática, não existe comparação. </span></span></span></span></h2>
<h2 class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:ScaGoudy;"><span style="font-family:Times New Roman;font-size:small;"><span style="color:#808080;"> </span></span></span></h2>
<h2 class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:ScaGoudy;"><span style="font-size:small;"><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="color:#808080;">Além disso, realizar o Brahman impessoal é muito dificil, especialmente nesta presente era. E mesmo que a pessoa seja êxitosa—ou pense que o seja—existe toda a possibilidade de cair dessa posição.</span></span></span></span></h2>
<h2 class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:ScaGoudy;"><span style="font-family:Times New Roman;font-size:small;"><span style="color:#808080;"> </span></span></span></h2>
<h2 class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:ScaGoudy;"><span style="font-size:small;"><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="color:#808080;">ye ’nye ’ravindaksa vimukta-maninas</span></span></span></span></h2>
<h2 class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:ScaGoudy;"><span style="font-size:small;"><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="color:#808080;">  tvayy asta-bhavad avisuddha-buddhayah</span></span></span></span></h2>
<h2 class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:ScaGoudy;"><span style="font-size:small;"><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="color:#808080;">aruhya krcchrena param padam tatah</span></span></span></span></h2>
<h2 class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:ScaGoudy;"><span style="font-size:small;"><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="color:#808080;">  patanty adho ’nadrta-yusmad-anghrayah</span></span></span></span></h2>
<h2 class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:ScaGoudy;"><span style="font-family:Times New Roman;font-size:small;"><span style="color:#808080;"> </span></span></span></h2>
<h2 class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:ScaGoudy;"><span style="font-size:small;"><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="color:#808080;">“Ó Senhor de olhos de lótus, embora os não-devotos que aceitaram rigorosas austeridades e penitências para atingir a posição mais elevada possam julgar-se liberados, a inteligência deles é impura. Eles caem das suas posições aparentemente superiores, pois não dão importância alguma a Vossos pés de lótus.” (SB 10.2.32)</span></span></span></span></h2>
<h2 class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:ScaGoudy;"><span style="font-family:Times New Roman;font-size:small;"><span style="color:#808080;"> </span></span></span></h2>
<h2 class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:ScaGoudy;"><span style="font-size:small;"><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="color:#808080;">O mais provável, é que eles imaginem que realizaram o Brahman mas, quer eles o tenham realizado de facto ou simplesmente imaginem que o tenham realizado, devido a que negligenciaram o serviço aos pés de lótus de Krsna, caem da sua posição (patanty adhah).</span></span></span></span></h2>
<h2 class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:ScaGoudy;"><span style="font-family:Times New Roman;font-size:small;"><span style="color:#808080;"> </span></span></span></h2>
<h2 class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:ScaGoudy;"><span style="font-size:small;"><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="color:#808080;">Nós, as almas condicionadas, giramos no ciclo da repetição do nascimento e da morte (samsara), e a nossa meta é a de alcançar o alívio desta samsara-cakra. Tal liberação é chamada mukti, ou moksa. O tipo de liberação impessoal, na qual a alma individual submerge na luz espiritual, é muito dificil de alcançar—se porventura alguém a alcançar. Mas mesmo que alguém consiga, não perdura. Portanto, o Bhagavatam diz patanty adhah: eles caem. Porquê? Porque eles não se ocupam no serviço transcendental amoroso ao Senhor.</span></span></span></span></h2>
<h2 class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:ScaGoudy;"><span style="font-family:Times New Roman;font-size:small;"><span style="color:#808080;"> </span></span></span></h2>
<h2 class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:ScaGoudy;"><span style="font-size:small;"><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="color:#808080;">A liberação impessoal é tal como ir dormir. As pessoas inteligentes apercebem-se de que existem dificuldades na existência material, e querem alívio. Este é um factor que pode levar alguém a pensar em vida espiritual. Portanto, a pessoa que tenta alcançar a liberação impessoal, assemelha-se a alguém que sofre e tenta escapar do sofrimento, dormindo—“O mundo é muito dificil.” Bem, temporariamente podes escapar do sofrimento através do sono mas, quanto tempo vais ficar a dormir? A seu devido tempo acordarás e os problemas permanecerão.</span></span></span></span></h2>
<h2 class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:ScaGoudy;"><span style="font-family:Times New Roman;font-size:small;"><span style="color:#808080;"> </span></span></span></h2>
<h2 class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:ScaGoudy;"><span style="font-size:small;"><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="color:#808080;">Ficar suspenso na refulgência do Brahman impessoal pode tornar-se aborrecido. É um alívio—definitivamente é um alívio sair deste mundo material—mas eventualmente pode tornar-se um aborrecimento. Alguém pode viajar num cruzeiro: “Céus, preciso sair deste ambiente. Vou fazer uma viagem de cruzeiro. Quero desfrutar do mar.” Por algum tempo pode ser muito bom mas, eventualmente, fica-se aborrecido—só água, ondas e vento. A seu devido tempo querer-se-á regressar a terra—apesar de ser aquela situação que anteriormente quisemos abandonar. Apesar de haver frustação e dificuldades na terra, pelo menos havia alguns estímulos e alguma variedade.</span></span></span></span></h2>
<h2 class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:ScaGoudy;"><span style="font-family:Times New Roman;font-size:small;"><span style="color:#808080;"> </span></span></span></h2>
<h2 class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:ScaGoudy;"><span style="font-size:small;"><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="color:#808080;">Portanto, os jñanis impersonalistas que desejam submergir e tornarem-se unos com o Brahman, a seu devido tempo caem da sua posição(patanty adhah), porque ficam inquietos. Eles querem actuar, mas como não conhecem as actividades espirituais da consciência de Krsna, o serviço devocional a Krsna, patanty adhah—eles envolvem-se em actividades materiais e de novo sofrem, porque a actividade material resulta em sofrimento material.</span></span></span></span></h2>
<h2 class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:ScaGoudy;"><span style="font-family:Times New Roman;font-size:small;"><span style="color:#808080;"> </span></span></span></h2>
<h2 class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:ScaGoudy;"><span style="font-size:small;"><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="color:#808080;">Assim sendo, porque é que o Senhor descende? Ele é sac-cid-ananda-vigraha. eterno, pleno de conhecimento e bem-aventurança.Ele vive na Sua morada espiritual, onde tudo é eterno, pleno de conhecimento e bem-aventurança. E Ele é servido por grandes almas que estão completamente livres da contaminação material, livres dos corpos materiais que causam tanta dor. Então, porque é que o Senhor aparece aqui? O que é que ganha com isso?</span></span></span></span></h2>
<h2 class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:ScaGoudy;"><span style="font-family:Times New Roman;font-size:small;"><span style="color:#808080;"> </span></span></span></h2>
<h2 class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:ScaGoudy;"><span style="font-size:small;"><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="color:#808080;">Para si, Ele não tem nada a ganhar. Mas manifesta-se por Sua misericórdia sem causa, para nos libertar. Compara-se o mundo material a uma prisão e nós, as almas condicionadas, somos os prisioneiros. Estamos restringidos, tal como os prisioneiros. Não nos podemos movimentar livremente, nem sempre que nos apetece.</span></span></span></span></h2>
<h2 class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:ScaGoudy;"><span style="font-family:Times New Roman;font-size:small;"><span style="color:#808080;"> </span></span></span></h2>
<h2 class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:ScaGoudy;"><span style="font-size:small;"><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="color:#808080;">As almas liberadas podem viajar a qualquer parte do universo. Não necessitam de espaçonaves ou qualquer outro meio de locomoção. Podem movimentar-se livremente, mas nós, as almas condicionadas, estamos atadas. Não nos é permitido sair deste planeta muito fácilmente mas, se o conseguirmos fazer, ficamos sem lugar onde permanecer. Portanto, estamos restringidos e ao mesmo tempo temos que sofrer.</span></span></span></span></h2>
<h2 class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:ScaGoudy;"><span style="font-family:Times New Roman;font-size:small;"><span style="color:#808080;"> </span></span></span></h2>
<h2 class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:ScaGoudy;"><span style="font-size:small;"><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="color:#808080;">Anteriormente, mencionei que no corpo existe muito sofrimento. Alguém pode pensar, “Este swami é muito negativo acerca do corpo.” Mas o Bhagavad-gita diz, janma-mrtyu-jara-vyadhi-duhkha-dosanudarsanam: deve-se estar sempre consciente do sofrimento do nascimento, morte, velhice e doença. Pode-se dizer, “Porque é que o swami tem que ser tão negativo? Quero desfrutar do corpo. Quero gozar da vida. Quero gozar aqui e agora”—num certo contexto está correcto—mas se eu perguntar a qualquer um de vocês, “Sinceramente, queres adoecer?” “Não.” “Queres envelhecer?” “Não.” “Queres morrer?” “Não.” Bom, mas isso é o que vem com o corpo. Quando se obtém um corpo material, isso é o que vem na encomenda; é o que se compra juntamente com o corpo. Pode-se pensar, “Mas existe tanta felicidade  no corpo. Posso ir surfar, caminhar, comer gelados, posso beber, comer e desfrutar do corpo. “Bom, está bem, mas na verdade não é o corpo que te permite desfrutar; é a alma dentro do corpo. Todas as partes do corpo podem estar presentes quando a alma se vai embora, mas onde está o desfrute? Para o corpo não existe desfrute depois da alma partir. Podemos pensar que desfrutamos com os sentidos, mas na verdade é devido à presença da alma que somos capazes de desfrutar, trabalhar e viver.</span></span></span></span></h2>
<h2 class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:ScaGoudy;"><span style="font-family:Times New Roman;font-size:small;"><span style="color:#808080;"> </span></span></span></h2>
<h2 class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:ScaGoudy;"><span style="font-size:small;"><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="color:#808080;">O corpo é o meio pelo qual a alma condicionada pode experienciar. Por exemplo, eu tenho estes óculos. Vejo através deles—os óculos em si não veêm. Similarmente, temos estes sentidos—olhos, ouvidos, nariz,língua, pele—e nós percepcionamos através deles. Na verdade os sentidos por si não têm percepção. É a alma que tem a percepção—através dos sentidos do corpo. Na verade, não precisamos do corpo para experimentar felicidade. Com o corpo existe alguma percepção de felicidade—mas com  muito sofrimento.</span></span></span></span></h2>
<h2 class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:ScaGoudy;"><span style="font-family:Times New Roman;font-size:small;"><span style="color:#808080;"> </span></span></span></h2>
<h2 class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:ScaGoudy;"><span style="font-size:small;"><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="color:#808080;">Existem diferentes escolas de filosofia—sad-darsana—e um dos filósofos analisou e concluiu que o corpo está feito para sofrer. Ele dá o exemplo do dedo mindinho. De quantas maneiras o dedo mindinho pode desfrutar? Não muitas. E de quantas pode ele sofrer? Tantas. Até um pequeno corte ou bolha podem ser muito dolorosos. E o dedo pode ser cortado, queimado, esmagado. O corpo é muito vulnerável. Mas não a alma. Como diz o Gita, ela não pode ser cortada, nem queimada, nem molhada, nem pode ser seca—está mais além do alcance dos elementos materiais.</span></span></span></span></h2>
<h2 class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:ScaGoudy;"><span style="font-family:Times New Roman;font-size:small;"><span style="color:#808080;"> </span></span></span></h2>
<h2 class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:ScaGoudy;"><span style="font-size:small;"><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="color:#808080;">nainam chindanti sastrani</span></span></span></span></h2>
<h2 class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:ScaGoudy;"><span style="font-size:small;"><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="color:#808080;">  nainam dahati pavakah</span></span></span></span></h2>
<h2 class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:ScaGoudy;"><span style="font-size:small;"><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="color:#808080;">na cainam kledayanty apo</span></span></span></span></h2>
<h2 class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:ScaGoudy;"><span style="font-size:small;"><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="color:#808080;">  na sosayati marutah</span></span></span></span></h2>
<h2 class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:ScaGoudy;"><span style="font-family:Times New Roman;font-size:small;"><span style="color:#808080;"> </span></span></span></h2>
<h2 class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:ScaGoudy;"><span style="font-size:small;"><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="color:#808080;">“A alma nunca pode ser cortada por arma alguma, nem pode ser queimada pelo fogo, ou humedecida pela água ou definhada pelo vento.” (Bg 2.23) Sem o corpo, a alma pode desfrutar livremente, de todas as maneiras, porém sem dor.</span></span></span></span></h2>
<h2 class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:ScaGoudy;"><span style="font-family:Times New Roman;font-size:small;"><span style="color:#808080;"> </span></span></span></h2>
<h2 class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:ScaGoudy;"><span style="font-size:small;"><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="color:#808080;">E, porque a alma é parte integrante de Krsna, deriva a sua verdadeira felicidade em relação com Krsna. Neste momento, somos como peixes fora da água, por que originalmente viemos de Krsna, da atmosfera espiritual, e entrámos no mundo material para sofrer, numa atmosfera que nos é alheia. Sempre estamos inquietos, ansiosos e temerosos. </span></span></span></span></h2>
<h2 class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:ScaGoudy;"><span style="font-family:Times New Roman;font-size:small;"><span style="color:#808080;"> </span></span></span></h2>
<h2 class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:ScaGoudy;"><span style="font-size:small;"><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="color:#808080;">Portanto, porque é que Krsna vem a este mundo? Ele vem para nos resgatar, os Seus filhos perdidos, para nos levar de volta a casa, de volta para Ele. Esta é a razão da Sua vinda. Não há outra. Para Ele, não existe nada aqui. Ele vem apenas por nossa causa.</span></span></span></span></h2>
<h2 class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:ScaGoudy;"><span style="font-family:Times New Roman;font-size:small;"><span style="color:#808080;"> </span></span></span></h2>
<h2 class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:ScaGoudy;"><span style="font-size:small;"><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="color:#808080;">Apesar de vir a este mundo material, não vem com um corpo físico. Ele vem com a Sua forma espiritual original (sac-cid-ananda-vigraha). Krsna, em particular, vem numa forma que se assemelha à de um ser humano. “O homem é feito à imagem de Deus.” O facto de Krsna vir numa forma semelhante à humana, é muito bom, porque torna-se mais fácil para nós, com corpos humanos, relacionarmo-nos com Ele.</span></span></span></span></h2>
<h2 class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:ScaGoudy;"><span style="font-family:Times New Roman;font-size:small;"><span style="color:#808080;"> </span></span></span></h2>
<h2 class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:ScaGoudy;"><span style="font-size:small;"><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="color:#808080;">anugrahaya bhaktanam</span></span></span></span></h2>
<h2 class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:ScaGoudy;"><span style="font-size:small;"><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="color:#808080;">  manusam deham asthitah</span></span></span></span></h2>
<h2 class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:ScaGoudy;"><span style="font-size:small;"><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="color:#808080;">bhajate tadrsih krida</span></span></span></span></h2>
<h2 class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:ScaGoudy;"><span style="font-size:small;"><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="color:#808080;">  yah srutva tat-paro bhavet</span></span></span></span></h2>
<h2 class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:ScaGoudy;"><span style="font-family:Times New Roman;font-size:small;"><span style="color:#808080;"> </span></span></span></h2>
<h2 class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:ScaGoudy;"><span style="font-size:small;"><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="color:#808080;">“Quando o Senhor assume uma forma semelhante à humana para mostrar misericórdia aos Seus devotos, Ele ocupa-se em passatempos, que atraem aqueles que escutam sobre eles, a dedicarem-se a Ele.” (SB 10.33.36) Ele vem para nos resgatar e libertar, pois somos os Seus filhos e devotos perdidos.</span></span></span></span></h2>
<h2 class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:ScaGoudy;"><span style="font-family:Times New Roman;font-size:small;"><span style="color:#808080;"> </span></span></span></h2>
<h2 class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:ScaGoudy;"><span style="font-size:small;"><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="color:#808080;">E como é que Ele descende? Ele não nasce como os seres humanos comuns, através da descarga seminal. Pelo contrário, Ele manifesta-se, ou aparece.</span></span></span></span></h2>
<h2 class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:ScaGoudy;"><span style="font-family:Times New Roman;font-size:small;"><span style="color:#808080;"> </span></span></span></h2>
<h2 class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:ScaGoudy;"><span style="font-size:small;"><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="color:#808080;">ajo ’pi sann avyayatma</span></span></span></span></h2>
<h2 class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:ScaGoudy;"><span style="font-size:small;"><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="color:#808080;">  bhutanam isvaro ’pi san</span></span></span></span></h2>
<h2 class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:ScaGoudy;"><span style="font-size:small;"><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="color:#808080;">prakrtim svam adhisthaya</span></span></span></span></h2>
<h2 class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:ScaGoudy;"><span style="font-size:small;"><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="color:#808080;">  sambhavamy atma-mayaya</span></span></span></span></h2>
<h2 class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:ScaGoudy;"><span style="font-family:Times New Roman;font-size:small;"><span style="color:#808080;"> </span></span></span></h2>
<h2 class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:ScaGoudy;"><span style="font-size:small;"><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="color:#808080;">“Embora Eu seja não nascido e o Meu corpo transcendental jamais se deteriore, e embora Eu seja o Senhor de todas as entidades vivas, mesmo assim, em cada milénio Eu apareço na Minha forma transcendental original.” (Bg 4.6)</span></span></span></span></h2>
<h2 class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:ScaGoudy;"><span style="font-family:Times New Roman;font-size:small;"><span style="color:#808080;"> </span></span></span></h2>
<h2 class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:ScaGoudy;"><span style="font-size:small;"><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="color:#808080;">E isso foi o que lemos esta tarde. A maneira como o Senhor aparece, é um assunto bastante esotérico. Ele escolhe um devoto completamente purificado, e entra na mente desse devoto completamente purificado. O nome do devoto em cuja mente Krsna entra, é dado aqui—Vasudeva. E o estado que o capacita para receber Krsna dentro da sua mente pura é chamado vasudeva, que significa completamente além dos três modos da natureza material, completamente transcendental—o estado da bondade pura, suddha-sattva. Como se afirma no Srimad-Bhagavatam, sattvam visuddham vasudeva-sabditam: a consciência pura plena é conhecida como vasudeva.</span></span></span></span></h2>
<h2 class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:ScaGoudy;"><span style="font-family:Times New Roman;font-size:small;"><span style="color:#808080;"> </span></span></span></h2>
<h2 class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:ScaGoudy;"><span style="font-size:small;"><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="color:#808080;">sattvam visuddham vasudeva-sabditam</span></span></span></span></h2>
<h2 class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:ScaGoudy;"><span style="font-size:small;"><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="color:#808080;">  yad iyate tatra puman apavrtah</span></span></span></span></h2>
<h2 class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:ScaGoudy;"><span style="font-size:small;"><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="color:#808080;">sattve ca tasmin bhagavan vasudevo</span></span></span></span></h2>
<h2 class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:ScaGoudy;"><span style="font-size:small;"><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="color:#808080;">  hy adhoksajo me manasa vidhiyate</span></span></span></span></h2>
<h2 class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:ScaGoudy;"><span style="font-family:Times New Roman;font-size:small;"><span style="color:#808080;"> </span></span></span></h2>
<h2 class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:ScaGoudy;"><span style="font-size:small;"><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="color:#808080;">“A condição da bondade pura, suddha-sattva, na qual a Suprema Personalidade de Deus é revelada sem nenhuma cobertura, é chamada vasudeva. Nesse estado puro, o Deus Supremo, que está mais além dos sentidos materiais e é conhecido como Vasudeva, é percebido pela minha mente.” (SB 4.3.23, citado no Cc Adi 4.66)</span></span></span></span></h2>
<h2 class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:ScaGoudy;"><span style="font-family:Times New Roman;font-size:small;"><span style="color:#808080;"> </span></span></span></h2>
<h2 class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:ScaGoudy;"><span style="font-size:small;"><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="color:#808080;">Depois de Vasudeva ter recebido Krsna dentro de sua mente, ou coração purificado, ele, através de seu poder espiritual, transferiu-O para o coração purificado de Devaki. Nesta actividade, não houve nenhuma descarga seminal. E o processo pelo qual a Suprema Personalidade de Deus foi transferido do coração de Vasudeva para o coração de Devaki, chama-se diksa. Diksa significa “iniciação espiritual.” Diksa acontece entre o professor, ou guru, e o discípulo. Quando o guru está suficientemente qualificado, pode transportar Krsna dentro de seu coração. E, quando o discípulo está suficientemente qualificado, pode receber Krsna do guru—através de um intercâmbio que se chama diksa.</span></span></span></span></h2>
<h2 class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:ScaGoudy;"><span style="font-family:Times New Roman;font-size:small;"><span style="color:#808080;"> </span></span></span></h2>
<h2 class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:ScaGoudy;"><span style="font-size:small;"><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="color:#808080;">O processo de diksa, é essencial para a realização de Deus (Krsna). Existe uma ciência completa de bhakti-yoga que está descrita no Bhakti-rasamrta-sindhu, de Srila Rupa Gosvami e que começa com este processo, Guru-padasrayas tasmat: “Deve-se aceitar refúgio aos pés de lótus de um mestre espiritual.” Krsna-diksadi-siksanam: “Deve-se aceitar iniciação dele e também receber instrução.” E visrambhena guroh seva: “Deve-se servi-lo com afecto.”</span></span></span></span></h2>
<h2 class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:ScaGoudy;"><span style="font-family:Times New Roman;font-size:small;"><span style="color:#808080;"> </span></span></span></h2>
<h2 class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:ScaGoudy;"><span style="font-size:small;"><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="color:#808080;">Não podemos alcançar Krsna através dos nossos próprios esforços. Devemos receber Krsna de alguém que já O tem. Por isso Srila Bhaktivinoda Thakura, um grande preceptor espiritual, ora ao devoto puro:</span></span></span></span></h2>
<h2 class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:ScaGoudy;"><span style="font-family:Times New Roman;font-size:small;"><span style="color:#808080;"> </span></span></span></h2>
<h2 class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:ScaGoudy;"><span style="font-size:small;"><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="color:#808080;">krsna se tomara, krsna dite paro,</span></span></span></span></h2>
<h2 class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:ScaGoudy;"><span style="font-size:small;"><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="color:#808080;">        tomara sakati ache</span></span></span></span></h2>
<h2 class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:ScaGoudy;"><span style="font-size:small;"><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="color:#808080;">ami to’ kangala, ‘krsna’ ‘krsna’ boli’,</span></span></span></span></h2>
<h2 class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:ScaGoudy;"><span style="font-size:small;"><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="color:#808080;">        dhai tava pache pache</span></span></span></span></h2>
<h2 class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:ScaGoudy;"><span style="font-family:Times New Roman;font-size:small;"><span style="color:#808080;"> </span></span></span></h2>
<h2 class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:ScaGoudy;"><span style="font-size:small;"><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="color:#808080;">“Krsna é teu; tens o poder de O dares a mim. Estou simplesmente correndo atrás de ti, gritando, ‘Krsna! Krsna!’” (Saranagati, “Ohe! Vaisnava Thakura”)</span></span></span></span></h2>
<h2 class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:ScaGoudy;"><span style="font-family:Times New Roman;font-size:small;"><span style="color:#808080;"> </span></span></span></h2>
<h2 class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:ScaGoudy;"><span style="font-size:small;"><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="color:#808080;">Na verdade, este acto de diksa, como está descrito no verso de hoje, é o culminar de um processo gradual. Não é assim tão fácil, a ponto de decidirmos, “Bom, agora vou encontrar um guru que tenha Krsna, e ele vai dá-Lo a mim, e assim não tenho mais nada a fazer.” Temos que estar qualificados para receber Krsna, e o processo para nos tornarmos qualificados desenvolve-se gradualmente. Temos que nos esforçar para chegarmos a esse estágio de pureza em que possamos receber Krsna nos nossos corações—e não só recebê-Lo nos nossos corações, mas realmente vê-Lo cara a cara. Depois  de permanecer por algum tempo no coração de Devaki, Krsna manifestou-se perante ela, e eles puderam ver-se cara a cara. Ela viu-O cara a cara, e Ele também. Esta é a perfeição da consciência de Krsna.</span></span></span></span></h2>
<h2 class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:ScaGoudy;"><span style="font-family:Times New Roman;font-size:small;"><span style="color:#808080;"> </span></span></span></h2>
<h2 class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:ScaGoudy;"><span style="font-size:small;"><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="color:#808080;">Portanto, temos que nos qualificar. Temos que limpar o espelho do coração (ceto-darpana-marjanam).</span></span></span></span></h2>
<h2 class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:ScaGoudy;"><span style="font-family:Times New Roman;font-size:small;"><span style="color:#808080;"> </span></span></span></h2>
<h2 class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:ScaGoudy;"><span style="font-size:small;"><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="color:#808080;">O processo de purificação varia consoante a era. Embora o processo básico seja o mesmo—consciência de Krsna—na era actual, o processo específico recomendado é cantar dos santos nomes do Senhor:</span></span></span></span></h2>
<h2 class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:ScaGoudy;"><span style="font-family:Times New Roman;font-size:small;"><span style="color:#808080;"> </span></span></span></h2>
<h2 class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:ScaGoudy;"><span style="font-size:small;"><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="color:#808080;">harer nama harer nama</span></span></span></span></h2>
<h2 class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:ScaGoudy;"><span style="font-size:small;"><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="color:#808080;">  harer namaiva kevalam</span></span></span></span></h2>
<h2 class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:ScaGoudy;"><span style="font-size:small;"><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="color:#808080;">kalau nasty eva nasty eva</span></span></span></span></h2>
<h2 class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:ScaGoudy;"><span style="font-size:small;"><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="color:#808080;">  nasty eva gatir anyatha</span></span></span></span></h2>
<h2 class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:ScaGoudy;"><span style="font-family:Times New Roman;font-size:small;"><span style="color:#808080;"> </span></span></span></h2>
<h2 class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:ScaGoudy;"><span style="font-size:small;"><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="color:#808080;">“Deve-se cantar o santo nome, cantar o santo nome, cantar o santo nome  do Senhor Hari [Krsna]. Não há outra maneira, não há outra maneira, não há outra maneira para alcançar sucesso nesta era.” (Brhan-naradiya Purana 38.126) </span></span></span></span></h2>
<h2 class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:ScaGoudy;"><span style="font-family:Times New Roman;font-size:small;"><span style="color:#808080;"> </span></span></span></h2>
<h2 class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;"><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="color:#808080;"><span style="font-family:ScaGoudy;">Cantar</span><span style="font-family:ScaGoudy;"> é repetido três vezes para enfatizar. “Deves fazê-lo, deves fazê-lo, deves fazê-lo.” Uma vez, apareceu um cartoon num jornal, que mostrava um senhor idoso sentado em frente a sua esposa. Ela dizia-lhe “Canta [Chant], canta [chant], canta [chant], ao que ele respondia, não posso [can’t], não posso [can’t], não posso [can’t].” Esse é o nosso infortúnio. O sastra, as escrituras dizem-nos, “Canta [Chant], canta [chant], canta [chant] (harer nama harer nama harer nama), e por nenhuma razão aparente—simplesmente devido a uma aversão sem causa—nós dizemos (não necessáriamente verbalizando mas através do nosso comportamento), “Não posso [Can’t], não posso [can’t], não posso [can’t]. “Não posso porque estou muito ocupado.”  “Não posso porque prefiro fazer outras coisas.”  “Não posso porque. . .”—porque, porque, porque. Portanto harer nama harer nama harer nama é enfático: canta, canta, canta. E kalau nasty eva kalau nasty eva kalau nasty eva: não há outra maneira, não há outra maneira, não há outra maneira. Esta frase pode trazer-nos à memória a imagem de um cristão fanático repetindo, “Jesus é o único caminho.”  Mas este nasty eva, “a única maneira” é um pouco diferente. (E também não queremos dar a entender que a frase “Jesus é o único caminho”, esteja errada.) Mas neste contexto , nasty eva “não há outra maneira,” tem um significado especial.</span></span></span></span></h2>
<h2 class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:ScaGoudy;"><span style="font-family:Times New Roman;font-size:small;"><span style="color:#808080;"> </span></span></span></h2>
<h2 class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:ScaGoudy;"><span style="font-size:small;"><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="color:#808080;">Para diferentes eras, diferentes métodos de auto-realização são recomendados—para Satya-yuga é a meditação, para Treta-yuga é a execução de rituais védicos e para Dvapara-yuga é a adoração opulenta no templo. Contudo, nesta presente era, harer nama, o cantar dos santos nomes de Deus, é o método recomendado. Portanto, nasty eva nasty eva nasty eva quer dizer, “não é através da meditação silenciosa, nem através dos rituais védicos elaborados, nem sequer através da adoração ritualistica no templo,” mas sim, através dos santos nomes.</span></span></span></span></h2>
<h2 class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:ScaGoudy;"><span style="font-family:Times New Roman;font-size:small;"><span style="color:#808080;"> </span></span></span></h2>
<h2 class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:ScaGoudy;"><span style="font-size:small;"><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="color:#808080;">Mas os santos nomes não são sectários. Na verdade existem seitas cristãs cujos praticantes repetem constantemente o nome de Jesus. Nós não dizemos que se deve cantar somente o santo nome de Krsna. Pode-se cantar qualquer nome de Deus. Porque Deus é absoluto, qualquer nome de Deus é tão bom como qualquer outro. Mas deve-se cantar algum nome. Também a tradição muçulmana recomenda cantar o nome de Deus, de Allah. No Paquistão vi um livro que se chamava, Os Noventa e Nove Nomes de Allah. Na tradição védica existe o Visnu-sahasra-nama, “Os mil nomes de Visnu.” Portanto, o principio de cantar os nomes de Deus é uma prática corrente mas, invarialvelmente, é neglicenciado. Entretanto, também se pode dizer que, em qualquer tradição a maioria é convencional. Só uma minoria é verdadeiramente mística, ou espiritual. No interior das tradições místicas ou espirituais,aconselha-se o cantar dos santos nomes.</span></span></span></span></h2>
<h2 class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:ScaGoudy;"><span style="font-family:Times New Roman;font-size:small;"><span style="color:#808080;"> </span></span></span></h2>
<h2 class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:ScaGoudy;"><span style="font-size:small;"><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="color:#808080;">O processo de cantar (sankirtana) limpa o coração (ceto-darpana-marjanam) e faz dele um lugar adequado para o Senhor residir. Isso é o que temos que fazer para nos prepararmos para recebê-Lo. Temos que cantar. O cantar é agradável e espero que todos tenham essa experiência. Dá alegria. Esse é outro aspecto: embora os resultados da consciência de Krsna sejam os mais elevados, o processo também é o mais fácil e o mais sublime. Parece demasiado bom para ser verdade, mas é verdade. O cantar é fácil,  traz alegria e ao mesmo tempo limpa o coração (ceto-darpana-marjanam) e faz dele um lugar adequado para o Senhor residir. E esse processo acontece através de diksa, o processo continuado de diksa, que culmina na realização perfeita de Krsna. E então, quando se está completamente purificado e realizado, Krsna não se pode conter dentro do coração. Ele fica tão satisfeito com o serviço da pessoa e tão ansioso de a ver e abraçar, que vem para fora do coração. (Claro que, ao mesmo tempo, Ele permanece lá.) À Sua maneira, Ele sai do coração da pessoa para vê-la, tocá-la, abraçá-la e levá-la pela mão convidando-a para ir com Ele para a Sua morada eterna.  </span></span></span></span></h2>
<h2 class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:ScaGoudy;"><span style="font-family:Times New Roman;font-size:small;"><span style="color:#808080;"> </span></span></span></h2>
<h2 class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:ScaGoudy;"><span style="font-size:small;"><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="color:#808080;">Essa é a perfeição da consciência de Krsna, e é possivel para todos, e cada um de nós. Tão só, temos que fazer o esforço para cantar sem ofensas, e permanecer animado e fixo nesse empreendimento. Para tal, precisamos de associação. Em cada esforço precisamos de associação. Em cada esfera da vida existem associações de pessoas que estão ocupadas na mesma actividade porque, dessa maneira,  encorajam-se mutuamente. Existe a câmara do comércio, a sociedade dos diabéticos, a associação dos observadores de pássaros—existem sociedades para todas as esferas da vida, porque na associação de outras pessoas que têm o mesmo objectivo, animamo-nos a permanecer no mesmo caminho e também aprendemos com os outros, da experiência deles, em como aumentar os nossos esforços e maximizar o  progresso. É algo natural. E a associação é essencial. Quando nos tornamos um pouquinho sérios, quando desenvolvemos um pouco de fé e atracção, o seguinte passo é a associação com devotos (adau sraddha tatah sadhu-sanga). Esta associação vai ajudar-nos. </span></span></span></span></h2>
<h2 class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:ScaGoudy;"><span style="font-family:Times New Roman;font-size:small;"><span style="color:#808080;"> </span></span></span></h2>
<h2 class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:ScaGoudy;"><span style="font-size:small;"><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="color:#808080;">O cantar é simples, mas a verdadeira arte é escutar enquanto cantamos. Qualquer pessoa pode cantar sem ter a mente focada, “Hare Krsna, Hare Krsna, Krsna Krsna. . .” e olhar para as árvores, para a lua, para o jornal, para a televisão, mas esse não é o verdadeiro cantar. O verdadeiro canto ocorre quando escutamos com a mente fixa no som. Isso é meditação. Meditação no mantra, mas isso requer prática. Seremos capazes de manter a mente fixa no som do santo nome, se cantarmos por cinco minutos? É um desafio. Mesmo só por um minuto é um desafio, porque a natureza da mente é inconstante. É inquieta. Adora divagar—como o vento. No Bhagavad-gita Arjuna diz que é tão dificil controlar a mente como controlar o vento.</span></span></span></span></h2>
<h2 class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:ScaGoudy;"><span style="font-family:Times New Roman;font-size:small;"><span style="color:#808080;"> </span></span></span></h2>
<h2 class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:ScaGoudy;"><span style="font-size:small;"><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="color:#808080;">cancalam hi manah krsna</span></span></span></span></h2>
<h2 class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:ScaGoudy;"><span style="font-size:small;"><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="color:#808080;">  pramathi balavad drdham</span></span></span></span></h2>
<h2 class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:ScaGoudy;"><span style="font-size:small;"><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="color:#808080;">tasyaham nigraham manye</span></span></span></span></h2>
<h2 class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:ScaGoudy;"><span style="font-size:small;"><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="color:#808080;">  vayor iva su-duskaram</span></span></span></span></h2>
<h2 class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:ScaGoudy;"><span style="font-family:Times New Roman;font-size:small;"><span style="color:#808080;"> </span></span></span></h2>
<h2 class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:ScaGoudy;"><span style="font-size:small;"><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="color:#808080;">“Ó Krsna, a mente é inquieta, turbulenta, obstinada e muito forte, e controlá-la, parece-me mais difícil do que controlar o vento.” (Bg 6.34)</span></span></span></span></h2>
<h2 class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:ScaGoudy;"><span style="font-family:Times New Roman;font-size:small;"><span style="color:#808080;"> </span></span></span></h2>
<h2 class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:ScaGoudy;"><span style="font-size:small;"><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="color:#808080;">Com é que podemos controlar o vento? Vai sempre para aqui e para acolá. Ninguém pode pará-lo. Do mesmo modo, como é que se pode controlar a mente? Não é possivel. Contudo, o Bhagavad-gita afirma que é possivel—pela prática (abhyasa) e desapego.</span></span></span></span></h2>
<h2 class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:ScaGoudy;"><span style="font-family:Times New Roman;font-size:small;"><span style="color:#808080;"> </span></span></span></h2>
<h2 class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:ScaGoudy;"><span style="font-size:small;"><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="color:#808080;">asamsayam maha-baho</span></span></span></span></h2>
<h2 class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:ScaGoudy;"><span style="font-size:small;"><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="color:#808080;">  mano durnigraham calam</span></span></span></span></h2>
<h2 class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:ScaGoudy;"><span style="font-size:small;"><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="color:#808080;">abhyasena tu kaunteya</span></span></span></span></h2>
<h2 class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:ScaGoudy;"><span style="font-size:small;"><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="color:#808080;">  vairagyena ca grhyate</span></span></span></span></h2>
<h2 class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:ScaGoudy;"><span style="font-family:Times New Roman;font-size:small;"><span style="color:#808080;"> </span></span></span></h2>
<h2 class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:ScaGoudy;"><span style="font-size:small;"><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="color:#808080;">“Indubitavelmente, é muito dificil refrear a mente inquieta, mas é possivel através da prática adequada e do desapego.” (Bg 6.35)</span></span></span></span></h2>
<h2 class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:ScaGoudy;"><span style="font-family:Times New Roman;font-size:small;"><span style="color:#808080;"> </span></span></span></h2>
<h2 class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:ScaGoudy;"><span style="font-size:small;"><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="color:#808080;">Esta é a prática adequada: escutar sobre a consciência de Krsna e depois cantar—e escutar—o nome do Senhor Krsna. Cantamos e escutamos. Praticamos o fixar a nossa mente no som do santo nome do Senhor. Este é o nosso sadhana; esta é a nossa prática. E é um assunto muito sério e que requer muito esforço. Como disse Srila Prabhupada o nosso mestre espiritual, “Cantar é fácil”—todos podem articular os sons do maha-mantra Hare Krsna, Hare Krsna, Hare Krsna—“mas a determinação de cantar[e escutar com atenção] não é assim tão fácil.” Mas isso é o que precisamos. Dessa determinação (drdha-vratah). E essa determinação desenvolve-se na associação de devotos que são sérios no cantar e escutar. Portanto, a associação de devotos é muito valiosa, e é de suma importância manter relações favoráveis com os devotos.</span></span></span></span></h2>
<h2 class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:ScaGoudy;"><span style="font-family:Times New Roman;font-size:small;"><span style="color:#808080;"> </span></span></span></h2>
<h2 class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:ScaGoudy;"><span style="font-size:small;"><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="color:#808080;">Existem diferentes ofensas que devem ser evitadas quando cantamos. A principal ofensa, é estar desatento enquanto cantamos, mas outra, é ofendermos os devotos. Os devotos são os nossos melhores bem-querentes. Dão-nos o santo nome. Dão-nos ânimo nos nossos esforços por cantar. E se os ofendemos, ficamos privados dos nossos melhores bem-querentes, os nossos melhores amigos, o nosso melhor suporte para cantarmos. Ficamos privados da misericórdia que, desesperadamente, precisamos para progredir. Mas se prestamos atenção a estes dois pontos—cantar atentamente e manter relações favoráveis com os devotos—então, gradualmente, podemos chegar à plataforma da perfeição. Leva o seu tempo, mas podemos chegar a esse estágio quando Krsna entrar nos nossos corações. Ele já está lá, mas manifestar-se-á plenamente e, a seu devido tempo, vê-Lo-emos cara a cara. Portanto, devemos sempre, em todo o momento livre, kirtaniyah-sada-harih, cantar Hare Krsna, Hare Krsna, Krsna Krsna, Hare Hare/ Hare Rama, Hare Rama, Rama Rama, Hare Hare. O que quer que façamos que não esteja acompanhado pelo canto, deve ser com a ideia de nos posicionarmos de tal modo que possamos cantar. Podemos dizer, “Não posso estar sempre a cantar. Tenho que trabalhar. Tenho que ganhar dinheiro. Tenho que pagar as contas.” Isso está bem, mas qual é o objectivo de todo esse esforço? Qual é a finalidade de ter uma casa? Para que serve o alimento que vamos comer? O objectivo último deve ser o de manter o corpo e a alma juntos para que possamos cantar os santos nomes e realizar Deus. Isso é “Kirtaniyah-sada-harih, “cantar sempre o nome de Deus.” Temos um corpo. Devemos cuidar dele. Devemos tomar banho, vestir, comer e dormir. Devemos executar as necessidades da vida de uma forma completa. Mas, qual é o objectivo de tudo isso? A meta deve ser a de cantar os santos nomes de Krsna e realizar Krsna.</span></span></span></span></h2>
<h2 class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:ScaGoudy;"><span style="font-family:Times New Roman;font-size:small;"><span style="color:#808080;"> </span></span></span></h2>
<h2 class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:ScaGoudy;"><span style="font-size:small;"><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="color:#808080;">Portanto, Krsna vem para nos dar esta mensagem,e se a partir deste dia, Sri Krsna Janmastami, pudermos aceitá—la no nosso coração—será o começo da nossa perfeição. Devemos aceitá-la no nosso coração, praticá-la e repeti-la a outros-repeti—la tanto para o beneficio dos outros, como para o nosso. E os resultados serão gloriosos. O propósito do aparecimento de Krsna será satisfeito, e o nosso, como seres humanos, também será satisfeito. E todos, em conjunto, seremos felizes em consciência de Krsna. Hare Krsna</span></span></span></span></h2>
<h2 class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:ScaGoudy;"><span style="font-family:Times New Roman;font-size:small;"><span style="color:#808080;"> </span></span></span></h2>
<h2 class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:ScaGoudy;"><span style="font-size:small;"><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="color:#808080;">Têm algumas perguntas ou comentários a fazer?</span></span></span></span></h2>
<h2 class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:ScaGoudy;"><span style="font-family:Times New Roman;font-size:small;"><span style="color:#808080;"> </span></span></span></h2>
<h2 class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:ScaGoudy;"><span style="font-size:small;"><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="color:#808080;">Convidado (1): Esta é uma pergunta que sempre me coloco a mim mesmo. Os cristãos acreditam na ressurreição, e os Buddhistas e os Hindus acreditam na reencarnação mas, “Qual é o propósito de começar e acabar algo? Qual o significado de várias ou até muitas vidas, quando poderíamos ficar satisfeitos só com uma? Porque é que temos que nos aperfeiçoar através de muitas vidas?</span></span></span></span></h2>
<h2 class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:ScaGoudy;"><span style="font-family:Times New Roman;font-size:small;"><span style="color:#808080;"> </span></span></span></h2>
<h2 class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;"><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="color:#808080;"><span style="font-family:ScaGoudy;">Giriraj Swami</span><span style="font-family:ScaGoudy;">: Essa é uma pergunta muito boa. O Miguel diz que os cristãos acreditam na ressurreição, e os Buddhistas e os Hindus acreditam na reencarnação, mas qual é a necessidade de passar por muitas vidas quando podemos realizar a Deus só numa?</span></span></span></span></h2>
<h2 class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:ScaGoudy;"><span style="font-family:Times New Roman;font-size:small;"><span style="color:#808080;"> </span></span></span></h2>
<h2 class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:ScaGoudy;"><span style="font-size:small;"><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="color:#808080;">Concordamos contigo plenamente. Essa é a ideia. Especialmente agora que alcançámos esta forma humana de vida, que se obtém depois de passarmos por muitas vidas; e em particular porque entrámos em contacto com os devotos, que nos falam de Krsna e o processo de bhakti-yoga; podemos e devemos satisfazer o nosso propósito neste mundo, nesta mesma vida. </span></span></span></span></h2>
<h2 class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:ScaGoudy;"><span style="font-family:Times New Roman;font-size:small;"><span style="color:#808080;"> </span></span></span></h2>
<h2 class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:ScaGoudy;"><span style="font-size:small;"><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="color:#808080;">labdhva su-durlabham idam bahu-sambhavante</span></span></span></span></h2>
<h2 class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:ScaGoudy;"><span style="font-size:small;"><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="color:#808080;">  manusyam artha-dam anityam apiha dhirah</span></span></span></span></h2>
<h2 class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:ScaGoudy;"><span style="font-size:small;"><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="color:#808080;">turnam yateta na pated anu-mrtyu yavan</span></span></span></span></h2>
<h2 class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:ScaGoudy;"><span style="font-size:small;"><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="color:#808080;">  nihsreyasaya visayah khalu sarvatah syat</span></span></span></span></h2>
<h2 class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:ScaGoudy;"><span style="font-family:Times New Roman;font-size:small;"><span style="color:#808080;"> </span></span></span></h2>
<h2 class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:ScaGoudy;"><span style="font-size:small;"><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="color:#808080;">“Depois de muitíssimos nascimentos chegamos a esta forma humana que é muito dificil de obter, e, embora seja temporária, permite-nos alcançar a perfeição mais elevada. Portanto, um ser humano sóbrio, deve esforçar-se diligentemente para conseguir essa perfeição última antes que este corpo, que está sempre sujeito à morte, se deteriore. Em última instância, a gratificação dos sentidos está disponível mesmo nas espécies de vida mais abomináveis, enquanto que a consciência de Krsna, só é possível para o ser humano.” (SB 11.9.29)</span></span></span></span></h2>
<h2 class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:ScaGoudy;"><span style="font-family:Times New Roman;font-size:small;"><span style="color:#808080;"> </span></span></span></h2>
<h2 class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:ScaGoudy;"><span style="font-size:small;"><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="color:#808080;">E se cantamos seriamente—cantamos, escutamos e seguimos os principios reguladores que mantêm o cantar e o escutar—podemos alcançar a perfeição completa nesta mesma  vida. E essa deve ser a nossa determinação.</span></span></span></span></h2>
<h2 class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:ScaGoudy;"><span style="font-family:Times New Roman;font-size:small;"><span style="color:#808080;"> </span></span></span></h2>
<h2 class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:ScaGoudy;"><span style="font-size:small;"><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="color:#808080;">Contudo, o Bhagavad-gita explica que, se por acaso, não alcançarmos a perfeição completa, na próxima vida  prosseguiremos a partir do ponto onde deixámos na vida anterior. Não precisamos de começar tudo da estaca zero. Materialmente falando, temos que começar tudo de novo na próxima vida. Nesta vida podemos saber falar sete linguas mas na próxima, depois de nascermos, a única coisa que sabemos dizer é “Ga, Ga, Ga,” e nem sequer conhecemos o ABC. Tudo o que se relaciona com assuntos materiais, é perdido no momento da morte. contudo, na próxima vida, continuaremos do ponto em que chegámos por termos praticado a bhakti-yoga. Suponhamos que nesta vida só completamos 50 por cento; na seguinte vida continuamos a partir dos 51 por cento. Não temos que começar tudo de novo.Agora que temos esta forma humana de vida e a associação com os devotos, porquê correr riscos? Tal como disseste, devemos ter essa determinação para nos tornarmos completamente exitosos nesta vida.</span></span></span></span></h2>
<h2 class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:ScaGoudy;"><span style="font-family:Times New Roman;font-size:small;"><span style="color:#808080;"> </span></span></span></h2>
<h2 class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:ScaGoudy;"><span style="font-size:small;"><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="color:#808080;">Convidado (1): Porque é que viemos parar a este lugar? Porque é que temos que passar por tantas vidas?</span></span></span></span></h2>
<h2 class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:ScaGoudy;"><span style="font-family:Times New Roman;font-size:small;"><span style="color:#808080;"> </span></span></span></h2>
<h2 class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;"><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="color:#808080;"><span style="font-family:ScaGoudy;">Giriraj Swami</span><span style="font-family:ScaGoudy;">: Na verdade, com se mencionou anteriormente, todos emanámos de Krsna, mas quando Lhe voltamos as costas—quando O esquecemos e queremos desfrutar separados d`Ele—somos controlados por maya e sofremos neste mundo material.</span></span></span></span></h2>
<h2 class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:ScaGoudy;"><span style="font-family:Times New Roman;font-size:small;"><span style="color:#808080;"> </span></span></span></h2>
<h2 class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:ScaGoudy;"><span style="font-size:small;"><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="color:#808080;">krsna-bahirmukha hana bhoga-vancha kare</span></span></span></span></h2>
<h2 class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:ScaGoudy;"><span style="font-size:small;"><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="color:#808080;">nikata-stha maya tare japatiya dhare</span></span></span></span></h2>
<h2 class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:ScaGoudy;"><span style="font-family:Times New Roman;font-size:small;"><span style="color:#808080;"> </span></span></span></h2>
<h2 class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:ScaGoudy;"><span style="font-size:small;"><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="color:#808080;">“Quando a entidade viva deseja desfrutar separadamente de Krsna, virando-lhe as costas, a energia ilusória do Senhor, maya, prende imediatamente a alma nas suas garras.” (Prema-vivarta) </span></span></span></span></h2>
<h2 class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:ScaGoudy;"><span style="font-family:Times New Roman;font-size:small;"><span style="color:#808080;"> </span></span></span></h2>
<h2 class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:ScaGoudy;"><span style="font-size:small;"><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="color:#808080;">Mas neste processo, não começamos de baixo; começamos de cima. Começamos sendo um ser elevado num planeta elevado. Portanto, podemos alterar o processo e, a partir dessa posição , voltarmos a Deus. Não começamos sendo um germe ou um organismo unicelular. Mas se nos descuidamos, podemos resvalar até à forma de um organismo unicelular, num corpo de organismo celular. Na realidade, não começamos de baixo, começamos de cima, e se somos atentos e vigilantes, podemos alterar todo o processo numa só vida. Não temos que passar mais do que uma vida, e não precisamos de experimentar mais nenhuma forma inferior de vida.</span></span></span></span></h2>
<h2 class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:ScaGoudy;"><span style="font-family:Times New Roman;font-size:small;"><span style="color:#808080;"> </span></span></span></h2>
<h2 class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:ScaGoudy;"><span style="font-size:small;"><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="color:#808080;">Convidado (1): Pode-se dizer que tudo à nossa volta-no mundo material—é energia? Animais, vegetais, minerais—tudo na vida, mesmo que não tenha própriamente consciência?</span></span></span></span></h2>
<h2 class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:ScaGoudy;"><span style="font-family:Times New Roman;font-size:small;"><span style="color:#808080;"> </span></span></span></h2>
<h2 class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;"><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="color:#808080;"><span style="font-family:ScaGoudy;">Giriraj Swami</span><span style="font-family:ScaGoudy;">: Bom, isso é verdade—tudo é energia—mas como se afirma no Bhagavad-gita, existem dois tipos de energias. Uma é a energia material, e a outra é a energia espiritual. A energia espiritual é consciente, é viva. E a energia material é inerte, é morta.</span></span></span></span></h2>
<h2 class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:ScaGoudy;"><span style="font-family:Times New Roman;font-size:small;"><span style="color:#808080;"> </span></span></span></h2>
<h2 class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:ScaGoudy;"><span style="font-size:small;"><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="color:#808080;">bhumir apo ’nalo vayuh</span></span></span></span></h2>
<h2 class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:ScaGoudy;"><span style="font-size:small;"><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="color:#808080;">  kham mano buddhir eva ca</span></span></span></span></h2>
<h2 class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:ScaGoudy;"><span style="font-size:small;"><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="color:#808080;">ahankara itiyam me</span></span></span></span></h2>
<h2 class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:ScaGoudy;"><span style="font-size:small;"><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="color:#808080;">  bhinna prakrtir astadha</span></span></span></span></h2>
<h2 class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:ScaGoudy;"><span style="font-family:Times New Roman;font-size:small;"><span style="color:#808080;"> </span></span></span></h2>
<h2 class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:ScaGoudy;"><span style="font-size:small;"><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="color:#808080;">“Terra, água, fogo, ar, éter, mente, inteligência e falso ego—em conjunto, constituem as minhas energias materiais separadas.” (Bg 7.4)</span></span></span></span></h2>
<h2 class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:ScaGoudy;"><span style="font-family:Times New Roman;font-size:small;"><span style="color:#808080;"> </span></span></span></h2>
<h2 class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:ScaGoudy;"><span style="font-size:small;"><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="color:#808080;">apareyam itas tv anyam</span></span></span></span></h2>
<h2 class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:ScaGoudy;"><span style="font-size:small;"><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="color:#808080;">  prakrtim viddhi me param</span></span></span></span></h2>
<h2 class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:ScaGoudy;"><span style="font-size:small;"><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="color:#808080;">jiva-bhutam maha-baho</span></span></span></span></h2>
<h2 class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:ScaGoudy;"><span style="font-size:small;"><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="color:#808080;">  yayedam dharyate jagat</span></span></span></span></h2>
<h2 class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:ScaGoudy;"><span style="font-family:Times New Roman;font-size:small;"><span style="color:#808080;"> </span></span></span></h2>
<h2 class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:ScaGoudy;"><span style="font-size:small;"><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="color:#808080;">“Além dessas, ó Arjuna de braços poderoso, existe uma outra energia, a Minha energia superior, que consiste das entidades vivas que exploram os recursos desta natureza material inferior.” (Bg 7.5) </span></span></span></span></h2>
<h2 class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:ScaGoudy;"><span style="font-family:Times New Roman;font-size:small;"><span style="color:#808080;"> </span></span></span></h2>
<h2 class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:ScaGoudy;"><span style="font-size:small;"><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="color:#808080;">O que vemos com vida neste mundo material é, na verdade, uma combinação das energias espiritual e material—a centelha espiritual dentro do corpo físico. Enquanto a alma está presente, existe consciência. Mas um objecto inanimado—como por exemplo este pedaço de metal—não tem consciência. Em ultima análise, naturalmente, podemos dizer que existe consciência em toda a parte, porque Krsna está em toda a parte. Ele expande-se dentro dos átomos, e no espaço entre eles, através do universo inteiro (andantara-stha-paramanu-cayantara-stham).</span></span></span></span></h2>
<h2 class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:ScaGoudy;"><span style="font-family:Times New Roman;font-size:small;"><span style="color:#808080;"> </span></span></span></h2>
<h2 class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:ScaGoudy;"><span style="font-size:small;"><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="color:#808080;">Convidado (1): Será que existem outras formas de inteligência noutros planetas no universo, ou só existem neste planeta?</span></span></span></span></h2>
<h2 class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:ScaGoudy;"><span style="font-family:Times New Roman;font-size:small;"><span style="color:#808080;"> </span></span></span></h2>
<h2 class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;"><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="color:#808080;"><span style="font-family:ScaGoudy;">Giriraj Swami</span><span style="font-family:ScaGoudy;">: Na verdade, existe inteligência ainda mais avançada noutros planetas além da terra. Tudo é a criação de Deus. Não acreditamos que exista algo que tenha surgido por acidente ou casualidade. Deus criou todos estes planetas para fornecer vários ambientes a diferentes tipos de pessoas. Assim como existem diferentes relatividades na terra—Ojai ou Santa Barbara podem ser relativamente mais congeniais do que Alaska ou Antártida—portanto, existe relatividade dentro do unniverso. Alguns planetas são mais celestiais, e outros mais infernais. Considera-se que o planeta Terra está no meio, embora um pouco para o lado inferior. Mas existe vida inteligente em toda a parte—e sofrimento também—e todos estão, em última instância, designados para se tornarem conscientes de Deus e poderem voltar a casa, voltar a Deus. </span></span></span></span></h2>
<h2 class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:ScaGoudy;"><span style="font-family:Times New Roman;font-size:small;"><span style="color:#808080;"> </span></span></span></h2>
<h2 class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:ScaGoudy;"><span style="font-size:small;"><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="color:#808080;">a-brahma-bhuvanal lokah</span></span></span></span></h2>
<h2 class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:ScaGoudy;"><span style="font-size:small;"><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="color:#808080;">  punar avartino &#8216;rjuna</span></span></span></span></h2>
<h2 class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:ScaGoudy;"><span style="font-size:small;"><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="color:#808080;">mam upetya tu kaunteya</span></span></span></span></h2>
<h2 class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:ScaGoudy;"><span style="font-size:small;"><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="color:#808080;">  punar janma na vidyate</span></span></span></span></h2>
<h2 class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:ScaGoudy;"><span style="font-family:Times New Roman;font-size:small;"><span style="color:#808080;"> </span></span></span></h2>
<h2 class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:ScaGoudy;"><span style="font-size:small;"><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="color:#808080;">[Krsna, o Supremo Senhor, disse:] “Do planeta mais elevado no mundo material, até ao mais baixo, todos são lugares de miséria, onde ocorrem repetidos nascimentos e mortes. Mas quem alcança a Minha morada, ó filho de Kunti, jamais volta a nascer.” (Bg 8.16)</span></span></span></span></h2>
<h2 class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:ScaGoudy;"><span style="font-family:Times New Roman;font-size:small;"><span style="color:#808080;"> </span></span></span></h2>
<h2 class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:ScaGoudy;"><span style="font-size:small;"><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="color:#808080;">Convidado (2): Você disse que a única prática que precisamos fazer é o cantar do santo nome. Parece-me ser pedir a Deus a graça do santo nome. Mas o que é que podemos fazer para nos prepararmos, no nosso dia-a-dia, a melhor compreender e receber essa graça?</span></span></span></span></h2>
<h2 class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:ScaGoudy;"><span style="font-family:Times New Roman;font-size:small;"><span style="color:#808080;"> </span></span></span></h2>
<h2 class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;"><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="color:#808080;"><span style="font-family:ScaGoudy;">Giriraj Swami</span><span style="font-family:ScaGoudy;">: Sim, existem práticas. Embora o canto seja suficiente, existem disciplinas que podemos executar que nos ajudam a adquirir o beneficio pleno do cantar, a graça completa do Senhor. Existem algumas restrições pessoais. Apesar de no início ser difícil aceitar essas restrições, a beleza do cantar, o próprio processo de cantar,o processo de purificação, torna mais fácil aceitá-las-até ao ponto em que não queremos ocupar—nos mais em tais actividades adversas.</span></span></span></span></h2>
<h2 class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:ScaGoudy;"><span style="font-family:Times New Roman;font-size:small;"><span style="color:#808080;"> </span></span></span></h2>
<h2 class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:ScaGoudy;"><span style="font-size:small;"><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="color:#808080;">A primeira restrição é não comer carne. A segunda é não tomar intoxicantes. A terceira é não praticar sexo ilícito—nenhum sexo fora do matrimónio, nenhum sexo frívolo. A quarta é não praticar jogos de azar. Se formos capazes de seguir estes principios reguladores, o nosso cantar será mais efectivo, e seremos melhores recipientes para a graça de Deus. </span></span></span></span></h2>
<h2 class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:ScaGoudy;"><span style="font-family:Times New Roman;font-size:small;"><span style="color:#808080;"> </span></span></span></h2>
<h2 class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:ScaGoudy;"><span style="font-size:small;"><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="color:#808080;">E também existem outras coisas, tais como levantar cedo pela manhã. “Deitar cedo e cedo erguer, dá saúde e faz crescer.” As horas matutinas, especialmente as anteriores ao nascer do sol, são consideradas as melhores para as práticas espirituais, portanto, normalmente levantamo-nos cedo. Alguns devotos, quando podem, levantam-se às duas da manhã. Costumam deitar-se às oito e levantar-se às duas. Como regra geral, tentamos levantar-nos às quatro da manhã. Os discipulos iniciados têm uma cota especifica de canto, que leva mais ou menos duas horas a completar. Portanto, eles levantam-se às quatro e entre as cinco e as sete completam a sua cota de voltas, o que lhes deixa o resto do dia por sua conta.</span></span></span></span></h2>
<h2 class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:ScaGoudy;"><span style="font-size:small;"><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="color:#808080;">E quanto mais sérios nos tornarmos, mais coisas podemos aprender para melhorar a nossa prática. Mas, se conseguirmos seguir esssas quatro restrições—e levantar cedo—já estamos a começar bem. E se quisermos conhecer mais, temos volumes de livros . . .</span></span></span></span></h2>
<h2 class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:ScaGoudy;"><span style="font-family:Times New Roman;font-size:small;"><span style="color:#808080;"> </span></span></span></h2>
<h2 class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:ScaGoudy;"><span style="font-size:small;"><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="color:#808080;">Convidado (2): Más noticias. Muito obrigado.</span></span></span></span></h2>
<h2 class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:ScaGoudy;"><span style="font-family:Times New Roman;font-size:small;"><span style="color:#808080;"> </span></span></span></h2>
<h2 class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;"><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="color:#808080;"><span style="font-family:ScaGoudy;">Giriraj Swami</span><span style="font-family:ScaGoudy;">: A uma certa altura, pensei em perguntar-te, antes de te dar a resposta, se estarias preparado para a receber, mas decidi dar-ta porque fizeste a pergunta e pareces uma pessoa sincera.</span></span></span></span></h2>
<h2 class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:ScaGoudy;"><span style="font-family:Times New Roman;font-size:small;"><span style="color:#808080;"> </span></span></span></h2>
<h2 class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:ScaGoudy;"><span style="font-size:small;"><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="color:#808080;">Voltando ao assunto, as boas noticias são que, se cantarmos, tudo o resto se torna mais fácil. Essa é a razão de nós não enfatizarmos as restrições na primeira abordagem, porque sabemos que se as pessoas cantarem, perderão interesse naqueles actos indulgentes, e tornar-se-ão mais e mais desejosos de avançar em consciência de Krsna.</span></span></span></span></h2>
<h2 class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:ScaGoudy;"><span style="font-family:Times New Roman;font-size:small;"><span style="color:#808080;"> </span></span></span></h2>
<h2 class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:ScaGoudy;"><span style="font-size:small;"><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="color:#808080;">Convidado (2): Inshallah.</span></span></span></span></h2>
<h2 class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:ScaGoudy;"><span style="font-family:Times New Roman;font-size:small;"><span style="color:#808080;"> </span></span></span></h2>
<h2 class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;"><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="color:#808080;"><span style="font-family:ScaGoudy;">Giriraj Swami</span><span style="font-family:ScaGoudy;">: Quando disseste “inshallah”, lembrei-me de um grupo de Muçulmanos Ahmadiyya que costumavam visitar-me no nosso templo em Juhu Beach. Eles disseram—me o mesmo, que as orações oferecidas antes do nascer do sol-à semelhança do que nós dizemos, começando uma hora e meia antes do nascer do sol—são as mais escutadas por Deus, do que aquelas que são oferecidas mais tarde.</span></span></span></span></h2>
<h2 class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:ScaGoudy;"><span style="font-family:Times New Roman;font-size:small;"><span style="color:#808080;"> </span></span></span></h2>
<h2 class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;"><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="color:#808080;"><span style="font-family:ScaGoudy;">Inshallah</span><span style="font-family:ScaGoudy;">, ou insha’Allah, quer dizer “se Allah desejar.” Allah é um nome de Deus, portanto insha’Allah significa “desejo de Deus.” Naturalmente que também aceitamos o nome de Allah. Allah e Krsna não são diferentes. Mas os nossos devotos no Paquistão, em vez de dizerem “insha’Allah” costumavam dizer, “insha Krsna”, querendo dizer a mesma coisa—“O desejo de Deus.”</span></span></span></span></h2>
<h2 class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:ScaGoudy;"><span style="font-family:Times New Roman;font-size:small;"><span style="color:#808080;"> </span></span></span></h2>
<h2 class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:ScaGoudy;"><span style="font-size:small;"><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="color:#808080;">Krsna Bamani dasi: Maharaja, ia precisamente agora dar um exemplo. No principio algumas pessoas pensam, “Oh, tenho que me tornar vegetariano” quando escutam falar sobre todas as restrições negativas. Mas o processo da vida espiritual é tão agradável, que eles experimentam um gosto superior. Na verdade eles preferem o nosso alimento, prasada, às outras coisas que costumam comer. E o mesmo acontece com as outras aparentes restrições. À medida que cantamos e nos associamos com os devotos, provamos um gosto superior.</span></span></span></span></h2>
<h2 class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:ScaGoudy;"><span style="font-family:Times New Roman;font-size:small;"><span style="color:#808080;"> </span></span></span></h2>
<h2 class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;"><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="color:#808080;"><span style="font-family:ScaGoudy;">Giriraj Swami</span><span style="font-family:ScaGoudy;">: É um bom ponto.</span></span></span></span></h2>
<h2 class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:ScaGoudy;"><span style="font-family:Times New Roman;font-size:small;"><span style="color:#808080;"> </span></span></span></h2>
<h2 class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:ScaGoudy;"><span style="font-size:small;"><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="color:#808080;">Krsna Bamani dasi: Queria dizer algo mais. Você já o explicou. No mundo moderno, os fanáticos Muçulmanos, ou os fanáticos de qualquer outra religião— podem estar a cantar os nomes de Deus, enquanto se produz tanta violência. Por exemplo, eles podem cantar, “Allah, Allah,” e ainda assim ocuparem-se em tanta actividade violenta. Eles são “os guerreiros de Deus”, por assim dizer. Portanto, você já explicou que existem métodos para se cantar os nomes de Deus apropriadamente.</span></span></span></span></h2>
<h2 class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:ScaGoudy;"><span style="font-family:Times New Roman;font-size:small;"><span style="color:#808080;"> </span></span></span></h2>
<h2 class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;"><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="color:#808080;"><span style="font-family:ScaGoudy;">Giriraj Swami</span><span style="font-family:ScaGoudy;">: Certo. Devemos evitar essa ofensa de ofender os devotos, e existem devotos em todas as tradições. Podemos adoptar o nome de Deus da nossa tradição, mas se criamos inimizade com os outros devotos das outras tradições, isso é uma ofensa, não só contra os devotos em si, mas também contra o santo nome. E se cometemos ofensas contra o santo nome, não derivamos o beneficio. Na verdade, está explicado que quando ofendemos os devotos, o santo nome fica ofendido e retrai a sua misericórdia. Portanto, apesar desses fanáticos pronunciarem o nome de Deus, para eles Deus está quase ausente. Para eles, Ele retraiu a Sua misericórdia, porque são ofensivos.</span></span></span></span></h2>
<h2 class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:ScaGoudy;"><span style="font-family:Times New Roman;font-size:small;"><span style="color:#808080;"> </span></span></span></h2>
<h2 class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:ScaGoudy;"><span style="font-size:small;"><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="color:#808080;">Naturalmente que ofender os devotos é o pior, mas ofender a qualquer ser—causar dor a qualquer entidade viva—está proibido. Esse é o mandamento completo. E essa é uma das razões pelas quais nós não matamos animais ou comemos carne. </span></span></span></span></h2>
<h2 class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:ScaGoudy;"><span style="font-family:Times New Roman;font-size:small;"><span style="color:#808080;"> </span></span></span></h2>
<h2 class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:ScaGoudy;"><span style="font-size:small;"><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="color:#808080;">Portanto, não chega pronunciarmos somente os nomes de Deus. Devemos ter a consciência apropriada, a mentalidade adequada de serviço a Deus e aos devotos de Deus—em qualquer tradição, cultura ou comunidade a que pertençamos. Devemos respeitar e apreciar todos os devotos genuínos, serventes de Deus, encorajar os devotos e cantar os nomes de Deus. Essa atitude levar-nos-á ao sucesso completo, e um dia o santo nome revelar-se-á a nós e veremos Krsna cara a cara.  </span></span></span></span></h2>
<h2 class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:ScaGoudy;"><span style="font-family:Times New Roman;font-size:small;"><span style="color:#808080;"> </span></span></span></h2>
<h2 class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:ScaGoudy;"><span style="font-size:small;"><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="color:#808080;">prabhu kahe,—“vaisnava-seva, nama-sankirtana</span></span></span></span></h2>
<h2 class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:ScaGoudy;"><span style="font-size:small;"><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="color:#808080;">dui kara, sighra pabe sri-krsna-carana”</span></span></span></span></h2>
<h2 class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:ScaGoudy;"><span style="font-family:Times New Roman;font-size:small;"><span style="color:#808080;"> </span></span></span></h2>
<h2 class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:ScaGoudy;"><span style="font-size:small;"><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="color:#808080;">O Senhor [Sri Krsna Caitanya Mahaprabhu] disse, “Devemos ocupar-nos no serviço dos serventes de Krsna, e cantarmos o santo nome de Krsna. Se fizermos essas duas coisas, muito em breve alcançaremos refúgio aos pés de lótus de Krsna.” (Cc Madhya 16.70) </span></span></span></span></h2>
<h2 class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:ScaGoudy;"><span style="font-family:Times New Roman;font-size:small;"><span style="color:#808080;"> </span></span></span></h2>
<h2 class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:ScaGoudy;"><span style="font-size:small;"><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="color:#808080;">Hare Krsna!</span></span></span></span></h2>
<h2 class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:ScaGoudy;"><span style="font-family:Times New Roman;font-size:small;"><span style="color:#808080;"> </span></span></span></h2>
<h2 class="MsoNormal" style="margin:0;"><span lang="EN-GB"><span style="font-family:Times New Roman;font-size:small;"><span style="color:#808080;"> </span></span></span></h2>
<h2 style="text-align:center;"><span style="color:#808080;"> </span></h2>
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		<title>Dia de Balarama</title>
		<link>http://girirajswami.wordpress.com/2008/08/15/dia-de-balarama/</link>
		<comments>http://girirajswami.wordpress.com/2008/08/15/dia-de-balarama/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 15 Aug 2008 00:00:40 +0000</pubDate>
		<dc:creator>nityananda108</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

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		<description><![CDATA[   O Dia do Aparecimento do Senhor Balarama Aula Dada por Giriraj Swami 14 de Agosto, 2000 Chicago     Para glorificar Deus, a Pessoa Suprema, para auto purificação e para aumentar a satisfação dos devotos, vamos ler agora do Sri Caitanya-caritamrta, Adi-lila, quinto capítulo, “As glórias do Senhor Nityananda-Balarama”:   Este capítulo está principalmente [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=girirajswami.wordpress.com&amp;blog=4302647&amp;post=53&amp;subd=girirajswami&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:center;"><a href="http://girirajswami.files.wordpress.com/2008/08/ka2_0061.jpg"><img class="aligncenter size-medium wp-image-59" src="http://girirajswami.files.wordpress.com/2008/08/ka2_0061.jpg?w=240&#038;h=300" alt="" width="240" height="300" /></a> <span style="font-size:12pt;font-family:ScaGoudy;"><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="font-size:12pt;font-family:ScaGoudy;"> </span><font face="ScaGoudy"><font face="Times New Roman"></p>
<div style="text-align:center;">
<p class="MsoNormal" style="text-align:center;margin:0;"><span style="font-size:12pt;font-family:ScaGoudy;">O Dia do Aparecimento do Senhor Balarama</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:center;margin:0;"><span style="font-size:12pt;font-family:ScaGoudy;">Aula Dada por Giriraj Swami</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:center;margin:0;"><span style="font-size:12pt;font-family:ScaGoudy;">14 de Agosto, 2000</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:center;margin:0;"><span style="font-size:12pt;font-family:ScaGoudy;">Chicago</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:left;margin:0;"><span style="font-size:12pt;font-family:ScaGoudy;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:left;margin:0;"><span style="font-size:12pt;font-family:ScaGoudy;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:left;margin:0;"><span style="font-size:12pt;font-family:ScaGoudy;">Para glorificar Deus, a Pessoa Suprema, para auto purificação e para aumentar a satisfação dos devotos, vamos ler agora do <em>Sri Caitanya-caritamrta</em>, <em>Adi-lila</em>, quinto capítulo, “As glórias do Senhor Nityananda-Balarama”:</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:left;margin:0;"><span style="font-size:12pt;font-family:ScaGoudy;"><span> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:left;margin:0;"><span style="font-size:12pt;font-family:ScaGoudy;">Este capítulo está principalmente direccionado para a descrição da natureza essencial e das glórias de Sri Nityananda Prabhu. O Senhor Sri Krsna é a Personalidade de Deus absoluta e a Sua primeira expansão para passatempos, é a forma de Sri Balarama.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:left;margin:0;"><span style="font-size:12pt;font-family:ScaGoudy;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:left;margin:0;"><span style="font-size:12pt;font-family:ScaGoudy;">VERSO 1</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:left;margin:0;"><em><span style="font-size:12pt;font-family:ScaGoudy;"> </span></em></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:left;margin:0;"><em><span style="font-size:12pt;font-family:ScaGoudy;">vande ’nantadbhutaisvaryam</span></em></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:left;margin:0;"><em><span style="font-size:12pt;font-family:ScaGoudy;"><span>  </span>sri-nityanandam isvaram</span></em></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:left;margin:0;"><em><span style="font-size:12pt;font-family:ScaGoudy;">yasyecchaya tat-svarupam</span></em></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:left;margin:0;"><em><span style="font-size:12pt;font-family:ScaGoudy;"><span>  </span>ajnenapi nirupyate</span></em></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:left;margin:0;"><em><span style="font-size:12pt;font-family:ScaGoudy;"> </span></em></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:left;margin:0;"><span style="font-size:12pt;font-family:ScaGoudy;">TRADUÇÃO</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:left;margin:0;"><span style="font-size:12pt;font-family:ScaGoudy;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:left;margin:0;"><span style="font-size:12pt;font-family:ScaGoudy;">Deixai-me oferecer as minhas reverências ao Senhor Sri Nityananda, a Suprema Personalidade de Deus, cuja opulência é maravilhosa e ilimitada. Por sua vontade, mesmo um tolo pode compreender a Sua identidade.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:left;margin:0;"><span style="font-size:12pt;font-family:ScaGoudy;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:left;margin:0;"><span style="font-size:12pt;font-family:ScaGoudy;">VERSO 2</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:left;margin:0;"><em><span style="font-size:12pt;font-family:ScaGoudy;"> </span></em></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:left;margin:0;"><em><span style="font-size:12pt;font-family:ScaGoudy;">jaya jaya sri-caitanya jaya nityananda</span></em></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:left;margin:0;"><em><span style="font-size:12pt;font-family:ScaGoudy;">jayadvaita-candra jaya gaura-bhakta-vrnda</span></em></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:left;margin:0;"><span style="font-size:12pt;font-family:ScaGoudy;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:left;margin:0;"><span style="font-size:12pt;font-family:ScaGoudy;">TRADUÇÃO</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:left;margin:0;"><span style="font-size:12pt;font-family:ScaGoudy;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:left;margin:0;"><span style="font-size:12pt;font-family:ScaGoudy;">Todas as glórias a Sri Caitanya Mahaprabhu! Todas as glórias ao Senhor Nityananda! Todas as glórias a Advaita Acarya! E todas as glórias a todos os devotos do Senhor Caitanya Mahaprabhu!</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:left;margin:0;"><span style="font-size:12pt;font-family:ScaGoudy;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:left;margin:0;"><span style="font-size:12pt;font-family:ScaGoudy;">VERSO 4</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:left;margin:0;"><em><span style="font-size:12pt;font-family:ScaGoudy;"> </span></em></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:left;margin:0;"><em><span style="font-size:12pt;font-family:ScaGoudy;">sarva-avatari krsna svayam bhagavan</span></em></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:left;margin:0;"><em><span style="font-size:12pt;font-family:ScaGoudy;">tanhara dvitiya deha sri-balarama</span></em></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:left;margin:0;"><span style="font-size:12pt;font-family:ScaGoudy;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:left;margin:0;"><span style="font-size:12pt;font-family:ScaGoudy;">TRADUÇÃO</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:left;margin:0;"><span style="font-size:12pt;font-family:ScaGoudy;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:left;margin:0;"><span style="font-size:12pt;font-family:ScaGoudy;">A Suprema Personalidade de Deus, Krsna, é o manancial de todas as encarnações. O Senhor Balarama é o Seu segundo corpo.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:left;margin:0;"><span style="font-size:12pt;font-family:ScaGoudy;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:left;margin:0;"><span style="font-size:12pt;font-family:ScaGoudy;">SIGNIFICADO dado por Srila Prabhupada</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:left;margin:0;"><span style="font-size:12pt;font-family:ScaGoudy;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:left;margin:0;"><span style="font-size:12pt;font-family:ScaGoudy;">O Senhor Sri Krsna, a absoluta Personalidade de Deus, é o Senhor primordial, a forma original de Deus, e a Sua primeira expansão é Sri Balarama. A Personalidade de Deus pode expandir-se em formas inumeráveis. As formas que têm energia ilimitada chamam-se <em>svamsa</em>, e as formas que têm energias limitadas (as entidades vivas) chamam-se <em>vibhinnamsa.</em></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:left;margin:0;"><span style="font-size:12pt;font-family:ScaGoudy;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:left;margin:0;"><span style="font-size:12pt;font-family:ScaGoudy;">VERSO 5</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:left;margin:0;"><em><span style="font-size:12pt;font-family:ScaGoudy;"> </span></em></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:left;margin:0;"><em><span style="font-size:12pt;font-family:ScaGoudy;">eka-i svarupa donhe, bhinna-matra kaya</span></em></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:left;margin:0;"><em><span style="font-size:12pt;font-family:ScaGoudy;">adya kaya-vyuha, krsna-lilara sahaya</span></em></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:left;margin:0;"><span style="font-size:12pt;font-family:ScaGoudy;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:left;margin:0;"><span style="font-size:12pt;font-family:ScaGoudy;">TRADUÇÃO</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:left;margin:0;"><span style="font-size:12pt;font-family:ScaGoudy;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:left;margin:0;"><span style="font-size:12pt;font-family:ScaGoudy;">Ambos, têm a mesma identidade. Diferem apenas em forma. O Senhor Balarama é a primeira expansão corpórea de Krsna, e ajuda nos passatempos transcendentais de Krsna.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:left;margin:0;"><span style="font-size:12pt;font-family:ScaGoudy;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:left;margin:0;"><span style="font-size:12pt;font-family:ScaGoudy;">SIGNIFICADO</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:left;margin:0;"><span style="font-size:12pt;font-family:ScaGoudy;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:left;margin:0;"><span style="font-size:12pt;font-family:ScaGoudy;">Balarama é uma expansão <em>svamsa</em> do Senhor e, por isso, não há diferença em potência entre Krsna e Balarama. A única diferença está na estrutura corpórea d`Eles. Sendo a primeira expansão da Divindade, Balarama é a Deidade principal entre as primeiras expansões quádruplas, e Ele é o principal assistente de Sri Krsna em Suas actividades transcendentais.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:left;margin:0;"><span style="font-size:12pt;font-family:ScaGoudy;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:left;margin:0;"><span style="font-size:12pt;font-family:ScaGoudy;">COMENTÁRIO de Giriraj Swami</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:left;margin:0;"><span style="font-size:12pt;font-family:ScaGoudy;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:left;margin:0;"><span style="font-size:12pt;font-family:ScaGoudy;">No começo do <em>Srimad-Bhagavatam</em>, Srila Prabhupada explica a diferença entre o conceito de Verdade Absoluta e o conceito de Deus. Deus (<em>isvara,</em> em sânscrito) significa “controlador.” Mas a Verdade Absoluta, como se define no <em>Vedanta-sutra</em> e se explica no <em>Srimad-Bhagavatam, </em>é “Aquele de onde tudo emana.” Alguém pode ser Deus, criador e controlador de um cosmos inteiro, mas não necessáriamente tem que ser a origem de todas as coisas. Portanto, o conceito de Verdade Absoluta vai mais além do conceito de Deus como controlador. <em>Janmady asya yatah</em>. <em>Om namo</em> <em>bhagavate vasudevaya, janmady asya yatah</em>: O Senhor Krsna é a Verdade Absoluta. Ele é a origem de tudo, tanto material quanto espiritual.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:left;margin:0;"><span style="font-size:12pt;font-family:ScaGoudy;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:left;margin:0;"><span style="font-size:12pt;font-family:ScaGoudy;">O Senhor Balarama é a primeira expansão do Senhor Krsna. O <em>Brahma-samhita</em> dá um exemplo: a partir de uma vela pode-se acender uma segunda vela, da segunda pode-se acender uma terceira, da terceira uma quarta, etc. Todas têm a mesma energia enquanto velas, mas só há uma vela original. Da mesma maneira, o Senhor Krsna expande-se em inumeráveis porções plenárias e porções das porções plenárias, mas Krsna é a Verdade Absoluta original, a Personalidade de Deus original. E Balarama é a primeira expansão, a primeira vela a ser acendida pela vela original.<span>  </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:left;margin:0;"><span style="font-size:12pt;font-family:ScaGoudy;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:left;margin:0;"><span style="font-size:12pt;font-family:ScaGoudy;">Aqui, Srila Krsnadasa Kaviraja Gosvami e Srila Prabhupada explicam que, a nível de potência, não existe diferença entre Krsna e Balarama; a única diferença é a constituição física. Uma vez, durante a Kumbha-mela, em Allahabad, surgiu um argumento entre dois devotos, precisamente sobre este mesmo<span>  </span>ponto. Um devoto, Madhudvisa Prabhu disse, “Não existe diferença entre Krsna e Balarama. A única diferença é que Krsna é negro e Balarama é branco.” Porém a Mataji Yamuna não concordou. “Não,” assegurou ela. “Existe uma outra diferença, Krsna é o único desfrutador de Radharani.” Assim,<span>  </span>os dois continuaram argumentando até que Sua Santidade Tamal Krishna Maharaja, que era nessa altura o secretário de Srila Prabhupada para a India, levou o assunto a Srila Prabhupada. Ele disse, “Srila Prabhupada, Madhudvisa Prabhu diz que a única diferença entre Krsna e Balarama é a cor-Krsna é negro e Balarama é branco.” Srila Prabhupada respondeu, “Ele tem razão.” Entretanto Tamal Krishna Goswami continuou, “Mas a Mataji Yamuna diz que existe uma outra diferença, porque Krsna é o único desfrutador de Srimati Radharani.” E Srila Prabhupada respondeu, “Ela tem razão.” Então Tamal Krishna Goswami sugeriu, “Srila Prabhupada eles estão a dizer coisas diferentes. Não podem ter os dois razão. Ao que Srila <span>Prabhupada</span> respondeu, “ Tens razão.” Então Tamal Krishna Goswami perguntou, “Então quem é que tem razão?” Srila Prabhupada respondeu, “Decide tu.” </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:left;margin:0;"><strong><span style="font-size:12pt;font-family:ScaGoudy;"> </span></strong></p>
<h1 style="text-align:left;margin:0;"><span style="font-size:small;">VERSO 6</span></h1>
<p class="MsoNormal" style="text-align:left;margin:0;"><em><span style="font-size:12pt;font-family:ScaGoudy;"> </span></em></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:left;margin:0;"><em><span style="font-size:12pt;font-family:ScaGoudy;">sei krsna—navadvipe sri-caitanya-candra</span></em></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:left;margin:0;"><em><span style="font-size:12pt;font-family:ScaGoudy;">sei balarama—sange sri-nityananda</span></em></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:left;margin:0;"><span style="font-size:12pt;font-family:ScaGoudy;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:left;margin:0;"><span style="font-size:12pt;font-family:ScaGoudy;">TRADUÇÃO</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:left;margin:0;"><span style="font-size:12pt;font-family:ScaGoudy;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:left;margin:0;"><span style="font-size:12pt;font-family:ScaGoudy;">Esse Senhor Krsna original apareceu em Navadvipa como o Senhor Caitanya, e Balarama apareceu com Ele como o Senhor Nityananda<strong>.</strong></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:left;margin:0;"><span style="font-size:12pt;font-family:ScaGoudy;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:left;margin:0;"><span style="font-size:12pt;font-family:ScaGoudy;">COMENTÁRIO</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:left;margin:0;"><span style="font-size:12pt;font-family:ScaGoudy;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:left;margin:0;"><span style="font-size:12pt;font-family:ScaGoudy;">Houve outro incidente acerca de um tema semelhante. Srila Prabhupada perguntou, “Quem é mais forte, Krsna ou Balarama?” Embora ambos, como <em>svamsa</em>, têm potências iguais, pode ser que haja alguma diferença. Portanto, Srila Prabhupada perguntou, “Quem é o mais forte?” E eu também farei a todos a mesma pergunta.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:left;margin:0;"><span style="font-size:12pt;font-family:ScaGoudy;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:left;margin:0;"><span style="font-size:12pt;font-family:ScaGoudy;">Devoto (1): Krsna é mais forte, porque Balarama recebe a Sua força de Krsna. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:left;margin:0;"><span style="font-size:12pt;font-family:ScaGoudy;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:left;margin:0;"><span style="font-size:12pt;font-family:ScaGoudy;">Giriraj Swami</span><span style="font-size:12pt;font-family:ScaGoudy;">: Bem, é verdade. Tens razão.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:left;margin:0;"><span style="font-size:12pt;font-family:ScaGoudy;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:left;margin:0;"><span style="font-size:12pt;font-family:ScaGoudy;">Murari Caitanya: Krsna é<span>  </span>mais forte, porque Krsna é completo em todas as opul</span><span style="font-size:12pt;">ê</span><span style="font-size:12pt;font-family:ScaGoudy;">ncias, e uma delas é a força</span><span style="font-size:12pt;font-family:ScaGoudy;">. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:left;margin:0;"><span style="font-size:12pt;font-family:ScaGoudy;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:left;margin:0;"><span style="font-size:12pt;font-family:ScaGoudy;">Giriraj Swami</span><span style="font-size:12pt;font-family:ScaGoudy;">: Sim. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:left;margin:0;"><span style="font-size:12pt;font-family:ScaGoudy;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:left;margin:0;"><span style="font-size:12pt;font-family:ScaGoudy;">Devoto (2): Balarama é mais forte, porque é o irm</span><span style="font-size:12pt;">ã</span><span style="font-size:12pt;font-family:ScaGoudy;">o mais velho de K</span><span style="font-size:12pt;font-family:ScaGoudy;">rsna.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:left;margin:0;"><span style="font-size:12pt;font-family:ScaGoudy;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:left;margin:0;"><span style="font-size:12pt;font-family:ScaGoudy;">Giriraj Swami</span><span style="font-size:12pt;font-family:ScaGoudy;">: Srila Prabhupada respondeu, “Krsna é mais forte,”mas a evidência que deu é diferente daquelas sugeridas por todos vós. A evidência que Srila Prabhupada ofereceu não vem dos livros. Srila Prabhupada explicou, “Krsna é mais forte porque a Deidade de Balarama repousa o seu braço no ombro de Krsna.”</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:left;margin:0;"><span style="font-size:12pt;font-family:ScaGoudy;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:left;margin:0;"><span style="font-size:12pt;font-family:ScaGoudy;">Agora vamos entrar nos passatempos.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:left;margin:0;"><span style="font-size:12pt;font-family:ScaGoudy;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:left;margin:0;"><span style="font-size:12pt;font-family:ScaGoudy;">VERSO 149</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:left;margin:0;"><span style="font-size:12pt;font-family:ScaGoudy;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:left;margin:0;"><em><span style="font-size:12pt;font-family:ScaGoudy;">nityananda-svarupa purve ha-iya laksmana</span></em></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:left;margin:0;"><em><span style="font-size:12pt;font-family:ScaGoudy;">laghu-bhrata haiya kare ramera sevana</span></em></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:left;margin:0;"><span style="font-size:12pt;font-family:ScaGoudy;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:left;margin:0;"><span style="font-size:12pt;font-family:ScaGoudy;">TRADUÇÃO</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:left;margin:0;"><span style="font-size:12pt;font-family:ScaGoudy;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:left;margin:0;"><span style="font-size:12pt;font-family:ScaGoudy;">Anteriormente, o Senhor Nityananda Svarupa apareceu como Laksmana e serviu o Senhor Ramacandra como o Seu irmão mais novo.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:left;margin:0;"><span style="font-size:12pt;font-family:ScaGoudy;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:left;margin:0;"><span style="font-size:12pt;font-family:ScaGoudy;">SIGNIFICADO</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:left;margin:0;"><span style="font-size:12pt;font-family:ScaGoudy;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:left;margin:0;"><span style="font-size:12pt;font-family:ScaGoudy;">Entre os <em>sannyasis</em> da Sankara-sampradaya, há diferentes nomes para <em>brahmacaris</em>. Cada <em>sannyasi</em> tem alguns auxiliares, conhecidos como <em>brahmacaris</em>, que recebem diferentes nomes segundo os nomes do <em>sannyasi</em>. Entre tais <em>brahmacaris</em> há quatro nomes: Svarupa, Ananda, Prakasa e Caitanya. Nityananda Prabhu manteve-se como <em>brahmacari</em>: Ele jamais tomou <em>sannyasa</em>. Como brahmacari, Seu nome era Nityananda Svarupa e por isso, o <em>sannyasi</em> com quem Ele vivia deve ter sido dos <em>tirthas</em> ou <em>asramas,</em> porque o <em>brahmacari</em> auxiliar de tal <em>sannyasi</em> chama-se Nityananda Svarupa</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:left;margin:0;"><span style="font-size:12pt;font-family:ScaGoudy;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:left;margin:0;"><span style="font-size:12pt;font-family:ScaGoudy;">VERSO 150</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:left;margin:0;"><span style="font-size:12pt;font-family:ScaGoudy;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:left;margin:0;"><em><span style="font-size:12pt;font-family:ScaGoudy;">ramera caritra saba,—duhkhera karana</span></em></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:left;margin:0;"><em><span style="font-size:12pt;font-family:ScaGoudy;">svatantra lilaya duhkha sahena laksmana</span></em></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:left;margin:0;"><span style="font-size:12pt;font-family:ScaGoudy;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:left;margin:0;"><span style="font-size:12pt;font-family:ScaGoudy;">TRADUÇÃO</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:left;margin:0;"><span style="font-size:12pt;font-family:ScaGoudy;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:left;margin:0;"><span style="font-size:12pt;font-family:ScaGoudy;">As actividades do Senhor Rama estavam repletas de sofrimento, porém, Laksmana tolerava esse sofrimento voluntariamente.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:left;margin:0;"><span style="font-size:12pt;font-family:ScaGoudy;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:left;margin:0;"><span style="font-size:12pt;font-family:ScaGoudy;">VERSO 151</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:left;margin:0;"><span style="font-size:12pt;font-family:ScaGoudy;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:left;margin:0;"><em><span style="font-size:12pt;font-family:ScaGoudy;">nisedha karite nare, yate chota bhai</span></em></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:left;margin:0;"><em><span style="font-size:12pt;font-family:ScaGoudy;">mauna dhari’ rahe laksmana mane duhkha pai’</span></em></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:left;margin:0;"><span style="font-size:12pt;font-family:ScaGoudy;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:left;margin:0;"><span style="font-size:12pt;font-family:ScaGoudy;">TRADUÇÃO</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:left;margin:0;"><span style="font-size:12pt;font-family:ScaGoudy;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:left;margin:0;"><span style="font-size:12pt;font-family:ScaGoudy;">Ele não podia contrariar a resolução do Senhor Rama, por ser Seu irmão mais novo, e assim permanecia calado, embora mentalmente infeliz.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:left;margin:0;"><span style="font-size:12pt;font-family:ScaGoudy;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:left;margin:0;"><span style="font-size:12pt;font-family:ScaGoudy;">COMENTÁRIO</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:left;margin:0;"><span style="font-size:12pt;font-family:ScaGoudy;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:left;margin:0;"><span style="font-size:12pt;font-family:ScaGoudy;">Assim como Krsna apareceu como o Senhor Ramacandra,<strong> </strong>Balarama apareceu como Laksmana. Se analizarmos em termos do ciclo de eras, o Senhor Ramacandra apareceu anteriormente, em Treta-yuga, e o Senhor Krsna apareceu posteriormente, em Dvapara-yuga. Os passatempos do Senhor Ramacandra estavam cheios de sofrimento. Rama e Laksmana eram os filhos mais qualificados do rei Dasaratha, e todos esperavam que o Senhor Rama fosse coroado como o rei de Ayodhya. No último momento, no entanto, a Rainha Kaikeyi lembrou a Dasaratha que ele lhe tinha concedido dois desejos, em reconhecida retribuição pelo seu serviço, quando ele se encontrava em grande perigo. No momento em que Dasaratha lhe concedeu estes dois pedidos, Kaikeyi disse que não os aceitaria no momento, mas mais tarde reclama-los-ia. Por várias razões, Kaikeyi queria que o seu filho Bharata se tornasse rei em lugar do Senhor Rama, por isso ela fez esse pedido ao rei. Devido a que o rei Dasaratha lhe tinha dado a sua palavra,<span>  </span>sentia-se na obrigação de mantê-la. Ela também pediu que o Senhor Rama fosse enviado para o exílio por um período de catorze anos, para que Bharata pudesse desfrutar do trono sem perturbações.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:left;margin:0;"><span style="font-size:12pt;font-family:ScaGoudy;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:left;margin:0;"><span style="font-size:12pt;font-family:ScaGoudy;">O <em>Ramayana</em> está repleto de exemplos perfeitos. O Senhor Rama é o rei ideal, o filho ideal, o enteado ideal, o marido ideal; Sita é a esposa ideal, Laksmana é o irmão ideal. O Senhor Ramacandra, o filho ideal, vendo o quão perturbado estava o seu pai, quando foi obrigado a pedir-lhe para abandonar o trono e partir para a floresta, voluntáriamente disse, “Sim, eu ficarei feliz por partir. Não se preocupe.” Quando o Senhor Rama decidiu partir, Laksmana declarou, “Não podes ir para a floresta sózinho. </span><span style="font-size:12pt;font-family:ScaGoudy;">Eu também irei contigo.” O Senhor Rama aceitou. </span><span style="font-size:12pt;font-family:ScaGoudy;">Então, Sitadevi salientou, “Eu sou a tua esposa e devo acompanhar-te em todas as circunstâncias.” Na verdade, quase todos os habitantes de Ayodhya queriam acompanhar Rama. No entanto, o Senhor Ramacandra disse-lhes: “Se todos vocês me acompanharem, não ficará ninguém em Ayodhya. Por isso, fiquem aqui.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:left;margin:0;"> </p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:left;margin:0;"><span style="font-size:12pt;font-family:ScaGoudy;">Na floresta, o Senhor Ramacandra passou por muitas dificuldades. No <em>Srimad-Bhagavatam</em> existe um belo verso que descreve como os suaves pés de lótus de Ramacandra tiveram que atravessar o solo da selva, que estava cheio de pedras, calhaus e espinhos. As <em>gopis</em> também costumavam chorar, ao pensarem que os pés de lótus de Krsna seriam picados e espetados pelas pedras e espinhos. Assim como os devotos de Krsna consideram os Seus passatempos em Vrndavana os mais agradáveis, por causa da sua doçura e intimidade, os devotos do Senhor Rama consideram os Seus passatempos na floresta como os mais doces e os mais saborosos. No entanto, externamente, o Senhor sofreu na floresta, e Laksmana não pode fazer nada para impedir que isso acontecesse.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:left;margin:0;"><span style="font-size:12pt;font-family:ScaGoudy;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:left;margin:0;"><span style="font-size:12pt;font-family:ScaGoudy;">Krsnadasa Kaviraja Gosvami explica maravilhosamente no <em>Caitanya-caritamrta</em> que todos-desde o Senhor Balarama, a primeira expansão, até às outras expansões de Krsna-possuem o sentimento de servidão para com o Senhor Krsna, e mesmo as outras expansões de Krsna sentem prazer em servir Krsna. Por outras palavras, sentem-se felizes quando Krsna está feliz. Laksmana não conseguia tolerar todo o sofrimento pelo qual o Senhor Rama passou, mas porque Ele era o irmão mais novo, não podia impedir o Senhor Rama de agir. Houveram outros momentos em que Ele se sentiu na mesma posição desconfortável.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:left;margin:0;"><span style="font-size:12pt;font-family:ScaGoudy;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:left;margin:0;"><span style="font-size:12pt;font-family:ScaGoudy;">Por exemplo, quando Ravana foi morto e Sitadevi foi libertada, Laksmana foi obrigado a fazer algo muito doloroso. O Senhor Ramacandra declarou que Ele não levaria Sita consigo. Sita respondeu, “Se não me vais levar contigo, qual foi a finalidade desta guerra-de tanto derramar de sangue e de tantas mortes?” Rama respondeu, “ Não lutámos nesta guerra para te recuperar. Lutámos para mostrar a força da nossa dinastia, para que o mundo não julgue que somos fracos. Passaste a noite com outro homem, e por isso não posso levar-te comigo.”Então o Senhor Rama disse a Laksmana, “Agora deves agarrar em Sita e colocá-la no fogo.” A Mãe Sita era a deidade adorável de Laksmana. Como poderia Ele colocá-la no fogo? No entanto, sendo o irmão mais novo, não tinha outra escolha.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:left;margin:0;"><span style="font-size:12pt;font-family:ScaGoudy;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:left;margin:0;"><span style="font-size:12pt;font-family:ScaGoudy;">Assim, Laksmana teve de executar muitas actividades que lhe causavam dor, porque, em última instância, causavam dor a Sita-Rama, e ele não podia fazer nada por causa da Sua posição subalterna. Por isso, Ele fez o voto de que, no futuro, nunca mais apareceria como o irmão mais novo do Senhor Supremo. Dessa forma, podemos constatar que em <em>krsna-lila</em> Ele aparece como o irmão mais velho, Balarama, e em <em>gaura-lila</em> Ele também aparece como o irmão mais velho, Nityananda.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:left;margin:0;"><span style="font-size:12pt;font-family:ScaGoudy;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:left;margin:0;"><span style="font-size:12pt;font-family:ScaGoudy;">VERSO 152</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:left;margin:0;"><span style="font-size:12pt;font-family:ScaGoudy;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:left;margin:0;"><em><span style="font-size:12pt;font-family:ScaGoudy;">krsna-avatare jyestha haila sevara karana</span></em></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:left;margin:0;"><em><span style="font-size:12pt;font-family:ScaGoudy;">krsnake karaila nana sukha asvadana</span></em></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:left;margin:0;"><span style="font-size:12pt;font-family:ScaGoudy;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:left;margin:0;"><span style="font-size:12pt;font-family:ScaGoudy;">TRADUÇÃO</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:left;margin:0;"><span style="font-size:12pt;font-family:ScaGoudy;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:left;margin:0;"><span style="font-size:12pt;font-family:ScaGoudy;">Quando o Senhor Krsna apareceu, Ele [Balarama] tornou-se Seu irmão mais velho para servi-Lo como desejava e fazê-Lo desfrutar de todas as espécies de felicidade.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:left;margin:0;"><span style="font-size:12pt;font-family:ScaGoudy;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:left;margin:0;"><span style="font-size:12pt;font-family:ScaGoudy;">VERSO 153</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:left;margin:0;"><em><span style="font-size:12pt;font-family:ScaGoudy;"> </span></em></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:left;margin:0;"><em><span style="font-size:12pt;font-family:ScaGoudy;">rama-laksmana—krsna-ramera amsa-visesa</span></em></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:left;margin:0;"><em><span style="font-size:12pt;font-family:ScaGoudy;">avatara-kale donhe donhate pravesa</span></em></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:left;margin:0;"><span style="font-size:12pt;font-family:ScaGoudy;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:left;margin:0;"><span style="font-size:12pt;font-family:ScaGoudy;">TRADUÇÃO</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:left;margin:0;"><span style="font-size:12pt;font-family:ScaGoudy;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:left;margin:0;"><span style="font-size:12pt;font-family:ScaGoudy;">Sri Rama e Sri Laksmana, que são porções plenárias do Senhor Krsna e do Senhor Balarama, entraram n`Eles na época do aparecimento de Krsna e Balarama.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:left;margin:0;"><span style="font-size:12pt;font-family:ScaGoudy;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:left;margin:0;"><span style="font-size:12pt;font-family:ScaGoudy;">SIGNIFICADO</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:left;margin:0;"><span style="font-size:12pt;font-family:ScaGoudy;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:left;margin:0;"><span style="font-size:12pt;font-family:ScaGoudy;">Citando o <em>Visnu-dharmottara</em>, o <em>Laghu-bagavatamrta</em> explica que Rama é uma encarnação de Vasudeva, Laksmana é uma encarnação de Sankarsana, Bharata é uma encarnação de Pradyumna e Satrughna é uma encarnação de Anirudha. O <em>Padma</em> <em>Purana</em> descreve que Ramacandra é Narayana e Laksmana, Bharata e Satrughna, são respectivamente, Sesa, Cakra e Sankha (o búzio na mão de Narayana). No <em>Rama-gita</em> do <em>Skanda</em> <em>Purana</em>, Laksmana, Bharata e Satrughna são descritos como os três auxiliares do Senhor Rama.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:left;margin:0;"><span style="font-size:12pt;font-family:ScaGoudy;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:left;margin:0;"><span style="font-size:12pt;font-family:ScaGoudy;">VERSO 154</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:left;margin:0;"><em><span style="font-size:12pt;font-family:ScaGoudy;"> </span></em></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:left;margin:0;"><em><span style="font-size:12pt;font-family:ScaGoudy;">sei amsa lana jyestha-kanisthabhimana</span></em></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:left;margin:0;"><em><span style="font-size:12pt;font-family:ScaGoudy;">amsamsi-rupe sastre karaye vyakhyana</span></em></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:left;margin:0;"><span style="font-size:12pt;font-family:ScaGoudy;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:left;margin:0;"><span style="font-size:12pt;font-family:ScaGoudy;">TRADUÇÃO</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:left;margin:0;"><span style="font-size:12pt;font-family:ScaGoudy;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:left;margin:0;"><span style="font-size:12pt;font-family:ScaGoudy;">Krsna e Balarama apresentaram-se como irmão mais velho ou mais novo, porém, nas escrituras, descrevem-se-Os como a Suprema Personalidade de Deus original e Sua expansão.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:left;margin:0;"><span style="font-size:12pt;font-family:ScaGoudy;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:left;margin:0;"><span style="font-size:12pt;font-family:ScaGoudy;">VERSO 155</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:left;margin:0;"><em><span style="font-size:12pt;font-family:ScaGoudy;"> </span></em></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:left;margin:0;"><em><span style="font-size:12pt;font-family:ScaGoudy;">ramadi-murtisu kala-niyamena tisthan</span></em></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:left;margin:0;"><em><span style="font-size:12pt;font-family:ScaGoudy;"><span>  </span>nanavataram akarod bhuvanesu kintu</span></em></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:left;margin:0;"><em><span style="font-size:12pt;font-family:ScaGoudy;">krsnah svayam samabhavat paramah puman yo</span></em></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:left;margin:0;"><em><span style="font-size:12pt;font-family:ScaGoudy;"><span>  </span>govindam adi-purusam tam aham bhajami</span></em></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:left;margin:0;"><span style="font-size:12pt;font-family:ScaGoudy;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:left;margin:0;"><span style="font-size:12pt;font-family:ScaGoudy;">TRADUÇÃO</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:left;margin:0;"><span style="font-size:12pt;font-family:ScaGoudy;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:left;margin:0;"><span style="font-size:12pt;font-family:ScaGoudy;">“Adoro Govinda, o Senhor primordial, que, mediante Suas diversas porções plenárias, apareceu no mundo sob diferentes formas e encarnações, tais como o Senhor Rama, mas que pessoalmente aparece sob Sua suprema forma original como o Senhor Krsna.”</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:left;margin:0;"><span style="font-size:12pt;font-family:ScaGoudy;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:left;margin:0;"><span style="font-size:12pt;font-family:ScaGoudy;">SIGNIFICADO</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:left;margin:0;"><span style="font-size:12pt;font-family:ScaGoudy;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:left;margin:0;"><span style="font-size:12pt;font-family:ScaGoudy;">Esta é uma citação do <em>Brahma-samhita</em> (5.39).</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:left;margin:0;"><span style="font-size:12pt;font-family:ScaGoudy;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:left;margin:0;"><span style="font-size:12pt;font-family:ScaGoudy;">VERSO 156</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:left;margin:0;"><em><span style="font-size:12pt;font-family:ScaGoudy;"> </span></em></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:left;margin:0;"><em><span style="font-size:12pt;font-family:ScaGoudy;">sri-caitanya—sei krsna, nityananda—rama</span></em></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:left;margin:0;"><em><span style="font-size:12pt;font-family:ScaGoudy;">nityananda purna kare caitanyera kama</span></em></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:left;margin:0;"><span style="font-size:12pt;font-family:ScaGoudy;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:left;margin:0;"><span style="font-size:12pt;font-family:ScaGoudy;">TRADUÇÃO</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:left;margin:0;"><span style="font-size:12pt;font-family:ScaGoudy;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:left;margin:0;"><span style="font-size:12pt;font-family:ScaGoudy;">O Senhor Caitanya é o mesmo Senhor Krsna, e o Senhor Nityananda é o Senhor Balarama. O Senhor Nityananda satisfaz todos os desejos do Senhor Caitanya.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:left;margin:0;"><span style="font-size:12pt;font-family:ScaGoudy;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:left;margin:0;"><span style="font-size:12pt;font-family:ScaGoudy;">VERSO 157</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:left;margin:0;"><em><span style="font-size:12pt;font-family:ScaGoudy;"> </span></em></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:left;margin:0;"><em><span style="font-size:12pt;font-family:ScaGoudy;">nityananda-mahima-sindhu ananta, apara</span></em></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:left;margin:0;"><em><span style="font-size:12pt;font-family:ScaGoudy;">eka kana sparsi matra,—se krpa tanhara</span></em></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:left;margin:0;"><span style="font-size:12pt;font-family:ScaGoudy;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:left;margin:0;"><span style="font-size:12pt;font-family:ScaGoudy;">TRADUÇÃO</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:left;margin:0;"><span style="font-size:12pt;font-family:ScaGoudy;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:left;margin:0;"><span style="font-size:12pt;font-family:ScaGoudy;">O oceano das glórias do Senhor Nityananda é infinito e insondável. Apenas por Sua misericórdia posso tocar uma só gota deste oceano.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:left;margin:0;"><span style="font-size:12pt;font-family:ScaGoudy;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:left;margin:0;"><span style="font-size:12pt;font-family:ScaGoudy;">VERSO 134</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:left;margin:0;"><em><span style="font-size:12pt;font-family:ScaGoudy;"> </span></em></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:left;margin:0;"><em><span style="font-size:12pt;font-family:ScaGoudy;">ei-rupe nityananda ‘ananta’-prakasa</span></em></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:left;margin:0;"><em><span style="font-size:12pt;font-family:ScaGoudy;">sei-bhave—kahe muni caitanyera dasa</span></em></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:left;margin:0;"><span style="font-size:12pt;font-family:ScaGoudy;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:left;margin:0;"><span style="font-size:12pt;font-family:ScaGoudy;">TRADUÇÃO</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:left;margin:0;"><span style="font-size:12pt;font-family:ScaGoudy;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:left;margin:0;"><span style="font-size:12pt;font-family:ScaGoudy;">Dessa maneira o Senhor Nityananda tem ilimitadas encarnações. Com emoção transcendental, Ele diz-se servo do Senhor Caitanya.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:left;margin:0;"><span style="font-size:12pt;font-family:ScaGoudy;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:left;margin:0;"><span style="font-size:12pt;font-family:ScaGoudy;">VERSO 135</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:left;margin:0;"><em><span style="font-size:12pt;font-family:ScaGoudy;"> </span></em></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:left;margin:0;"><em><span style="font-size:12pt;font-family:ScaGoudy;">kabhu guru, kabhu sakha, kabhu bhrtya-lila</span></em></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:left;margin:0;"><em><span style="font-size:12pt;font-family:ScaGoudy;">purve yena tina-bhave vraje kaila khela</span></em></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:left;margin:0;"><span style="font-size:12pt;font-family:ScaGoudy;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:left;margin:0;"><span style="font-size:12pt;font-family:ScaGoudy;">TRADUÇÃO</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:left;margin:0;"><span style="font-size:12pt;font-family:ScaGoudy;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:left;margin:0;"><span style="font-size:12pt;font-family:ScaGoudy;">Às vezes, Ele serve o Senhor Caitanya como <em>guru</em>, às vezes, como Seu amigo e, às vezes, como Seu servo, assim como o Senhor Balarama brincava com o Senhor Krsna nestes três diferentes sentimentos em Vraja.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:left;margin:0;"><span style="font-size:12pt;font-family:ScaGoudy;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:left;margin:0;"><span style="font-size:12pt;font-family:ScaGoudy;">COMENTÁRIO</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:left;margin:0;"><span style="font-size:12pt;font-family:ScaGoudy;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:left;margin:0;"><span style="font-size:12pt;font-family:ScaGoudy;">“Por vezes Ele serve o Senhor Caitanya como Seu <em>guru</em>” significa que ele presta serviço no papel de irmão mais velho, como professor. O Senhor Balarama, sendo o irmão mais velho do Senhor Krsna, encontrava-se na posição de professor e autoridade para o Senhor Krsna, e por isso Ele serviu o Senhor com alguma <em>vatsalya-rasa</em>. <em>Vatsa</em> em Sânscrito significa “bezerro” ou “filho querido”, pois a vaca é também uma das nossas mães. Assim, a afeição maternal ou paternal é <em>vatsalya-rasa</em>. Assim como o irmão mais velho é solicitado para cuidar do irmão mais novo, o Senhor Balarama em Vrndavana, serviu algumas vezes o Senhor Krsna em <em><span>v</span>atsalya-rasa</em>. Ele prestava serviço a Krsna como <em>guru</em>, e, por vezes, também servia a Krsna como amigo, ou em igualdade, em <em>sakhya-rasa</em>, e por vezes também como Seu servente, em <em>dasya-rasa</em>. O Senhor Nityananda serve o Senhor Caitanya com os mesmos três sentimentos.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:left;margin:0;"><span style="font-size:12pt;font-family:ScaGoudy;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:left;margin:0;"><span style="font-size:12pt;font-family:ScaGoudy;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:left;margin:0;"><span style="font-size:12pt;font-family:ScaGoudy;">VERSO 136</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:left;margin:0;"><span style="font-size:12pt;font-family:ScaGoudy;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:left;margin:0;"><em><span style="font-size:12pt;font-family:ScaGoudy;">vrsa hana krsna-sane matha-mathi rana</span></em></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:left;margin:0;"><em><span style="font-size:12pt;font-family:ScaGoudy;">kabhu krsna kare tanra pada-samvahana</span></em></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:left;margin:0;"><span style="font-size:12pt;font-family:ScaGoudy;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:left;margin:0;"><span style="font-size:12pt;font-family:ScaGoudy;">TRADUÇÃO</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:left;margin:0;"><span style="font-size:12pt;font-family:ScaGoudy;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:left;margin:0;"><span style="font-size:12pt;font-family:ScaGoudy;">Actuando como um touro, o Senhor Balarama luta com Krsna, cabeça a cabeça. E às vezes o Senhor Krsna massaja os pés do Senhor Balarama.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:left;margin:0;"><span style="font-size:12pt;font-family:ScaGoudy;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:left;margin:0;"><span style="font-size:12pt;font-family:ScaGoudy;">COMENTÁRIO</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:left;margin:0;"><span style="font-size:12pt;font-family:ScaGoudy;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:left;margin:0;"><span style="font-size:12pt;font-family:ScaGoudy;">Certa vez, depois da Ardha-kumbha-mela em 1971, íamos de comboio com Srila Prabhupada, e alguns de nós estávamos com Srila Prabhupada no seu compartimento. Srila Prabhupada pediu a um devoto para ler do livro de Krsna. O devoto perguntou, “Devo ler de alguma parte em particular?” Srila Prabhupada respondeu, “Não, tudo é néctar.” Assim, o devoto abriu o livro na história de Dhenukasura, o demónio asno que foi morto por Balarama. No principio da história os vaqueirinhos aproximaram-se ao Senhor Krsna dizendo, “Da floresta de Talavana vem um aroma a frutas muito doces, mas não as podemos desfrutar devido aos demónios que vivem lá.” Depois do devoto ter lido essa passagem, Srila Prabhupada abriu muito os olhos e exclamou, “Vejam só como os vaqueirinhos tentaram ocupar o Senhor Krsna na gratificação dos seus sentidos!” Depois de ler por algum tempo mais, o devoto mostrou a todos a pintura do passatempo. Ao vê-la, Srila Prabhupada ficou muito agradado e disse, “Os artistas fizeram um grande serviço; o seu serviço não foi em vão.”</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:left;margin:0;"><span style="font-size:12pt;font-family:ScaGoudy;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:left;margin:0;"><span style="font-size:12pt;font-family:ScaGoudy;">No quarto de Srila Prabhupada, em Juhu, havia uma pintura muito bonita do Senhor Balarama deitado debaixo de uma árvore, enquanto o Senhor Krsna  lhe massajava os pés de lótus. Isto é mencionado aqui: Ás vezes Krsna massajava os pés de lótus de Balarama, assim como um discípulo serve o guru, ou como um filho serve o seu pai.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:left;margin:0;"><span style="font-size:12pt;font-family:ScaGoudy;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:left;margin:0;"><span style="font-size:12pt;font-family:ScaGoudy;">VERSO 137</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:left;margin:0;"><em><span style="font-size:12pt;font-family:ScaGoudy;"> </span></em></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:left;margin:0;"><em><span style="font-size:12pt;font-family:ScaGoudy;">apanake bhrtya kari’ krsne prabhu jane</span></em></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:left;margin:0;"><em><span style="font-size:12pt;font-family:ScaGoudy;">krsnera kalara kala apanake mane</span></em></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:left;margin:0;"><span style="font-size:12pt;font-family:ScaGoudy;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:left;margin:0;"><span style="font-size:12pt;font-family:ScaGoudy;">TRADUÇÃO</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:left;margin:0;"><span style="font-size:12pt;font-family:ScaGoudy;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:left;margin:0;"><span style="font-size:12pt;font-family:ScaGoudy;">Ele considera-se um servo e sabe que Krsna é Seu amo. Assim, Ele considera-se um fragmento de Sua porção plenária.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:left;margin:0;"><span style="font-size:12pt;font-family:ScaGoudy;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:left;margin:0;"><span style="font-size:12pt;font-family:ScaGoudy;">COMENTÁRIO</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:left;margin:0;"><span style="font-size:12pt;font-family:ScaGoudy;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:left;margin:0;"><span style="font-size:12pt;font-family:ScaGoudy;">Até mesmo o Senhor Balarama deseja servir Krsna, considerando-Se muito insignificante em comparação. Embora, na verdade, ele seja a primeira expansão do Senhor com as mesmas potências de Krsna, Ele considera-se apenas um fragremento de um fragmento de Krsna (<em>kalara kala)</em>. Por outras palavras, Ele é humilde. O sentimento de serviço e o sentimento de humildade caminham juntos. Quando eu me considero muito pequeno, naturalmente quero servir quem é grande. O Senhor Balarama é o mestre espiritual original, por isso devemos aprender com ele a como nos sentir humildes e insignificantes, e assim desenvolver o sentimento de querer servir quem é grande, o Supremo.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:left;margin:0;"><span style="font-size:12pt;font-family:ScaGoudy;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:left;margin:0;"><span style="font-size:12pt;font-family:ScaGoudy;">VERSO 138</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:left;margin:0;"><span style="font-size:12pt;font-family:ScaGoudy;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:left;margin:0;"><em><span style="font-size:12pt;font-family:ScaGoudy;">vrsayamanau nardantau</span></em></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:left;margin:0;"><em><span style="font-size:12pt;font-family:ScaGoudy;"><span>  </span>yuyudhate parasparam</span></em></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:left;margin:0;"><em><span style="font-size:12pt;font-family:ScaGoudy;">anukrtya rutair jantums</span></em></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:left;margin:0;"><em><span style="font-size:12pt;font-family:ScaGoudy;"><span>  </span>ceratuh prakrtau yatha</span></em></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:left;margin:0;"><span style="font-size:12pt;font-family:ScaGoudy;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:left;margin:0;"><span style="font-size:12pt;font-family:ScaGoudy;">TRADUÇÃO</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:left;margin:0;"><span style="font-size:12pt;font-family:ScaGoudy;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:left;margin:0;"><span style="font-size:12pt;font-family:ScaGoudy;">“Agindo como meninos comuns,<span>  </span>Eles faziam o papel de touros mugindo, enquanto lutavam um com o outro, e imitavam os gritos de diversos animais.”</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:left;margin:0;"><span style="font-size:12pt;font-family:ScaGoudy;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:left;margin:0;"><span style="font-size:12pt;font-family:ScaGoudy;">SIGNIFICADO</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:left;margin:0;"><span style="font-size:12pt;font-family:ScaGoudy;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:left;margin:0;"><span style="font-size:12pt;font-family:ScaGoudy;">Esta e as citações seguintes são do <em>Bhagavatam</em> (10.11.40) e (10.15.14).</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:left;margin:0;"><span style="font-size:12pt;font-family:ScaGoudy;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:left;margin:0;"><span style="font-size:12pt;font-family:ScaGoudy;">COMENTÁRIO</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:left;margin:0;"><span style="font-size:12pt;font-family:ScaGoudy;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:left;margin:0;"><span style="font-size:12pt;font-family:ScaGoudy;">Krsna,<strong> </strong>Balarama, e os vaqueirinhos brincam tal e qual como os amigos comuns.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:left;margin:0;"><span style="font-size:12pt;font-family:ScaGoudy;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:left;margin:0;"><span style="font-size:12pt;font-family:ScaGoudy;">VERSO 139</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:left;margin:0;"><span style="font-size:12pt;font-family:ScaGoudy;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:left;margin:0;"><em><span style="font-size:12pt;font-family:ScaGoudy;">kvacit krida-parisrantam</span></em></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:left;margin:0;"><em><span style="font-size:12pt;font-family:ScaGoudy;"><span>  </span>gopotsangopabarhanam</span></em></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:left;margin:0;"><em><span style="font-size:12pt;font-family:ScaGoudy;">svayam visramayaty aryam</span></em></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:left;margin:0;"><em><span style="font-size:12pt;font-family:ScaGoudy;"><span>  </span>pada-samvahanadibhih</span></em></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:left;margin:0;"><span style="font-size:12pt;font-family:ScaGoudy;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:left;margin:0;"><span style="font-size:12pt;font-family:ScaGoudy;">TRADUÇÃO</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:left;margin:0;"><span style="font-size:12pt;font-family:ScaGoudy;"><span> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:left;margin:0;"><span style="font-size:12pt;font-family:ScaGoudy;">“Às vezes, quando o Senhor Balarama, o irmão mais velho do Senhor Krsna, Se sentia cansado após brincar e deitava a Sua mão no colo de um vaqueirinho, o próprio Senhor Krsna servia-O, massajando-lhe os pés.”</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:left;margin:0;"><span style="font-size:12pt;font-family:ScaGoudy;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:left;margin:0;"><span style="font-size:12pt;font-family:ScaGoudy;">VERSO 140</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:left;margin:0;"><span style="font-size:12pt;font-family:ScaGoudy;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:left;margin:0;"><em><span style="font-size:12pt;font-family:ScaGoudy;">keyam va kuta ayata</span></em></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:left;margin:0;"><em><span style="font-size:12pt;font-family:ScaGoudy;"><span>  </span>daivi va nary utasuri</span></em></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:left;margin:0;"><em><span style="font-size:12pt;font-family:ScaGoudy;">prayo mayastu me bhartur</span></em></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:left;margin:0;"><em><span style="font-size:12pt;font-family:ScaGoudy;"><span>  </span>nanya me ’pi vimohini</span></em></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:left;margin:0;"><span style="font-size:12pt;font-family:ScaGoudy;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:left;margin:0;"><span style="font-size:12pt;font-family:ScaGoudy;">TRADUÇÃO</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:left;margin:0;"><span style="font-size:12pt;font-family:ScaGoudy;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:left;margin:0;"><span style="font-size:12pt;font-family:ScaGoudy;">“Quem é esta mística poderosa, e de onde vem ela? Será uma semideusa ou uma demónia? Deve ser a energia ilusória de Meu amo, o Senhor Krsna, pois quem mais Me pode confundir?”</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:left;margin:0;"><span style="font-size:12pt;font-family:ScaGoudy;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:left;margin:0;"><span style="font-size:12pt;font-family:ScaGoudy;">SIGNIFICADO</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:left;margin:0;"><span style="font-size:12pt;font-family:ScaGoudy;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:left;margin:0;"><span style="font-size:12pt;font-family:ScaGoudy;">Os passatempos brincalhões do Senhor causaram suspeitas na mente do Senhor Brahma, que por isso roubou todas as vacas e vaqueirinhos do Senhor com o seu próprio poder místico, com o intuito de testar a omnipotência de Krsna. No entanto, Sri Krsna respondeu substituindo todas as vacas e meninos no campo. Os pensamentos de espanto do Senhor Balarama ao presenciar tão maravilhosa vingança são registados neste verso (S<em>B</em>. 10.13.37).</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:left;margin:0;"><span style="font-size:12pt;font-family:ScaGoudy;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:left;margin:0;"><span style="font-size:12pt;font-family:ScaGoudy;">COMENTÁRIO</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:left;margin:0;"><span style="font-size:12pt;font-family:ScaGoudy;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:left;margin:0;"><span style="font-size:12pt;font-family:ScaGoudy;">O Senhor Brahma ficou maravilhado ao ver como os habitantes de Vrndavana sentiam tanta afeição por Krsna. Assim, para poder ver mais passatempos gloriosos de Krsna, ele roubou os vaqueirinhos e os bezerros através do seu poder místico. Então, o Senhor Krsna, através de Seu poder místico superior, expandiu-Se em vários duplicados que se assemelhavam exactamente aos vaqueirinhos e aos bezerros. Durante um ano os vaqueirinhos e os bezerros eram, na verdade, expansões directas do Senhor Krsna. Muitos acontecimentos fora de série se passaram durante esse ano, e o Senhor Balarama suspeitava que algo estava diferente-embora Ele não soubesse dizer o quê. Então pensou, “Como foi possível Eu ter ficado iludido? Como foi possível Eu ter ficado confuso?” Concluiu, “Somente pelas potências do Senhor Krsna, foi possível Eu ter ficado confundido.”Dessa forma, Ele glorifica a potência do Senhor Krsna.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:left;margin:0;"><span style="font-size:12pt;font-family:ScaGoudy;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:left;margin:0;"><span style="font-size:12pt;font-family:ScaGoudy;">VERSO 141</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:left;margin:0;"><span style="font-size:12pt;font-family:ScaGoudy;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:left;margin:0;"><em><span style="font-size:12pt;font-family:ScaGoudy;">yasyanghri-pankaja-rajo ’khila-loka-palair</span></em></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:left;margin:0;"><em><span style="font-size:12pt;font-family:ScaGoudy;"><span>  </span></span></em><em><span style="font-size:12pt;font-family:ScaGoudy;">mauly-uttamair dhrtam upasita-tirtha-tirtham</span></em></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:left;margin:0;"><em><span style="font-size:12pt;font-family:ScaGoudy;">brahma bhavo ’ham api yasya kalah kalayah</span></em></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:left;margin:0;"><em><span style="font-size:12pt;font-family:ScaGoudy;"><span>  </span></span></em><em><span style="font-size:12pt;font-family:ScaGoudy;">sris codvahema ciram asya nrpasanam kva</span></em></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:left;margin:0;"><span style="font-size:12pt;font-family:ScaGoudy;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:left;margin:0;"><span style="font-size:12pt;font-family:ScaGoudy;">“Qual é o valor de um trono para o Senhor Krsna? Os senhores dos diversos sistemas planetários aceitam a poeira de Seus pés de lótus em suas cabeças coroadas. Essa poeira faz os locais santos, sagrados, e mesmo o Senhor Brahma, o Senhor Siva, Laksmi, e Eu próprio, que somos todos porções de Sua porção plenária, transportamos eternamente essa poeira sobre nossas cabeças.”</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:left;margin:0;"><span style="font-size:12pt;font-family:ScaGoudy;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:left;margin:0;"><span style="font-size:12pt;font-family:ScaGoudy;">SIGNIFICADO</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:left;margin:0;"><span style="font-size:12pt;font-family:ScaGoudy;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:left;margin:0;"><span style="font-size:12pt;font-family:ScaGoudy;">Quando os Kauravas, para lisonjear Baladeva de modo a que Ele se tornasse aliado deles, falaram mal de Sri Krsna, o Senhor Baladeva irritou-se e falou este verso (<em>SB</em> 10.68.37).</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:left;margin:0;"><span style="font-size:12pt;font-family:ScaGoudy;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:left;margin:0;"><span style="font-size:12pt;font-family:ScaGoudy;">COMENTÁRIO</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:left;margin:0;"><span style="font-size:12pt;font-family:ScaGoudy;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:left;margin:0;"><span style="font-size:12pt;font-family:ScaGoudy;">Como Srila Prabhupada afirmou aqui, os Kauravas queriam convencer o Senhor Balarama a tornar-se seu aliado, contra Krsna e o Seu grupo, por isso acusaram o Senhor Krsna de ser arrogante e impudente. O Senhor Balarama, no entanto, defendeu o Senhor Krsna e declarou, “Qual é o valor de um trono para o Senhor Krsna? Os senhores de vários sistemas planetários aceitam a poeira dos Seus pés de lótus nas suas cabeças coroadas. Eles são os reis do universo, mas em vez das suas coroas de valor inestimável, preferem aceitar em suas cabeças a poeira dos pés de lótus do Senhor Krsna. Assim sendo, qual é o valor de um trono qualquer para o Senhor Krsna?” O Senhor Balarama declara-se como </span><em><span style="font-size:11pt;font-family:ScaGoudy;">kalah kalayah, </span></em><span style="font-size:11pt;font-family:ScaGoudy;">a porção da porção, ou o </span><span style="font-size:12pt;font-family:ScaGoudy;">fragmento do fragmento do Senhor Krsna, assim como Krsnadasa Kaviraja também menciona<span>  </span>(<em>kalara kala</em>).</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:left;margin:0;"><span style="font-size:12pt;font-family:ScaGoudy;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:left;margin:0;"><span style="font-size:12pt;font-family:ScaGoudy;">Nesta passagem podemos ver o quão humilde o Senhor Balarama é, o quanto Ele aprecia o Senhor Krsna, e também o quão leal Ele é. A caracteristica da politica é criar divisões, fazer com que um grupo enfraqueça, dividindo-o. (Portanto Srila Prabhupada disse, que a única coisa que pode destruir ISKCON é lutarmos entre nós. Desde o exterior nada pode destruir ISKCON.) Aqui vemos o quão fiel o Senhor Balarama era ao Senhor Krsna.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:left;margin:0;"><span style="font-size:12pt;font-family:ScaGoudy;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:left;margin:0;"><span style="font-size:12pt;font-family:ScaGoudy;">Por vezes, podemos escutar falar mal de um devoto e podemos pensar que uma boa maneira de fazer amizade com a pessoa que está a criticar, é concordar com ele, ou ela. Mas, se alinharmos nessa critica, especialmente na ausência do devoto que está a ser criticado, e sem a intenção de o ajudar, fragilizamos a nossa posição espiritual, e também enfraquecemos a missão de Srila Prabhupada. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:left;margin:0;"><span style="font-size:12pt;font-family:ScaGoudy;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:left;margin:0;"><span style="font-size:12pt;font-family:ScaGoudy;">Srila Prabhupada citava regularmente, “Existe força na união.” Ele comentou a história de um pai que queria que os seus filhos colaborassem entre si. Primeiro, o pai deu a cada um dos filhos um pau fininho e pediu-lhes para que o partissem, e cada um partiu o seu pau muito fácilmente. Então, apanhou um molho de paus da mesma espessura e, atando-os todos, pediu para que os filhos os partissem. Porque os paus estavam todos atados, nenhum dos filhos pode parti-los. Assim, o pai disse-lhes, “Do mesmo modo, se permanecerem unidos, niguém será capaz de vos derrotar. Mas se permanecerem sózinhos, cada um de vós pode ser derrotado. Sózinho, cada um de vocês pode ser partido.” Srila Prabhupada queria que permanecessemos unidos. Da união, surge a força-com Srila Prabhupada, Sri Caitanya Mahaprabhu e o Senhor Krsna no centro.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:left;margin:0;"><span style="font-size:12pt;font-family:ScaGoudy;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:left;margin:0;"><span style="font-size:12pt;font-family:ScaGoudy;">Srila Prabhupada deu um outro exemplo de um pai e os seus filhos. O pai estava doente e precisava que os seus filhos o massajassem mas, entre eles, começaram a lutar para decidir quem iria massajar as diferentes partes do corpo do pai. Um irmão massajava a cabeça, mas o irmão que estava a massajar os pés disse, “Eu quero massajar a cabeça-tu massajas os pés.” Outro irmão, que massajava o braço esquerdo, começou a argumentar com o irmão que massajava o braço direito: “Eu massajo o braço direito-tu, o braço esquerdo.” Ficaram tão envolvidos em argumentar entre si sobre quem iria massajar que parte do corpo, que o pai acabou por morrer. “Portanto,” Srila Prabhupada concluiu, “Deveis cooperar no serviço do vosso pai, não fiquem tão absortos sobre quem vai fazer que tipo de serviço a ele, que se esquecem completamente do pai.”<span>  </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:left;margin:0;"><span style="font-size:12pt;font-family:ScaGoudy;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:left;margin:0;"><span style="font-size:12pt;font-family:ScaGoudy;">Aqui está um muito bom exemplo do Senhor Balarama para nós seguirmos: como nos tornármos um servente humilde, como sermos fiéis e destemidos. Balarama não tinha medo de expressar a Sua devoção pelo Senhor Krsna, de proclamar as glórias do Senhor Krsna-até aos inimigos de Krsna. Devemos aprender isto do Senhor Balarama. Devemos rogar pela Sua misericórdia, para que Ele nos ensine essa atitude de serviço humilde, e também o sentimento de devoção fiel, de defesa de Krsna sem temor, de pregar as glórias de Krsna destemidamente.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:left;margin:0;"><span style="font-size:12pt;font-family:ScaGoudy;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:left;margin:0;"><span style="font-size:12pt;font-family:ScaGoudy;">Os versos anteriores descrevem um contraste muito interessante. Um verso explica como o Senhor Krsna massajava os pés de lótus do Senhor Balarama e o seguinte explica como o Senhor Balarama considera o Senhor Krsna Seu mestre. Também podemos ter sentimentos similares quando nos associamos, porque também nós somos irmãos e irmãs-irmãos e irmãs espirituais-e cada um de nós deve ter esse sentimento de serviço para com os outros. Por isso Srila Prabhupada disse que, entre nós, devemos dirigir-nos como <em>prabhu</em>, porque <em>prabhu</em> significa “mestre.” Nós somos os serventes, e os nossos <em>prabhus</em> são os nossos mestres-apesar de, também eles, serem serventes. Por vezes Balarama massajava os pés de lótus de Krsna e, algumas vezes Krsna massajava os pés de lótus de Balarama. Cada um estava imbuido do sentimento de dar prazer ao outro, por isso o Seu relacionamento era tão doce e sublime. Também nós, devemos ter essa predisposição de serviço.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:left;margin:0;"><span style="font-size:12pt;font-family:ScaGoudy;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:left;margin:0;"><span style="font-size:12pt;font-family:ScaGoudy;">Uma vez, em Mayapur, logo depois de ter tomado <em>prasada</em>, Srila Prabhupada ouviu gritos vindos do quarto ao lado. Ele enviou o seu servente, Hari-sauri prabhu, averiguar sobre a razão de tanta gritaria. Hari-sauri voltou e explicou, “Srila Prabhupada, os seus secretários envolveram-se numa discussão.” Então, Srila Prabhupada chamou-os e perguntou-lhes, “Qual é a dificuldade?”</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:left;margin:0;"><span style="font-size:12pt;font-family:ScaGoudy;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:left;margin:0;"><span style="font-size:12pt;font-family:ScaGoudy;">Um secretário respondeu, “Srila Prabhupada, eu estou doente e o único alimento que eu realmente posso comer são os seus remanescentes, por isso quis ficar com eles.”</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:left;margin:0;"><span style="font-size:12pt;font-family:ScaGoudy;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:left;margin:0;"><span style="font-size:12pt;font-family:ScaGoudy;">O outro secretário contra-argumentou, “Srila Prabhupada, sinto que todos os seus discipulos devem obter um pouco dos seus remanescentes, não somente um.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:left;margin:0;"><span style="font-size:12pt;font-family:ScaGoudy;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:left;margin:0;"><span style="font-size:12pt;font-family:ScaGoudy;">Então Srila Prabhupada respondeu: “Ele está doente, e se tudo o que pode comer e digerir são os meus remanescentes, deverias ter-lhos dado.” Srila Prabhupada explicou, “Não é suficiente ser o servente do mestre espiritual; também deves ser o servente dos outros serventes do mestre espiritual.” Srila Prabhupada disse que, por desenvolver essa atitude humilde de ser servente do servente, o devoto pode avançar maravilhosamente. Ele deu o exemplo de que na Bengala, sempre que uma pessoa santa visitava uma aldeia os aldeãos aproximavam-se a ele querendo obter um pouco de pó de seus pés, e convidavam-no a suas casas para o alimentar e servir. Todos eles pensavam, “Oh, ele é uma pessoa tão santa. Quero obter o pó de seus pés e servi-lo.” E a pessoa santa pensava, “Porque será que querem o pó de meus pés? Porque é que me querem servir? Sou apenas uma pessoa comum.” Srila Prabhupada disse, “Porque todos eram humildes, avançavam maravilhosamente.”</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:left;margin:0;"><span style="font-size:12pt;font-family:ScaGoudy;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:left;margin:0;"><span style="font-size:12pt;font-family:ScaGoudy;">Entre nós, tal como Krsna e Balarama, devemos pensar que o outro é meu <em>prabhu</em>: “Quero servir o meu <em>prabhu</em>.” Deste modo todos avançaremos maravilhosamente e os nossos relacionamentos serão doces e puros e sublimes. As pessoas ficarão atraídas. Não somente se atrairão mas, de uma forma natural, quererão trazer outras pessoas também.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:left;margin:0;"><span style="font-size:12pt;font-family:ScaGoudy;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:left;margin:0;"><span style="font-size:12pt;font-family:ScaGoudy;">Numa tarde anterior, celebrámos Jhulana-yatra em Santa Barbara. Houve uma palestra e, naturalmente, também o balançar de Radha e Krsna mas sobretudo fazíamos <em>kirtana</em>. Havia uma atmosfera muito agradável. Tive o desejo de ir para a rua e dizer às pessoas, “Isto é algo tão agradável. </span><span style="font-size:12pt;font-family:ScaGoudy;">Venham e experimentem.” </span><span style="font-size:12pt;font-family:ScaGoudy;">Mas, depois de ter sentido esse desejo espontâneo de sair e chamar as pessoas para que elas também pudessem experimentar a doçura da consciência de Krsna, pensei, “Por vezes, não sinto esse desejo de convidar as pessoas para o templo, porque não sei o que experimentarão quando forem lá.” Estou seguro que aqui em Chicago é diferente e, provavelmente, é devido à minha natureza caída que sinto tais reservas, mas sei que nem sempre tenho a mesma confiança que senti na outra tarde em Santa Barbara. À medida que eu e os outros devotos presentes desfrutávamos do <em>kirtana</em> e do festival do baloiço, realizei que o processo da consciência de Krsna na sua essência-o processo de cantar os santos nomes em conjunto com outros devotos-é naturalmente doce, bem-aventurado e agradável. E quando sentimos esse prazer, queremos, de uma forma natural, convidar outros: “Venham, é algo tão maravilhoso. </span><span style="font-size:12pt;font-family:ScaGoudy;">Venham e experimentem.” </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:left;margin:0;"><span style="font-size:12pt;font-family:ScaGoudy;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:left;margin:0;"><span style="font-size:12pt;font-family:ScaGoudy;">Também pude realizar a razão de nós não sentirmos constantemente esse prazer, e porque é que enfrentamos tantas perturbações que minam o nosso desejo espontâneo e entusiasta de sair à rua para trazer outros que também possam experimentar essa satisfação. Qual é a razão? Realizei que é a maneira como muitas vezes lidamos uns com os outros, especialmente a maneira como lutamos entre nós e nos criticamos. Isso é o que polui toda a atmosfera. Isso é o que cobre a beleza pura, natural e o esplendor e prazer de cantar os santos nomes na associação de devotos, que é, verdadeiramente, o nosso único interesse e meta. Se pudessemos relacionar-nos da maneira como Krsna e Balarama lidavam entre si, não teríamos tal problema. Não faz nenhuma diferença o facto de Eles serem grandes e nós pequenos. O ponto é que, no relacionamento entre Eles, cada um é humilde e quer servir e agradar o outro. Por vezes Krsna faz o papel de mestre<span>  </span>e Balarama serve-O; por vezes acontece o oposto e Krsna serve Balarama. E é assim que deve ser entre nós-nenhuma politica, só serviço humilde e fiel. Naturalmente que não quero simplificar demasiado os problemas, mas estes são alguns dos meus pensamentos.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:left;margin:0;"><span style="font-size:12pt;font-family:ScaGoudy;">Agora chegámos ao famoso verso:</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:left;margin:0;"><span style="font-size:12pt;font-family:ScaGoudy;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:left;margin:0;"><span style="font-size:12pt;font-family:ScaGoudy;">VERSO 142</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:left;margin:0;"><span style="font-size:12pt;font-family:ScaGoudy;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:left;margin:0;"><em><span style="font-size:12pt;font-family:ScaGoudy;">ekale isvara krsna, ara saba bhrtya</span></em></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:left;margin:0;"><em><span style="font-size:12pt;font-family:ScaGoudy;">yare yaiche nacaya, se taiche kare nrtya</span></em></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:left;margin:0;"><span style="font-size:12pt;font-family:ScaGoudy;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:left;margin:0;"><span style="font-size:12pt;font-family:ScaGoudy;">TRADUÇÃO</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:left;margin:0;"><span style="font-size:12pt;font-family:ScaGoudy;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:left;margin:0;"><span style="font-size:12pt;font-family:ScaGoudy;">O Senhor Krsna é o único controlador supremo, e todos os outros são Seus servos. Eles dançam como Ele os faz dançar.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:left;margin:0;"><span style="font-size:12pt;font-family:ScaGoudy;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:left;margin:0;"><span style="font-size:12pt;font-family:ScaGoudy;">VERSOS 143</span><span style="font-size:11pt;color:#000000;font-family:ScaGoudy;">–</span><span style="font-size:12pt;font-family:ScaGoudy;">145</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:left;margin:0;"><span style="font-size:12pt;font-family:ScaGoudy;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:left;margin:0;"><em><span style="font-size:12pt;font-family:ScaGoudy;">ei mata caitanya-gosani ekale isvara</span></em></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:left;margin:0;"><em><span style="font-size:12pt;font-family:ScaGoudy;">ara saba parisada, keha va kinkara </span></em></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:left;margin:0;"><span style="font-size:12pt;font-family:ScaGoudy;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:left;margin:0;"><em><span style="font-size:12pt;font-family:ScaGoudy;">guru-varga,—nityananda, advaita acarya</span></em></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:left;margin:0;"><em><span style="font-size:12pt;font-family:ScaGoudy;">srivasadi, ara yata-laghu, sama, arya</span></em></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:left;margin:0;"><span style="font-size:12pt;font-family:ScaGoudy;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:left;margin:0;"><em><span style="font-size:12pt;font-family:ScaGoudy;">sabe parisada, sabe lilara sahaya</span></em></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:left;margin:0;"><em><span style="font-size:12pt;font-family:ScaGoudy;">saba lana nija-karya sadhe gaura-raya</span></em></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:left;margin:0;"><span style="font-size:12pt;font-family:ScaGoudy;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:left;margin:0;"><span style="font-size:12pt;font-family:ScaGoudy;">TRADUÇÃO</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:left;margin:0;"><span style="font-size:12pt;font-family:ScaGoudy;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:left;margin:0;"><span style="font-size:12pt;font-family:ScaGoudy;">Assim o Senhor Caitanya é também o único controlador. Todos os outros são Seus associados ou servos. Associados mais velhos que Ele, tais como o Senhor Nityananda, Advaita Acarya e Srivasa Thakura, bem como Seus outros devotos-sejam eles mais novos que Ele, iguais ou superiores-todos eles O ajudam em Seus passatempos. O Senhor Gauranga cumpre os Seus objectivos com a ajuda deles.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:left;margin:0;"><span style="font-size:12pt;font-family:ScaGoudy;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:left;margin:0;"><span style="font-size:12pt;font-family:ScaGoudy;">COMENTÁRIO</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:left;margin:0;"><span style="font-size:12pt;font-family:ScaGoudy;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:left;margin:0;"><span style="font-size:12pt;font-family:ScaGoudy;">Alguém pode actuar como mais velho, outro pode actuar como igual, e outro como mais novo, mas a atitude de todos é a de servir o Supremo Senhor e de quererem satisfazer os desejos do Supremo Senhor. Também nos nossos relacionamentos, porque existem diferenças de avanço e idade, alguém pode actuar como mais velho, outro como igual, e outro como mais novo. Contudo, independentemente do papel que tenhamos, a nossa atitude interna deve ser sempre a de servir os outros devotos, ajudá-los em consciência de Krsna e no serviço devocional, e fazê-los felizes. Quando adoptarmos essa atitude, Srila Prabhupada ficará feliz, Sri Sri Gaura-Nitai ficarão felizes, Sri Sri Krsna-Balarama ficarão felizes e, automaticamente, nós também ficaremos felizes.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:left;margin:0;"><span style="font-size:12pt;font-family:ScaGoudy;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:left;margin:0;"><em><span style="font-size:12pt;font-family:ScaGoudy;">Bala</span></em><span style="font-size:12pt;font-family:ScaGoudy;"> significa “força,” e <em>rama</em> quer dizer “prazer.” O Senhor Balarama é a fonte da força espiritual dos devotos. Ele é o mestre espiritual original e d´Ele podemos conseguir força espiritual. Uma vez, Srila Prabhupada comentou, “<em>Força</em> significa inteligência.” Portanto, podemos orar ao Senhor Balarama por força espiritual e inteligência para que possamos ser serventes fieis do nosso mestre espiritual, de Srila Prabhupada, dos outros serventes seus, e de todas as entidades vivas-porque na verdade, a missão de Srila Prabhupada é a de libertar todas as entidades vivas para a consciência de Krsna. Naturalmente que fazemos amizade com os devotos, mas também somos misericordiosos com os inocentes, tentando animá-los em consciência de Krsna. Tentamos encorajar os nossos superiores no seu serviço em consciência de Krsna, tentamos animar os nossos amigos na consciência de Krsna, e tentamos animar os mais novos em consciência de Krsna. Por tal serviço-dando, encorajando, e ajudando os outros-o Senhor Balarama pode ficar satisfeito.</span></p>
<p class="MsoBodyText" style="text-align:left;margin:0;"><span style="font-family:ScaGoudy;">Hare Krsna.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:left;margin:0;"><span style="font-size:12pt;font-family:ScaGoudy;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:left;margin:0;"><span style="font-size:12pt;font-family:ScaGoudy;">Têm algumas perguntas ou comentários?</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:left;margin:0;"><span style="font-size:12pt;font-family:ScaGoudy;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:left;margin:0;"><span style="font-size:12pt;font-family:ScaGoudy;">Devoto: [inaudível] </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:left;margin:0;"><span style="font-size:12pt;font-family:ScaGoudy;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:left;margin:0;"><span style="font-size:12pt;font-family:ScaGoudy;">Giriraja Swami: Estivemos a ler sobre o passatempo em que Brahma rouba os vaqueirinhos e os bezerros ao Senhor Krsna. Este foi o último capitulo do <em>Srimad-Bhagavatam</em><span>  </span>que Srila Prabhupada traduziu enquanto jazia na sua cama, em Vrndavana. Ele estava muito débil. Os seus discipulos tinham que segurar o ditafone e colocá-lo perto de sua boca; tinhamos muitas dificuldades em ouvir o que ele dizia. E um dos últimos significados que ele ditou foi, “Devemos analisar o <em>Srimad</em>-<em>Bhagavatam</em> diáriamente, tanto quanto possível, e então tudo se tornará claro. Quanto mais lemos o <em>Srimad-Bhagavatam</em>, mais o seu conhecimento se tornará claro. Todos e cada um dos versos são transcendentais.” (<em>SB</em> 10.13.54 significado)</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:left;margin:0;"><span style="font-size:12pt;font-family:ScaGoudy;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:left;margin:0;"><span style="font-size:12pt;font-family:ScaGoudy;">Portanto, um método de chegar a uma conclusão sobre um tema controverso é analisá-lo. Srila Prabhupada disse que devemos reunir-nos e analisar o assunto exaustivamente. Se não houver motivações pessoais, e se discutirmos com o propósito de chegarmos à conclusão apropriada, então-por escutar as ideias dos outros e clarificar as nossas, através da discussão-obtemos respostas, pela misericórdia do Senhor dentro dos corações dos devotos que sinceramente expõem o Seu serviço.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:left;margin:0;"><span style="font-size:12pt;font-family:ScaGoudy;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:left;margin:0;"><span style="font-size:12pt;font-family:ScaGoudy;">Mas por vezes-devido a que a consciência de Krsna é inconcebível-dois pontos de vista opostos podem estar certos. Uma coisa pode ser boa para uma pessoa mas não para outra, e é um sinal de maturidade apreciar tais diferenças e não estabelecer um braço de ferro por causa delas. Uma vez, logo depois de me ter unido aos devotos, viajava no carro do templo. Lembro-me que um devoto dizia que tínhamos que seguir um certo caminho para chegar ao nosso destino e outro dizia que deveríamos ir por outro. Ness altura, um devoto sábio e consciente de Krsna disse, “Ambos estão correctos porque os dois querem servir a Krsna da melhor maneira.”</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:left;margin:0;"><span style="font-size:12pt;font-family:ScaGoudy;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:left;margin:0;"><span style="font-size:12pt;font-family:ScaGoudy;">Por vezes, não podemos dizer claramente qual é o melhor caminho. Pode haver um caminho mais curto que vai pela parte mais degradada da cidade, e outro mais extenso que é mais agradável à vista. Ou pode haver um caminho mais curto que gaste menos gasolina,e um caminho mais longo que seja mais rápido porque a estrada é melhor. Portanto, em termos absolutos, não podemos dizer qual o melhor: dependendo das circunstâncias, uma pessoa pode valorizar mais o seu tempo, e outra pode valorizar mais o seu dinheiro.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:left;margin:0;"><span style="font-size:12pt;font-family:ScaGoudy;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:left;margin:0;"><span style="font-size:12pt;font-family:ScaGoudy;">Assim que, é um sinal de imaturidade argumentar fortemente sobre um tema como se fosse absoluto quando na realidade não o é. Absoluto, é o desejo de servir a Krsna. Contudo, podem haver diferentes maneiras de O servir. Não necessáriamente um caminho tem que ser melhor que outro-pelo contrário, pode ser melhor para uma pessoa ou numa circunstância específica. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:left;margin:0;"><span style="font-size:12pt;font-family:ScaGoudy;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:left;margin:0;"><span style="font-size:12pt;font-family:ScaGoudy;">A minha própria conclusão é de que Srila Prabhupada tinha tanto amor pelas entidades vivas, e tanta energia, que conseguia fazer coisas que nunca ninguém conseguiu fazer. Mesmo a maior parte de seus irmãos espirituais não conseguiam sondar a sua grandeza. Por isso, eles aplicaram-lhe normas comuns, mas um critério assim, não era, na verdade, apropriado-porque ele era inconcevívelmente poderoso. (Ao mesmo tempo, Srila Prabhupada disse que não queria que a ISKCON se tornasse num culto de personalidade. Ele estava a ensinar uma ciência e queria que nós a conhecêssemos e a seguissemos.) Portanto, temos<span>  </span>que apreciar a grandeza de Srila Prabhupada. Pessoalmente sinto que, qualquer coisa que eu queira em consciência de Krsna, posso consegui-la de Srila Prabhupada. Não sinto que tenha que ir a outro sitio qualquer para a conseguir. Não sinto que falte alguma coisa naquilo que Srila Prabhupada nos deu.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:left;margin:0;"><span style="font-size:12pt;font-family:ScaGoudy;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:left;margin:0;"><span style="font-size:12pt;font-family:ScaGoudy;">Por vezes Krsna massajava os pés de lótus de Balarama, e algumas vezes Balarama massajava os pés de lótus de Krsna. Deste modo, algumas vezes Krsna era superior, outras um igual ou amigo, e ainda outras um júnior. Em qualquer posição fomos feitos para servir, e todo o serviço é absoluto. Numa carta, Srila Prabhupada escreveu a um discípulo: “A prática de servir os nossos irmãos espirituais é muito boa. O mestre espiritual nunca está sem os seus seguidores, portanto servir o mestre espiritual também significa servir os seus discípulos. Quando se serve o rei também se deve servir os seus ministros, os seus secretários, e todos os que o servem. E o rei pode ficar mais satisfeito se servimos os seus serventes do que se o servimos pessoalmente. Portanto o mestre espiritual não se encontra sózinho. </span><span style="font-size:12pt;font-family:ScaGoudy;">Sempre está com o seu séquito. Não somos impersonalistas. </span><span style="font-size:12pt;font-family:ScaGoudy;">Queremos servir a cada parte do todo, assim como cuidamos do chapéu e dos sapatos. Ambos são importantes para a manutenção do corpo.”</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:left;margin:0;"><span style="font-size:12pt;font-family:ScaGoudy;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:left;margin:0;"><span style="font-size:12pt;font-family:ScaGoudy;">Uma vez, um irmão spiritual comentou que nós queremos Srila Prabhupada no centro, e os <em>ritviks</em> querem Srila Prabhupada no centro, mas a diferença é que eles querem Srila Prabhupada sem os associados enquanto que nós queremos Srila Prabhupada com os associados. Esse era o sentimento de Prabhupada e essa é a diferença entre um devoto neófito e um mais avançado. O devoto neófito só conhece a Krsna e o seu guru. Um devoto mais avançado pode reconhecer outros devotos e apreciar o relacionamento deles com Krsna e com o guru e ele, ou ela, também quer servi-los.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:left;margin:0;"><span style="font-size:12pt;font-family:ScaGoudy;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:left;margin:0;"><span style="font-size:12pt;font-family:ScaGoudy;">Na verdade, é inconcebível: inconcebivelmente uno e diferente. O sol e os raios do sol são a mesma coisa contudo, simultaneamente, não são<span>  </span>a mesma coisa. Ainda assim eles formam um todo completo. Portanto, Krsna com os Seus devotos são um todo completo, e servir Krsna sem servir os Seus devotos não é completo. De igual modo, Srila Prabhupada com os seus devotos é um todo completo e, só servir Srila Prabhupada sem servir os seus devotos não satisfará Srila Prabhupada tão completamente como se o servirmos com os seus outros serventes. Portanto, lutar por supremacia-supremacia filosófica, supremacia politica-não é a atitude que queremos ou necessitamos. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:left;margin:0;"><span style="font-size:12pt;font-family:ScaGoudy;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:left;margin:0;"><span style="font-size:12pt;font-family:ScaGoudy;">Mas existem outros que também queriam falar. Eles poderão dizer algo mais. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:left;margin:0;"><span style="font-size:12pt;font-family:ScaGoudy;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:left;margin:0;"><span style="font-size:12pt;font-family:ScaGoudy;">Murari Caitanya: [inaudível] </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:left;margin:0;"><span style="font-size:12pt;font-family:ScaGoudy;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:left;margin:0;"><span style="font-size:12pt;font-family:ScaGoudy;">Giriraja Swami: Quando Murari Prabhu iniciou a sua pergunta, eu pensei na primeira vez que Tamal Krishna Goswami e Brahmananda Prabhu visitaram Boston. Naquela altura eles eram ídolos. Brahmananda disse algo que me tocou. Foi algo muito simples. Ele disse, “Todos queremos amor. Portanto, se tão só dermos a cada um o amor que queremos para nós próprios, ficaremos todos satisfeitos.” </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:left;margin:0;"><span style="font-size:12pt;font-family:ScaGoudy;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:left;margin:0;"><span style="font-size:12pt;font-family:ScaGoudy;">Também sinto que precisamos de escutar e cantar mais sobre Krsna porque, só por nos sentarmos e cantarmos o maha-mantra Hare Krsna, o coração abre. Muitos problemas desaparecem simplesmente por cantar. Em 1977, Srila Prabhupada estabeleceu um programa aos Domingos, em Juhu, que consistia em cantar todo o dia no templo, desde as nove da manhã, até às nove da noite. Eu era o presidente do templo e estavamos com problemas (sempre existem problemas no mundo material), mas lembro-me, que a partir de quinta-feira, não lidava com eles porque sabia que no Domingo conseguia todas as soluções. E era sempre assim. Só por cantar, obtinha muitas respostas. A mesma situação ocorreu durante o <em>pada-yatra.</em> Quando estava com dificuldades com o visto e não podia entrar na India, fizemos <em>pada-yatra</em> nas Mauricias desde Radhastami de 1984, até Gaura Purnima em 1986 e aconteceu a mesma coisa: com a minha mente e inteligência, não conseguia descobrir as soluções para tantos problemas mas, simplesmente por cantar durante horas-caminhando e cantando-obtive muitas respostas. Num sentido, ISKCON é um veículo que transporta a consciência de Krsna mas, o verdadeiro meio, é o escutar, cantar e lembrar de Krsna.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:left;margin:0;"><span style="font-size:12pt;font-family:ScaGoudy;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:left;margin:0;"><span style="font-size:12pt;font-family:ScaGoudy;">Devoto: [inaudível] </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:left;margin:0;"><span style="font-size:12pt;font-family:ScaGoudy;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:left;margin:0;"><span style="font-size:12pt;font-family:ScaGoudy;">Giriraja Swami: <em>Ista-gosthi</em>: <em>ista</em> quer dizer “desejável,” e <em>gosthi</em> significa “associação.” Portanto, é esse o significado. Devemos juntar-nos e falar sobre Krsna e o serviço a Krsna. Não quis sugerir que, como cantamos juntos, não precisamos de dialogar uns com os outros. Pelo contrário, quis dizer que, cantando juntos podemos criar um bom sentimento dentro de nós e entre nós para que, quando tenhamos que falar, seja mais espiritual e agradável. Até os assuntos mais práticos Srila Prabhupada tinha por costume discuti-los durante muitas horas. Por exemplo, uma vez Gargamuni fez uma importação de umas carrinhas Mercedes para o <em>sankirtan</em> viajante, mas nessa altura o governo indiano era muito estrito: ou pagava-se um imposto muito grande para o veículo entrar no país, ou então tinha que se tirar o veículo para fora do país no prazo de seis meses e mantê-lo fora por, pelo menos, mais seis meses. Assim, Gargamuni tinha feito esta importação e o tempo estava a aproximar-se para o desalfandegamento; de outro modo ele teria que pagar o imposto que era de 220% sobre o custo original. Foi um tema muito importante. Gargamuni perguntou a Srila Prabhupada, “O que devo fazer com as carrinhas? Devo levá-las para o Nepal e fico por lá a pregar durante seis meses e depois trago-as de volta ou devo enviá-las de volta para a Europa?” Literalmente, Srila Prabhupada passou horas com ele. Haviam tantas alternativas e tantos prós e contras.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:left;margin:0;"><span style="font-size:12pt;font-family:ScaGoudy;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:left;margin:0;"><span style="font-size:12pt;font-family:ScaGoudy;">Também no projecto de Juhu, Srila Prabhupada ficava connosco até altas horas da noite tentando descobrir o que fazer. É impessoal pensar, “Oh, eu só quero cantar o santo nome. Não me interessa nada deste mundo. Não quero falar nem fazer nada; só quero fundir-me no Brahman.” Não posso dizer quantas horas Srila Prabhupada dispendia tentando ajudar os devotos a encontrar soluções para os seus problemas. Sentia-se que ele estava connosco.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:left;margin:0;"><span style="font-size:12pt;font-family:ScaGoudy;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:left;margin:0;"><span style="font-size:12pt;font-family:ScaGoudy;">Mas, por vezes, ele também nos dizia que não o importunássemos tanto. Lembro-me que uma vez nós exagerámos. Íamos a ele com todo o tipo de perguntas práticas e administrativas que tivessemos e, finalmente, depois de se ter disponibilizado tão generosamente, bem como ao seu tempo, disse, “O guru não é uma máquina de perguntas-respostas.” Então disse, “Fulano de tal deve ser o vice-presidente e acabaram-se os argumentos. Agora tenho que traduzir os meus livros.”</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:left;margin:0;"><span style="font-size:12pt;font-family:ScaGoudy;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:left;margin:0;"><span style="font-size:12pt;font-family:ScaGoudy;">Mas, sim, precisamos de dialogar. Em qualquer relacionamento, devemos ser capazes de dialogar.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:left;margin:0;"><span style="font-size:12pt;font-family:ScaGoudy;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:left;margin:0;"><span style="font-size:12pt;font-family:ScaGoudy;">Damodar Pandit: [inaudível] </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:left;margin:0;"><span style="font-size:12pt;font-family:ScaGoudy;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:left;margin:0;"><span style="font-size:12pt;font-family:ScaGoudy;">Giriraja Swami: Muito obrigado por essa descrição emocionante. Recentemente, também passei por uma agitação. Depois, enquanto folheava o <em>Bhagavad-gita</em> deparei com o verso, <em>api cet su-duracaro bhajante</em> <em>mam ananya-bhak sadhur eva sa mantavya:</em> “Mesmo que alguém cometa acções das mais abomináveis, se estiver ocupado no serviço devocional, deve ser considerado santo, porque está devidamente ocupado em sua determinação.” “Devidamente ocupado” quer dizer ocupado em serviço devocional-mesmo se a pessoa comete a acção mais abominável.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:left;margin:0;"><span style="font-size:12pt;font-family:ScaGoudy;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:left;margin:0;"><span style="font-size:12pt;font-family:ScaGoudy;">Estava a ler o <em>Bhagavad-gita</em> juntamente com o livro que se intitula <em>Surrender Unto Me</em>, escrito por Bhurijana Prabhu. Bhurijana Prabhu inclui alguns comentários de acaryas anteriores e, num lugar, Srila Visvanatha Cakravarti Thakura desenvolve o diálogo entre Krsna e Arjuna, onde Krsna diz, “Declara abertamente que o Meu devoto jamais perece,” Srila Visvanatha Cakravarti Thakura parafraseia, “Ó Kaunteya, declara com tambores e címbalos, que meu devoto jamais perece.” Então Sri Visvanatha introduz um hipotético questionador. Quando Krsna diz que, mesmo se o devoto comete a acção mais abominável “ainda é considerado santo,” este questionador faz uma objecção, “Sim, ele pode ser considerado santo até ao ponto em que ele está ocupado em serviço devocional puro,” à qual o Senhor Krsna responde, “Não. Ainda que ele não esteja ocupado a cem por cento, deve ser considerado santo.” Então o questionador hipotético pergunta, “Mas, e se o devoto fracassa em abandonar o seu mau comportamento durante toda a vida?” Krsna responde, “Eu, Krsna, sou o Supremo Senhor e, mesmo que um devoto fracasse, jamais perecerá. Pelo contrário, na certeza que terá sucesso.”</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:left;margin:0;"><span style="font-size:12pt;font-family:ScaGoudy;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:left;margin:0;"><span style="font-size:12pt;font-family:ScaGoudy;">Bom, quando eu li isso (e eu, nessa altura, sentia-me muito caído), tive uma realização semelhante aquela que acabas de descrever. (Penso que o que experimentei foi o extremo daquilo que tu experimentaste, porque eu tinha acabado de passar por uma cirurgia de coração aberto, e pensava, “Que falhado que sou! Nem sequer consigo executar a função mais básica de manter o corpo e a alma juntos. Sou um fracasso completo!”)<span>  </span>Entretanto quando li essa afirmação enfática e misericordiosa, realizei que, aos olhos de Krsna, pela graça dos <em>acaryas</em>, ainda sou considerado um devoto.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:left;margin:0;"><span style="font-size:12pt;font-family:ScaGoudy;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:left;margin:0;"><span style="font-size:12pt;font-family:ScaGoudy;">A outra realização que vivenciei nessa altura foi que, apesar de ser um devoto, também sou um indivíduo. Não existe um esteriótipo de como deve ser um devoto. Assim como não existem dois indivíduos iguais, também não existem dois devotos iguais. E o facto de eu não ser exactamente o mesmo que outra pessoa, que é um melhor devoto, não significa que eu não sou um devoto. Sendo um devoto, o meu ponto de vista é intrínsecamente válido porque, de uma ou outra forma sou um devoto-apesar de não ser tão influente ou exitoso ou erudito como outro devoto possa ser. Assim, penso que o que tu dizes está correcto: temos que aceitar a nossa própria individualidade para depois aceitar a individualidade dos outros. De outro modo, se tentarmos fazer uma estimativa de nós próprios em relação a uma fasquia artificial ou impossível de chegar e não aceitarmos a nossa própria individualidade, então, também faremos uma estimativa dos outros com a mesma fasquia artificial e observaremos que nós fracassamos, eles fracassam, todos fracassam e, como consequência, todo o processo torna-se deprimente.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:left;margin:0;"><span style="font-size:12pt;font-family:ScaGoudy;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:left;margin:0;"><span style="font-size:12pt;font-family:ScaGoudy;">Muitíssimo obrigado. Todas as glórias a Srila Prabhupada! Sri Balarama Prabhu <em>ki jaya!</em></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:left;margin:0;"><span style="font-size:12pt;font-family:ScaGoudy;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:left;margin:0;"><span style="font-size:12pt;font-family:ScaGoudy;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:left;margin:0;"><span><span style="font-size:x-small;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:left;margin:0;"><span><span style="font-size:x-small;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:left;margin:0;"><span><span style="font-size:x-small;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:left;margin:0;"><span><span style="font-size:x-small;"> </span></span></p>
<p style="text-align:left;"> </p>
<p> </p></div>
<p></font></font></span><font face="ScaGoudy"></font></span></p>
<br /><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/categories/girirajswami.wordpress.com/53/" /> <img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/tags/girirajswami.wordpress.com/53/" /> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/girirajswami.wordpress.com/53/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/girirajswami.wordpress.com/53/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/girirajswami.wordpress.com/53/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/girirajswami.wordpress.com/53/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/girirajswami.wordpress.com/53/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/girirajswami.wordpress.com/53/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/girirajswami.wordpress.com/53/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/girirajswami.wordpress.com/53/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/girirajswami.wordpress.com/53/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/girirajswami.wordpress.com/53/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/girirajswami.wordpress.com/53/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/girirajswami.wordpress.com/53/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/girirajswami.wordpress.com/53/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/girirajswami.wordpress.com/53/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=girirajswami.wordpress.com&amp;blog=4302647&amp;post=53&amp;subd=girirajswami&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Guru Purnima</title>
		<link>http://girirajswami.wordpress.com/2008/08/05/ratha-yatra-2008-2/</link>
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		<pubDate>Tue, 05 Aug 2008 13:14:17 +0000</pubDate>
		<dc:creator>nityananda108</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

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		<description><![CDATA[  Guru-purnima   Uma Aula Dada por Giriraja Swami 29 de Julho, 2007 Dallas     om ajnana-timirandhasya jnananjana-salakaya caksur unmilitam yena tasmai sri-gurave namah   sri-caitanya-mano ’bhistam sthapitam yena bhutale svayam rupah kada mahyam dadati sva-padantikam   nama om visnu-padaya krsna-presthaya bhu-tale srimate bhaktivedanta-svamin iti namine   namas te sarasvate deve gaura-vani-pracarine nirvisesa-sunyavadi-pascatya-desa-tarine   [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=girirajswami.wordpress.com&amp;blog=4302647&amp;post=41&amp;subd=girirajswami&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p class="MsoNormal" style="background:white;line-height:normal;text-align:center;margin:0;" align="center"> </p>
<p><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;"></p>
<p class="MsoNormal" style="background:white;line-height:normal;text-align:center;margin:0;" align="center"><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;"></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background:white;line-height:normal;text-align:center;margin:0;" align="center"><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;"></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background:white;line-height:normal;text-align:center;margin:0;" align="center"><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;"><span style="font-family:Calibri;"><a href="http://girirajswami.files.wordpress.com/2008/08/gallery_bg12.jpg"><img class="aligncenter size-medium wp-image-45" src="http://girirajswami.files.wordpress.com/2008/08/gallery_bg12.jpg?w=217&#038;h=300" alt="" width="217" height="300" /></a></span></span></p>
<p><font face="ScaGoudy" color="#666666"></p>
<p class="MsoNormal" style="background:white;line-height:normal;text-align:center;margin:0;" align="center"><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;"></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background:white;line-height:normal;text-align:center;margin:0;" align="center"><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;"><span style="font-family:Calibri;">Guru-purnima</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background:white;line-height:normal;text-align:center;margin:0;" align="center"><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;"><span style="font-family:Calibri;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background:white;line-height:normal;text-align:center;margin:0;" align="center"><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;"><span style="font-family:Calibri;">Uma Aula Dada por Giriraja Swami</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background:white;line-height:normal;text-align:center;margin:0;" align="center"><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;"><span style="font-family:Calibri;">29 de Julho, 2007</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background:white;line-height:normal;text-align:center;margin:0;" align="center"><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;"><span style="font-family:Calibri;">Dallas</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background:white;line-height:normal;margin:0;"><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;"><span style="font-family:Calibri;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background:white;line-height:normal;margin:0;"><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;"><span style="font-family:Calibri;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background:white;line-height:normal;margin:0;"><span style="font-family:Calibri;"><em><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;">om ajnana-timirandhasya jnananjana-salakaya</span></em><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;"></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background:white;line-height:normal;margin:0;"><span style="font-family:Calibri;"><em><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;">caksur unmilitam yena tasmai sri-gurave namah</span></em><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;"></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background:white;line-height:normal;margin:0;"><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;"><span style="font-family:Calibri;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background:white;line-height:normal;margin:0;"><span style="font-family:Calibri;"><em><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;">sri-caitanya-mano ’bhistam sthapitam yena bhutale</span></em><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;"></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background:white;line-height:normal;margin:0;"><span style="font-family:Calibri;"><em><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;">svayam rupah kada mahyam dadati sva-padantikam</span></em><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;"></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background:white;line-height:normal;margin:0;"><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;"><span style="font-family:Calibri;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background:white;line-height:normal;margin:0;"><span style="font-family:Calibri;"><em><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;">nama om visnu-padaya krsna-presthaya bhu-tale</span></em><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;"></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background:white;line-height:normal;margin:0;"><span style="font-family:Calibri;"><em><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;">srimate bhaktivedanta-svamin iti namine</span></em><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;"></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background:white;line-height:normal;margin:0;"><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;"><span style="font-family:Calibri;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background:white;line-height:normal;margin:0;"><span style="font-family:Calibri;"><em><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;">namas te sarasvate deve gaura-vani-pracarine</span></em><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;"></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background:white;line-height:normal;margin:0;"><span style="font-family:Calibri;"><em><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;">nirvisesa-sunyavadi-pascatya-desa-tarine</span></em><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;"></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background:white;line-height:normal;margin:0;"><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;"><span style="font-family:Calibri;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background:white;line-height:normal;margin:0;"><span style="font-family:Calibri;"><em><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;">vancha-kalpatarubhyas ca krpa-sindhubhya eva ca</span></em><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;"></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background:white;line-height:normal;margin:0;"><span style="font-family:Calibri;"><em><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;">patitanam pavanebhyo vaisnavebhyo namo namah</span></em><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;"></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background:white;line-height:normal;margin:0;"><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;"><span style="font-family:Calibri;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background:white;line-height:normal;margin:0;"><span style="font-family:Calibri;"><em><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;">sri krsna caitanya prabhu nityananda sri advaita </span></em><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;"></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background:white;line-height:normal;margin:0;"><span style="font-family:Calibri;"><em><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;">gadadhara srivasadi-gaura-bhakta-vrnda</span></em><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;"></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background:white;line-height:normal;margin:0;"><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;"><span style="font-family:Calibri;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background:white;line-height:normal;margin:0;"><span style="font-family:Calibri;"><em><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;">hare krsna hare krsna krsna krsna hare hare</span></em><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;"></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background:white;line-height:normal;margin:0;"><span style="font-family:Calibri;"><em><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;">hare rama hare rama rama rama hare hare</span></em><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;"></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background:white;line-height:normal;margin:0;"><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;"><span style="font-family:Calibri;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background:white;line-height:normal;margin:0;"><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;"><span style="font-family:Calibri;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background:white;line-height:normal;margin:0;"><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;"><span style="font-family:Calibri;">Hoje é Guru Purnima. Srila Prabhupada explicou que o sistema de honrar o mestre spiritual é comum em todas as secções dos seguidores védicos. Nas seitas Mayavadis (impersonalistas), os discípulos oferecem respeitos ao mestre espiritual uma vez por ano, em Guru-purnima. Na <em>sampradaya</em> Gaudiya Vaisnava, os discípulos oferecem homenagem anualmente, no dia do aparecimento do mestre espiritual; este dia é chamado Vyasa-puja porque o mestre espiritual representa Vedavyasa, a manifestação de Krsna com poderes excepcionais, que compilou as literaturas védicas e, o mestre espiritual fidedigno, apresenta o mesmo conhecimento através da sucessão discipular. Apesar de Guru-purnima ser geralmente celebrado pelos grupos Mayavadis, vamos aproveitar-nos desta oportunidade para falar sobre o princípio do <em>guru</em>-e glorificar o <em>acarya</em>-<em>sampradaya</em>, porque hoje é o dia de Guru-purnima.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background:white;line-height:normal;margin:0;"><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;"><span style="font-family:Calibri;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background:white;line-height:normal;margin:0;"><span style="font-family:Calibri;"><em><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;">Guru</span></em><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;"> é um assunto profundo. Nós cantamos<em>, vande´ham sri-guroh sri-yuta-pada-kamalam sri-gurun vaisnavams ca</em>. Oferecemos respeitos ao mestre espiritual, no singular, aos mestres espirituais, no plural, e a todos os Vaisnavas. O mestre espiritual, no singular, é o mestre espiritual pessoal, os mestres espirituais, no plural, são os <em>acaryas</em> predecessores, e os Vaisnavas são os seguidores do mestre espiritual. Oferecemos respeitos a todos eles, porque vêm na mesma linha, na sucessão discipular (<em>parampara</em>) que começa com o próprio Krsna.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background:white;line-height:normal;margin:0;"><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;"><span style="font-family:Calibri;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background:white;line-height:normal;margin:0;"><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;"><span style="font-family:Calibri;">Srila Prabhupada explica, “Oferecer respeitos ao mestre espiritual significa oferecer respeitos a todos os <em>acaryas</em> anteriores. <em>Gurun</em> encontra-se no plural. Os <em>acaryas</em> não são diferentes entre si, porque todos pertencem à sucessão discipular que começa com o mestre espiritual original e, portanto, não têm pontos de vista diferentes.” Deste modo oferecemos respeitos aos predecessores.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background:white;line-height:normal;margin:0;"><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;"><span style="font-family:Calibri;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background:white;line-height:normal;margin:0;"><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;"><span style="font-family:Calibri;">Similarmente, oferecemos respeitos aos seguidores. Srila Prabhupada continua a explicar, “Mestre espiritual significa alguém que deve ter muitos seguidores, que, por sua vez, são todos Vaisnavas. São chamados <em>prabhus</em>, e o mestre espiritual é chamado Prabhupada porque, a seus pés de lótus, estão muitos <em>prabhus</em>. <em>Pada</em> significa “pé de lótus.” Todos estes Vaisnavas são <em>prabhus</em>. A eles também se lhes oferece reverências-não somente ao mestre espiritual , mas também aos seus associados. E estes associados, os seus discípulos, são todos Vaisnavas. Portanto também a eles se lhes deve oferecer respeitosas reverências.” (Comentário de SP ao <em>Mangalacarana</em>, 8 de Janeiro, 1969)</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background:white;line-height:normal;margin:0;"><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;"><span style="font-family:Calibri;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background:white;line-height:normal;margin:0;"><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;"><span style="font-family:Calibri;">Para nós, na ISKCON, Srila Prabhupada é o <em>guru</em> mais importante; ele é o <em>acarya</em>-fundador. Mas ele também tem os seus associados—Srila Gour Govinda Swami Maharaja, Srila Tamal Krishna Goswami Maharaja, Srila Sridhar Swami, Srila Bhakti Tirtha Swami, Srila Bhaktisvarupa Damodara Swami—isto para enumerar alguns que já partiram. Naturalmente que Srila Prabhupada está a ser servido, no presente, por tantos outros aos quais podemos servir e com os quais podemos aprender.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background:white;line-height:normal;margin:0;"><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;"><span style="font-family:Calibri;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background:white;line-height:normal;margin:0;"><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;"><span style="font-family:Calibri;">“Aquele que ensina pode ser tratado como mestre espiritual. . . . Todos os irmãos espirituais mais velhos podem ser tratados por <em>gurus</em>, porque nos instruem. Não há nenhum problema. Na verdade, assim como só temos um pai, também só temos um <em>guru</em>, que é aquele que nos inicia. Mas todos os Vaisnavas devem ser tratados por <em>prabhu</em>, mestre, superior a mim e, neste sentido, se eu aprendo dele, posso aceitá-lo como <em>guru</em>.” (Carta de SP datada de 20 de Novembro, 1971)</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background:white;line-height:normal;margin:0;"><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;"><span style="font-family:Calibri;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background:white;line-height:normal;margin:0;"><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;"><span style="font-family:Calibri;">O <em>guru</em> original é Krsna. Ele fala o conhecimento do <em>Bhagavad-gita</em> e estabelece os princípios da religião. <em>Dharmam tu saksad bhagavat-pranitam</em>: os princípios de <em>dharma-bhagavata-dharma, prema-dharma</em>-são estabelecidos por Deus, a Pessoa Suprema. Não podemos manufacturar o <em>dharma</em>. Na verdade, dharma quer dizer “as leis de Deus” ou “as ordens de Deus.” Portanto, <em>dharmam tu saksad</em> <em>bhagavat-pranitam</em>: os princípios da religião são estabelecidos pelo próprio Senhor. Assim como não podemos fazer as nossas próprias leis, também não podemos inventar os princípios religiosos. Srila Prabhupada dá o exemplo de uns amigos que se reunem para fazerem as suas próprias leis. “Bom, agora penso que devemos legalizar a marijuana. Estão todos de acordo? Muito bem. Está aprovada.” A lei tem que, obrigatóriamente, ser estabelecida pelo governo, pelo parlamento ou pela legislatura. Do mesmo modo dharma é estabelecido por Deus.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background:white;line-height:normal;margin:0;"><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;"><span style="font-family:Calibri;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background:white;line-height:normal;margin:0;"><span style="font-family:Calibri;"><em><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;">dharmam tu saksad bhagavat-pranitam</span></em><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;"></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background:white;line-height:normal;margin:0;"><span style="font-family:Calibri;"><em><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;"> na vai vidur rsayo napi devah</span></em><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;"></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background:white;line-height:normal;margin:0;"><span style="font-family:Calibri;"><em><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;">na siddha-mukhya asura manusyah</span></em><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;"></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background:white;line-height:normal;margin:0;"><span style="font-family:Calibri;"><em><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;"> kuto nu vidyadhara-caranadayah</span></em><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;"></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background:white;line-height:normal;margin:0;"><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;"><span style="font-family:Calibri;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background:white;line-height:normal;margin:0;"><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;"><span style="font-family:Calibri;">“Os verdadeiros princípios religiosos são decretados pela Suprema Personalidade de Deus. Embora plenamente situados no modo da bondade, nem mesmo os grandes rsis que ocupam os planetas mais elevados podem definir os verdadeiros princípios religiosos, tampouco o podem os semideuses ou os líderes de Siddhaloka, e isto para não mencionar os asuras, os seres humanos comuns, os Vidyadharas e os Caranas.” (<em>SB</em> 6.3.19)</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background:white;line-height:normal;margin:0;"><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;"><span style="font-family:Calibri;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background:white;line-height:normal;margin:0;"><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;"><span style="font-family:Calibri;">A conclusão do <em>Bhagavad-gita</em> é <em>sarva-dharma parityajya</em> <em>mam ekam saranam vraja</em>-abandonarmos todas as variedades de dharmas e simplesmente rendermo-nos a Krsna. Para compreendermos estas verdades confidenciais sobre os princípios religiosos e o conhecimento do Bhagavad-gita, precisamos da ajuda dos <em>mahajanas</em>, as autoridades na consciência de Krsna—<em>gurus</em>. </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background:white;line-height:normal;margin:0;"><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;"><span style="font-family:Calibri;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background:white;line-height:normal;margin:0;"><span style="font-family:Calibri;"><em><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;">svayambhur naradah sambhuh</span></em><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;"></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background:white;line-height:normal;margin:0;"><span style="font-family:Calibri;"><em><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;"> kumarah kapilo manuh</span></em><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;"></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background:white;line-height:normal;margin:0;"><span style="font-family:Calibri;"><em><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;">prahlado janako bhismo</span></em><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;"></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background:white;line-height:normal;margin:0;"><span style="font-family:Calibri;"><em><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;"> balir vaiyasakir vayam</span></em><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;"></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background:white;line-height:normal;margin:0;"><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;"><span style="font-family:Calibri;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background:white;line-height:normal;margin:0;"><span style="font-family:Calibri;"><em><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;">dvadasaite vijanimo</span></em><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;"></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background:white;line-height:normal;margin:0;"><span style="font-family:Calibri;"><em><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;"> dharmam bhagavatam bhatah</span></em><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;"></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background:white;line-height:normal;margin:0;"><span style="font-family:Calibri;"><em><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;">guhyam visuddham durbodham</span></em><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;"></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background:white;line-height:normal;margin:0;"><span style="font-family:Calibri;"><em><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;"> yam jnatvamrtam asnute</span></em><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;"></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background:white;line-height:normal;margin:0;"><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;"><span style="font-family:Calibri;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background:white;line-height:normal;margin:0;"><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;"><span style="font-family:Calibri;">“O Senhor Brahma, Bhagavan Narada, o Senhor Siva, os quatro Kumaras, o Senhor Kapila[o filho de Devahuti], Svayambhuva Manu, Prahlada Maharaja, Janaka Maharaja, o avô Bhisma, Bali Maharaja, Sukadeva Gosvami e eu próprio [Yamaraja] conhecemos o verdadeiro princípio religioso. Meus queridos serventes, este princípio religioso transcendental, conhecido como <em>bhagavata-dharma</em>, ou rendição ao Senhor Supremo e amor a Ele, não está contaminado pelos modos materiais da natureza. Ele é muito confidencial e difícil de ser entendido pelos seres humanos comuns mas se, por acaso, alguém tem a boa fortuna de compreendê-lo, liberta-se de imediato, e assim retorna ao lar, retorna ao Supremo.” (<em>SB</em> 6.3.20–21)</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background:white;line-height:normal;margin:0;"><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;"><span style="font-family:Calibri;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background:white;line-height:normal;margin:0;"><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;"><span style="font-family:Calibri;">Este conhecimento confidencial é dado por Deus nas escrituras e transmitido através da sucessão discipular (<em>evam parampara-praptam</em>) às grandes almas, que por sua vez, transmitem-no aos seus seguidores entusiastas. De todas as escrituras, o <em>Srimad-Bhagavatam</em> é considerada a mais importante, o fruto maduro da árvore do conhecimento védico.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background:white;line-height:normal;margin:0;"><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;"><span style="font-family:Calibri;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background:white;line-height:normal;margin:0;"><span style="font-family:Calibri;"><em><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;">nigama-kalpa-taror galitam phalam</span></em><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;"></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background:white;line-height:normal;margin:0;"><span style="font-family:Calibri;"><em><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;"> suka-mukhad amrta-drava-samyutam</span></em><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;"></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background:white;line-height:normal;margin:0;"><span style="font-family:Calibri;"><em><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;">pibata bhagavatam rasam alayam</span></em><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;"></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background:white;line-height:normal;margin:0;"><span style="font-family:Calibri;"><em><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;"> muhur aho rasika bhuvi bhavukah</span></em><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;"></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background:white;line-height:normal;margin:0;"><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;"><span style="font-family:Calibri;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background:white;line-height:normal;margin:0;"><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;"><span style="font-family:Calibri;">“Ó homens sábios e pensativos, saboreai o <em>Srimad</em>-<em>Bhagavatam</em>, o fruto maduro da árvore dos desejos das literaturas védicas. Ele emanou dos lábios de Sukadeva Gosvami. Portanto este fruto tornou-se ainda mais saboroso, apesar do seu sumo nectáreo já ser agradável para todos, até mesmo para as almas liberadas.” (<em>SB</em> 1.1.3)</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background:white;line-height:normal;margin:0;"><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;"><span style="font-family:Calibri;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background:white;line-height:normal;margin:0;"><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;"><span style="font-family:Calibri;">Este fruto néctareo é-nos transmitido através da sucessão discipular. Ao comentar sobre este verso, Srila Visvanatha Cakravarti Thakura dá o exemplo de uma árvore de mangas. Para apanhar uma manga madura que esteja no cimo da árvore, vários rapazes sobem para diferentes ramos. O rapaz que está no cimo da árvore apanha a fruta e dá-a ao rapaz que está no ramo mais abaixo, que, por sua vez, a dá a outro que está no outro ramo e assim vai, até que chega finalmente àquele que está no chão-na mesma condição perfeita como quando estava no cimo da árvore. Foi passada intacta, tal como estava antes, sem ser machucada nem aberta.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background:white;line-height:normal;margin:0;"><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;"><span style="font-family:Calibri;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background:white;line-height:normal;margin:0;"><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;"><span style="font-family:Calibri;">No cimo da árvore está Krsna e Ele transmite o conhecimento a Brahma. Brahma transmite-o a Narada que por sua vez o transmite a Vyasa. (Hoje também se chama Vyasa Purnima porque Vyasadeva, que compilou a literatura védica, apareceu nesta data.) Vyasa transmite-o a Madhvacarya, etc—Caitanya Mahaprabhu, os Seis Gosvamis e mais tarde, Srila Bhaktivinoda Thakura, Srila Gaurakisora dasa Babaji Maharaja, Srila Bhaktisiddhanta Sarasvati Thakura e Srila Prabhupada. E agora os seguidores de Srila Prabhupada apresentam o mesmo conhecimento. Os mesmos ensinamentos são apresentados e seguidos por eles—essa é a sua única qualificação.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background:white;line-height:normal;margin:0;"><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;"><span style="font-family:Calibri;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background:white;line-height:normal;margin:0;"><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;"><span style="font-family:Calibri;">Srila Prabhupada escreveu sobre Vedavyasa: “Vyasadeva foi uma pessoa que existiu e é aceite por todas as autoridades e qualquer pessoa pode realizar o quão maravilhoso foi, por ter compilado as literaturas védicas. Portanto ele conhecido como Mahamuni. <em>Muni</em> significa “pensador” ou “grande pensador” ou “grande poeta” e <em>maha</em> significa ainda maior. Não existe nenhuma comparação entre Vyasadeva e qualquer outro escritor ou pensador ou filósofo. Ninguém pode estimar a importância académica de Srila Vyasadeva. Ele compôs muitos milhões de versos em sânscrito e nós, através de nossos esforços diminutos, tentamos receber um fragmento que seja desse conhecimento que existe neles. Portanto, Srila Vyasadeva sumarizou todo o conhecimento védico no <em>Srimad-Bhagavatam</em>, que é conhecido como o fruto maduro da árvore dos desejos do conhecimento védico. O fruto maduro é recebido de mão em mão através da sucessão discipular e qualquer pessoa que execute este trabalho em sucessão discipular a partir de Srila Vyasadeva, é considerado um representante de Vyasadeva, e como tal, o dia do aparecimento do mestre espiritual fidedigno é adorado como Vyasa-puja.” (Carta de Srila Prabhupada datada de 25 de Agosto de 1970)</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background:white;line-height:normal;margin:0;"><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;"><span style="font-family:Calibri;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background:white;line-height:normal;margin:0;"><span style="font-family:Calibri;"><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;">Hoje, é não só Vyasa Purnima, o dia de aparecimento de Vedavyasa, mas é também o dia de desaparecimento de Srila Sanatana Gosvami, o mais sénior dos Seis Gosvamis de Vrndavana. O seu livro, <em>Brhad-Bhagavatamrta</em>, foi o primeiro trabalho literário importante dos Seis Gosvamis. Sanatana Gosvami também aparece na sucessão discipular a partir do Senhor Krsna e que passa por Brahma, mas ele é uma figura especialmente importante porque é um seguidor directo de Sri Caitanya Mahaprabhu, que é o próprio Krsna. Porque o Senhor Caitanya é Krsna, pode criar a sua própria sucessão discipular mas, porque actuava como um devoto, escolheu aceitar iniciação na sucessão discipular que começa com Krsna e Brahma. Contudo Ele é Deus e o processo que utilizou para impartir conhecimento aos Seus seguidores imediatos-Rupa e Sanatana Gosvamis-é comparado à forma como o Senhor Krsna impartiu conhecimento ao Senhor Brahma. No seu <em>Caitanya</em></span><em><span style="font-size:12pt;color:blue;font-family:ScaGoudy;">-caritamrta</span></em><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;"> Srila Krsnadasa Kaviraja Gosvami escreve sobre Rupa, o irmão mais novo de Sanatana Gosvami.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background:white;line-height:normal;margin:0;"><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;"><span style="font-family:Calibri;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background:white;line-height:normal;margin:0;"><span style="font-family:Calibri;"><em><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;">vrndavaniyam rasa-keli-vartam</span></em><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;"></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background:white;line-height:normal;margin:0;"><span style="font-family:Calibri;"><em><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;"> kalena luptam nija-saktim utkah</span></em><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;"></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background:white;line-height:normal;margin:0;"><span style="font-family:Calibri;"><em><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;">sancarya rupe vyatanot punah sa</span></em><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;"></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background:white;line-height:normal;margin:0;"><span style="font-family:Calibri;"><em><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;"> prabhur vidhau prag iva loka-srstim</span></em><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;"></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background:white;line-height:normal;margin:0;"><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;"><span style="font-family:Calibri;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background:white;line-height:normal;margin:0;"><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;"><span style="font-family:Calibri;">“Antes que esta manifestação cósmica fosse criada, o Senhor iluminou o coração do Senhor Brahma, fornecendo-lhe os pormenores da criação, e manifestou-lhe o conhecimento védico. Da mesmíssima maneira, o Senhor, desejando ardentemente reviver os passatempos do Senhor Krsna em Vrndavana,imbuiu o coração de Rupa Gosvami de potência espiritual. Por meio desta potência, Srila Rupa Gosvami pode reviver as actividades de Krsna em Vrndavana, as quais estavam quase que completamente esquecidas. Dessa maneira, Ele propagou a consciência de Krsna por todo o mundo.” (<em>Cc Madhya</em> 19.1) O Senhor Caitanya outorgou-lhe poder para que escrevesse livros sobre a bhakti-yoga, e o mesmo pode ser dito acerca de Sanatana Gosvami.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background:white;line-height:normal;margin:0;"><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;"><span style="font-family:Calibri;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background:white;line-height:normal;margin:0;"><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;"><span style="font-family:Calibri;">Nós somos seguidores dos Seis Gosvamis—seguidores dos seus seguidores. Srila Narottama dasa Thakura ora,</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background:white;line-height:normal;margin:0;"><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;"><span style="font-family:Calibri;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background:white;line-height:normal;margin:0;"><span style="font-family:Calibri;"><em><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;">ei chaya gosai yara-mui tara dasa</span></em><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;"></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background:white;line-height:normal;margin:0;"><span style="font-family:Calibri;"><em><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;">tan’-sabara pada-renu mora panca-grasa</span></em><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;"></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background:white;line-height:normal;margin:0;"><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;"><span style="font-family:Calibri;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background:white;line-height:normal;margin:0;"><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;"><span style="font-family:Calibri;">“Eu sou o servente dessa pessoa que é um servente dos Seis Gosvamis. A poeira dos seus pés de lótus são os meus cinco tipos de alimento.”</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background:white;line-height:normal;margin:0;"><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;"><span style="font-family:Calibri;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background:white;line-height:normal;margin:0;"><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;"><span style="font-family:Calibri;">E:</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background:white;line-height:normal;margin:0;"><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;"><span style="font-family:Calibri;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background:white;line-height:normal;margin:0;"><span style="font-family:Calibri;"><em><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;">tandera carana sevi-bhakta-sane vasa</span></em><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;"></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background:white;line-height:normal;margin:0;"><span style="font-family:Calibri;"><em><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;">janame janame hoy ei abhilasa</span></em><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;"></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background:white;line-height:normal;margin:0;"><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;"><span style="font-family:Calibri;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background:white;line-height:normal;margin:0;"><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;"><span style="font-family:Calibri;">“O meu desejo é que, nascimento após nascimento, eu possa viver com aqueles devotos que servem os pés de lótus dos Seis Gosvamis.”</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background:white;line-height:normal;margin:0;"><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;"><span style="font-family:Calibri;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background:white;line-height:normal;margin:0;"><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;"><span style="font-family:Calibri;">Fomos muito afortunados em ter recebido em Santa Bárbara, há umas semanas atrás, quatro devotos provenientes de Dallas, díscípulos de Tamal Krishna Goswami—Dharma Prabhu e a sua esposa, a irmã desta, Saibya e a Mataji Padma. Nessa mesma altura também estava connosco Mayapur dasa, que foi o servente pessoal de Sridhar Swami durante muitos anos. Pensámos ser uma boa ocasião para glorificar esses dois serventes corajosos de Srila Prabhupada, esses dois pregadores poderosos, Tamal Krishna Goswami e Sridhar Swami. Foi muito inspirador e purificante. Todos os devotos falaram de uma forma muito bonita—cada um deles—na verdade podia-se perceber a presença de Tamal Krishna Goswami e de Sridhar Swami e verdadeiramente sentir essa união com Srila Prabhupada e os seus associados. Sua Santidade Niranjana Swami liderou o <em>kirtana</em> e também falou de uma forma muito bonita.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background:white;line-height:normal;margin:0;"><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;"><span style="font-family:Calibri;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background:white;line-height:normal;margin:0;"><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;"><span style="font-family:Calibri;">Na verdade sinto que estes líderes do movimento . . . Apesar de sermos todos irmãos espirituais, na medida em que fomos todos iniciados por Srila Prabhupada, existem alguns seguidores de Srila Prabhupada que foram—e são—verdadeiramente líderes do movimento e estão a mostrar o caminho para os outros seguirem. Certamente que Sua Santidade Tamal Krishna Goswami foi um grande pioneiro bem como Sua Santidade Sridhara Swami e os outros que eu mencionei. Mesmo agora os devotos continuam a seguir Srila Prabhupada e, ao liderar-nos, mostram-nos o caminho. Também nós estamos a tentar dar o nosso pequeno contributo, contudo, existem alguns que estão à nossa frente, mostrando-nos o caminho e tornando-o mais fácil, para que o possamos seguir. E isso é natural. Sempre haverá esta situação.                                        </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background:white;line-height:normal;margin:0;"><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;"><span style="font-family:Calibri;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background:white;line-height:normal;margin:0;"><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;"><span style="font-family:Calibri;">Ao mesmo tempo, é algo muito pessoal e individual—quem é que Krsna utiliza para falar com esta ou aquela pessoa. Nem todos têm que seguir uma pessoa em particular. Krsna pode manifestar-Se—Srila Prabhupada pode manifestar-se—através de diferentes serventes, diferentes Vaisnavas, e devemos estar receptivos a esse fluir de misericórdia, não nos importando como chega até nós, ou quem a transporta. Não é algo esteriotipado, ou fixo, ou rígido. Essa misericórdia pode chegar de diferentes maneiras e devemos estar receptivos a ela. Na verdade, este é o princípio de <em>guru</em>: as instruções de Krsna chegam até nós através de algum servente de Krsna, algum representante de Krsna—e não está limitado a uma única pessoa. Krsna pode falar connosco através de muitas bocas, de muitas personalidades, e devemos estar com o coração aberto a essa guia. Devemos colocar as Suas instrucções sobre a nossa cabeça e segui-las. É desta maneira que Krsna guia as almas condicionadas de volta a casa, de volta ao Supremo. Ele pode ocupar diferentes serventes para nos ajudarem;e Deus sabe que precisamos de toda a ajuda possível. Portanto, não devemos ser sectários. Não nos devemos fechar ao fluxo de misericórdia que possa chegar até nós pelo arranjo do Supremo, pelo arranjo de Srila Prabhupada, ou pelo arranjo de qualquer um de nossos mestres espirituais.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background:white;line-height:normal;margin:0;"><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;"><span style="font-family:Calibri;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background:white;line-height:normal;margin:0;"><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;"><span style="font-family:Calibri;">Eu medito sempre no exemplo de Raghunatha dasa Gosvami, porque teve muitos <em>gurus</em>. Naturalmente que era um associado directo do próprio Senhor Caitanya mas, mesmo assim, ele foi ajudado por muitos bem-querentes e guias. Primeiro, foi iniciado por Yadunandana Acarya, o mestre espiritual da família de Raghunatha. O próprio Yadunandana Acarya era um Vaisnava muito importante, um discípulo iniciado de Advaita Acarya e um estudante íntimo de Vasudeva Datta. Balarama Acarya, um associado muito querido de Haridasa Thakura, era o sacerdote da família de Raghunatha. Raghunatha também aprendeu dele. Balarama Acarya e Yadunandana Acarya eram ambos amigos e costumavam hospedar Haridasa Thakura em suas casas. Durante algum tempo, Balarama Acarya disponibilizou a Haridasa uma cabana de palha e prasada,e simultaneamente,enquanto estudante, Raghunatha visitava Haridasa Thakura diáriamente; está dito que devido à misericórdia que recebeu de Haridasa, Raghunatha alcançou a misericórdia de Sri Caitanya Mahaprabhu. Certa vez, Balarama Acarya convidou Haridasa Thakura para palestrar na assembleia da família de Raghunatha, os Majumdars, e assim Raghunatha pode escutá-lo novamente acerca das glórias do santo nome.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background:white;line-height:normal;margin:0;"><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;"><span style="font-family:Calibri;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background:white;line-height:normal;margin:0;"><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;"><span style="font-family:Calibri;">A seu devido tempo, Raghunatha dasa encontrou-se com Nityananda Prabhu em Panihati, onde recebeu a Sua benção de que se libertaria de todos os obstáculos e alcançaria refúgio aos pés de lótus de Sri Caitanya Mahaparabhu. Em breve Raghunatha fugiu de casa, viajou a pé para Puri, e alcançou o refúgio misericordioso de Sri Caitanya Mahaprabhu—pela misericórdia de Nityananda Prabhu. Então, Caitanya Mahaprabhu confiou Raghunatha dasa a Svarupa Damodara Gosvami: “Eu confio-te Raghunatha. Por favor aceita-o como teu filho ou servente.” Raghunatha ainda era muito jovem; tinha mais ou menos vinte e dois anos. Então, o Senhor agarrou na mão de Raghunatha e, pessoalmente, colocou-o aos cuidados de Svarupa Damodara Gosvami. Deste modo, Raghunatha tornou-se o assistente de Svarupa Damodara. Svarupa Damodara era o secretário de Sri Caitanya Mahaprabhu e Raghunatha dasa tornou-se, na prática, o secretário assistente.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background:white;line-height:normal;margin:0;"><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;"><span style="font-family:Calibri;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background:white;line-height:normal;margin:0;"><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;"><span style="font-family:Calibri;">Depois de Caitanya Mahaprabhu ter abandonado este mundo, seguido por Svarupa Damodara e por quase todos os outros associados íntimos, Raghunatha dasa sentiu-se vazio: “Estou completamente sózinho. Não existe nenhuma razão para eu continuar a viver. Como posso eu viver sem os meus <em>prabhus</em>, sem todos os meus mestres?”</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background:white;line-height:normal;margin:0;"><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;"><span style="font-family:Calibri;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background:white;line-height:normal;margin:0;"><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;"><span style="font-family:Calibri;">Raghunatha dasa sentiu tanta saudade, que decidiu ir a Vrndavana ver os pés de lótus de Rupa e Sanatana e depois abandonar a sua vida saltando da Colina de Govardhana. Entretanto os dois irmãos não lhe permitiram morrer. Eles convenceram-no a permanecer com eles e falar sobre os últimos passatempos de Mahaprabhu. “Não deves desistir de viver.” disseram-lhe eles. “Estiveste com Sri Caitanya Mahaprabhu em Puri onde foste testemunha de muitos de Seus passatempos íntimos. Deves permanecer connosco para contar-nos acerca das tuas vivências com Ele.” E eles aceitaram-no como o seu terceiro irmão. </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background:white;line-height:normal;margin:0;"><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;"><span style="font-family:Calibri;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background:white;line-height:normal;margin:0;"><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;"><span style="font-family:Calibri;">Sanatana Gosvami, em particular, deu-lhe refúgio e cuidou dele. Nos primeiros dias, em Radha Kunda, quando Raghunatha dasa Gosvami fazia o seu <em>bhajana,</em> nao tinha nenhum lugar onde residir. E enquanto fazia o seu <em>bhajana</em> estava completamente alheio ao que acontecia à sua volta. Ele recitava mas tornava-se muito difícil porque entrava em transe. Contudo, ele recitava no minimo cem mil nomes. Por vezes, acontecia que ele recitava um nome e entrava em transe profundo enquanto os passatempos de Krsna se manifestavam em sua mente. Um dia, enquanto o sol escaldante brilhava sobre a sua cabeça, ele estava a recitar o nome de Krsna e a lembrar-se dos passatempos de Krsna. Sem o seu conhecimento, porque estava meditando profundamente, Srimati Radharani aproximou-se com um tecido e colocou-o sobre a sua cabeça. Ao aperceber-se disto, Sanatana Gosvami construiu, pessoalmente, um <em>bhajana-kutir</em> para Raghunatha dasa Gosvami. Ele cuidou de Raghunatha dasa em todos os aspectos.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background:white;line-height:normal;margin:0;"><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;"><span style="font-family:Calibri;">No seu livro <em>Vilapa-kusumanjali</em>, Raghunatha dasa Gosvami começa por oferecer os seus respeitos aos seus <em>gurus</em>. Na literatura devocional escrita em sânscrito, os seus autores começam por oferecer respeitos aos seus <em>gurus</em> e às suas Deidades adoráveis. Por isso, no principio, ele oferece os seus respeitos a Sanatana Gosvami.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background:white;line-height:normal;margin:0;"><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;"><span style="font-family:Calibri;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background:white;line-height:normal;margin:0;"><span style="font-family:Calibri;"><em><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;">vairagya-yug-bhakti-rasam prayatnair</span></em><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;"></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background:white;line-height:normal;margin:0;"><span style="font-family:Calibri;"><em><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;">  apayayan mam anabhipsum andham</span></em><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;"></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background:white;line-height:normal;margin:0;"><span style="font-family:Calibri;"><em><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;">krpambudhir yah para-duhkha-duhkhi</span></em><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;"></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background:white;line-height:normal;margin:0;"><span style="font-family:Calibri;"><em><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;"> sanatanas tam prabhum asrayami</span></em><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;"></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background:white;line-height:normal;margin:0;"><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;"><span style="font-family:Calibri;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background:white;line-height:normal;margin:0;"><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;"><span style="font-family:Calibri;">“Eu estava pouco disposto a beber o néctar do serviço devocional impregnado de renúncia, mas Sanatana Gosvami, devido à sua misericórdia sem causa, obrigou-me a bebê-lo apesar de, por minha conta, não ser capaz de o beber. Portanto, ele é um oceano de misericórdia. Ele é muito compassivo para com as almas caídas do meu calibre e por isso é meu dever prestar as minhas respeitosas reverências a seus pés de lótus.” (<em>Vilapa-kusumanjali</em> 6)</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background:white;line-height:normal;margin:0;"><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;"><span style="font-family:Calibri;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background:white;line-height:normal;margin:0;"><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;"><span style="font-family:Calibri;">Neste verso, Raghunatha dasa Gosvami descreve Sanatana Gosvami com uma frase que Srila Prabhupada citou frequentemente (para todos os Vaisnavas compassivos): <em>para-dukha-dukhi</em>—“ele sentia tristeza na tristeza dos outros.” Raghunatha dasa diz, <em>vairagya-yug-bhakti-rasam prayatnair</em>—ele deu-me o néctar do serviço devocional enriquecido com renúncia; <em>anabhipsum andham</em>—mas eu não estava disposto (<em>anabhipsum</em>) a bebê-lo, porque eu estava cego (<em>andham</em>) ao meu bem-estar espiritual; portanto <em>apayayan mam</em>—ele obrigou-me a bebê-lo. Sanatana Gosvami é um oceano de misericórdia (<em>krpambudhi</em>), e, portanto, eu presto-lhe as minhas respeitosas reverências. Refugio-me nele, meu mestre (<em>prabhum asrayami</em>).</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background:white;line-height:normal;margin:0;"><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;"><span style="font-family:Calibri;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background:white;line-height:normal;margin:0;"><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;"><span style="font-family:Calibri;">Srila Prabhupada parafraseou este verso quando compôs um outro em honra de seu <em>sannyasa-guru</em>, Srila Bhaktiprajnana Kesava Gosvami Maharaja. Ele usou quase as mesmas palavras. A ideia que transmite o verso, é de que é muito difícil abandonar as algemas da vida familiar. Naturalmente que se pode ser um devoto puro no <em>grhasta</em>-<em>asrama</em>-isso é outra coisa-mas para a pregação, aconselha-se a <em>sannyasa</em>.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background:white;line-height:normal;margin:0;"><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;"><span style="font-family:Calibri;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background:white;line-height:normal;margin:0;"><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;"><span style="font-family:Calibri;">Como descreve Srila Prabhupada, ele tinha uns sonhos-na linguagem moderna de psicologia pode-se falar de pesadelos sucessivos-em que seu <em>guru maharaja</em> lhe pedia para que o seguisse e pregasse. Ele costumava despertar-se horrorizado. Assim descreveu Prabhupada a experiência: “Como posso aceitar sannyasa e tornar-me um mendigo? Como vou eu abandonar a minha esposa e filhos? O que é que vai acontecer no futuro?” É uma longa história mas eventualmente Prabhupada aceitou <em>vanaprastha</em>. Ele foi para Jhansi e aí estabeleceu a Liga dos Devotos. Mas houveram algumas intrigas. A esposa do governador queria a propriedade que Srila Prabhupada estava a usar para a Liga dos Devotos. Ela fez todo o possível para conseguir esta propriedade para uns programas com senhoras e, devido a que era muito influente, Prabhupada decidiu não lutar contra ela. Ele então decidiu ir para Mathura, e permanecer na <em>matha</em> de seu irmão espiritual Bhaktiprajnana Kesava Gosvami Maharaja. E Kesava Maharaja insistia, “Deves aceitar <em>sannyasa</em>.” Para aceitar plenamente a ordem do mestre espiritual e pregar, o devoto deve aceitar a ordem renunciada de vida. Foi o que fez Prabhupada. Aceitou <em>sannyasa</em>.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background:white;line-height:normal;margin:0;"><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;"><span style="font-family:Calibri;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background:white;line-height:normal;margin:0;"><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;"><span style="font-family:Calibri;">Então, em 1968—os primeiros dias do movimento no Ocidente—em Seatle, Srila Prabhupada recebeu a notícia que Sua Santidade Kesava Maharaja tinha falecido. Nessa altura, convocou uma reunião com os seus discipulos para falar sobre a história de como seu <em>guru maharaja</em> e o seu irmão espiritual o “forçaram” a aceitar <em>sannyasa</em>: “O meu irmão espiritual insistiu. Na verdade ele não insistiu-foi o meu mestre espiritual que insistiu através dele: `Tens que aceitar.´ Ele queria que eu me tornasse um pregador, assim que ele forçou-me <em>através</em> do meu irmão espiritual: `Tens de aceitar.´ Foi assim que, contra a minha vontade, eu aceitei.”</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background:white;line-height:normal;margin:0;"><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;"><span style="font-family:Calibri;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background:white;line-height:normal;margin:0;"><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;"><span style="font-family:Calibri;">Srila Prabhupada apercebeu-se que o seu mestre espiritual actuou através do seu irmão espiritual, falando através dele—também um vaisnava—e assim ele compôs este verso, muito semelhante áquele composto por Raghunatha dasa a Sanatana Goswami—mas para Kesava Maharaja. <em>Apayayan mam anabhipsum andham</em>. “Eu não queria tomar o medicamento de <em>Bhakti</em> com desapego, porque me encontrava cego. Não podia antever o meu futuro, que a vida espiritual é o futuro mais brilhante. Então, os vaisnavas, o mestre espiritual, forçaram-me: “Deves tomar este medicamento.” <em>Sri-kesava-bhakti-prajnana-nama krpambudhir yas tam aham prapadye</em>: “Sri Bhaktiprajnana Kesava é um oceano de misericórdia, e eu ofereço-lhe as minhas respeitosas reverências.”</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background:white;line-height:normal;margin:0;"><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;"><span style="font-family:Calibri;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background:white;line-height:normal;margin:0;"><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;"><span style="font-family:Calibri;">Em Vrndavana, Sanatana Gosvami era um grande refúgio para os Vaisnavas. Ele era não só inteligente—todos os Gosvamis eram muito inteligentes—mas também era muito perspicaz, ou esperto. Ele compreendia a diplomacia e a política. Está dito que Rupa Gosvami era muito simples, mas Sanata Gosvami era muito astuto; ele era capaz de compreender as motivações e intenções das pessoas. Assim, ele era capaz de proteger os devotos na mais práctica das formas, porque ele tinha esse tipo de inteligência. E ele protegeu Raghunatha das Gosvami a todos os níveis.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background:white;line-height:normal;margin:0;"><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;"><span style="font-family:Calibri;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background:white;line-height:normal;margin:0;"><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;"><span style="font-family:Calibri;">Então, no dia de Guru-purnima, devido a que Sanatana Gosvami era o mais velho de todos os Gosvamis e o <em>siksa-guru </em>de praticamente todos os habitantes de Vrndavana, os Vaisnavas foram até Govardhana para lhe prestar respeitos. Ao chegarem ao seu <em>bhajana-kutira </em>em Manasi-ganga, observaram que ele estava em transe. Práticamente não se movia. Então eles esperaram. Não queriam perturbá-lo.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background:white;line-height:normal;margin:0;"><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;"><span style="font-family:Calibri;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background:white;line-height:normal;margin:0;"><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;"><span style="font-family:Calibri;">A seu devido tempo, eles compreenderam que Sanatana tinha abandonado o corpo, e ficaram dominados por sentimentos de separação. Eles levaram-no em <em>parikrama</em> à Colina de Govardhana. Sanatana Gosvami executava fielmente <em>parikrama</em> da Colina de Govardhana todos os dias. No entanto, eles não tinham a certeza acerca do local onde deveriam depositar o seu corpo. Então, Jiva Gosvami, que era o líder depois de Sanatana, decidiu que deveriam trazê-lo de volta a Vrndavana, para perto do templo da deidade de Madana-mohana, que ele tanto adorava. Tudo isto aconteceu no dia de Guru-purnima.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background:white;line-height:normal;margin:0;"><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;"><span style="font-family:Calibri;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background:white;line-height:normal;margin:0;"><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;"><span style="font-family:Calibri;">Podemos observar como os devotos se ajudavam uns aos outros. Todos se entreajudavam. No <em>Sri Caitanya-caritamrta, </em>encontramos que os Vaisnavas estavam sempre a ajudar-se entre si. Devemos aprender com o seu exemplo. Devemos desenvolver esse sentimento. Obviamente, a ajuda pode manifestar-se de formas diversas. Por vezes manifesta-se em termos de instrução, outras vezes manifesta-se de maneiras mais prácticas, como aconteceu com Sanatana Gosvami ao construir um <em>bhajana-kutira </em>para Raghunatha dasa Gosvami. Estes devotos excelsos estavam sempre a servir uns aos outros—a servir Sri Caitanya Mahaprabhu e a servirem-se mutuamente. Esse deve ser o nosso sentimento: servirmos uns aos outros, ajudarmos verdadeiramente uns aos outros—e aprendermos uns com os outros.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background:white;line-height:normal;margin:0;"><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;"><span style="font-family:Calibri;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background:white;line-height:normal;margin:0;"><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;"><span style="font-family:Calibri;">No décimo-primeiro canto do <em>Srimad-Bhagavatam, </em>escutamos como um <em>avadhuta</em> <em>brahmana</em> aceitou lições dos outros, dos vinte e quatro<em> siksa-gurus</em>: dos elementos da matéria, dos fenómenos naturais, plantas, animais—até de uma prostituta. Através da sua inteligência, ele aprendeu de todos eles, e aceitou-os a todos como <em>gurus</em>. Por exemplo, da montanha ele aprendeu que uma pessoa santa deve dedicar todos os seus esforços ao serviço dos outros, fazendo do seu bem-estar a única razão de sua existência (assim como aprendemos com a colina de Govardhana). Da cobra python ele aprendeu que se deve abandonar o esforço material e aceitar aquilo que vem por si mesmo—deve-se permanecer pacífico e fixo, indiferente ao ganho material, mas sempre alerta para a auto-realização. Até com Pingala, a prostituta, ele aprendeu. Porque ela não tinha outra fonte de rendimento, estava muito ansiosa pela chegada dos clientes. Uma noite ela esperou, esperou, esperou, e aínda assim, não apareceu nenhum cliente. Finalmente, na calada da noite, ela sentiu-se angustiada com a sua situação e desapegou-se dela. Com Pingala ele aprendeu o desapego—e o apego à Suprema Personalidade de Deus, que ela aceitou como o seu refúgio último e objecto de amor.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background:white;line-height:normal;margin:0;"><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;"><span style="font-family:Calibri;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background:white;line-height:normal;margin:0;"><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;"><span style="font-family:Calibri;">Assim sendo, podemos aprender com tudo e com todos. Se estivermos sinceramente a tentar servir Krsna e a tentar compreender qual a melhor forma de servi-Lo, o Senhor no coração dar-nos-á a inteligência com a qual podemos aprender com os outros—até mesmo com as árvores e a erva. Caitanya Mahaprabhu glorificou as árvores e a erva, porque com elas aprendemos a ser tolerantes e humildes. Assim, podemos aprender com tudo e com todos.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background:white;line-height:normal;margin:0;"><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;"><span style="font-family:Calibri;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background:white;line-height:normal;margin:0;"><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;"><span style="font-family:Calibri;">Podemos aprender até com os demónios—e estamos cercados por eles. Grandes homens de negócios, são muito espertos com a sua propaganda e outras estratégias. Devemos ser assim, muito perspicazes e espertos para Krsna. Os líderes materialistas planeiam como  atraír as pessoas às suas redes, encurralando-as e prendendo-as. Podemos aprender com tais materialistas poderosos como atrair as pessoas e mantê-las, para Krsna-podemos aprender a ser organizados e inteligentes, para Krsna. Se os nossos sentimentos forem os correctos, tudo nos recordará o serviço devocional, e tudo poderá ser usado para Krsna. Todos podem ser um <em>siksa-guru</em>, se estivermos absortos no serviço a Krsna, se estivermos fixos em consciência de Krsna.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background:white;line-height:normal;margin:0;"><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;"><span style="font-family:Calibri;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background:white;line-height:normal;margin:0;"><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;"><span style="font-family:Calibri;">Mas em particular, e especialmente em ocasiões como a de hoje, devemos oferecer as nossas humildes reverências aos nossos <em>diksa-</em> e <em>siksa-gurus,</em> na sucessão discipular que se ínicia com Krsna, a Brahma, a Narada, a Vyasa, a Caitanya Mahaprabhu, a Sanantana Gosvami, e de Srila Prabhupada para os seus seguidores, que inclui todos vós.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background:white;line-height:normal;margin:0;"><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;"><span style="font-family:Calibri;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background:white;line-height:normal;margin:0;"><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;"><span style="font-family:Calibri;">Muito obrigado.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background:white;line-height:normal;margin:0;"><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;"><span style="font-family:Calibri;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background:white;line-height:normal;margin:0 0 9.35pt;"><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;"><span style="font-family:Calibri;">Hare Krsna.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0 0 10pt;"><span style="font-size:12pt;line-height:115%;font-family:ScaGoudy;"><span style="color:#000000;font-family:Calibri;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background:white;line-height:normal;text-align:center;margin:0;" align="center"> </p>
<p></font></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background:white;line-height:normal;text-align:center;margin:0;" align="center"> </p>
<p class="MsoNormal" style="background:white;line-height:normal;text-align:center;margin:0;" align="center"> </p>
<p class="MsoNormal" style="background:white;line-height:normal;text-align:center;margin:0;" align="center"> </p>
<br /><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/categories/girirajswami.wordpress.com/41/" /> <img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/tags/girirajswami.wordpress.com/41/" /> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/girirajswami.wordpress.com/41/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/girirajswami.wordpress.com/41/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/girirajswami.wordpress.com/41/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/girirajswami.wordpress.com/41/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/girirajswami.wordpress.com/41/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/girirajswami.wordpress.com/41/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/girirajswami.wordpress.com/41/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/girirajswami.wordpress.com/41/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/girirajswami.wordpress.com/41/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/girirajswami.wordpress.com/41/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/girirajswami.wordpress.com/41/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/girirajswami.wordpress.com/41/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/girirajswami.wordpress.com/41/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/girirajswami.wordpress.com/41/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=girirajswami.wordpress.com&amp;blog=4302647&amp;post=41&amp;subd=girirajswami&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Ratha-Yatra 2008</title>
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		<pubDate>Tue, 05 Aug 2008 13:11:14 +0000</pubDate>
		<dc:creator>nityananda108</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

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		<description><![CDATA[  Ratha-Yatra Palestra dada por Giriraj Swami 15 de Março, 2008 Dallas   Hoje, passearemos em procissão com o Senhor Jagannatha, Baladeva e Subhadra, cantaremos os santos nomes do Senhor e dançaremos para o Seu prazer. Vamos então ler do Sri Caitanya-caritamrta, Madhya-lila, Capítulo Treze: “A Dança Extática do Senhor no Ratha-yatra.”         VERSO 1 [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=girirajswami.wordpress.com&amp;blog=4302647&amp;post=38&amp;subd=girirajswami&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p class="MsoNormal" style="background:white;line-height:normal;text-align:center;margin:0;" align="center"><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;"></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background:white;line-height:normal;text-align:center;margin:0;" align="center"> </p>
<p class="MsoNormal" style="background:white;line-height:normal;text-align:center;margin:0;" align="center"><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;"><a href="http://girirajswami.files.wordpress.com/2008/08/ka1_186.jpg"><img class="aligncenter size-medium wp-image-39" src="http://girirajswami.files.wordpress.com/2008/08/ka1_186.jpg?w=234&#038;h=300" alt="" width="234" height="300" /></a></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background:white;line-height:normal;text-align:center;margin:0;" align="center"><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;"></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background:white;line-height:normal;text-align:center;margin:0;" align="center"><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;"></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background:white;line-height:normal;text-align:center;margin:0;" align="center"><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;"><span style="font-family:Calibri;">Ratha-Yatra</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background:white;line-height:normal;text-align:center;margin:0;" align="center"><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;"><span style="font-family:Calibri;">Palestra dada por Giriraj Swami</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background:white;line-height:normal;text-align:center;margin:0;" align="center"><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;"><span style="font-family:Calibri;">15 de Março, 2008</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background:white;line-height:normal;text-align:center;margin:0;" align="center"><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;"><span style="font-family:Calibri;">Dallas</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background:white;line-height:normal;margin:0;"><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;"><span style="font-family:Calibri;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background:white;line-height:normal;margin:0;"><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;"><span style="font-family:Calibri;">Hoje, passearemos em procissão com o Senhor Jagannatha, Baladeva e Subhadra, cantaremos os santos nomes do Senhor e dançaremos para o Seu prazer. Vamos então ler do <em>Sri Caitanya-caritamrta</em>, <em>Madhya-lila</em>, Capítulo Treze: “A Dança Extática do Senhor no Ratha-yatra.”       </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background:white;line-height:normal;margin:0;"><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;"><span style="font-family:Calibri;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background:white;line-height:normal;margin:0;"><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;"><span style="font-family:Calibri;">VERSO 1</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background:white;line-height:normal;margin:0;"><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;"><span style="font-family:Calibri;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background:white;line-height:normal;margin:0;"><span style="font-family:Calibri;"><em><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;">sa jiyat krsna-caitanyah</span></em><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;"></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background:white;line-height:normal;margin:0;"><span style="font-family:Calibri;"><em><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;"> sri-rathagre nanarta yah</span></em><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;"></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background:white;line-height:normal;margin:0;"><span style="font-family:Calibri;"><em><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;">yenasij jagatam citram</span></em><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;"></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background:white;line-height:normal;margin:0;"><span style="font-family:Calibri;"><em><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;"> jagannatho ’pi vismitah </span></em><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;"></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background:white;line-height:normal;margin:0;"><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;"><span style="font-family:Calibri;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background:white;line-height:normal;margin:0;"><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;"><span style="font-family:Calibri;">TRADUÇÃO</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background:white;line-height:normal;margin:0;"><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;"><span style="font-family:Calibri;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background:white;line-height:normal;margin:0;"><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;"><span style="font-family:Calibri;">Que a Suprema Personalidade de Deus, Sri Krsna Caitanya, que dançou em frente ao carro de Sri Jagannatha, receba todas as glórias! Vendo a Sua dança, não apenas o universo inteiro ficou tomado de espanto, mas o próprio Senhor Jagannatha ficou muito maravilhado.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background:white;line-height:normal;margin:0;"><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;"><span style="font-family:Calibri;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background:white;line-height:normal;margin:0;"><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;"><span style="font-family:Calibri;">VERSO 2</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background:white;line-height:normal;margin:0;"><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;"><span style="font-family:Calibri;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background:white;line-height:normal;margin:0;"><span style="font-family:Calibri;"><em><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;">jaya jaya sri-krsna-caitanya nityananda</span></em><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;"></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background:white;line-height:normal;margin:0;"><span style="font-family:Calibri;"><em><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;">jayadvaita-candra jaya gaura-bhakta-vrnda</span></em><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;"></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background:white;line-height:normal;margin:0;"><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;"><span style="font-family:Calibri;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background:white;line-height:normal;margin:0;"><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;"><span style="font-family:Calibri;">TRADUÇÃO</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background:white;line-height:normal;margin:0;"><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;"><span style="font-family:Calibri;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background:white;line-height:normal;margin:0;"><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;"><span style="font-family:Calibri;">Todas as glórias a Sri Krsna Caitanya e a Prabhu Nityananda! Todas as glórias a Advaitacandra! E todas as glórias aos devotos de Sri Caitanya Mahaprabhu!</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background:white;line-height:normal;margin:0;"><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;"><span style="font-family:Calibri;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background:white;line-height:normal;margin:0;"><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;"><span style="font-family:Calibri;">VERSO 3</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background:white;line-height:normal;margin:0;"><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;"><span style="font-family:Calibri;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background:white;line-height:normal;margin:0;"><span style="font-family:Calibri;"><em><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;">jaya srota-gana, suna, kari’ eka mana</span></em><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;"></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background:white;line-height:normal;margin:0;"><span style="font-family:Calibri;"><em><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;">ratha-yatraya nrtya prabhura parama mohana</span></em><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;"></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background:white;line-height:normal;margin:0;"><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;"><span style="font-family:Calibri;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background:white;line-height:normal;margin:0;"><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;"><span style="font-family:Calibri;">TRADUÇÃO</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background:white;line-height:normal;margin:0;"><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;"><span style="font-family:Calibri;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background:white;line-height:normal;margin:0;"><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;"><span style="font-family:Calibri;">Todas as glórias àqueles que ouvem o Sri <em>Caitanya</em>-<em>caritamrta</em>! Por favor, escutai a descrição da dança do Senhor Caitanya Mahaprabhu por ocasião do festival de Ratha-yatra. Sua dança é muito encantadora. Por favor, escutai sobre ela com muita atenção. </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background:white;line-height:normal;margin:0;"><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;"><span style="font-family:Calibri;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background:white;line-height:normal;margin:0;"><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;"><span style="font-family:Calibri;">VERSO 23</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background:white;line-height:normal;margin:0;"><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;"><span style="font-family:Calibri;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background:white;line-height:normal;margin:0;"><span style="font-family:Calibri;"><em><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;">panca-dasa dina isvara maha-laksmi lana</span></em><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;"></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background:white;line-height:normal;margin:0;"><span style="font-family:Calibri;"><em><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;">tanra sange krida kaila nibhrte vasiya</span></em><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;"></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background:white;line-height:normal;margin:0;"><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;"><span style="font-family:Calibri;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background:white;line-height:normal;margin:0;"><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;"><span style="font-family:Calibri;">TRADUÇÃO</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background:white;line-height:normal;margin:0;"><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;"><span style="font-family:Calibri;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background:white;line-height:normal;margin:0;"><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;"><span style="font-family:Calibri;">O Senhor permanecera por quinze dias num lugar recluso com a suprema deusa da fortuna e realizara Seus passatempos com ela.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background:white;line-height:normal;margin:0;"><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;"><span style="font-family:Calibri;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background:white;line-height:normal;margin:0;"><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;"><span style="font-family:Calibri;">SIGNIFICADO de Srila Prabhupada</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background:white;line-height:normal;margin:0;"><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;"><span style="font-family:Calibri;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background:white;line-height:normal;margin:0;"><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;"><span style="font-family:Calibri;">ão à deusa da fortuna para partir.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background:white;line-height:normal;margin:0 0 4.7pt;"><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;"><span style="font-family:Calibri;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background:white;line-height:normal;margin:0;"><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;"><span style="font-family:Calibri;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background:white;line-height:normal;margin:0;"><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;"><span style="font-family:Calibri;">VERSO 24</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background:white;line-height:normal;margin:0;"><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;"><span style="font-family:Calibri;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background:white;line-height:normal;margin:0;"><span style="font-family:Calibri;"><em><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;">tanhara sammati lana bhakte sukha dite</span></em><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;"></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background:white;line-height:normal;margin:0;"><span style="font-family:Calibri;"><em><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;" lang="EN-US">rathe cadi’ bahira haila vihara karate</span></em><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;" lang="EN-US"></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background:white;line-height:normal;margin:0;"><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;" lang="EN-US"><span style="font-family:Calibri;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background:white;line-height:normal;margin:0;"><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;"><span style="font-family:Calibri;">TRADUÇÃO</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background:white;line-height:normal;margin:0;"><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;"><span style="font-family:Calibri;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background:white;line-height:normal;margin:0;"><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;"><span style="font-family:Calibri;">Pedindo permissão à deusa da fortuna, o Senhor saiu para passear no carro do Ratha e realizar Seus passatempos para o prazer dos devotos.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background:white;line-height:normal;margin:0;"><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;"><span style="font-family:Calibri;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background:white;line-height:normal;margin:0;"><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;"><span style="font-family:Calibri;">SIGNIFICADO</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background:white;line-height:normal;margin:0;"><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;"><span style="font-family:Calibri;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background:white;line-height:normal;margin:0;"><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;"><span style="font-family:Calibri;">A este respeito, Srila Bhaktisiddhanta Sarasvati Thakura comenta que, como um esposo ideal, o Senhor Jagannatha permaneceu quinze dias num lugar recluso com a Sua esposa, a suprema deusa da fortuna. Não obstante, o Senhor quis sair da reclusão para alegrar a Seus devotos. O Senhor diverte-Se de duas maneiras, conhecidas como <em>svakiya</em> e <em>parakiya</em>. O amor conjugal do Senhor na <em>svakiya</em>-<em>rasa</em> relaciona-se aos princípios regulativos observados em Dvaraka. Lá, o Senhor é casado com muitas rainhas, porém, em Vrndavana, o amor conjugal do Senhor não é com as Suas esposas, mas com as Suas namoradas, as <em>gopis</em>. O amor conjugal com as <em>gopis</em> chama-se <em>parakiya</em>-<em>rasa</em>. O Senhor Jagannatha deixa o lugar recluso, onde desfruta da companhia da suprema deusa da fortuna em <em>svakiya</em>-<em>rasa</em>, e vai para Vrndavana, onde desfruta da <em>parakiya</em>-<em>rasa</em>. Portanto, Srila Bhaktisiddhanta Sarasvati Thakura lembra-nos que o prazer do Senhor em <em>parakiya</em>-<em>rasa</em> é superior a Seu prazer em <em>svakiya</em>-<em>rasa</em>.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background:white;line-height:normal;margin:0;"><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;"><span style="font-family:Calibri;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background:white;line-height:normal;margin:0;"><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;"><span style="font-family:Calibri;">No mundo material, <em>parakiya</em>-<em>rasa</em>, ou romances amorosos com moças solteiras, é uma relação muito degradada, mas, no mundo espiritual, esta espécie de romance amororoso é considerada o desfrute supremo. No mundo material, tudo não passa de um reflexo do mundo espiritual, e, não obstante, um reflexo pervertido. Não podemos compreender os assuntos do mundo espiritual, tomando como base a nossa experiência no mundo material. Por isso, os académicos e polemistas mundanos interpretam mal os passatempos do Senhor com as <em>gopis</em>. Ninguém, a não ser aquele que é muito avançado em serviço devocional puro, deve discutir a <em>parakiya</em>-<em>rasa</em> do mundo espiritual. Não se pode comparar a <em>parakiya</em>-<em>rasa</em> do mundo espiritual com a do mundo material. Aquela é como ouro, e esta é como ferro. Por haver tamanha diferença entre as duas, na realidade, não há como compará-las. No entanto, pode-se facilmente distinguir o valor do ouro ao ver-se o valor do ferro. Aquele que têm o devido discernimento pode facilmente distinguir as actividades transcendentais do mundo espiritual das actividades materiais.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background:white;line-height:normal;margin:0;"><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;"><span style="font-family:Calibri;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background:white;line-height:normal;margin:0;"><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;"><span style="font-family:Calibri;">COMENTÁRIO dado por Giriraj Swami</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background:white;line-height:normal;margin:0;"><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;"><span style="font-family:Calibri;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background:white;line-height:normal;margin:0;"><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;"><span style="font-family:Calibri;">Quinze dias antes do festival de Ratha-yatra em Puri, o Senhor Jagannatha é conduzido desde o interior do Seu templo até um balcão no topo de um edifício dentro do complexo, e aí é banhado à vista do público, numa cerimónia chamada Snana-yatra. Depois da cerimónia do banho, o Senhor retira-se para um lugar isolado, numa área do interior do templo, reservada à suprema deusa da fortuna. Durante quinze dias ela serve-O com grande amor e devoção e, depois desse periodo chamado <em>anavasara</em>, Ele deseja saír da reclusão para dar prazer aos Seus devotos. Com a permissão da deusa da fortuna, sai na procissão chamada Ratha-yatra. </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background:white;line-height:normal;margin:0;"><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;"><span style="font-family:Calibri;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background:white;line-height:normal;margin:0;"><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;"><span style="font-family:Calibri;">O templo do Senhor Jagannatha em Nilacala é comparado a Dvaraka, onde o Senhor Krsna vive com as Suas esposas rainhas, e o templo de Sundaracala, chamado Gundica, em honra da esposa do rei Indradyumna, é considerado Vrndavana. Sri Caitanya Mahaprabhu, no Seu sentimento interno, é Srimati Radharani sentindo separação de Krsna quando Ele sai de Vrndavana para Mathura e Dvaraka. O sentimento que Sri Caitanya Mahaprabhu apresenta durante o Ratha-yatra, é o de Srimati Radharani querendo levar Krsna de volta a Vrndavana.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background:white;line-height:normal;margin:0;"><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;"><span style="font-family:Calibri;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background:white;line-height:normal;margin:0;"><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;"><span style="font-family:Calibri;">Em <em>krsna-lila</em>, depois de Krsna ter ido para Dvaraka e residido lá por alguns anos, houve um eclipse solar. Como se recomenda nos <em>Vedas</em>, muitas pessoas foram para Kuruksetra para se banharem. Os eclipses são considerados inauspiciosos e, para anular os seus maus efeitos, as pessoas submergem-se em águas sagradas e recitam os santos nomes do Senhor. Quando Krsna foi informado do eclipse decidiu, “Vamos a Kuruksetra pela ocasião do eclipse”—Kuruksetra é um lugar sagrado (<em>kuru</em>-<em>ksetre</em> <em>dharma</em>-<em>ksetre</em>). Quando a noticia da ida de Krsna a Kuruksetra se espalhou, devotos de todo o mundo decidiram ir também—não para participar nos rituais do eclipse, mas para ver o Senhor Krsna. Portanto, devotos, <em>jnanis</em>, <em>yogis</em>, santos, sábios e reis de todas as partes da India, foram a Kuruksetra. Os residentes de Vrndavana também decidiram ir. Nanda Maharaja, Mãe Yasoda, os habitantes mais velhos de Vrndavana, os pastorinhos e as gopis jovens também foram.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background:white;line-height:normal;margin:0;"><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;"><span style="font-family:Calibri;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background:white;line-height:normal;margin:0;"><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;"><span style="font-family:Calibri;">O encontro de Krsna com a Sua mãe e pai de Vrndavana, depois de uma separação tão prolongada, foi muito emocional. Ele ficou tão afectado que nem sequer conseguia falar. Contudo, dentro de Seu coração, Ele estava muito ansioso por se encontrar com as <em>gopis </em>jovens. Eventualmente desculpou-Se para poder encontrar-Se com elas. Porém, quando se encontraram, Srimati Radharani e as <em>gopis </em>não puderam sentir o mesmo prazer que tinham experimentado com Ele em Vrndavana, porque lá não havia o rio Yamuna, nem a floresta de Vrndavana, nem a colina de Govardhana. Ao invés do zumbir das abelhas e o chilrear dos pássaros, haviam os sons dos cavalos, dos elefantes e das quadrigas em movimento. Em vez de Krsna estar vestido com o Seu dhoti amarelo (<em>pitambara</em>), com a pena de pavão real no Seu cabelo e a flauta na Sua mão, estava vestido como um principe real, acompanhado de guerreiros valorosos e rodeado de muita opulência. Apesar de serem o mesmo Krsna e a mesma Radharani, não podiam desfrutar da mesma felicidade. Portanto, Srimati Radharani quis levar Krsna de volta a Vrndavana para puderem saborear o mesmo êxtase que tinham desfrutado na Sua juventude. </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background:white;line-height:normal;margin:0;"><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;"><span style="font-family:Calibri;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background:white;line-height:normal;margin:0;"><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;"><span style="font-family:Calibri;">O festival de Ratha-yatra, como executado por Sri Caitanya Mahaprabhu e Seus seguidores, é o intercâmbio emocional entre Srimati Radharani e o Senhor Krsna, no qual Srimati Radharani quer levar Krsna de volta a Vrndavana. Este é o sentimento interno de Sri Caitanya Mahaprabhu. Como explica o <em>Sri</em> <em>Caitanya</em>-<em>caritamrta</em>, o aparecimento de Sriman Mahaprabhu deve-se a duas razões. Internamente, quis experimentar o amor de Srimati Radharani por Krsna-a glória do amor d´Ela, as qualidades maravilhosas d´Ele, que só Ela saboreia através do Seu amor, e a felicidade que Ela sente no Seu amor. No fundo Ele quis propagar as glórias do amor de Srimati Radharani por Ele e quis pagar a dívida que tinha para com Ela. Externamente, desejou divulgar o <em>yuga</em>-<em>dharma</em> para Kali-yuga—<em>hari</em>-<em>nama</em>-<em>sankirtana</em>.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background:white;line-height:normal;margin:0;"><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;"><span style="font-family:Calibri;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background:white;line-height:normal;margin:0;"><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;"><span style="font-family:Calibri;">Não devemos pensar que uma missão do Senhor é superior à outra. No plano absoluto, são iguais. Devido a que Krsna é absoluto, não existe diferença entre o Seu interior e exterior. Nas almas condicionadas, existe diferença entre a alma que está dentro e o corpo que está no exterior, porém, em Krsna, que é espírito absoluto (<em>sac</em>-<em>cid</em>-<em>ananda</em>-<em>vigraha</em>), não existe diferença entre o Seu interior e exterior. De igual modo, na plataforma absoluta não existe diferença de valor entre as razões internas e externas da vinda do Senhor a este mundo.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background:white;line-height:normal;margin:0;"><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;"><span style="font-family:Calibri;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background:white;line-height:normal;margin:0;"><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;"><span style="font-family:Calibri;">O Senhor Jagannatha, como Krsna, quer reciprocar com o amor que Srimati Radharani sente por Ele, quer dar misericórdia a todos os Seus devotos e, na verdade, a todas as entidades vivas. Ambos os desejos realizam-se durante o Ratha-yatra. Geralmente os devotos vão ao templo para ver o Senhor, mas as pessoas em Kali-yuga são tão caídas que não têm tempo para ir à igreja ou ao templo-nem sequer têm inclinação. Portanto, o Senhor sai do templo para dar misericórdia aos Seus devotos e às almas caídas. </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background:white;line-height:normal;margin:0;"><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;"><span style="font-family:Calibri;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background:white;line-height:normal;margin:0;"><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;"><span style="font-family:Calibri;">O Senhor manifesta-se de duas formas: uma é a deidade, o Senhor Jagannatha, e a outra é o santo nome, o <em>hari</em>-<em>nama</em>-<em>sankirtana</em>. O <em>Sri</em> <em>Caitanya-caritamrta</em> afirma que o santo nome de Krsna, a deidade de Krsna e a forma original de Krsna são todos idênticos.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background:white;line-height:normal;margin:0;"><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;"><span style="font-family:Calibri;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background:white;line-height:normal;margin:0;"><span style="font-family:Calibri;"><em><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;">‘nama’, ‘vigraha’, ‘svarupa’—tina eka-rupa</span></em><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background:white;line-height:normal;margin:0;"><span style="font-family:Calibri;"><em><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;">tine ‘bheda’ nahi,—tina ‘cid-ananda-rupa’</span></em><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;"></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background:white;line-height:normal;margin:0;"><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;"><span style="font-family:Calibri;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background:white;line-height:normal;margin:0;"><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;"><span style="font-family:Calibri;">“O santo nome do Senhor, a Sua forma e a Sua personalidade são todos idênticos. Não existe diferença entre eles. Porque todos são absolutos, eles são transcendentalmente bem aventurados.” (Cc <em>Madhya</em> 17.131) </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background:white;line-height:normal;margin:0;"><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;"><span style="font-family:Calibri;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background:white;line-height:normal;margin:0;"><span style="font-family:Calibri;"><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;">No Ratha-yatra, o Senhor dá a Sua associação aos devotos bem como às almas condicionadas comuns, na forma da Deidade—o Senhor Jaganatha—e na forma do santo nome, o Hare Krsna <em>maha</em>-<em>mantra</em></span><span style="font-size:12pt;color:blue;font-family:ScaGoudy;">—</span><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;">sendo ambos o próprio Senhor. O Senhor também dá a Sua associação na forma do Seu carro, e das cordas que puxam o carro porque, na plataforma absoluta, a parafernália do Senhor e o Senhor são idênticos.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background:white;line-height:normal;margin:0;"><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;"><span style="font-family:Calibri;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background:white;line-height:normal;margin:0;"><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;"><span style="font-family:Calibri;">Na época de Mahaprabhu, o rei de Orissa era Maharaja Prataparudra. Ele era um grande devoto, e muitos dos associados de Caitanya Mahaprabhu queriam induzir o Senhor Caitanya a encontrar-se com ele mas, porque Caitanya Mahaprabhu estava a desempenhar o papel de um <em>sannyasi</em> numa sociedade muito estrita, recusou o encontro com o rei. Ele escutou sobre as glórias do rei, mas disse: “Ainda assim, o rei tem uma falta: ele é um rei.” O próprio nome <em>rei</em>, sugere opulência material e gratificação dos sentidos. Sri Caitanya Mahaprabhu, sendo um <em>sannyasi </em>inserido naquela cultura, não queria associar-se com um rei. Ele não queria que a Sua reputação fosse manchada. Apesar disso, os devotos apelaram ao Senhor para que fosse misericordioso com o rei, porque sabiam o quão apegado estava ao Senhor Caitanya; ele estava preparado para abandonar o seu reino e viver como um mendigo, se não obtivesse a misericórdia de Sri Caitanya Mahaprabhu. Na corte do rei encontravam-se muitos associados íntimos de Caitanya Mahaprabhu. Sarvabhauma Battacarya era o sacerdote principal, ou conselheiro espiritual do rei Prataparudra, e Ramananda Raya era o governador do rei no Sul da India. O rei era tão amável e generoso, que dispensou Ramananda Raya do seu serviço como governador, e permitiu que ele fosse para Jagannatha Puri servir Caitanya Mahaprabhu. Estes devotos informaram Caitanya Mahaprabhu acerca das boas qualidades e do desejo intenso do rei de alcançar a Sua misericórdia. Ainda assim, apesar de Seu coração ter-se suavizado, Caitanya permaneceu inalterado. </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background:white;line-height:normal;margin:0;"><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;"><span style="font-family:Calibri;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background:white;line-height:normal;margin:0;"><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;"><span style="font-family:Calibri;">Finalmente, Nityananda Prabhu fez uma proposta. Sugeriu que Caitanya Mahaprabhu enviasse um pedaço de Sua roupa usada ao rei, para que este ficasse esperançoso de que Mahaprabhu, de facto, derramaria sobre ele a Sua misericórdia. Quando o rei recebeu a roupa, começou a adorá-la como se fosse exactamente o próprio Caitanya. Na plataforma absoluta, o Senhor e a Sua parafernália são idênticos. São adorados no mesmo nível. Na realidade, a adoração da parafernália e associados do Senhor, pode ser mais favorável que a adoração directa ao Senhor. O Senhor Siva disse a Parvati, </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background:white;line-height:normal;margin:0;"><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;"><span style="font-family:Calibri;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background:white;line-height:normal;margin:0;"><span style="font-family:Calibri;"><em><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;">aradhananam sarvesam</span></em><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;"></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background:white;line-height:normal;margin:0;"><span style="font-family:Calibri;"><em><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;"> visnor aradhanam param</span></em><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;"></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background:white;line-height:normal;margin:0;"><span style="font-family:Calibri;"><em><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;">tasmat parataram devi</span></em><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;"></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background:white;line-height:normal;margin:0;"><span style="font-family:Calibri;"><em><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;"> tadiyanam samarcanam </span></em><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;"></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background:white;line-height:normal;margin:0;"><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;"><span style="font-family:Calibri;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background:white;line-height:normal;margin:0;"><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;"><span style="font-family:Calibri;">“O Devi, de todos os tipos de adoração, a adoração ao Senhor Visnu é a melhor mas, superior à adoração ao Senhor Visnu, é a adoração a algo que pertença a Visnu.” (<em>Padma</em> <em>Purana</em>) </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background:white;line-height:normal;margin:0;"><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;"><span style="font-family:Calibri;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background:white;line-height:normal;margin:0;"><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;"><span style="font-family:Calibri;">Assim, com muita felicidade, o rei recebeu a roupa e adorou-a como se fosse o próprio Caitanya Mahaprabhu. </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background:white;line-height:normal;margin:0;"><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;"><span style="font-family:Calibri;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background:white;line-height:normal;margin:0;"><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;"><span style="font-family:Calibri;">Na plataforma absoluta, o carro de Ratha-yatra e as cordas do carro, sendo parafernália do Senhor, são adoráveis e, se as pessoas tocarem no carro ou nas cordas, beneficiam-se como se estivessem a tocar os pés de lótus da Deidade &#8211; o próprio Senhor. Portanto, o Senhor é extremamente magnânimo ao distribuir a Sua misericórdia durante o Ratha-yatra. Quando Ele sorri e derrama Seu olhar sobre Seus devotos e todas as almas, eles recebem a Sua misericórdia e amor mais sublimes.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background:white;line-height:normal;margin:0;"><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;"><span style="font-family:Calibri;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background:white;line-height:normal;margin:0;"><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;"><span style="font-family:Calibri;">O Ratha-yatra é um festival muito jubilante, porque o Senhor sai do Templo para dar o Seu <em>darsana</em>, a Sua audiência aos Seus devotos &#8211; para lhes dar a Sua misericórdia. Srila Prabhupada mencionou que este festival está carregado de emoção. Depois de uma longa separação, Srimati Radharani encontra-se com Krsna em Kuruksetra, e, ao não saborear a mesma felicidade, quer levá-lo de volta a Vrndavana.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background:white;line-height:normal;margin:0;"><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;"><span style="font-family:Calibri;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background:white;line-height:normal;margin:0;"><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;"><span style="font-family:Calibri;">Quando Sri Caitanya Mahaprabhu celebrava o festival de Ratha-yatra, recitava regularmente um verso de poesia mundana, cujo propósito ninguém podia entender; ninguém conseguia compreender o seu significado profundo. No verso, a amada dirige-se a seu amado, “Continuo a mesma pessoa desde que nos encontrámos na nossa juventude, e tu também és a mesma pessoa, mas onde está essa árvore à margem do rio, na qual nos divertíamos nas noites de luar? Quero voltar aí.”</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background:white;line-height:normal;margin:0;"><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;"><span style="font-family:Calibri;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background:white;line-height:normal;margin:0;"><span style="font-family:Calibri;"><em><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;">yah kaumara-harah sa eva hi varas ta eva caitra-ksapas</span></em><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;"></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background:white;line-height:normal;margin:0;"><span style="font-family:Calibri;"><em><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;"> te conmilita-malati-surabhayah praudhah kadambanilah</span></em><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;"></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background:white;line-height:normal;margin:0;"><span style="font-family:Calibri;"><em><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;">sa caivasmi tathapi tatra surata-vyapara-lila-vidhau</span></em><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;"></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background:white;line-height:normal;margin:0;"><span style="font-family:Calibri;"><em><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;"> reva-rodhasi vetasi-taru-tale cetah samutkanthate</span></em><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;"></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background:white;line-height:normal;margin:0;"><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;"><span style="font-family:Calibri;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background:white;line-height:normal;margin:0;"><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;"><span style="font-family:Calibri;">“Aquela mesma personalidade que cativou o meu coração durante a minha juventude é novamente o meu amo. Estas são as mesmas noites enluaradas do mês de Caitra. Há a mesma fragância de flores malati, e as mesmas brisas doces sopram da floresta de kadamba. Na nossa relação íntima, sou também a mesma amante, todavia, a minha mente não está feliz aqui. Anseio voltar àquele local às margens do rio Reva, ao pé da árvore Vetasi. É isto o que desejo.”<em> (Padyavali </em>386, citado no <em>Cc Madhya</em> 13.121)</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background:white;line-height:normal;margin:0;"><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;"><span style="font-family:Calibri;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background:white;line-height:normal;margin:0;"><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;"><span style="font-family:Calibri;">À excepção de Svarupa Damodara Gosvami, práticamente ninguém compreendia o significado desse verso. Entretanto, um ano, Rupa Gosvami participou no Ratha-yatra e ouviu o Senhor cantar o verso. Depois da procissão voltou para a sua residência e, numa folha de palmeira, escreveu o seu próprio verso explicando o original, prendeu-a no telhado da sua cabana, e foi tomar banho no mar.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background:white;line-height:normal;margin:0;"><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;"><span style="font-family:Calibri;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background:white;line-height:normal;margin:0;"><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;"><span style="font-family:Calibri;">Nessa altura, Sri Caitanya Mahaprabhu foi à cabana de Rupa Goswami para se encontrar com ele. Estas três personalidades importantes—Rupa Gosvami, Sanatana Gosvami, e Haridasa Thakura—não estavam autorizados a entrar no templo de Jagannatha. Haridasa Thakura nasceu numa familia muçulmana e Rupa Gosvami e Sanatana Gosvami serviram no governo de Nawab Hussain Shah, associando-se intimamente com os muçulmanos. Deste modo, todos eles eram considerados caídos—desqualificados. Assim sendo, Caitanya Mahaprabhu ia visitá-los diáriamente e, nesta ocasião, notou a folha de palmeira pendurada no telhado. Agarrou na folha e leu o verso de Rupa Gosvami—um verso muito bonito que descreve os sentimentos de Srimati Radharani ao encontrar-se com Krsna em Kuruksetra, baseando-se no verso poético que Mahaprabhu tinha recitado. Nele Srimati Radharani diz à Sua amiga, “Ele é o mesmo Krsna, e Eu sou a mesma Radha mas, sem Vrndavana, não podemos experimentar a mesma felicidade. Sinto um desejo muito grande em levá-Lo comigo para Vrndavana.”</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background:white;line-height:normal;margin:0;"><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;"><span style="font-family:Calibri;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background:white;line-height:normal;margin:0;"><span style="font-family:Calibri;"><em><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;">priyah so ’yam krsnah saha-cari kuru-ksetra-militas</span></em><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;"></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background:white;line-height:normal;margin:0;"><span style="font-family:Calibri;"><em><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;"> tathaham sa radha tad idam ubhayoh sangama-sukham</span></em><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;"></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background:white;line-height:normal;margin:0;"><span style="font-family:Calibri;"><em><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;">tathapy antah-khelan-madhura-murali-pancama-juse </span></em><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;"></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background:white;line-height:normal;margin:0;"><span style="font-family:Calibri;"><em><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;"> mano me kalindi-pulina-vipinaya sprhayati</span></em><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;"></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background:white;line-height:normal;margin:0;"><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;"><span style="font-family:Calibri;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background:white;line-height:normal;margin:0;"><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;"><span style="font-family:Calibri;">“Minha querida amiga, agora, neste campo de Kuruksetra, estou na presença do meu muito querido amigo Krsna. Agora que estamos juntos, continuo a mesma Radharani. Apesar de ser muito agradável, quero ir para as margens do Yamuna, perto das árvores da floresta que aí existe. Desejo escutar a vibração da Sua doce flauta, tocando a quinta nota, nessa floresta de Vrndavana.” (<em>Padyavali </em>387, citado no <em>Cc Madhya</em> 1.76)</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background:white;line-height:normal;margin:0;"><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;"><span style="font-family:Calibri;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background:white;line-height:normal;margin:0;"><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;"><span style="font-family:Calibri;">Sri Caitanya Mahaprabhu ficou espantado: “Como é que Rupa Gosvami pode entender o meu coração?” Mais tarde, Caitanya Mahaprabhu mostrou o verso a Svarupa Damodara Gosvami que, em Puri, era Seu secretário pessoal e associado muito íntimo. Svarupa Damodara compreendeu o significado desse verso aparentemente mundano, mas, para além dele, ninguém mais foi capaz de compreendê-lo, por isso manteve-o confidencial. O senhor Caitanya perguntou-lhe, “Como pode Rupa Goswami conhecer o meu coração?” Svarupa Damodara respondeu, “Ele deve ter sido agraciado de forma especial pela Sua misericórdia, de outra forma não lhe seria possível conhecer o Seu coração.”</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background:white;line-height:normal;margin:0;"><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;"><span style="font-family:Calibri;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background:white;line-height:normal;margin:0;"><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;"><span style="font-family:Calibri;">Srila Prabhupada salienta, que recebeu uma benção semelhante de seu <em>guru</em> <em>maharaja</em>. Um ano, ele escreveu um ensaio muito bonito, na ocasião da cerimónia de <em>Vyasa</em>-<em>puja</em> de seu <em>guru</em> <em>maharaja</em> e que leu nas instalações da Gaudiya Matha, juntamente com um poema que compôs apreciando seu <em>guru</em> <em>maharaja</em>.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background:white;line-height:normal;margin:0;"><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;"><span style="font-family:Calibri;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background:white;line-height:normal;margin:0;"><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;"><span style="font-family:Calibri;">O Absoluto é consciente</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background:white;line-height:normal;margin:0;"><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;"><span style="font-family:Calibri;">Vós haveis provado</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background:white;line-height:normal;margin:0;"><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;"><span style="font-family:Calibri;">Calamidade impessoal</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background:white;line-height:normal;margin:0;"><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;"><span style="font-family:Calibri;">Vós haveis rejeitado</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background:white;line-height:normal;margin:0;"><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;"><span style="font-family:Calibri;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background:white;line-height:normal;margin:0;"><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;"><span style="font-family:Calibri;">Este verso está de acordo com o conceito que Srila Bhaktisiddhanta Sarasvati Thakura estabeleceu para a sua missão de pregação. Assim como o Senhor Caitanya mostrou o verso de Rupa Gosvami a Svarupa Damodara Gosvami, também Srila Bhaktisiddhanta Sarasvati Thakura mostrava o verso de Prabhupada aos seus associados mais íntimos: “Como pode ele compreender as minhas intenções?”</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background:white;line-height:normal;margin:0;"><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;"><span style="font-family:Calibri;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background:white;line-height:normal;margin:0;"><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;"><span style="font-family:Calibri;">Assim, pela misericórdia de Srila Rupa Gosvami, o sentimento confidencial e interno de Sri Caitanya Mahaprabhu pela ocasião do Ratha-yatra foi revelado, e esta informação confidencial foi compilada e expandida por Srila Krsnadasa Kaviraja Gosvami no seu <em>Caitanya-caritamrta</em>. Pessoalmente, Kaviraja Gosvami não testemunhou as actividades de Mahaprabhu, mas escutou sobre elas mais tarde, enquanto residia em Vrndavana. Srila Raghunatha dasa Gosvami estava muito desapontado com a partida de Caitanya Mahaprabhu e da maior parte de Seus associados, por isso pensou, “Qual é o valor de viver em Puri sem Mahaprabhu e os Seus associados?” Portanto, ele decidiu ir para Vrndavana e cometer suicídio Vaisnava, ao atirar-se da colina de Govardhana. Contudo, antes de agir dessa maneira, ele quis oferecer os seus respeitos aos pés de lótus de Rupa e Sanatana, que, ao encontrarem-se com ele, pediram-lhe, “Não faças isso. É melhor que fiques connosco.” Eles aceitaram-no como seu irmão mais novo, como o terceiro irmão deles. “Porque estiveste com Caitanya Mahaprabhu em Jagannatha Puri, conheces tudo acerca das actividades posteriores do Senhor. Deves contá-las para nós.” Raghunatha dasa Gosvami concordou e, cada dia, discursava durante três horas sobre as actividades de Sri Caitanya Mahaprabhu em Puri—um dos devotos na audiência era Kaviraja Gosvami. </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background:white;line-height:normal;margin:0;"><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;"><span style="font-family:Calibri;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background:white;line-height:normal;margin:0;"><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;"><span style="font-family:Calibri;">Tanto Svarupa Damodara Gosvami quanto Raghunatha dasa Gosvami, fizeram anotações enquanto permaneceram com Mahaprabhu. (Do mesmo modo, os assistentes pessoais de Srila Prabhupada também fizeram anotações e assim temos o <em>Diário Transcendental </em>de Hari Sauri, o <em>Diário de TKG</em>, e outras obras do género.) Portanto, Svarupa Damodara Gosvami e Raghunatha dasa Gosvami fizeram as suas anotações e Krsnadasa Kaviraja Gosvami ficou com elas. Baseado no que ele escutou de Raghunatha dasa Gosvami e aprendido dos diários e outras fontes de informação autorizadas, ele compilou o <em>Sri Caitanya-caritamrta</em> e revelou estes assuntos mais confidenciais sobre o sentimento interno de Sri Caitanya Mahaprabhu durante o Ratha-yatra.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background:white;line-height:normal;margin:0;"><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;"><span style="font-family:Calibri;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background:white;line-height:normal;margin:0;"><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;"><span style="font-family:Calibri;">Externamente, durante o Ratha-yatra, houve um <em>hari</em>-<em>nama</em>-<em>sankirtana</em> espantoso. Vamos ler agora sobre isso, e assim ficaremos com uma ideia do que aconteceu, e talvez consigamos alguma inspiração para a nossa execução de <em>hari</em>-<em>nama</em>-<em>sankirtana</em>.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background:white;line-height:normal;margin:0;"><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;"><span style="font-family:Calibri;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background:white;line-height:normal;margin:0;"><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;"><span style="font-family:Calibri;">VERSO 25</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background:white;line-height:normal;margin:0;"><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;"><span style="font-family:Calibri;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background:white;line-height:normal;margin:0;"><span style="font-family:Calibri;"><em><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;">suksma sveta-balu pathe pulinera sama</span></em><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;"></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background:white;line-height:normal;margin:0;"><span style="font-family:Calibri;"><em><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;">dui dike tota, saba—yena vrndavana</span></em><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;"></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background:white;line-height:normal;margin:0;"><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;"><span style="font-family:Calibri;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background:white;line-height:normal;margin:0;"><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;"><span style="font-family:Calibri;">TRADUÇÃO</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background:white;line-height:normal;margin:0;"><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;"><span style="font-family:Calibri;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background:white;line-height:normal;margin:0;"><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;"><span style="font-family:Calibri;">A fina areia branca espalhada por todo o caminho assemelhava-se às margens do rio Yamuna e, em ambos os lados, os pequenos jardins pareciam-se com os de Vrndavana.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background:white;line-height:normal;margin:0;"><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;"><span style="font-family:Calibri;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background:white;line-height:normal;margin:0;"><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;"><span style="font-family:Calibri;">VERSO 26</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background:white;line-height:normal;margin:0;"><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;"><span style="font-family:Calibri;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background:white;line-height:normal;margin:0;"><span style="font-family:Calibri;"><em><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;">rathe cadi’ jagannatha karila gamana</span></em><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;"></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background:white;line-height:normal;margin:0;"><span style="font-family:Calibri;"><em><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;">dui-parsve dekh’ cale anandita-mana</span></em><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;"></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background:white;line-height:normal;margin:0;"><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;"><span style="font-family:Calibri;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background:white;line-height:normal;margin:0;"><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;"><span style="font-family:Calibri;">TRADUÇÃO</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background:white;line-height:normal;margin:0;"><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;"><span style="font-family:Calibri;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background:white;line-height:normal;margin:0;"><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;"><span style="font-family:Calibri;">Enquanto o Senhor Jagannatha passeava no Seu carro e se deparava com o belo cenário, tanto à Sua direita quanto à Sua esquerda, a Sua mente enchia-se de prazer.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background:white;line-height:normal;margin:0;"><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;"><span style="font-family:Calibri;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background:white;line-height:normal;margin:0;"><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;"><span style="font-family:Calibri;">VERSO 27</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background:white;line-height:normal;margin:0;"><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;"><span style="font-family:Calibri;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background:white;line-height:normal;margin:0;"><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;"><span style="font-family:Calibri;">Os puxadores do carro eram conhecidos como <em>gaudas</em>, e puxavam-no com muito prazer. Contudo, às vezes o carro ia muito depressa, e, às vezes, muito devagar.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background:white;line-height:normal;margin:0;"><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;"><span style="font-family:Calibri;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background:white;line-height:normal;margin:0;"><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;"><span style="font-family:Calibri;">COMENTÁRIO</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background:white;line-height:normal;margin:0;"><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;"><span style="font-family:Calibri;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background:white;line-height:normal;margin:0;"><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;"><span style="font-family:Calibri;">No primeiro Ratha-yatra da ISKCON, celebrado em São Francisco com uma camioneta de caixa baixa a fazer de carro, o veículo teve alguns problemas, e avariou ao subir uma encosta. Os devotos ficaram sem saber se poderiam pô-lo a trabalhar de novo. Nessa altura Srila Prabhupada não pode participar no Ratha-yatra, porque estava doente e fazia a sua recuperação em Stinson Beach, nos arredores de São Francisco. Quando no dia seguinte, os devotos foram visitá-lo para lhe informarem sobre o Ratha-yatra, falaram-lhe sobre a avaria da camioneta. Srila Prabhupada afirmou, “Esse é um divertimento do Senhor Jagannatha. Aconteceu a mesma coisa quando o Senhor Caitanya participou no Ratha-yatra em Puri e, agora que o Ratha-yatra veio para o Ocidente, este divertimento do Senhor Jagannatha também veio.”</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background:white;line-height:normal;margin:0;"><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;"><span style="font-family:Calibri;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background:white;line-height:normal;margin:0;"><span style="font-family:Calibri;"><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;">VERSOS 28</span><span style="font-size:12pt;color:black;font-family:ScaGoudy;">–</span><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;">30</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background:white;line-height:normal;margin:0;"><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;"><span style="font-family:Calibri;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background:white;line-height:normal;margin:0;"><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;"><span style="font-family:Calibri;">Outras vezes, o carro ficava estancado e não se movia, embora fosse puxado muito vigorosamente. Portanto, a carruagem movia-se pela vontade do Senhor, e não pela força de alguma pessoa comum.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background:white;line-height:normal;margin:0;"><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;"><span style="font-family:Calibri;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background:white;line-height:normal;margin:0;"><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;"><span style="font-family:Calibri;">Como o carro estivesse parado, Sri Caitanya Mahaprabhu reuniu todos os Seus devotos e, com as Suas próprias mãos, decorou-os com guirlandas de flores e polpa de sândalo.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background:white;line-height:normal;margin:0;"><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;"><span style="font-family:Calibri;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background:white;line-height:normal;margin:0;"><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;"><span style="font-family:Calibri;">Ao receberem pessoalmente guirlandas e polpa de sândalo das mãos do próprio Sri Caitanya Mahaprabhu, Paramananda Puri e Brahmananda Bharati sentiram o seu prazer transcendental aumentar intensamente.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background:white;line-height:normal;margin:0;"><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;"><span style="font-family:Calibri;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background:white;line-height:normal;margin:0;"><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;"><span style="font-family:Calibri;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background:white;line-height:normal;margin:0;"><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;"><span style="font-family:Calibri;">COMENTÁRIO</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background:white;line-height:normal;margin:0;"><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;"><span style="font-family:Calibri;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background:white;line-height:normal;margin:0;"><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;"><span style="font-family:Calibri;">Eles eram considerados superiores a Sri Caitanya Mahaprabhu e Ele adorava-os e servia-os no mesmo nível que a Seu mestre espiritual.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background:white;line-height:normal;margin:0;"><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;"><span style="font-family:Calibri;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background:white;line-height:normal;margin:0;"><span style="font-family:Calibri;"><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;">VERSOS 31</span><span style="font-size:12pt;color:black;font-family:ScaGoudy;">–</span><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;">34</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background:white;line-height:normal;margin:0;"><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;"><span style="font-family:Calibri;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background:white;line-height:normal;margin:0;"><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;"><span style="font-family:Calibri;">De maneira semelhante, ao sentirem o toque da mão transcendental de Sri Caitanya Mahaprabhu, Advaita Acarya e Nityananda Prabhu ficaram muito satisfeitos.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background:white;line-height:normal;margin:0;"><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;"><span style="font-family:Calibri;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background:white;line-height:normal;margin:0;"><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;"><span style="font-family:Calibri;">O Senhor também deu guirlandas e polpa de sândalo aos executantes do <em>sankirtana</em>, dos quais se destacavam Svarupa Damodara e Srivasa Thakura.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background:white;line-height:normal;margin:0;"><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;"><span style="font-family:Calibri;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background:white;line-height:normal;margin:0;"><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;"><span style="font-family:Calibri;">Havia, ao todo, quatro grupos de <em>kirtana</em>, perfazendo um total de vinte e quatro cantores. Em cada grupo, havia também dois tocadores de <em>mrdanga</em>, o que acrescentava mais oito pessoas àquele total.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background:white;line-height:normal;margin:0;"><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;"><span style="font-family:Calibri;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background:white;line-height:normal;margin:0;"><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;"><span style="font-family:Calibri;">Quando os quatro grupos estavam formados, Sri Caitanya Mahaprabhu, após analisar um pouco, dividiu os cantores.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background:white;line-height:normal;margin:0;"><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;"><span style="font-family:Calibri;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background:white;line-height:normal;margin:0;"><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;"><span style="font-family:Calibri;">COMENTÁRIO</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background:white;line-height:normal;margin:0;"><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;"><span style="font-family:Calibri;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background:white;line-height:normal;margin:0;"><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;"><span style="font-family:Calibri;">Caitanya Mahaprabhu também era um organizador muito bom.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background:white;line-height:normal;margin:0;"><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;"><span style="font-family:Calibri;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background:white;line-height:normal;margin:0;"><span style="font-family:Calibri;"><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;">VERSOS 35</span><span style="font-size:12pt;color:black;font-family:ScaGoudy;">–</span><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;">37</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background:white;line-height:normal;margin:0;"><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;"><span style="font-family:Calibri;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background:white;line-height:normal;margin:0;"><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;"><span style="font-family:Calibri;">Sri Caitanya Mahaprabhu ordenou que Nityananda Prabhu, Advaita Acarya, Haridasa Thakura e Vakresvara Pandita dançassem, cada um, num dos quatro grupos a que foram designados.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background:white;line-height:normal;margin:0;"><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;"><span style="font-family:Calibri;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background:white;line-height:normal;margin:0;"><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;"><span style="font-family:Calibri;">Svarupa Damodara foi escolhido como líder do primeiro grupo e deram-lhe cinco assistentes para responderem ao seu canto.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background:white;line-height:normal;margin:0;"><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;"><span style="font-family:Calibri;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background:white;line-height:normal;margin:0;"><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;"><span style="font-family:Calibri;">Os cinco que faziam coro ao canto de Svarupa Damodara eram Damodara Pandita, Narayana, Govinda Datta, Raghava Pandita e Sri Govindananda.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background:white;line-height:normal;margin:0;"><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;"><span style="font-family:Calibri;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background:white;line-height:normal;margin:0;"><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;"><span style="font-family:Calibri;">VERSO 38</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background:white;line-height:normal;margin:0;"><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;"><span style="font-family:Calibri;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background:white;line-height:normal;margin:0;"><span style="font-family:Calibri;"><em><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;">advaitere nrtya karibare ajna dila</span></em><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;"></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background:white;line-height:normal;margin:0;"><span style="font-family:Calibri;"><em><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;">srivasa-pradhana ara sampradaya kaila</span></em><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;"></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background:white;line-height:normal;margin:0;"><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;"><span style="font-family:Calibri;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background:white;line-height:normal;margin:0;"><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;"><span style="font-family:Calibri;">TRADUÇÃO</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background:white;line-height:normal;margin:0;"><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;"><span style="font-family:Calibri;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background:white;line-height:normal;margin:0;"><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;"><span style="font-family:Calibri;">Advaita Acarya Prabhu recebeu ordem de dançar no primeiro grupo. Então, o Senhor formou outro grupo com Srivasa Thakura como líder.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background:white;line-height:normal;margin:0;"><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;"><span style="font-family:Calibri;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background:white;line-height:normal;margin:0;"><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;"><span style="font-family:Calibri;">SIGNIFICADO</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background:white;line-height:normal;margin:0;"><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;"><span style="font-family:Calibri;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background:white;line-height:normal;margin:0;"><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;"><span style="font-family:Calibri;">No primeiro grupo, Damodara Svarupa foi apontado como o cantor líder, e os cantores que o acompanhariam eram Damodara Pandita, Narayana, Govinda Datta, Raghava Pandita e Govindananda. Sri Advaita Acarya foi apontado como dançarino. Formou-se o grupo seguinte, que tinha Srivasa Thakura como líder.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background:white;line-height:normal;margin:0;"><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;"><span style="font-family:Calibri;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background:white;line-height:normal;margin:0;"><span style="font-family:Calibri;"><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;">VERSOS 39</span><span style="font-size:12pt;color:black;font-family:ScaGoudy;">–</span><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;">54</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background:white;line-height:normal;margin:0;"><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;"><span style="font-family:Calibri;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background:white;line-height:normal;margin:0;"><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;"><span style="font-family:Calibri;">Os cinco cantores que responderiam ao canto de Srivasa Thakura eram, Gangadasa, Haridasa, Sriman, Subhananda e Sri Rama Pandita.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background:white;line-height:normal;margin:0;"><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;"><span style="font-family:Calibri;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background:white;line-height:normal;margin:0;"><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;"><span style="font-family:Calibri;">Formou-se outro grupo, para o qual foram designados Vasudeva, Gopinatha e Murari. Todos estes cantavam na segunda voz, e Mukunda seria o cantor líder.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background:white;line-height:normal;margin:0;"><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;"><span style="font-family:Calibri;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background:white;line-height:normal;margin:0;"><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;"><span style="font-family:Calibri;">Duas outras pessoas, Srikanta e Vallabha Sena, juntaram-se como cantores acompanhantes. Neste grupo, Haridasa Thakura seria o dançarino.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background:white;line-height:normal;margin:0;"><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;"><span style="font-family:Calibri;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background:white;line-height:normal;margin:0;"><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;"><span style="font-family:Calibri;">O Senhor formou um outro grupo, designando Govinda Ghosa como líder. Neste grupo junior Haridasa, Visnudasa e Raghava seriam os cantores acompanhantes.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background:white;line-height:normal;margin:0;"><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;"><span style="font-family:Calibri;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background:white;line-height:normal;margin:0;"><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;"><span style="font-family:Calibri;">Dois irmãos chamados Madhava Ghosh e Vasudeva Ghosh, também se juntaram a este grupo como cantores acompanhantes. Vakresvara Pandita seria o dançarino deste grupo.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background:white;line-height:normal;margin:0;"><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;"><span style="font-family:Calibri;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background:white;line-height:normal;margin:0;"><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;"><span style="font-family:Calibri;">Na aldeia conhecida como Kulina-grama, havia um grupo de <em>sankirtana</em>, para o qual Ramananda e Satyaraja foram indicados como dançarinos.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background:white;line-height:normal;margin:0;"><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;"><span style="font-family:Calibri;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background:white;line-height:normal;margin:0;"><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;"><span style="font-family:Calibri;">Havia outro grupo, proveniente de Santipura, que era formado por Advaita Acarya. Acyutananda era o dançarino, e os demais componentes cantavam.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background:white;line-height:normal;margin:0;"><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;"><span style="font-family:Calibri;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background:white;line-height:normal;margin:0;"><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;"><span style="font-family:Calibri;">Formou-se outro grupo com as pessoas de Khanda. Elas cantavam num lugar diferente. Neste grupo, Narahari Prabhu e Raghunandana cantavam.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background:white;line-height:normal;margin:0;"><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;"><span style="font-family:Calibri;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background:white;line-height:normal;margin:0;"><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;"><span style="font-family:Calibri;">Quatro grupos cantavam e dançavam em frente ao Senhor Jagannatha, e em ambos os lados havia mais dois grupos. Outro vinha atrás.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background:white;line-height:normal;margin:0;"><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;"><span style="font-family:Calibri;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background:white;line-height:normal;margin:0;"><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;"><span style="font-family:Calibri;">Ao todo, havia sete grupos de <em>sankirtana</em>, e em cada grupo dois homens batiam tambores. Assim, tocavam-se quatorze tambores de uma só vez. O som era tonitruante, e todos os devotos ficaram loucos.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background:white;line-height:normal;margin:0;"><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;"><span style="font-family:Calibri;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background:white;line-height:normal;margin:0;"><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;"><span style="font-family:Calibri;">Todos os Vaisnavas reuniram-se, parecendo-se a nuvens agrupadas. Enquanto os devotos em êxtase cantavam os santos nomes, lágrimas caíam de seus olhos como torrentes de chuva.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background:white;line-height:normal;margin:0;"><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;"><span style="font-family:Calibri;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background:white;line-height:normal;margin:0;"><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;"><span style="font-family:Calibri;">Os três mundos foram inundados pela vibração sonora do <em>sankirtana</em>. Com efeito, a não ser pelo som e pelos instrumentos musicais do <em>sankirtana</em>, tudo o mais emudecera.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background:white;line-height:normal;margin:0;"><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;"><span style="font-family:Calibri;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background:white;line-height:normal;margin:0;"><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;"><span style="font-family:Calibri;">O Senhor Caitanya Mahaprabhu vagueava por todos os sete grupos, cantando o santo nome: “Hari, Hari!” Levantando os braços, Ele exclamava: “Todas as glórias ao Senhor Jagannatha!”</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background:white;line-height:normal;margin:0;"><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;"><span style="font-family:Calibri;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background:white;line-height:normal;margin:0;"><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;"><span style="font-family:Calibri;">Então, o Senhor Caitanya Mahaprabhu demonstrou outro poder místico, realizando simultaneamente passatempos em todos os sete grupos.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background:white;line-height:normal;margin:0;"><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;"><span style="font-family:Calibri;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background:white;line-height:normal;margin:0;"><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;"><span style="font-family:Calibri;">Todos diziam: “O Senhor Caitanya Mahaprabhu está presente no meu grupo. Na verdade, Ele não está em mais nenhum outro lugar. Ele está a mostrar-nos a Sua misericórdia.”</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background:white;line-height:normal;margin:0;"><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;"><span style="font-family:Calibri;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background:white;line-height:normal;margin:0;"><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;"><span style="font-family:Calibri;">Na realidade, ninguém podia entender a potência inconcebível do Senhor. Apenas os devotos mais íntimos, aqueles imersos em serviço devocional puro, podiam compreender.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background:white;line-height:normal;margin:0;"><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;"><span style="font-family:Calibri;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background:white;line-height:normal;margin:0;"><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;"><span style="font-family:Calibri;">COMENTÁRIO</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background:white;line-height:normal;margin:0;"><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;"><span style="font-family:Calibri;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background:white;line-height:normal;margin:0;"><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;"><span style="font-family:Calibri;">Durante a dança da <em>rasa</em>, Sri Krsna também se expandiu para estar presente ao lado de cada <em>gopi</em>. Ele relacionou-se de uma forma tão afectuosa e pessoal com cada <em>gopi</em>, que cada uma delas pensava, “Krsna está comigo. Krsna não pode abandonar-me. Krsna está a favorecer-me.”</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background:white;line-height:normal;margin:0;"><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;"><span style="font-family:Calibri;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background:white;line-height:normal;margin:0;"><span style="font-family:Calibri;"><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;">VERSOS 55</span><span style="font-size:12pt;color:black;font-family:ScaGoudy;">–</span><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;">59</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background:white;line-height:normal;margin:0;"><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;"><span style="font-family:Calibri;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background:white;line-height:normal;margin:0;"><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;"><span style="font-family:Calibri;">O <em>sankirtana</em> agradou muito ao Senhor Jagannatha, e Ele manteve Seu carro parado num determinado local, só para assistir ao desempenho. </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background:white;line-height:normal;margin:0;"><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;"><span style="font-family:Calibri;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background:white;line-height:normal;margin:0;"><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;"><span style="font-family:Calibri;">O rei Patraparudra também ficou admirado ao ver o <em>sankirtana</em>. Ficando sem acção, passou a sentir amor extático por Krsna.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background:white;line-height:normal;margin:0;"><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;"><span style="font-family:Calibri;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background:white;line-height:normal;margin:0;"><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;"><span style="font-family:Calibri;">Quando o rei informou a Kasi Misra sobre as glórias do Senhor, Kasi Misra respondeu. “Ó rei,a tua fortuna não conhece limites!”</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background:white;line-height:normal;margin:0;"><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;"><span style="font-family:Calibri;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background:white;line-height:normal;margin:0;"><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;"><span style="font-family:Calibri;">Tanto o rei quanto Sarvabhauma Battacarya estavam a par das actividades do Senhor, mas nenhuma outra pessoa pode perceber as artimanhas do Senhor Caitanya Mahaprabhu.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background:white;line-height:normal;margin:0;"><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;"><span style="font-family:Calibri;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background:white;line-height:normal;margin:0;"><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;"><span style="font-family:Calibri;">Só alguém que tenha recebido a misericórdia do Senhor pode compreender. Sem a misericórdia do Senhor, nem mesmo os semideuses, encabeçados pelo Senhor Brahma, podem compreender.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background:white;line-height:normal;margin:0;"><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;"><span style="font-family:Calibri;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background:white;line-height:normal;margin:0;"><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;"><span style="font-family:Calibri;">VERSO 60</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background:white;line-height:normal;margin:0;"><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;"><span style="font-family:Calibri;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background:white;line-height:normal;margin:0;"><span style="font-family:Calibri;"><em><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;">rajara tuccha seva dekhi’ prabhura tusta mana</span></em><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;"></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background:white;line-height:normal;margin:0;"><span style="font-family:Calibri;"><em><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;">sei ta’ prasade paila ‘rahasya-darsana’</span></em><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;"></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background:white;line-height:normal;margin:0;"><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;"><span style="font-family:Calibri;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background:white;line-height:normal;margin:0;"><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;"><span style="font-family:Calibri;">TRADUÇÃO</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background:white;line-height:normal;margin:0;"><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;"><span style="font-family:Calibri;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background:white;line-height:normal;margin:0;"><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;"><span style="font-family:Calibri;">Sri Caitanya Mahaprabhu ficou muito satisfeito ao ver o rei aceitar a tarefa subalterna de varrer a rua, e, por esta atitude humilde, o rei recebeu a misericórdia de Sri Caitanya Mahaprabhu. Por isso, ele pode observar o mistério das actividades de Sri Caitanya Mahaprabhu.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background:white;line-height:normal;margin:0;"><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;"><span style="font-family:Calibri;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background:white;line-height:normal;margin:0;"><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;"><span style="font-family:Calibri;">SIGNIFICADO</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background:white;line-height:normal;margin:0;"><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;"><span style="font-family:Calibri;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background:white;line-height:normal;margin:0;"><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;"><span style="font-family:Calibri;">Srila Bhaktisiddhanta Sarasvati Thakura descreve o mistério das actividades do Senhor. O Senhor Jagannatha, admirando-se de ver a dança e o canto transcendental de Sri Caitanya Mahaprabhu, parou o Seu carro só para assistir à dança. Então, o Senhor Caitanya Mahaprabhu dançou com tanto misticismo que agradou o Senhor Jagannatha. O espectador e o dançarino eram a mesma Pessoa Suprema, porém, o Senhor, sendo ao mesmo tempo um e muitos, manifestava a variedade de Seus passatempos. Este é o significado subjacente à Sua demonstração misteriosa. Pela misericórdia de Sri Caitanya Mahaprabhu, o rei pode compreender como ambos desfrutavam das actividades mútuas. Outra demonstração misteriosa foi a presença simultânea de Sri Caitanya Mahaprabhu nos sete grupos. Pela misericórdia de Sri Caitanya Mahaprabhu, o rei também pode compreender isto.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background:white;line-height:normal;margin:0;"><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;"><span style="font-family:Calibri;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background:white;line-height:normal;margin:0;"><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;"><span style="font-family:Calibri;">COMENTÁRIO</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background:white;line-height:normal;margin:0;"><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;"><span style="font-family:Calibri;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background:white;line-height:normal;margin:0;"><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;"><span style="font-family:Calibri;">O rei estava ansioso por obter <em>darsana</em> do Senhor Caitanya mas devido à sua posição como rei, Caitanya Mahaprabhu recusou encontrar-se com ele. Entretanto, quando o rei prestou um serviço humilde ao Senhor Jagannatha varrendo a estrada diante d`Ele, o coração de Sri Caitanya Mahaprabhu suavizou-se, e outorgou-lhe uma misericórdia tão especial, que o rei foi capaz de aperceber-se das actividades confidenciais do Senhor, durante o Ratha-yatra. Poderemos pensar que o facto do rei ter limpo a estrada diante da Deidade foi algo insignificante, mas nesse tempo não era bem assim. Na verdade o rei foi criticado pela outra realeza: “Que classe de rei é ele?Está a varrer a estrada.” Mas o rei não dava importância à reputação mundana. Ele prestou, de uma forma sincera, serviço subalterno ao Senhor e, devido ao seu serviço humilde, o Senhor Caitanya, que não é diferente do Senhor Jagannatha, deu-lhe um pouco de misericórdia especial para que ele pudesse observar o mistério das actividades do Senhor.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background:white;line-height:normal;margin:0;"><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;"><span style="font-family:Calibri;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background:white;line-height:normal;margin:0;"><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;"><span style="font-family:Calibri;">VERSO 61</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background:white;line-height:normal;margin:0;"><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;"><span style="font-family:Calibri;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background:white;line-height:normal;margin:0;"><span style="font-family:Calibri;"><em><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;">saksate na deya dekha, parokse ta’ daya</span></em><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;"></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background:white;line-height:normal;margin:0;"><span style="font-family:Calibri;"><em><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;">ke bujhite pare caitanya-candrera maya</span></em><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;"></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background:white;line-height:normal;margin:0;"><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;"><span style="font-family:Calibri;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background:white;line-height:normal;margin:0;"><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;"><span style="font-family:Calibri;">TRADUÇÃO</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background:white;line-height:normal;margin:0;"><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;"><span style="font-family:Calibri;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background:white;line-height:normal;margin:0;"><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;"><span style="font-family:Calibri;">Apesar de não ter conseguido uma entrevista com o Senhor, o rei recebeu, indirectamente, a misericórdia imotivada do Senhor. Quem pode entender a potência interna de Sri Caitanya Mahaprabhu?</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background:white;line-height:normal;margin:0;"><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;"><span style="font-family:Calibri;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background:white;line-height:normal;margin:0;"><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;"><span style="font-family:Calibri;">SIGNIFICADO</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background:white;line-height:normal;margin:0;"><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;"><span style="font-family:Calibri;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background:white;line-height:normal;margin:0;"><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;"><span style="font-family:Calibri;">Como Sri Caitanya Mahaprabhu estava a desempenhar o papel de um mestre mundial, Ele não concordou em ver o rei, pois o rei é uma pessoa mundana, interessada em dinheiro e mulheres. Na verdade a própria palavra “rei” dá a ideia de alguém que está sempre rodeado de dinheiro e mulheres. Como um <em>sannyasi</em>, Sri Caitanya Mahaprabhu temia tanto o dinheiro quanto as mulheres. A própria palavra “rei” é repugnante para quem pertence à ordem de vida renunciada. Sri Caitanya Mahaprabhu recusou-se a receber o rei mas, indirectamente, o rei foi capaz de entender as actividades misteriosas do Senhor, pela misericórdia imotivada do Senhor. As actividades do Senhor Caitanya Mahaprabhu foram manifestas, quer para O revelarem como a Suprema Personalidade de Deus, quer para O exporem como um devoto. Ambas as classes de actividades são misteriosas e entendidas, na sua essência, somente pelos devotos puros. </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background:white;line-height:normal;margin:0;"><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;"><span style="font-family:Calibri;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background:white;line-height:normal;margin:0;"><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;"><span style="font-family:Calibri;">COMENTÁRIO</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background:white;line-height:normal;margin:0;"><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;"><span style="font-family:Calibri;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background:white;line-height:normal;margin:0;"><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;"><span style="font-family:Calibri;">Nesta passagem, existem muitos assuntos confidenciais. Vasudeva Ghosa, um grande poeta e cantor entre os associados do Senhor (mencionado no verso 43), escreveu, jei gaura sei krsna sei jagannath: “Ele que é Gaura, é Ele que é Krsna, é Ele que é Jagannatha.” O Senhor Caitanya é Krsna, o Senhor Jagannatha é Krsna, e Krsna é Krsna, mas assumem diferentes formas e diferentes sentimentos para reciprocarem em divertimentos amorosos-inclusive entre si. O rei Prataparudra, pela misericórdia de Sri Caitanya Mahaprabhu, pode ver e compreender tudo isso. Ele também pode ver Sri Caitanya Mahaprabhu expandir-se em formas múltiplas e movimentar-se entre os sete grupos de <em>kirtana</em>. Nem todos puderam ter essa percepção. Portanto, essa também foi uma misericórdia especial que lhe foi outorgada. Mas, a maior misericórdia, aquela que o rei há muito desejava, foi-lhe dada mais tarde, quando o Senhor Caitanya foi descansar num jardim próximo. Nessa altura, Caitanya Mahaprabhu deu-lhe uma audiência pessoal (<em>darsana</em>). Ele abraçou o rei e juntos choraram em amor extático.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background:white;line-height:normal;margin:0;"><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;"><span style="font-family:Calibri;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background:white;line-height:normal;margin:0;"><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;"><span style="font-family:Calibri;">Quando chegaram a Balagandi, os carros pararam por algum tempo, para permitir aos devotos oferecerem alimento (<em>bhoga</em>) ao Senhor Jagannatha. Nessa altura Sri Caitanya Mahaprabhu e os Seus seguidores, exautos de tanto dançar, foram relaxar num jardim próximo. Nesse momento, o rei, desfazendo-se da vestimenta real, vestiu-se como um vaisnava. Entrou no jardim, começou a massajar as pernas do Senhor com muita perícia- e a recitar para Ele o <em>Gopi</em>-<em>gita</em>, o trigésimo primeiro capítulo do Décimo Canto, “As <em>Gopis´</em> Canções de Separação por Krsna,” que serviu para aumentar o sentimento que Sri Caitanya Mahaprabhu trazia do Ratha-yatra. Caitanya Mahaprabhu já estava muito feliz mas, quando escutou o rei recitar o <em>Gopi</em>-<em>gita</em>, ficou extremamente maravilhado dizendo repetidamente “Continua a recitar. Continua a recitar.” Quando o rei chegou ao verso que começa com <em>tava</em> <em>kathamrtam</em>, Sri Caitanya Mahaprabhu, como se não soubesse quem era o rei, levantou-se em amor extático e abraçou-o. Extraindo uma frase do verso, Ele exclamou, “Tu és o mais magnânimo! Tu és o mais magnânimo!</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background:white;line-height:normal;margin:0;"><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;"><span style="font-family:Calibri;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background:white;line-height:normal;margin:0;"><span style="font-family:Calibri;"><em><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;">tava kathamrtam tapta-jivanam</span></em><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;"></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background:white;line-height:normal;margin:0;"><span style="font-family:Calibri;"><em><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;"> kavibhir iditam kalmasapaham</span></em><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;"></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background:white;line-height:normal;margin:0;"><span style="font-family:Calibri;"><em><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;">sravana-mangalam srimad-atatam</span></em><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;"></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background:white;line-height:normal;margin:0;"><span style="font-family:Calibri;"><em><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;"> bhuvi grnanti ye bhurida janah</span></em><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;"></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background:white;line-height:normal;margin:0;"><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;"><span style="font-family:Calibri;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background:white;line-height:normal;margin:0;"><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;"><span style="font-family:Calibri;">“Meu Senhor, o néctar de Vossas palavras e as descrições de Vossas actividades são a vida e a alma daqueles que vivem aflitos neste mundo material. Personalidades gloriosas transmitem estas narrações, as quais erradicam todas as reacções pecaminosas. Quem quer que ouça estas narrações, que são difundidas por todo o mundo e são cheias de poder espiritual, alcança toda a boa fortuna. Aqueles que propagam a mensagem de Deus decerto que são os trabalhadores mais magnânimos para o bem-estar de todos os seres vivos.” (<em>SB</em> 10.31.9, citado no <em>Cc Madhya</em> 14.13)</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background:white;line-height:normal;margin:0;"><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;"><span style="font-family:Calibri;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background:white;line-height:normal;margin:0;"><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;"><span style="font-family:Calibri;">Sri Caitanya Mahaprabhu, ficou tão sensibilizado pelo serviço excelente e humilde do rei, que lhe deu a Sua misericórdia—a Sua audiência pessoal—mas manteve a integridade do <em>sannyasa</em>-<em>dharma</em> praticado nesses tempos.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background:white;line-height:normal;margin:0;"><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;"><span style="font-family:Calibri;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background:white;line-height:normal;margin:0;"><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;"><span style="font-family:Calibri;">Essa é a misericórdia do <em>guru</em> e de Krsna. Podemos ver Caitanya Mahaprabhu como o <em>guru</em> e o Senhor Jagannatha como Krsna. Tal como Srila Prabhupada disse, pela misericórdia mútua de <em>guru</em> e de Krsna podemos tornar-nos completamente exitosos em serviço devocional. Devido ao serviço humilde e subalterno do rei ao Senhor Jagannatha, o Senhor Caitanya também ficou satisfeito com ele, e, pela misericórdia mútua de <em>guru</em> e Krsna, o serviço devocional do rei alcançou o êxito. Portanto, podemos depreender como é que através do serviço humilde podemos satisfazer o mestre espiritual e o Senhor e, como através da misericórdia deles, podemos alcançar o sucesso em consciência de Krsna.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background:white;line-height:normal;margin:0;"><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;"><span style="font-family:Calibri;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background:white;line-height:normal;margin:0;"><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;"><span style="font-family:Calibri;">No serviço devocional não existe diferença entre superior e inferior, porque todo o serviço é absoluto. Na plataforma absoluta não existe diferença entre limpar a casa de banho utilizada pelos devotos e limpar a parafernália das Deidades. Se alguém prestar serviço com atitude humilde (<em>trnad api sunicena</em>), sentindo-se humilde e caído, o Senhor ficará predisposto para lhe dar misericórdia. Como diz o ditado “Aqueles que se glorificam serão humilhados, e aqueles que se humilham serão glorificados.” Esta é uma grande lição a ser aprendida dos divertimentos de Sri Caitanya Mahaprabhu com o Senhor Jagannatha no Ratha-yatra.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background:white;line-height:normal;margin:0;"><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;"><span style="font-family:Calibri;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background:white;line-height:normal;margin:0;"><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;"><span style="font-family:Calibri;">Para concluir este capitulo do <em>Sri Caitanya-caritamrta</em>, Srila Krsnadasa Kaviraja Gosvami cita um verso do <em>Caitanyastaka</em> de Srila Rupa Gosvami (7):</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background:white;line-height:normal;margin:0;"><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;"><span style="font-family:Calibri;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background:white;line-height:normal;margin:0;"><span style="font-family:Calibri;"><em><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;">ratharudhasyarad adhipadavi nilacala-pater</span></em><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;"></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background:white;line-height:normal;margin:0;"><span style="font-family:Calibri;"><em><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;"> adabhra-premormi-sphurita-natanollasa-vivasah</span></em><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;"></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background:white;line-height:normal;margin:0;"><span style="font-family:Calibri;"><em><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;">sa-harsam gayadbhih parivrta-tanur vaisnava-janaih</span></em><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;"></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background:white;line-height:normal;margin:0;"><span style="font-family:Calibri;"><em><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;"> sa caitanyah kim me punar api drsor yasyati padam</span></em><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;"></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background:white;line-height:normal;margin:0;"><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;"><span style="font-family:Calibri;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background:white;line-height:normal;margin:0;"><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;"><span style="font-family:Calibri;">“Sri Caitanya Mahaprabhu dançou ao longo da estrada principal em grande êxtase perante o Senhor Jagannatha, o Senhor de Nilacala, que estava sentado em Seu carro. Arrebatado em bem-aventurança transcendental produzida pela dança e rodeado por vaisnavas que cantavam os santos nomes, Ele manifestou ondas de amor extático por Deus. Quando é que Sri Caitanya Mahaprabhu aparecerá novamente diante de minha visão?” (<em>Cc Madhya</em> 13.207)</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background:white;line-height:normal;margin:0;"><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;"><span style="font-family:Calibri;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background:white;line-height:normal;margin:0;"><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;"><span style="font-family:Calibri;">E ele abençoa os seus leitores e ouvintes:</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background:white;line-height:normal;margin:0;"><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;"><span style="font-family:Calibri;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background:white;line-height:normal;margin:0;"><span style="font-family:Calibri;"><em><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;">iha yei sune sei sri-caitanya paya</span></em><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;"></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background:white;line-height:normal;margin:0;"><span style="font-family:Calibri;"><em><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;">sudrdha visvasa-saha prema-bhakti haya</span></em><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;"></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background:white;line-height:normal;margin:0;"><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;"><span style="font-family:Calibri;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background:white;line-height:normal;margin:0;"><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;"><span style="font-family:Calibri;">“Quem quer que ouça esta descrição do festival dos carros terá acesso a Sri Caitanya Mahaprabhu, e atingirá o estado elevado pelo qual se ganha firme convicção no serviço devocional e se desenvolve amor por Deus.” (<em>Cc Madhya</em> 13.208)</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background:white;line-height:normal;margin:0;"><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;"><span style="font-family:Calibri;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background:white;line-height:normal;margin:0;"><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;"><span style="font-family:Calibri;">Hare Krsna. </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background:white;line-height:normal;margin:0;"><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;"><span style="font-family:Calibri;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background:white;line-height:normal;margin:0;"><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;"><span style="font-family:Calibri;">Srila Prabhupada <em>ki jaya!</em></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background:white;line-height:normal;margin:0;"><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;"><span style="font-family:Calibri;">Sri Jagannatha Ratha-yatra <em>ki jaya!</em></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background:white;line-height:normal;margin:0;"><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;"><span style="font-family:Calibri;">Sri Caitanya Mahaprabhu <em>ki jaya!</em></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background:white;line-height:normal;margin:0;"><span style="font-family:Calibri;"><em><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;">Gaura-bhakta-vrnda ki jaya!</span></em><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;"></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background:white;line-height:normal;margin:0 0 9.35pt;"><span style="font-family:Calibri;"><em><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;">Nitai-gaura-premanande hari-haribol!</span></em><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;"></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0 0 10pt;"><span style="font-size:12pt;line-height:115%;font-family:ScaGoudy;"><span style="font-family:Calibri;"> </span></span></p>
<br /><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/categories/girirajswami.wordpress.com/38/" /> <img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/tags/girirajswami.wordpress.com/38/" /> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/girirajswami.wordpress.com/38/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/girirajswami.wordpress.com/38/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/girirajswami.wordpress.com/38/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/girirajswami.wordpress.com/38/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/girirajswami.wordpress.com/38/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/girirajswami.wordpress.com/38/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/girirajswami.wordpress.com/38/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/girirajswami.wordpress.com/38/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/girirajswami.wordpress.com/38/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/girirajswami.wordpress.com/38/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/girirajswami.wordpress.com/38/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/girirajswami.wordpress.com/38/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/girirajswami.wordpress.com/38/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/girirajswami.wordpress.com/38/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=girirajswami.wordpress.com&amp;blog=4302647&amp;post=38&amp;subd=girirajswami&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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	</item>
		<item>
		<title>Nrsimha Caturdasi &#8211; 1.ª parte</title>
		<link>http://girirajswami.wordpress.com/2008/08/05/nrsimha-caturdasi-1%c2%aa-parte/</link>
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		<pubDate>Tue, 05 Aug 2008 13:02:43 +0000</pubDate>
		<dc:creator>nityananda108</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

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		<description><![CDATA[Nrsimha-caturdasi  Uma aula dada por Giriraj Swami 30 de Abril, 2007 Dallas   Vamos ler do Srimad-Bhagavatam, Quinto Canto, Capítulo Dezoito: ”Os residentes de Jambudvipa oferecem orações.” O verso 8 é o primeiro numa série de orações recitadas por Prahlada Maharaja ao Senhor Nrsimhadeva; portanto, iremos começar com o verso  8 e depois continuaremos com verso [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=girirajswami.wordpress.com&amp;blog=4302647&amp;post=31&amp;subd=girirajswami&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p class="MsoNormal" style="background:white;line-height:normal;text-align:center;margin:0;" align="center"><span style="font-family:Calibri;"><strong></strong></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background:white;line-height:normal;text-align:center;margin:0;" align="center"><span style="font-family:Calibri;"><strong></strong></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background:white;line-height:normal;text-align:center;margin:0;" align="center"><span style="font-family:Calibri;"><strong></strong></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background:white;line-height:normal;text-align:center;margin:0;" align="center"><span style="font-family:Calibri;"><strong></strong></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background:white;line-height:normal;text-align:center;margin:0;" align="center"><span style="font-family:Calibri;"><strong><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;"><a href="http://girirajswami.files.wordpress.com/2008/08/ka2_128.jpg"><img class="aligncenter size-medium wp-image-32" src="http://girirajswami.files.wordpress.com/2008/08/ka2_128.jpg?w=228&#038;h=300" alt="" width="228" height="300" /></a></span></strong></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background:white;line-height:normal;text-align:center;margin:0;" align="center"><span style="font-family:Calibri;"><strong></strong></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background:white;line-height:normal;text-align:center;margin:0;" align="center"><span style="font-family:Calibri;"><strong></strong></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background:white;line-height:normal;text-align:center;margin:0;" align="center"><span style="font-family:Calibri;"><strong><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;">Nrsimha-caturdasi</span></strong></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background:white;line-height:normal;text-align:center;margin:0;" align="center"><span style="font-family:Calibri;"><strong><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;"> Uma aula dada por Giriraj Swami</span></strong></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background:white;line-height:normal;text-align:center;margin:0;" align="center"><span style="font-family:Calibri;"><strong><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;">30 de Abril, 2007</span></strong></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background:white;line-height:normal;text-align:center;margin:0;" align="center"><span style="font-family:Calibri;"><strong><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;">Dallas</span></strong></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background:white;line-height:normal;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;"><span style="font-family:Calibri;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background:white;line-height:normal;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;"><span style="font-family:Calibri;">Vamos ler do <em>Srimad</em>-<em>Bhagavatam</em>, Quinto Canto, Capítulo Dezoito: ”Os residentes de Jambudvipa oferecem orações.” O verso 8 é o primeiro numa série de orações recitadas por Prahlada Maharaja ao Senhor Nrsimhadeva; portanto, iremos começar com o verso  8 e depois continuaremos com verso 9, cujo significado também se refere ao verso 8.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background:white;line-height:normal;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;"><span style="font-family:Calibri;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background:white;line-height:normal;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;"><span style="font-family:Calibri;">O verso 8 é uma oração, ou <em>mantra</em>, muito importante, e nele muitas palavras são repetidas duas vezes. Quando algo é repetido duas vezes, torna-se mais enfático. Por exemplo, podemos dizer, “É uma coisa terrível, muito terrível.” A repetição de terrível serve para dar um tom enfático.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background:white;line-height:normal;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;"><span style="font-family:Calibri;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background:white;line-height:normal;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;"><span style="font-family:Calibri;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background:white;line-height:normal;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;"><span style="font-family:Calibri;">VERSO 8</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background:white;line-height:normal;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;"><span style="font-family:Calibri;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background:white;line-height:normal;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:Calibri;"><em><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;">om namo bhagavate narasimhaya namas tejas-tejase avir-avirbhava vajra-nakha vajra-damstra karmasayan randhaya randhaya tamo grasa grasa om svaha; abhayam abhayam atmani bhuyistha om ksraum.</span></em></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background:white;line-height:normal;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;"><span style="font-family:Calibri;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background:white;line-height:normal;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;"><span style="font-family:Calibri;">TRADUÇÃO</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background:white;line-height:normal;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;"><span style="font-family:Calibri;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background:white;line-height:normal;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;"><span style="font-family:Calibri;">Ofereço minhas respeitosas reverências ao Senhor Nrsimhadeva, a fonte de todo o poder. Ó meu Senhor, possuidor de garras e dentes que parecem raios, por favor, eliminai nossos desejos demoníacos que , neste mundo material, nos impelem às actividades fruitivas. Fazei o obséquio de manifestar-Vos em nossos corações e dissipai a nossa ignorância para que, por Vossa misericordia, possamos tornar-nos destemidos na luta pela existência neste mundo material.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background:white;line-height:normal;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;"><span style="font-family:Calibri;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background:white;line-height:normal;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;"><span style="font-family:Calibri;">Verso 9</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background:white;line-height:normal;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;"><span style="font-family:Calibri;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background:white;line-height:normal;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:Calibri;"><em><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;">svasty astu visvasya khalah prasidatam</span></em></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background:white;line-height:normal;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:Calibri;"><em><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;">  dhyayantu bhutani sivam mitho dhiya</span></em></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background:white;line-height:normal;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:Calibri;"><em><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;">manas ca bhadram bhajatad adhoksaje</span></em></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background:white;line-height:normal;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:Calibri;"><em><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;">  avesyatam no matir apy ahaituki</span></em></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background:white;line-height:normal;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;"><span style="font-family:Calibri;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background:white;line-height:normal;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;"><span style="font-family:Calibri;">SINÓNIMOS</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background:white;line-height:normal;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;"><span style="font-family:Calibri;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background:white;line-height:normal;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:Calibri;"><em><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;">svasti—</span></em><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;">ventura;<em> astu—</em>que haja;<em> visvasya—</em>de todo o universo;<em> khalah—</em>as invejosas(quase todas);<em> prasidatam—</em>que elas se apaziguém;<em> dhyayantu—</em>que elas considerem;<em> bhutani—</em>todas as entidades vivas;<em> sivam—</em>ventura;<em> mithah—</em>mútua<em>; dhiya—</em>por intermédio de sua inteligência;<em> manah—</em>a mente;<em> ca—</em>e;<em> bhadram—</em>tranquilidade;<em> bhajatat—</em>que se experimente;<em> adhoksaje—</em>na SupremaPersonalidade deDeus<em>,</em>que está além da percepção através da mente<em>, </em>inteligência e sentidos<em>; avesyatam—</em>que se absorva<em>; nah—</em>nossa<em>; matih—</em>inteligência<em>, api—</em>na verdade<em>; ahaituki—</em>sem motivo algum<em>.</em></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background:white;line-height:normal;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;"><span style="font-family:Calibri;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background:white;line-height:normal;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;"><span style="font-family:Calibri;">TRADUÇÃO</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background:white;line-height:normal;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;"><span style="font-family:Calibri;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background:white;line-height:normal;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;"><span style="font-family:Calibri;">Que haja boa fortuna em todo o universo,e que todas as pessoas invejosas possam apaziguar-se. Que todas as entidades vivas se tornem tranquilas praticando <em>bhakti</em>-<em>yoga</em> pois, aceitando o serviço devocional, pensarão no bem-estar recíproco. Portanto, ocupemo-nos a serviço do Senhor Sri Krsna, a transcendência suprema, e permaneçamos sempre absortos em pensar n´Ele.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background:white;line-height:normal;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;"><span style="font-family:Calibri;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background:white;line-height:normal;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;"><span style="font-family:Calibri;">SIGNIFICADO dado por Srila Prabhupada</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background:white;line-height:normal;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;"><span style="font-family:Calibri;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background:white;line-height:normal;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;"><span style="font-family:Calibri;">O seguinte verso descreve um Vaisnava:</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background:white;line-height:normal;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;"><span style="font-family:Calibri;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background:white;line-height:normal;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:Calibri;"><em><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;">vancha-kalpa-tarubhyas ca</span></em></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background:white;line-height:normal;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:Calibri;"><em><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;">  krpa-sindhubhya eva ca</span></em></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background:white;line-height:normal;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:Calibri;"><em><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;">patitanam pavanebhyo</span></em></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background:white;line-height:normal;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:Calibri;"><em><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;">  vaisnavebhyo namo namah</span></em></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background:white;line-height:normal;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;"><span style="font-family:Calibri;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background:white;line-height:normal;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;"><span style="font-family:Calibri;">Assim como a árvore dos desejos, o vaisnava pode satisfazer todos os desejos de qualquer pessoa que se refugie a seus pés de lótus. Prahlada Maharaja era um vaisnava típico. Ele não ora em prol de si mesmo, senão que ora em prol de todas as entidades vivas—sejam elas corteses, invejosas ou perversas. Ele pensava sempre no bem-estar das pessoas mesquinhas como, por exemplo, o seu pai Hiranyakasipu. Prahlada Maharaja, não pedia nada para si próprio;ao contrário, ele orou ao Senhor para que perdoasse seu pai demoníaco. Esta é a atitude do vaisnava, que vive a pensar no bem-estar de todo o universo.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background:white;line-height:normal;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;"><span style="font-family:Calibri;">O <em>Srimad-Bhagavatam </em>e o <em>bhagavata-dharma</em> destinam-se a pessoas que são inteiramente desprovidas de inveja( <em>parama-nirmatsaranam</em>). Portanto, na sua oração neste verso, Prahlada Maharaja deseja que <em>khalah prasidatam</em>: “Possam todas as pessoas invejosas apaziguarem-se.” O mundo material fervilha de pessoas invejosas, mas quem se livra da inveja mostra prodigalidade em seus relacionamentos sociais e passa a pensar no bem-estar alheio. Todo aquele que adopta a consciência de Krsna e ocupa-se plenamente a serviço do Senhor, tira da sua mente toda a inveja (<em>manas ca bhadram bhajatad adhoksaje</em>). Por isso, devemos orar ao Senhor Nrsimhadeva que Se sente em nossos corações. Devemos pedir que <em>bahir nrsimho hrdaye nrsimhah</em>: “Que o Senhor Nrsimhadeva Se sente no âmago do meu coração, e extermine todas as minhas más propensões. Que minha mente se torne limpa para que eu possa pacificamente adorar o Senhor e levar a paz ao mundo inteiro.”</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background:white;line-height:normal;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;"><span style="font-family:Calibri;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background:white;line-height:normal;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;"><span style="font-family:Calibri;">Com relação a isto, Srila Visvanatha Cakravarti Thakura deu-nos um significado muito esmerado. Sempre que oferece uma oração à Suprema Personalidade de Deus, a pessoa pede-Lhe uma benção. Como o Senhor Sri Caitanya Mahaprabhu ensina em Seu <em>Siksastaka</em>, mesmo os devotos puros (<em>niskama</em>) suplicam por alguma benção:</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background:white;line-height:normal;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;"><span style="font-family:Calibri;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background:white;line-height:normal;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:Calibri;"><em><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;">ayi nanda tanuja kinkaram</span></em></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background:white;line-height:normal;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:Calibri;"><em><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;">  patitam mam visame bhavambudhau</span></em></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background:white;line-height:normal;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:Calibri;"><em><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;">krpaya tava pada pankaja-</span></em></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background:white;line-height:normal;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:Calibri;"><em><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;">  sthiti-dhuli-sadrsam vicintaya</span></em></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background:white;line-height:normal;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;"><span style="font-family:Calibri;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background:white;line-height:normal;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;"><span style="font-family:Calibri;">“Ó filho de Maharaja Nanda (Krsna) sou Vosso servo eterno, mas de alguma forma acabei caindo no oceano de nascimentos e mortes. Por favor, tirai-me do oceano de mortes e colocai-me como um dos átomos a Vossos pés de lótus.” Noutra oração, o Senhor Caitanya diz que <em>mama janmani janmanisvare bhavatad bhaktir ahaituki tvayi</em>: “Vida após vida, por favor, permiti que eu dedique amor imaculado e devoção aos pés de lótus de Vossa Omnipotência.” Ao cantar <em>om namo bhagavate narasimhaya</em>, Prahlada Maharaja pede uma benção ao Senhor mas, porque ele também é um vaisnava grandioso, nada deseja para o gozo de seus próprios sentidos. O primeiro desejo expresso em sua oração é <em>svasty astu visvasya</em>: “Que haja boa fortuna em todo o universo.” Portanto, Prahlada Maharaja pediu que o Senhor fosse misericordioso com todos, incluindo seu pai, que era uma pessoa muito invejosa. De acordo com Canakya Pandita, existem duas classes de entidades vivas invejosas: uma são as serpentes, e a outra são os homens da laia de Hiranyakasipu que , por natureza, invejam todos inclusive seu pai ou filho. Hiranyakasipu tinha inveja de seu filhinho Prahlada, mas Prahlada Maharaja pediu uma benção em favor de seu pai. Hiranyakasipu invejava muito os devotos, mas Prahlada desejava que, pela graça do Senhor, o seu pai e outros demónios com ele parecidos abandonassem sua natureza invejosa e parassem de atormentar os devotos (<em>khalah prasidatam</em>). O problema é que <em>khalah</em> ( a entidade viva invejosa) raramente se apazigua. Uma espécie de <em>khalah</em>, a serpente, pode ser apaziguada simplesmente com mantras ou com a acção de uma erva específica (<em>mantrausadhi-vasah sarpah khalakena nivaryate</em>). Contudo, não há como apaziguar uma pessoa invejosa. Portanto, Prahlada Maharaja ora para que todas as pessoas invejosas, passem por uma mudança de coração e pensem no bem-estar alheio.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background:white;line-height:normal;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;"><span style="font-family:Calibri;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background:white;line-height:normal;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;"><span style="font-family:Calibri;">Se o movimento da consciência de Krsna se espalhar por todo o mundo e se, pela graça de Krsna, todos vierem a aceitá-lo, o pensamento das pessoas invejosas mudará. Todos pensarão no bem-estar alheio. Portanto, Prahlada Maharaja ora: <em>sivam mitho dhiya</em>. Nas actividades materiais, todos invejam os demais, porém, em consciência de Krsna, ninguém inveja outrem; todos pensam no bem-estar alheio. Portanto, Prahlada Maharaja implora que as mentes de todos possam tornar-se benévolas e se fixem aos pés de lótus de Krsna (<em>bhajatad adhoksaje</em>). Como se indica noutra passagem do <em>Srimad-Bhagavatam</em> (<em>sa vai manah krsna-padaravindayoh</em>) e como o Senhor Krsna aconselha no <em>Bhagavad-gita </em>(18.65), <em>manmana bhava mad-bhaktah</em>, devemos pensar constantemente nos pés de lótus do Senhor Krsna. Então, as nossas mentes concerteza tornar-se-ão limpas (<em>ceto darpanam-marjanam</em>). Os materialistas vivem a pensar no gozo dos sentidos, mas Prahlada Maharaja ora para que a misericórdia do Senhor lhes mude as mentes e eles deixem de pensar no gozo dos sentidos. Se eles pensarem sempre em Krsna, tudo dará certo. Algumas pessoas argumentam que, se todos pensarem em Krsna dessa maneira, o mundo inteiro ficará vazio porque todos voltarão ao lar, voltarão ao Supremo. Contudo, Srila Visvanatha Cakravarti Thakura diz que isto é impossivel, pois existem muitas entidades vivas. Se o movimento da consciência de Krsna libertar de facto um determinado conjunto de entidades vivas, outro grupo encherá o universo inteiro.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background:white;line-height:normal;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;"><span style="font-family:Calibri;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background:white;line-height:normal;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;"><span style="font-family:Calibri;">COMENTÁRIO feito por Giriraj Swami</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background:white;line-height:normal;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;"><span style="font-family:Calibri;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background:white;line-height:normal;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:Calibri;"><em><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;">vancha-kalpatarubhyas ca </span></em></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background:white;line-height:normal;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:Calibri;"><em><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;">  krpa-sindhubhya eva ca</span></em></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background:white;line-height:normal;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:Calibri;"><em><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;">patitanam pavanebhyo </span></em></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background:white;line-height:normal;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:Calibri;"><em><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;">  vaisnavebhyo namo namah</span></em></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background:white;line-height:normal;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;"><span style="font-family:Calibri;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background:white;line-height:normal;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;"><span style="font-family:Calibri;">No significado, Srila Prabhupada citou este verso porque ele descreve um Vaisnava, e porque Prahlada Maharaja,que recitou estas orações que estamos a ler e a comentar, é um exemplo excelente de um Vaisnava.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background:white;line-height:normal;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;"><span style="font-family:Calibri;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background:white;line-height:normal;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;"><span style="font-family:Calibri;">Hiranyakasipu, o pai de Prahlada, era um grande demónio e executou austeridades tão severas, que perturbou todo o universo. Finalmente o Senhor Brahma aproximou-se pessoalmente a Hiranyakasipu para lhe perguntar que benção é que ele queria. Deste modo ele acabaria com as suas austeridades e pararia com a perturbação dentro do universo.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background:white;line-height:normal;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;"><span style="font-family:Calibri;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background:white;line-height:normal;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;"><span style="font-family:Calibri;">Hiranyakasipu pediu a benção de se tornar imortal, mas o Senhor Brahma respondeu, “Eu próprio, não sou imortal.” Hiranyakasipu então pediu varias bençãos que, pensou ele, o fariam imortal. Ele pediu para que não fosse morto dentro ou fora de um edificio. Ele pediu para não ser morto nem de dia nem de noite. Ele orou para não ser morto na terra ou no ar. Ele orou para não ser morto por nenhum ser humano ou animal, semideus, demónio ou qualquer outra criatura. Orou para não ser morto por nenhuma arma. Ele pensou que, ao pedir tais bençãos, eventualmente tornar-se-ía imortal e ficaría com supremacia absoluta sobre o universo. O Senhor Brahma concordou com todos os pedidos dizendo, “Que assim seja.”</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background:white;line-height:normal;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;"><span style="font-family:Calibri;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background:white;line-height:normal;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;"><span style="font-family:Calibri;">No transcurso do tempo, Hiranyakasipu teve um filho chamado Prahlada, que era um devoto. Anteriormente o Senhor, na forma de Varahadeva, tinha morto o irmão de Hiranyakasipu, Hiranyaksa,e Hiranyakasipu estava determinado em vingar a morte de seu irmão—na verdade ele pensava que podia matar Visnu. Ele sabia que Visnu tinha aparecido como Varaha e tinha morto Hiranyaksa. Mais tarde, Diti, a mãe de Hiranyaksa e Hiranyakasipu, desejou ter um filho que pudesse matar Indra porque ela pensava que Indra, com a ajuda de Visnu, era o responsável pela morte de seus filhos.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background:white;line-height:normal;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;"><span style="font-family:Calibri;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background:white;line-height:normal;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;"><span style="font-family:Calibri;">Com as escrituras aprendemos—<em>sadhu-sastra-guru-vakya—</em>que Visnu é Deus. Poderíamos perguntar, “Como poderia alguém imaginar matar Deus?” mas se Deus viesse a esta sala, e não O reconhecêssemos pelos aspectos que estão mencionados nas escrituras, não saberíamos que era Deus porque Deus é parecido com o ser humano. Na Biblia está dito, “Deus criou o homem à Sua própria imagem.” Deus, tal como nós, tem braços, pernas, mãos, pés, olhos, nariz, boca e todos os outros aspectos corporais. O Seu corpo é como o nosso. O que O distingue de nós são as Suas potências imensuráveis. Por exemplo,, o presidente dos Estados Unidos tem poderes imensos (mais do que alguns gostam). Se ele quiser, pode dar ordens ao exército para invadir um país, ou pode enviar a polícia prender um cidadão. Ele parece-se connosco mas não temos o mesmo poder. Podemos querer fazer certas coisas, mas não temos o poder. Ele sim, tem o poder mas, mesmo assim, é parecido connosco.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background:white;line-height:normal;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;"><span style="font-family:Calibri;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background:white;line-height:normal;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;"><span style="font-family:Calibri;">Quando alguém executa grandes austeridades pode conseguir grandes poderes. Mesmo os demónios, se executam as austeridades prescritas, podem tornar-se muito poderosos e alcançar várias perfeições místicas. Os demónios também podem conseguir poderes apesar do Senhor Visnu ter todo o poder e potência mística. Hiranyakasipu pensou que, através das austeridades e poderes derivados delas, juntamente com as bençãos que tinha conseguido do Senhor Brahma, poderia tornar-se imortal e conquistar o universo. Ele criou uma grande perturbação no universo ao executar grandes austeridades; essa perturbação consistia em ter declarado guerra aos semideuses e conquistado os territórios deles.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background:white;line-height:normal;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;"><span style="font-family:Calibri;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background:white;line-height:normal;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;"><span style="font-family:Calibri;">Naturalmente que Hiranyakasipu queria que seu filho fosse como ele, um grande materialista, e para tal educou-o adequadamente. Ele ocupou professores a instruir o rapaz a tornar-se perito na política e na diplomacia. Apesar de ser um demónio, Hiranyakasipu tinha afeição natural pelo seu filho. Por vezes os pais perguntam aos seus filhos, “Que é que aprendeste hoje na escola? Qual é o tema que gostas mais?” desse modo Hiranyakasipu perguntou a Prahlada, “Qual foi o assunto que gostastes mais de aprender?” Ele pensou que Prahlada diria alguma coisa engraçada, alguma coisa doce, mas Prahlada deu a pior resposta alguma vez imaginada por Hiranyakasipu. Ele disse, “A melhor coisa que aprendi foi <em>sravanam kirtanam visnoh smaranam pada-sevanam/ arcanam vandanam dasyam sakhyam atma-nivedanam</em>.” Escutar e glorificar sobre Visnu. Sim, Visnu, a quem Hiranyakasipu considerava o seu pior inimigo. Visnu. Portanto Hiranyakasipu ficou furioso e decidiu matar Prahlada. Ele argumentou que se uma parte do corpo fica infectada, a doença pode expandir-se por todo o corpo e matar a pessoa. Apesar de ser parte do nosso corpo, devemos amputá-la para salvar o resto do corpo. Ele pensou “apesar de Prahlada ser meu filho, ele ficou infectado pela doença do Vaisnavismo e, portanto, temos de matá-lo antes que a doença se espalhe e acabe connosco.”     </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background:white;line-height:normal;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;"><span style="font-family:Calibri;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background:white;line-height:normal;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;"><span style="font-family:Calibri;">Como se descreve no Sétimo Canto do <em>Srimad-Bhagavatam</em>, ele tentou matar Prahlada de diferentes maneiras mas, apesar de ser tão poderoso . . . Hiranyakasipu tinha conquistado os semideuses. Ele ocupava o trono do rei Indra e governava os habitantes de todos os outros planetas muito severamente. À excepção de Brahma e Siva, todos os outros semideuses ocupavam-se a seu serviço, oferecendo-lhe reverências e glorificação. Era tão poderoso—mas não foi capaz de matar Prahlada. Ele fez com que demónios de aspecto horrível, tentassem trespassar o corpo de Prahlada com tridentes. Ele atirou Prahlada para baixo dos pés de elefantes muito grandes, e para o meio de enormes serpentes mas, apesar de tudo, não foi capaz de o matar. Atirou-o do cimo de uma montanha, deu-lhe veneno para tomar, fê-lo passar fome e atirou-lhe pedras gigantescas para esmagá-lo. Nada funcionava—Prahlada não ficava minimamente afectado—e Hiranyakasipu estava surpreendido. Tinha conquistado os exércitos dos semideuses mas não conseguia subjugar o seu filho de cinco anos de idade.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background:white;line-height:normal;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;"><span style="font-family:Calibri;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background:white;line-height:normal;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;"><span style="font-family:Calibri;">Finalmente, quando todos os seus esforços fracassaram, Hiranyakasipu perguntou a Prahlada, “De onde consegues o teu poder? Tu estás consciente que, quando fico zangado, todos os planetas dos três mundos, bem como os seus governantes tremem? Tu não tens medo e ultrapassaste a minha capacidade de te controlar. De onde consegues a tua força?” Prahlada respondeu, “Eu consigo-a da mesma fonte que tu, da fonte de toda a energia-de Deus.” Nesse momento, Hiranyakasipu ficou verdadeiramente enfurecido, porque ele pensava que era a fonte de seu próprio poder. Essa é a mentalidade demoníaca. Pensamos que somos os executores—<em>kartaham iti manyate</em>. Pensamos, <em>isvaro´ham aham bhogi siddho ´ham balavan sukhi</em>: “eu sou o controlador, o desfrutador. Eu sou perfeito, poderoso e feliz.” Essa é a tendência demoníaca. Hiranyakasipu não queria escutar que o seu poder vinha de outra pessoa-e que dizer da pessoa que Prahlada tinha mencionado: o Supremo Senhor ilimitado.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background:white;line-height:normal;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;"><span style="font-family:Calibri;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background:white;line-height:normal;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;"><span style="font-family:Calibri;">Nessa altura Hiranyakasipu ficou ainda mais enfurecido e mais desafiador. Ele disse a Prahlada, “Se esse teu Deus está em todo o lado, porque é que ele não está presente diante de mim, nesta coluna? Agora vou matar-te e vamos ver se esse teu Deus te protege!” Cheio de raiva, Hiranyakasipu levantou-se de seu trono, agarrou na sua espada e com grande ira esmorrou a coluna. Então, de dentro da coluna emergiu a forma maravilhosa de Nrsimhadeva. <em>Nrsimha Bhagavan ki jaya</em>!</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background:white;line-height:normal;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;"><span style="font-family:Calibri;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background:white;line-height:normal;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;"><span style="font-family:Calibri;">Nrsimhadeva era único. Não era um homem, nem um animal mas tinha uma forma de metade leão e metade homem. O Seu aparecimento preencheu todas as condições dadas pelo Senhor Brahma. Não era um semideus, nem ser humano nem animal- Ele não era nenhuma das criaturas. A seu devido tempo, agarrou Hiranyakasipu, colocou-o no Seu regaço, e com as Suas unhas abriu-lhe o peito. Hiranyakasipu era extraordinariamente poderoso e o seu peito podia tolerar o raio de Indra. Ninguém podia ferir o seu corpo. Era muito poderoso.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background:white;line-height:normal;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;"><span style="font-family:Calibri;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background:white;line-height:normal;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;"><span style="font-family:Calibri;">Podia-se atirar flechas, bem como todo o tipo de armas contra ele, que estas eram projectadas como se fossem insignificantes. Não era fácil abrir o seu peito. Contudo Nrsimhadeva abriu-o com as suas unhas grandes, extraíu-lhe o coração e assim matou este grande demónio.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background:white;line-height:normal;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;"><span style="font-family:Calibri;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background:white;line-height:normal;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;"><span style="font-family:Calibri;">Diariamente glorificamos o Senhor Nrsimha com a oração, (uma linha dessa oração foi citada no significado de Srila Prabhupada):</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background:white;line-height:normal;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;"><span style="font-family:Calibri;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background:white;line-height:normal;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:Calibri;"><em><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;">ito nrsimhah parato nrsimho</span></em></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background:white;line-height:normal;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:Calibri;"><em><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;">  yato yato yami tato nrsimhah</span></em></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background:white;line-height:normal;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:Calibri;"><em><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;">bahir nrsimho hrdaye nrsimho</span></em></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background:white;line-height:normal;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:Calibri;"><em><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;">  nrsimham adim saranam prapadye</span></em></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background:white;line-height:normal;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;"><span style="font-family:Calibri;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background:white;line-height:normal;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:Calibri;"><em><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;">Ito nrsimhah</span></em><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;"> significa “Nrsimha está aqui”; <em>parato nrsimho</em> quer dizer “Nrsimha tambem está lá, do outro lado: “<em>yato yato yami tato nrsimho</em>: “onde quer que vá, aí está Nrsimha.” <em>Bahir nrsimho</em>: “Nrsimha está no exterior”. <em>Hrdaye nrsimho</em>: “Nrsimha está no meu coração.” <em>Nrsimham adim saranam prapadye</em>: “Eu refugio-me no Senhor Nrsimha, o Senhor original.” Ele está em todo o lado.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background:white;line-height:normal;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;"><span style="font-family:Calibri;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background:white;line-height:normal;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;"><span style="font-family:Calibri;">Nós também cantamos:</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background:white;line-height:normal;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;"><span style="font-family:Calibri;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background:white;line-height:normal;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:Calibri;"><em><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;">namas te nara-simhaya</span></em></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background:white;line-height:normal;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:Calibri;"><em><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;">  prahladahlada-dayine</span></em></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background:white;line-height:normal;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:Calibri;"><em><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;">hiranyakasipor vaksah-</span></em></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background:white;line-height:normal;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:Calibri;"><em><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;">  sila-tanka-nakhalaye</span></em></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background:white;line-height:normal;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;"><span style="font-family:Calibri;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background:white;line-height:normal;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:Calibri;"><em><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;">Sila-tanka-nakhalaye</span></em><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;">. Sila quer dizer “pedra” como em <em>saligrama-sila</em>; <em>nakha</em> significa “unhas”; e <em>tanka</em> significa “cinzel”. Se queremos quebrar uma pedra dura, temos de utilizar um cinzel. As unhas do Senhor Nrsimha eram como cinzeis que cortaram o peito de Hiranyakasipu—o seu peito e coração, que eram duros como pedra.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background:white;line-height:normal;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;"><span style="font-family:Calibri;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background:white;line-height:normal;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;"><span style="font-family:Calibri;">Hirianyakasipu pensava que, através do seu próprio poder e inteligência, poderia tornar-se imortal. Porém a sua inteligência não era tão grande quanto a de Nrsimha, que manteve todas as bençãos de Brahma intactas e, ainda assim, conseguiu matar o demónio. Nrsimhadeva assumiu esta forma maravilhosa-<em>adbhuta</em> significa “maravilhosa”—que era metade homem e metade leão. Ele sentou-se no umbral do palácio, que não era dentro nem fora do mesmo. Apareceu no crepúsculo, que não era de dia nem de noite. Matou Hiranyakasipu no Seu regaço-não foi no ar nem na terra. Não o matou com armas, mas com as Suas unhas. Portanto, manteve intactas todas as bençãos e, ainda assim, matou-o.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background:white;line-height:normal;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;"><span style="font-family:Calibri;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background:white;line-height:normal;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;"><span style="font-family:Calibri;">Srila Prabhupada explica que, não importa o quão inteligente possamos ser, Krsna é sempre um pouco mais inteligente. Mãe Yasoda tentou atar Krsna com cordas, mas apesar de ter unido muitas cordas, Ele permanecia sempre dois dedos maior que elas. Faltava sempre um pouquinho para atá-Lo. Do mesmo modo, se tentarmos competir com Deus-tentarmos superar Deus, tentarmos enganar Deus-nunca o conseguiremos. Srila Prabhupada explica, “Hiranyakasipu pensava somente na bomba atómica, em como proteger-se da bomba mas, esqueceu-se das unhas.” Fez tantos arranjos para se proteger, mas nem sequer se deu ao trabalho de pensar nas unhas. Portanto, a conclusão deverá ser “se não pudemos lutar com Ele, devemos unir-nos a Ele.” <em>Nrsimham adim saranyam prapadye</em>. Devemos render-nos a Nrsimhadeva. Não devemos competir com Ele, nem lutar com Ele. Essa é a essência das orações de Prahlada.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background:white;line-height:normal;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;"><span style="font-family:Calibri;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background:white;line-height:normal;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;"><span style="font-family:Calibri;">Depois de Nrsimhadeva ter morto Hiranyakasipu, pediu a Prahlada para aceitar alguma benção, mas Prahlada não quis nenhum favorecimento material porque era um devoto puro. No verso de hoje encontramos a palavra <em>ahaituki</em>: sem nenhum motivo. Prahlada não tinha motivações materiais, por isso, quando o Senhor Nrsimhadeva lhe pediu que aceitasse uma benção, ele recusou. Disse, “Porque me está a tentar com expectativas materiais? Se eu desejasse beneficios materiais em troca do serviço devocional, não seria um servente. Seria como um homem de negócios que quer lucros em troca do serviço. Senhor, sou Vosso servente eterno e Vós sois o meu mestre eterno. Não temos outro relacionamento.” Prahlada pediu somente para que não houvesse nenhuns desejos materiais dentro de seu coração. </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background:white;line-height:normal;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;"><span style="font-family:Calibri;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background:white;line-height:normal;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;"><span style="font-family:Calibri;">Porém, Nrsimhadeva insistia para que Prahlada aceitasse alguma benção e, finalmente, Prahlada concordou: “Se realmente quer que aceite algo de Vós, então peço-Vos para que purifique o meu pai.” Esta situação mostra o carácter exemplar de Prahlada que, como diz Srila Prabhupada, é um Vaisnava no verdadeiro sentido da palavra. O Vaisnava, é o amigo de todos, de todas as entidades vivas (<em>suhrdah sarva-dehinam</em>). Nunca se torna o inimigo de seu inimigo. Permanece sempre o amigo de todos-até de seus inimigos. Portanto, apesar de Hiranyakasipu ter sido tão invejoso-mesmo de seu próprio filho-tentando matá-lo de tantas maneiras, Prahlada permaneceu fiel ao seu carácter como um Vaisnava. Pensou no bem-estar de seu pai. Desejou-lhe o bem.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background:white;line-height:normal;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;"><span style="font-family:Calibri;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background:white;line-height:normal;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;"><span style="font-family:Calibri;">Prahlada, nesta oração ao Senhor Nrsimhadeva, ora por seu pai e por todas as pessoas invejosas, para que se tornem pacíficas. <em>Khalah prasidatam</em>: “Que todas as pessoas invejosas se apaziguem.” Srila Prabhupada esclarece que quase todos são invejosos. Na realidade, entramos neste mundo material, porque somos invejosos de Krsna. Essa é a razão pela qual estamos aqui. Portanto Srila Prabhupada diz “quase todos.” As únicas excepções são os devotos puros. Todos os outros, têm alguma inveja. É como dizer, “quase todos na prisão são criminosos.” Sim, em princípio, todos os prisioneiros são criminosos. Existem alguns colaboradores da prisão que não o são, que estão lá para orientar os internos, mas os prisioneiros, esses são criminosos. Portanto, à excepção dos devotos que trabalham para o bem-estar das almas caídas, todos são invejosos. Ninguém é poupado pela inveja. Hiranyakasipu, era invejoso de um devoto puro, o seu filho de cinco anos. Diti ficou invejosa de Indra que era seu sobrinho. Quis matá-lo ou contratar alguém para o matar. Ninguém é poupado.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background:white;line-height:normal;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;"><span style="font-family:Calibri;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background:white;line-height:normal;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;"><span style="font-family:Calibri;">Se quisermos sair do enredo da existência material, teremos que libertar-nos da inveja. Como é que nos libertamos da inveja? Através do processo da consciência de Krsna. Essa é a oração de Prahlada: <em>bhajatad</em> <em>adhoksaje</em>. <em>Bhaja</em> significa adorar e servir. A palavra <em>bhakti</em>, vem da raíz verbal <em>bhaj</em>: servir com devoção. Servir a quem? <em>Adhoksaja</em>: Krsna, que está além da percepção material dos sentidos. Hiranyakasipu não podia ver Visnu; o Senhor estava além da sua percepção sensorial. Só quando Visnu decidiu aparecer diante dele, ao saír da coluna como Nrsimhadeva, é que Hiranyakasipu pode vê-Lo. Só os devotos puros podem ver a Krsna, ninguém mais. Ele está além da percepção materialmente contaminada dos sentidos, da mente e inteligência das almas condicionadas. </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background:white;line-height:normal;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;"><span style="font-family:Calibri;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background:white;line-height:normal;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;"><span style="font-family:Calibri;">Portanto, o processo é a consciência de Krsna (<em>bhajatad adhoksaje)</em>. Como Prahlada explicou, ocupamo-nos em serviço devocional em consciência de Krsna, através de <em>sravanam</em> <em>kirtanam</em> <em>visnoh smaranam</em>: escutar e recitar sobre Visnu e lembrar-se d´Ele. Srila Prabhupada citou do <em>Siksastaka</em>, <em>ceto-darpanam</em>-<em>marjanam</em>:<em> sankirtana</em>, a recitação dos santos nomes do Senhor, limpa o coração. Esse é o processo. Quando o coração se limpa tornamo-nos pacificos e calmos (<em>bhadram</em>).</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background:white;line-height:normal;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;"><span style="font-family:Calibri;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background:white;line-height:normal;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;"><span style="font-family:Calibri;">Este processo, está descrito em dois versos muito importantes do Segundo Capítulo do <em>Srimad</em>-<em>Bhagavatam</em>: </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background:white;line-height:normal;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;"><span style="font-family:Calibri;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background:white;line-height:normal;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:Calibri;"><em><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;">srnvatam sva-kathah krsnah</span></em></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background:white;line-height:normal;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:Calibri;"><em><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;">  punya-sravana-kirtanah</span></em></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background:white;line-height:normal;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:Calibri;"><em><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;">hrdy antah-stho hy abhadrani</span></em></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background:white;line-height:normal;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:Calibri;"><em><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;">  vidhunoti suhrt satam</span></em></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background:white;line-height:normal;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;"><span style="font-family:Calibri;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background:white;line-height:normal;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;"><span style="font-family:Calibri;">“Sri Krsna a Personalidade de Deus, que é o Paramatma [Superalma] no coração de todos e o benfeitor do devoto veraz, purifica do desejo de gozo material o coração do devoto que desenvolveu o desejo ardente por ouvir Suas mensagens, que por si só são virtuosas, quando adequadamente ouvidas e recitadas.” (<em>SB</em> 1.2.17) </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background:white;line-height:normal;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;"><span style="font-family:Calibri;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background:white;line-height:normal;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:Calibri;"><em><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;">Srnvatam sva-katha krsnah</span></em><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;">. Quando escutamos <em>krsna</em>-<em>katha</em>, todo o <em>abhadrani</em>, todos os desejos materiais, todas as perturbações dentro do coração, são limpas pelo próprio Senhor, que está sentado dentro do coração como um amigo bem-querente do devoto veraz (<em>vidhunoti</em> <em>suhrt</em> <em>satam</em>). O som transcendental é Krsna. Krsna entra no ouvido na forma de som trancendental e, quando escutamos apropiadamente, o som entra no coração e limpa-o. Krsna, na forma de som transcendental, limpará as coisas sujas que estão no coração (<em>ceto-darpana-marjanam</em>). </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background:white;line-height:normal;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;"><span style="font-family:Calibri;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background:white;line-height:normal;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;"><span style="font-family:Calibri;">O verso seguinte explica ainda que:</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background:white;line-height:normal;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;"><span style="font-family:Calibri;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background:white;line-height:normal;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:Calibri;"><em><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;">nasta-prayesv abhadresu</span></em></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background:white;line-height:normal;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:Calibri;"><em><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;">  nityam bhagavata-sevaya</span></em></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background:white;line-height:normal;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:Calibri;"><em><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;">bhagavaty uttama-sloke</span></em></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background:white;line-height:normal;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:Calibri;"><em><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;">  bhaktir bhavati naisthiki</span></em></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background:white;line-height:normal;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;"><span style="font-family:Calibri;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background:white;line-height:normal;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;"><span style="font-family:Calibri;">“Assistindo regularmente às aulas sobre <em>Bhagavatam</em> e prestando serviço ao devoto puro, tudo o que é molesto ao coração é quase que completamente destruído, e o serviço amoroso à Personalidade de Deus, o qual se louva com canções transcendentais, é estabelecido como um facto irrevogável.” (<em>SB</em> 1.2.18)</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background:white;line-height:normal;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;"><span style="font-family:Calibri;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background:white;line-height:normal;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:Calibri;"><em><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;">Bhagavata</span></em><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;">-<em>sevaya</em>: por servir a pessoa <em>bhagavata</em> ou o livro <em>bhagavata</em>, tudo o que é perturbador no coração-a mesma palavra, <em>abhadrani</em> (<em>abhadra</em>, <em>nasta-prayesv</em> <em>abhadresu</em>), tudo o que é problemático, tudo o que perturba o coração nesta plataforma, é praticamente destruído. Quando Prahlada ora para que as pessoas invejosas se pacifiquem (<em>bhadram</em>), ele ora para que todas as <em>abhadra</em>, as perturbações, os desejos materiais dentro do coração, sejam removidos. O processo da remoção é a consciência de Krsna, através de absorver a mente em Krsna. Este método é recomendado no <em>Bhagavad-gita</em> (<em>man</em>-<em>mana</em> <em>bhava</em> <em>mad</em>-<em>bhakto</em>)e no <em>Srimad-Bhagavatam</em> (<em>sa vai manah krsna</em>-<em>padaravindayoh</em>)-absorver a mente em Krsna. Isto é consciência de Krsna, e pode purificar o nosso coração e tornar-nos calmos e pacíficos. Então, em vez de invejarmos os outros e querermos explorá-los e dominá-los, pensaremos no seu bem estar. Vamos querer ajudá-los e encorajá-los em consciência de Krsna. </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="background:white;line-height:normal;margin:0 0 9.35pt;"><span style="font-size:12pt;color:#666666;font-family:ScaGoudy;"><span style="font-family:Calibri;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0 0 10pt;"><span style="font-size:12pt;line-height:115%;font-family:ScaGoudy;"><span style="font-family:Calibri;"> </span></span></p>
<br /><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/categories/girirajswami.wordpress.com/31/" /> <img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/tags/girirajswami.wordpress.com/31/" /> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/girirajswami.wordpress.com/31/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/girirajswami.wordpress.com/31/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/girirajswami.wordpress.com/31/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/girirajswami.wordpress.com/31/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/girirajswami.wordpress.com/31/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/girirajswami.wordpress.com/31/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/girirajswami.wordpress.com/31/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/girirajswami.wordpress.com/31/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/girirajswami.wordpress.com/31/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/girirajswami.wordpress.com/31/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/girirajswami.wordpress.com/31/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/girirajswami.wordpress.com/31/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/girirajswami.wordpress.com/31/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/girirajswami.wordpress.com/31/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=girirajswami.wordpress.com&amp;blog=4302647&amp;post=31&amp;subd=girirajswami&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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